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by Lucas Mucheroni Lucas Mucheroni Nenhum comentário

O que é, para que serve e como aplicar o DevOps?

O termo DevOps surgiu em 2008 em uma palestra do Patrick Debois, no Agile Conference de Toronto e seu principal objetivo era simplificar e diminuir a dificuldade de interação entre as áreas de desenvolvimento, operações de TI, engenharia da qualidade e segurança.

Entretanto, antes mesmo dessa cultura ser criada (sim, DevOps é uma cultura), algumas empresas já praticavam a aplicação em seus times, principalmente as que buscam maior qualidade nas entregas e redução de retrabalho e falhas de comunicação.

Após o crescimento dessa cultura, o nome DevOps foi tomando forma e se tornando cada vez mais comum. Segundo o Gartner, em 2016, 38% das empresas já estavam aplicando DevOps nos times internos de suas empresas e 50% diziam que iriam implementar internamente até o final desse mesmo ano

 

Mas afinal, o que é o DevOps?

Antes do DevOps, os times de Desenvolvedores, Operações e TI, eram separados e causavam diferentes atritos entre a comunicação das equipes e falhas tremendas na entrega dos produtos.

Com o surgimento do DevOps, as equipes que trabalhavam separadamente passam a ser uma só, aumentando melhorias na entrega e agregando ainda mais valor aos produtos dos clientes. 

“Todo mundo vê DevOps como um bicho de 7 cabeças, mas não é nada de outro mundo.” 

DevOps é uma cultura que tem como principal objetivo facilitar as práticas dentro dos times de TI, melhorar a comunicação entre os membros da equipe e trazer melhorias contínuas como utilização de ferramentas, melhores práticas nos fluxos de deploys, com a intenção de entregar mais valor aos clientes.

Em uma pesquisa realizada pelo Gitlab, 83% dos profissionais de desenvolvimento estão conseguindo liberar seus códigos muito mais rápido e cerca de 60% estão conseguindo implementar muito mais códigos em um único dia, após a adoção do DevOps.

 

Os pilares do DevOps 

A cultura DevOps é sustentada por 3 pilares, sem a aplicação deles a sua estratégia com a metodologia pode dar errado. 

  • Integração contínua: transparência e compartilhamento de conhecimento e experiência entre os times de Desenvolvimento e Operações.
  • Implantação contínua: liberação mais rápida e contínua das novas versões de projetos, produtos e serviços
  • Feedback contínuo: feedbacks frequentes com os times envolvidos em todas as fases de produção do projeto/produto

 

Por que ter DevOps no time?

Existem inúmeros benefícios de implementar a cultura DevOps nos times, principalmente em equipes que desenvolvem produtos e negócios digitais. Entretanto os principais são: 

 

Segurança

As ferramentas aplicadas com a cultura DevOps fazem com que ações sejam definidas e concluídas mais rápido para que a produção aconteça imediatamente. Após os testes realizados é possível garantir segurança operacional com os processos.

 

Facilidade em intervenção proativa

Ao começarem a trabalhar em conjunto, os times possuem mais facilidade na hora de comunicar e acompanhar o processo do projeto do início ao fim, dando oportunidade para os membros dos times colaborarem com melhorias no processo.

 

Colaboração entre os times

Como já foi dito acima, a colaboração passa a ser de um para o outro e não somente entre um desenvolvedor ou um operador. O time passa a trabalhar em conjunto para melhorar as entregas e agregar mais valor no produto do cliente. 

 

Processos simples e automatizados

As práticas adotadas pela cultura DevOps tem como objetivo transformar os processos em algo mais simples e automatizado, sem muita burocracia, para facilitar que o time como um todo consiga enxergar as etapas do projeto de acordo com o que a equipe faz.

 

Entregas com mais velocidade e qualidade

A cultura DevOps vem com o intuito de automatizar certos processos para que o profissional possa dedicar o seu tempo e energia a outras demandas do projeto. Com isso, a qualidade do produto final melhora e o time consegue realizar mais entregas para o cliente. 

 

O papel do DevOps na transformação digital

Cada vez mais, as empresas que querem ser mais inovadoras e estar a frente no mercado, estão buscando e passando por processos de transformação para ser mais digital.

Isso porque essa transformação visa o crescimento das organizações através da tecnologia, para serem mais modernas, mais inovadoras e mais conectadas com seus clientes, tendo processos automatizados e ágeis. 

Pensando nisso, DevOps é uma ferramenta essencial para que negócios digitais alcancem seus objetivos e melhorem seus resultados.

Sendo assim, o papel do DevOps é super importante nesse processo para auxiliar os times de desenvolvimento, operações e TI para que haja melhores entregas e mais evolução nesse dia a dia de trabalho.

 

Artigo Produzido por Lucas Mucheroni – DevOps na Agile Inc

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

O que tem a ver Cultura de Dados e Times de alta performance?

Em um mercado cada vez mais competitivo ter uma estratégia que te faça sair na frente dos concorrentes é incrível, não é mesmo?

A cultura de dados junto com os times de alta performance pode te ajudar nas estratégias da organização como um todo, promovendo resultados exponenciais.

Na coleta de informações, o objetivo de muitas empresas é converter o material bruto em dados úteis, principalmente nesse cenário de constantes mudanças no comportamento de consumo.

Dessa forma, os dados podem ser utilizados para tomada de decisão, no planejamento estratégico e até na reformulação de modelos de trabalho.

 

O que é Cultura de Dados?

A cultura data driven, ou seja, orientada a dados, é um dos exemplos de processo ou ferramenta que auxilia times a serem mais analíticos e focados em pôr sempre o usuário no centro das decisões, fazendo com que o trabalho seja voltado para gerar mais valor para o cliente e, consequentemente, para a organização.

Ser data driven é trabalhar com um conjunto de ações, tomadas de decisões, melhorias de estratégia com base em dados e não em achismos ou estudos genéricos.

É um processo feito por análises detalhadas das informações coletadas de diferentes formas, como formulários de site e aplicativos, eventos, landing pages, e-mail mkt, chatbots, etc.

Todo dado gerado por usuário pode ser utilizado para análises, já que o objetivo dessa verificação é adquirir referências que irão ajudar no planejamento de ações e estratégias.

Segundo dados globais da Gartner, 86% dos executivos das maiores empresas do mundo colocam os dados e estratégia de analytics como prioridade em seus negócios para os próximos anos.

Empresas que começam a agir através da respostas dos dados possuem uma chance muito maior de aumentar seus resultados e atingir uma boa qualidade na entrega para seus clientes.

Para que essa gestão aconteça de forma eficiente, é preciso acompanhar os indicadores mais importantes, e não apenas coletar dados aleatórios, além de ter times multidisciplinares que atuem de ponta a ponta na iniciativa, aumentando muito mais a performance e os resultados.

 

Como times de alta performance ajudam?

Os times de alta performance já são compostos por pessoas que trabalham com a cultura de dados, uma vez que é através de métricas que o time consegue enxergar os resultados da sua equipe podendo melhorar estratégias, entregas e aumentar resultados da empresa como um todo.

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui e leia o nosso post de blog sobre time de alta performance.

O que a cultura de dados e os times de alta performance podem trazer de benefícios para sua empresa:

  1. Melhoria contínua dos processos da empresa: todo negócio quer sempre evoluir para melhor, através das métricas e dados recolhidos é possível melhorar e automatizar processos.
  2. Crescimento nos lucros da empresa: times que fazer boas entregas, garantem melhores resultados e faz com que a empresa consiga aumentar seus lucros.
  3. Identificar as necessidades do cliente antecipadamente: com o uso de dados e análises corretas, será mais fácil e rápido perceber quando há uma demanda de seus clientes e compreender quais suas necessidades.
  4. Melhorar a gestão de processo: toda área pode melhorar seus processos e entregar valor a seus clientes, mas é preciso mudar o mindset primeiro. Com a análise correta de dados – seja do cliente e/ou do colaborador, é possível compreender o que está acontecendo de errado e traçar um plano de ação e melhorias.
  5. Avaliar as metas para a gestão de operação: com dados captados e filtrados é possível direcionar novos processos e estratégias e definir novas metas para que o objetivo da empresa seja atingido.

Portanto, vimos como a cultura data driven é primordial dentro de um modelo de trabalho ágil e digital, fazendo com que dados se transformem em informações importantes e essenciais para o desempenho e crescimento estratégico de uma organização.

Como fazermos aqui na Agile.Inc

Se você já está passando por um processo de transformação digital é muito mais fácil implementar a cultura de dados em sua empresa e estar à frente dos seus concorrentes.

Para que essa mudança aconteça, é preciso ter um time multidisciplinar de alta performance que irá te ajudar a alcançar bons resultados com métricas, ferramentas, papéis e ferramentas corretas.

Em nossas enFocamos nas características de cada empresa, analisamos as condições e contexto, e oferecemos toda nossa expertise para montar times multidisciplinares, adaptados para cada tipo de produto.

Formados por diversos especialistas, nosso time de alta performance avalia – sempre à quatro mãos – o estado atual da empresa, analisa os resultados anterior as mudanças, implementa novas métricas para serem analisadas, cria um backlog de transformação, que será implementado e adaptado ao longo de todo o processo, visando diversas alterações, como:

  • Mudar o mindset e o paradigma de um modelo Tradicional (prescritivo e ordenado) para um modelo Ágil (adaptativo e interativo);
  • Quebrar o status quo, buscando maior produtividade;
  • Criar uma melhor forma de comunicação e promover integração total entre as áreas, para melhores tomadas de decisões;
  • Colocar o cliente no centro de todas as definições e escolhas;
  • Transformar as oportunidades e ideias em produtos de sucesso.

Nosso time é apoiado pela Scrum.org e vai ajudar sua empresa a ser mais inovadora, de forma desejável, viável e factível para a criação de produtos e desenvolvimento de projetos. Conte com a consultoria da Agile Inc. e monte um squad que irá elevar a sua empresa.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Por que times de alta performance geram mais resultados?

Ter uma equipe auto gerenciada é o sonho de qualquer líder de área, não é mesmo? Mas sabemos que desenvolver colaboradores de perfis diferentes para alcançar o objetivo do produto é ainda mais desafiador. 

Pensando nisso, empresas de diferentes segmentos começaram a buscar por colaboradores de alta performance, mas, seria ainda mais interessante se fosse desenvolvido isso já nos colaboradores que fazem parte da sua empresa, não é mesmo? 

Para entender como funcionam os times de alta performance e como eles podem ajudar a sua empresa a gerar mais resultados é só continuar lendo esse artigo. 

 

Afinal o que é time de alta performance?

As equipes de alta performance possuem elevada competência, expertise e comprometimento com as metas – que são bem claras para todos envolvidos. Geralmente esse tipo de time compartilha da mesma visão, valores e propósito, além disso estão sempre engajadas e alinhadas aos objetivos estratégicos.

Neste caso, a alta performance é mais do que alcançar bons resultados, é ir além do esperado. A alta performance está diretamente ligada a atitudes, senso de dono (ownership) e foco nas entregas de valor.

Um time de alta performance é motivado, possui uma cultura muito forte e está disposto a melhorar, sempre buscando novos desafios.

Nas organizações inovadoras e realmente digitais, podemos chamar uma equipe de alta performance de Squad. Ou seja, um time composto por pessoas de diferentes habilidades, unidas para criar produtos ou iniciativas que geram valor, desde sua ideação, passando por todo desenvolvimento, até a entrega e o monitoramento de uso.

 

Time de Alta Performance: Squad

Basicamente, a Squad é uma estrutura organizacional composta por pessoas de diferentes habilidades, que possuem um objetivo muito claro: ter mais entrega de valor, atuando de ponta a ponta naquele produto.

Diferente do modelo tradicional de criação de softwares e gerenciamento de projetos, as Squads são times multidisciplinares, com menos silos, menos hierarquia, mais autonomia, focada em seus princípios e objetivos, e que trabalham para resolver um problema ou desafio dentro de uma organização.

O Spotify criou esse modelo para resolver um desafio que eles tinham na época e, como se popularizou, muitas pessoas começaram a copiar esse formato de organização de pessoas.

Se quiser entender realmente como surgiu esse modelo de Squads do Spotify, clique aqui e veja essa ótima explicação do Rodrigo Pinto, nosso Agile Chapter Lead.

Logo, uma Squad é um time de Alta Performance que muitas empresas já adotaram junto com o modelo de trabalho Scrum. 

 

Quais as características de times de alta performance

Bom, quando pensamos em desenvolver uma equipe de alta performance, é preciso analisar quais as características são necessárias para o seu desafio.

Ou seja, não existe um modelo padrão, mas sim o que se adequa melhor à sua empresa e aos resultados que precisam ser atingidos. Confira algumas características que uma Squad precisa ter: 

 

Liderança

Ter uma liderança bem definida é essencial para uma equipe de alta performance, essa necessidade se dá ao fato de que os membros da equipe não podem ter dúvidas em relação a quem recorrer quando necessário e nem de quem é a decisão final.

É também muito importante que os líderes sempre estejam não só incentivando, como também inspirando toda a equipe.

 

Autogerenciamento

Apesar da liderança muito presente, o auto gerenciamento também é muito importante. O foco aqui é que cada membro da equipe tenha total responsabilidade por suas funções.

É importante destacar que apesar do líder, cada pessoa pode gerenciar seu tempo, decisões e a forma em que executa as tarefas.

 

Multidisciplinaridade

As equipes de alta performance são nada mais nada menos do que um grupo de pessoas com conhecimentos, culturas e formação em diversas áreas trabalhando em sinergia em busca de um resultado em comum.

Visto isso, a multidisciplinaridade é muito importante, já que aqui as habilidades individuais se complementam fazendo com que todos colaborem entre si para alcançar os melhores resultados.

 

Antecipação

Projetar o que está por vir e pensar a frente é uma característica forte das equipes de alta performance. Esse comportamento ajuda a prevenir problemas e situações que possam comprometer o desempenho da equipe como um todo.

 

Comunicação assertiva

Saber se comunicar é extremamente importante. Os membros de uma equipe de alta performance entendem que uma comunicação assertiva e eficiente impacta nos resultados finais.

Nesse tipo de time, são realizadas reuniões periódicas para acompanhamento, estímulo à troca de experiências e feedbacks. A comunicação interna é valorizada!

 

Colaboração

Para que uma equipe possa alcançar um desempenho elevado, é fundamental que haja colaboração entre os membros.

Em vez de cada um se fechar e focar apenas nas suas tarefas, aqui os membros se ajudam e, de forma colaborativa e integrada, eles conseguem entregar um trabalho mais consistente.

Depois de verificar quais dessas características precisam ser melhoradas em sua equipe, desenvolva um planejamento de capacitação.

 

Mindset diferenciado

Como já dito, para criar uma equipe de alta performance é preciso mudar o mindset da sua empresa, gestores e equipe. 

 

Estruturar o ambiente de trabalho visando uma atmosfera inovadora não significa se inspirar em tendências de empresas do Vale do Silício e colocar pingue-pongue na área comum da sua empresa.

É preciso focar em um aspecto mais físico, como na estrutura das mesas fazendo com que os colaboradores trabalhem mais próximos, estimular as pessoas a saírem do espaço físico da empresa para focar na resolução do problema.

Mas sim, o foco continua sendo a inovação!

E para isso, é preciso mudar o mindset e esquecer aquela ideia de que os diretores ficam em salas separadas e isoladas, é preciso que essas pessoas fiquem sempre em um local de fácil acesso para todos os colaboradores.

Importante: Além dessas características, o gestor ou líder da área precisa compreender o colaborador e incentivá-lo a ser uma pessoa de alta performance. Mas como fazer isso? Aqui vão algumas dicas. 

  • Disponibilize cursos e certificações para que todos possam aprender sobre todos as técnicas que o seu time precisa ter;
  • Incentive o trabalho em equipe, faça reuniões, dinâmicas, etc; 
  • Crie metas desafiadoras, faça seus colaboradores saírem do comodismo e enfrentar novos desafios do dia a dia;
  • Confie no profissional e dê autonomia para eles resolverem e trazerem soluções para os conflitos; 

 

Como montar um time de Alta Performance?

Na Agile.Inc escutamos nossos colaboradores e damos a eles total autonomia para trazer ideias e novos conceitos para que o objetivo da empresa seja alcançado. 

Os nossos times de Alta Performance são divididos por clientes e modulados de acordo com a necessidade do cliente. Ouvimos os nossos clientes e com isso trazemos as melhores qualidades de diferentes pessoas para que as dores do cliente sejam resolvidas. 

Nós também desenvolvemos trilhas de conhecimento compostas por treinamento e certificações para que os colaboradores possam seguir com novas ferramentas de trabalho e, assim, atingir seus objetivos.

Conte conosco, da Agile.Inc e fale com um de nossos profissionais para que nós possamos te ajudar a montar o seu time de Alta Performance

by Ivan Santos Ivan Santos Nenhum comentário

Como está a Transformação Digital no varejo

Muito tem se falado sobre transformação digital e muita gente não entende como é o processo ou se qualquer empresa pode passar por essa transformação. 

A resposta é bem simples, sim toda empresa que acredita na transformação digital, pode sim começar a ter boas práticas e iniciar o processo de digital em seus times. 

No varejo não seria diferente, mesmo sendo um mercado vasto é possível melhorar suas entregas, trabalhar de forma mais ágil e ainda aumentar os resultados da sua empresa com a transformação digital. 

Esse artigo foi escrito com base na entrevista do CEO da Agile.Inc, Ivan Santos para o canal da “Varejo Vivo” no Youtube. Você pode assistir entrevista completa aqui

 

É correto dizer que nós vivemos na Era digital? 

Sim, com certeza. A gente já vem vivendo a Era Digital a um tempo e, com a pandemia, isso só serviu para nos fazer refletir cada vez mais sobre a necessidade de outros canais de otimização no atendimento das empresas com seus clientes. 

Hoje em dia já vivemos um mundo bem digital, bem diferente do que a gente viveu  há uns 10 anos atrás e  a gente já sabia que uma grande mudança estava por vir.  

 

Por que trabalhar com agilidade?

Agilidade é a nova maneira de pensar, estruturar e refletir sobre como melhorar o fluxo de trabalho. Pensando em tempos atrás que a galera usava muito kanban, lean etc, fica duvida de que se com a agilidade isso seria jogado fora. E a resposta é não!

No mundo digital que vivemos hoje, o tempo de resposta é muito menor para o tempo de mercado, por isso você DEVE aprimorar suas metodologias com ajuda das práticas ágeis. A agilidade é a alavanca para que as empresas possam gerar novos valores para os seus clientes.

A agilidade vai ajudar você e pegar seja a prática que você já utiliza, entender o momento que você está e com as práticas ágeis você consegue entregar o melhor produto para o público mais adequado.

Por exemplo, a sua empresa acabou de desenvolver um produto e ele não teve o efeito esperado no público, é nessa questão que as práticas ágeis e a transformação digital vão te ajudar a conseguir enxergar esses desafios antes do lançamento de qualquer produto ou serviço

 

Agilidade x Eficiência 

Eu diria que a Agilidade vai trazer para as empresas muita eficiência e transparência. Existem empresas tradicionais que investem em startups e possuem a certeza de que sabem realmente o que está acontecendo na gestão dessas empresas.

E após colocarem em prática o projeto de transformação digital, eles conseguiram ver em pouco tempo de execução a transparência em toda a gestão de trabalho que antes eles não tinham e com isso melhorar suas estratégias em todos os times da organização. 

Para as empresas tradicionais, normalmente a transparência fica bem mais ocultada e quando começam a implementação da agilidade é possível ver nitidamente como a empresa melhora seus processos e entregas. 

Quando falamos de agilidade, falamos de entrega de valor.

Muitas vezes achamos que estamos correspondendo às necessidades dos clientes e acabamos investindo em uma coisa que no momento não deveria ser prioridade. Por isso é mais que importante coletar Feedback é essencial para que o time possa inspecionar e adaptar para a equipe seguir na direção do objetivo da organização.

 

Como a Agile.Inc pode fazer a transformação digital no varejo?

  • Consultoria

 Nós ajudamos as empresas a conseguir identificar os principais projetos e como executá-los de uma forma ágil para fazer a digitalização dos seus canais.

 

  • Fazer a entrega  a  4 mãos:

Quando se fala de transformação digital, disponibilizamos uma equipe multidisciplinar que trabalha diretamente com o cliente para a criação de um novo canal, produto ou serviço.

 

  • Sensibilização

Entender em que momento a empresa está e auxiliar nas mudanças de mindset e aprimorar junto com o clientes produtos e serviços com melhores potenciais de resultados.

 

Além do e-commerce, como entender o varejo digital? 

É comum achar que a transformação digital é só para empresas de tecnologia, porém existem empresas que utilizam da agilidade para fazer todo o seu planejamento estratégico, elaborar seu portfólio e gerenciar projetos.

Existem empresas do segmento agrícola que utilizando agilidade para poder otimizar os seus processos e obter melhores resultados com seus próprios clientes. Então não necessariamente só e-commerce, aplicativos e qualquer outra tecnologia ou startup está no digital. 

Hoje existem empresas que atuam em áreas que não são de tecnologia e que estão adotando o ágil e a transformação digital como uma grande alavanca para potencializar os seus negócios para poder se vender no mercado e fazer novos investimentos, criar novos produtos ou melhorar os serviços que já existem. 

 

O que a Agile.Inc pode oferecer para supermercados? 

O primeiro passo é identificar a real situação e principais áreas de atuação. Na maioria dos mercados existe o Data Driven, que são os dados orientados a tomada de decisão, logo vamos identificar quais produtos e comportamentos podem ser criados para melhorar os resultados desse mercado.

Ao trabalhar com equipes multidisciplinares, com uma visão mais estratégica como aspirações e propósitos, a agilidade traz esse tipo de benefício e pode criar novos produtos.

É importante transformar a cultura e estratégia da empresa para que ela não seja somente reativa, mas também que ela consiga explorar oportunidades com produtos já existentes.

 

Como propor a transformação digital para empresas familiares?

Esse é o desafio que a gente gosta porque normalmente essas empresas já acham que fazem as coisas de uma maneira Ágil.

Existe a história do J, que ao se repartir deixam só a curva dele, chamamos essa pequena curva de a curva de resistência e é ela quem precisa ser quebrada para as empresas tradicionais e familiares consigam se tornar ágeis.

Já houve situações em estarmos em treinamentos e o cliente comentar que estavam fazendo o curso porque o diretor da empresa voltou do exterior e impôs que todos seriam ágeis. E não é assim que funciona. 

Ágil é o meio. E pra vencer essa curva de resistência são dados e fatos, são objetivos claros e alcançáveis. Começa com pequenas práticas, tome uma iniciativa,  trabalhe muito bem qual é o critério de sucesso com isso você passa a monitorar as questões que você trouxe para essa iniciativa. Com base nos resultados desse teste, você melhora as suas práticas e planos de ações e com isso vão aumentando os resultados.

Ser ágil é você sensibilizar e perceber a real necessidade gerando um valor para o seu cliente. A agilidade tem que ser o meio com base em pequenos experimentos.

Para convencer uma empresa, basta você mostrar resultados. Vamos pegar um pedacinho que dê para fazer um resultado diferente e depois a gente instala o resto

 

Como posso convergir o propósito de ser ágil com a premissa de colocar o cliente no centro?

É importante você como empresa identificar o que é ser ágil para vocês, a partir disso trabalharemos com estratégias da transformação digital para que o seu cliente seja prioridade para sua empresa.

Muitas vezes criamos produtos com as dores dos nossos clientes, certo? Por isso, o cliente na ponta é o principal modelo para se trabalhar na agilidade. Logo, melhorar a experiência do cliente, crescer digitalmente será algo possível

 

Como as empresas tradicionais se transformam digitalmente e como elas conseguem alterar sua cultura sem competir com outras empresas que já saíram na frente?

Muita gente fala de inovação, mas inovação não vem só com novas tecnologias ou com aportes, ela também pode partir do seu dia a dia e da cultura. 

Existem diversas empresas que foram compradas por 200,300 milhões de reais porque o investidor enxergou nela uma cultura que ele gostaria de implementar em sua organização e que com a aquisição isso se tornará mais “fácil”É claro que isso faz parte de um planejamento mais estratégico.

Então quando a gente olha no varejo como um todo, como conseguir integrar tudo isso? E a transformação digital ela vem ajudando cada vez mais as empresas a entenderem do ponto de vista estratégico de onde dar o seu passo no mercado.

 

A questão cultural é sempre ponderante, como a Agile.Inc age na questão da cultura?

Eu diria que a cultura é observada até mesmo quando a pessoa não está na empresa. Por exemplo, aqui na Agile.Inc se interessam em trabalhar aqui porque as pessoas se identificam que na empresa elas vão conseguir aumentar sua maestria, pois elas também veem a Agile.Inc como uma das melhores empresas no mercado de Agilidade.

E aí quando eu falo da cultura, lá no processo seletivo a pessoa já conhece ela já está atraída. E o candidato entende que trabalhar na agiel vai contribuir para a valorização e reconhecimento profissionalmente. 

Então são alguns aspectos que a gente começa a trabalhar na cultura da organização: como eu contrato? Como eu retenho esses profissionais e que eles se desenvolvam?
A cultura vai permear tudo isso. Por isso quando você deixa essa visão muito clara o trabalho que irá existir por trás para que essa mesma cultura permaneça e seja seguida será bem forte

 

Qual a recomendação da Agile para as empresas que atuam no modelo tradicional de varejo?

Experimente! Então crie cenários de experimentação com um bom propósito e objetivo claro e metrificar todos os resultados desses testes. 

Estar aberto a novas tecnologias, novas formas de pensar. Identificar empresas que estão fazendo de diferente e entender o que está movendo essas ações. 

Realizar um benchmarking da sua empresa, entender o que está acontecendo em cada setor, o que precisa melhorar. Uma pesquisa mostrou que 90% das iniciativas dentro das empresas, já trabalham com agilidade

As empresas estão saindo da forma tradicional! Chegamos em um momento em que uma startup vale mais que a Petrobras com todos aqueles ativos milionários que existem. Então o que será que está acontecendo? 

Claro, tem toda uma questão de conhecimento de insights a serem gerados. Vivemos uma nova economia e com base nessa nova economia as empresas se valorizam. Se observar e tiver uma abertura para se readaptar e fazer pequenos experimentos com certeza terão resultados diferenciados.  

Talvez seja o momento de estarmos abertos a novas oportunidades. 

 

Nesse momento de pandemia o que mudou na atuação da Agile.Inc? E qual a perspectiva para 2021 pós vacina?

Nós temos diversos clientes de grandes portes na organização e diversos deles entregando prédios que se deram conta de que o trabalho e o resultado acontecem se o colaborador estiver ou não presente no escritório.. 

Eu, Ivan, acredito muito no trabalho híbrido dentro dos clientes e com os clientes perante ao seu dia a dia. E quando eu digo híbrido eu não to dizendo 3 dias da semana no trabalho e 2 em casa, não é isso não. 

O que eu to dizendo que essa engenharia de pertencer a empresa, as pessoas se reunirem para tomar um café, vai continuar existindo, em uma proporção menor é claro. Entretanto a Pandemia só veio para mostrar o que já estava acontecendo antes, essa questão de trabalho remoto já era algo sendo trabalhado antes em alguma empresas.

Agile.Inc está voltando muito bem preparada para estar apoiando os seus clientes em como trabalhar de uma forma remota

E olhando a perspectiva para 2021, eu acredito que esse formato vai continuar, não acredito que vá mudar até por causa de ações que grandes clientes e outras grandes empresas vêm tomando.

A gente vê nas manchetes que cada vez mais empresas estão inovando e cada vez mais buscando como criar produtos que os clientes possam realmente amar, realmente atender suas necessidades, suas dores.

Ajudamos empresas do varejo e de vários segmentos a acelerar a Transformação Digital, se quiser saber mais sobre esse assunto entre em contato com a gente por aqui.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Porque as pessoas NÃO estão fazendo o dobro na metade do tempo com o Scrum

O mundo está mudando em uma velocidade muito grande, as organizações estão cada vez mais tentando atender às necessidades do mercado e se diferenciar em um cenário competitivo. Para isso, são executados projetos e mais projetos a fim de atingir o único objetivo de atender as necessidades do mercado e/ou das pessoas. E o Scrum, pode te ajudar.

 

Scrum: arte de fazer o dobro na metade do tempo.

Em meados da década de 1990, Jeff Sutherland e Ken Schwaber criaram o método Scrum, com o objetivo de solucionar problemas comuns das organizações, garantindo o foco no que realmente gera resultados.

Com o objetivo de explicar os benefícios do Scrum, sua aplicação de forma a obter maior produtividade, Jeff escreveu um livro chamado “Scrum: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”.

Neste livro, ele conta como utilizou o Scrum em suas experiências pessoais para dar clareza dos problemas e assim atuar sobre eles, de forma a ajudar pessoas e empresas a planejar melhor, ter foco no cliente e na melhoria contínua.

 

Como surgiu o termo método ágil?

O termo método ágil surgiu com o Manifesto Ágil, criado no ano 2001. Esse pequeno documento ficou conhecido por seus 4 valores:

  • Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano.

 

Todos os métodos ágeis, desde o Scrum e o XP (os mais conhecidos) são baseados nestes 4 valores.

O principal objetivo dos métodos ágeis é satisfazer o cliente por meio de entregas pequenas e recorrentes de valor, por meio de ciclos curtos e contínuos de desenvolvimento.

 

Como aplicar a metodologia ágil?

Para implementar os métodos ágeis nas empresas, é muito provável que seja necessária uma mudança da cultura organizacional.

Essa metodologia utiliza os princípios de adaptação constante. Têm como objetivo também eliminar e reduzir os desperdícios e ineficiências causados por ruídos da comunicação, burocracia e obstáculos técnicos.

A metodologia ágil funciona em empresas que atuam com alto nível de colaboração, onde os membros contribuem para o desenvolvimento dos projetos/produtos por meio de times pequenos. Vamos conferir algumas mudanças que são geralmente necessárias para tornar as empresas mais ágeis:

  • O objetivo da empresa deve ser agradar ao cliente e entregar o melhor produto para a demanda estabelecida, com total eficiência.
  • O trabalho deve ser feito em times que se auto-organizam, em que o gerenciamento ocorre de forma a capacitar os colaboradores a contribuírem ao máximo.
  • O trabalho deve ser coordenado por metodologias ágeis a partir de ciclos iterativos e feedbacks de clientes e stakeholders.
  • Transparência e melhoria contínua precisam ser valores predominantes.
  • A tomada de decisão na empresa deve ocorrer predominantemente de modo horizontal.

 

Por que as pessoas não estão produzindo?

Agora que já conhecemos o Scrum e sabemos um pouco de princípios para implementar os métodos ágeis, vamos entender melhor sobre erros comuns da aplicação das metodologia ágil, principalmente do Scrum. O grande desafio aqui está nas pessoas compreenderem que não é simplesmente pela mudança de nomes, funções e reuniões que os resultados acontecerão. É necessária uma compreensão mais aprofundada da Agilidade e sua verdadeira aplicação.

 

Erro #1: Pensar que fazer uma reunião diária (Daily Scrum) faz com que você seja ágil

A Daily Scrum é uma parte vital do Scrum, mas apenas fazê-la por fazer não ajuda em nada. 

O objetivo da Daily Scrum é que os desenvolvedores revisem e planejem seu progresso em direção ao objetivo da Sprint (Sprint Goal). É também um fórum para permitir identificar problemas em potencial e lidar com eles rapidamente ou posteriormente. 

Foi projetada para ser um reunião de curta duração, para resolver problemas e garantir (no mínimo) um nível contínuo de comunicação e planejamento da equipe à medida que a Sprint progride.

 

Erro #2: Pensar que um Scrum Master é um gerente de projeto

O Scrum Master tem o papel de suportar a implementação do Scrum em suas práticas de trabalho.

Algumas pessoas assumem que um Scrum Master é o mesmo que um gerente de projeto, porém o Scrum Master provavelmente é um papel novo, talvez nunca visto por alguns, por isso é falho fazer qualquer tipo de paralelos. 

Nas práticas da atuação de um SM, é comum agir como um professor, facilitador, coach e mentor. Tecnicamente, ele não gerencia a equipe. O Scrum Master oferece orientação e aconselhamento aos membros do Time Scrum, especialmente em questões relacionadas às regras de execução framework e cumprimento dos papéis.

 

Erro #3: Deixar o Time Scrum muito grande

Idealmente, um Time Scrum deve ser uma pequena unidade dedicada trabalhando próximos e se auto-organizando. Para que isso aconteça de forma eficiente, ela não pode ser muito grande. O tamanho máximo não deveria superar 10 pessoas, sendo ideal por volta de 8 integrantes.

Jeff Bezos faz uma brincadeira com esse tema dizendo que o tamanho ideal de uma equipe é um número de pessoas que podem ser alimentadas por duas pizzas. Cabe a você determinar o nível de fome e, portanto, o tamanho da pizza. 🙂

 

Erro #4: Fixar o Backlog do Produto

Product Backlog são o que chamamos de artefatos-vivos. Isso significa que eles vão sendo criados e alterados a todo momento, no decorrer da criação do produto e execução das Sprints.

Algumas pessoas que vieram do paradigma tradicional, muito conhecido pelo modelo waterfall, têm certa dificuldade em compreender esse conceito. Elas associam o Product Backlog com o escopo fechado de um projeto e isso está completamente incorreto!

A premissa do Backlog é ser flexível, ou seja, com os aprendizados adquiridos a cada Sprint, o time (na pessoa do Product Owner) vai adaptando o Product Backlog para que o mesmo estaja cada vez mais aderente ao que o cliente necessita. 

 

Erro #5: não ter paciência para seguir o processo

É necessário entender que na Agilidade não existe uma solução única para todos e não há uma receita pronta de como deve funcionar, ou seja, pode ser que algumas práticas e ferramentas sirvam para você e outras não. 

Cada time e empresa deve buscar trilhar seu próprio caminho de aprendizado. Um princípio básico que fecha todo nosso conceitual teórico é a melhoria contínua. Um time não pode se dizer ágil se faz as mesmas coisas, da mesma maneira durante muito tempo.

Logo ao aplicar as primeiras ferramentas, alguns times não tem a paciência necessária para corrigir os erros, aprender, formar melhor as pessoas e permitir que os princípios de melhoria surtam efeito.

 

Conclusão

Por fim, espera-se que o verdadeiro entendimento dos princípios ágeis sejam suficientes para que os times geralmente colham os benefícios que a Agilidade visa entregar. Conforme os dias vão passando, os times ágeis devem crescer nesse entendimento (que é novo para muitos) encontrando, testando e validando formas melhores de trabalhar. Isso promove o crescimento da produtividade da equipe e maximiza a entrega de valor.

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Como ficou o feedback em 2020?

Em 2020, o ano mais desafiador dos últimos tempos, falar “o novo normal” chega a ser irritante. Mas, se tem algo que se tornou diferente neste ano é o feedback.

O “novo feedback” – é horrível esse termo, eu sei, mas ele se faz muito necessário – já que o contato físico e social foi restringido, o trabalho se tornou todo remoto, fazendo com que tivéssemos novas preocupações e riscos em nossa rotina profissional. 

 

Acompanhando a maioria das pesquisas que atribui o trabalho remoto à qualidade de vida, eu resolvi compartilhar um pouco da realidade pra esfregar na cara de quem faz pesquisa que: qualidade de vida não é trabalhar de casa.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo LinkedIn (publicada pela InfoMoney), 62% dos profissionais estão mais ansiosos e estressados com o trabalho do que estavam antes.

Em minha opinião, esta questão de qualidade de vida está muito mais próxima ao se ter um trabalho com acompanhamento de carreira e metas claras sobre seu desenvolvimento, no qual temos tempo de aprender e ter mais momentos com nossa família e amigos, do que obrigatoriamente trabalhar de casa.

 

Mas o que isso tem a ver com feedback?

Bom, essa é uma ferramenta extremamente importante e que colabora muito para ter essa tal qualidade de vida.

No clássico cenário no qual se trabalha no mesmo ambiente físico do seu time, é muito mais simples de se observar um comportamento de tristeza, de alegria ou de ansiedade, por exemplo.

Isso porque o fato de você estar em contato presencial com uma pessoa e com uma percepção apurada,  faz com que você consiga reconhecer esses sentimentos no ar e atuar prontamente sobre essas pessoas. 

No trabalho remoto ficamos dentro das nossas casas, geralmente com uma carga horária de bem maior do que num trabalho presencial, fazendo com que o gatilho mental de stress das pessoas esteja muito sensível, levando-as ao limite emocional. E aí volta a principal questão deste texto:

Dar feedback para essas pessoas e times, todos a distância, foi um dos maiores desafios este ano, além de todo o caos causado por conta de uma pandemia.

Entretanto, uma das coisas que eu mais levei em consideração ao dar e receber feedbacks, foi a minha própria percepção de trabalho remoto e o quanto isso me afetou.

Desde o medo de ser demitido, toda a adaptação para essa nova realidade que ainda estamos vivendo, até o conformismo ao ver que as coisas não estão mudando, envolto pelo pensamento de “se eu fizer, tudo bem” e “se não fizer, tudo bem”.

Este ano, o feedback deixou de ser formal e realizado num determinado período e passou a ser diário.

Às vezes, até a cada hora, pois novas situações surgem e são acontecimentos não previstos ou novas realidades, nas quais temos de estar lado a lado com o nosso time entendendo e nos adaptando a cada cenário. 

Conversar sobre qualquer tipo de assunto com o time, dá informações de como as pessoas estão se sentindo no seu dia a dia e como elas buscam e pensam sobre o futuro; para que eu, como Delivery Manager (responsável pelas entregas do time), possa realmente estar com uma percepção mais acertada sobre os anseios e desejos dessa pessoa e do time como um todo. 

 

Mas, se você ainda tem dúvidas de como dar feedback, vou listar alguns pontos que são bem importantes:

 

Preste atenção nos detalhes!

Cada vez mais, conversar e conhecer as pessoas é super válido.

Hoje são apenas nossos e nossas colegas de trabalho, mas nada impede de você entender um pouco mais quem são, o que faz essa pessoa feliz, o que não faz, a qual a relação familiar dela, qual é o lazer dela, se ela teve alguém afetado pela Covid-19  ou qualquer outro tipo de doença, etc;

 

Saiba ler o ambiente

Entender o momento certo e prepare antes o que será dito.

O feedback deve acontecer dentro de um contexto específico do ocorrido para que gere uma reflexão sobre aquilo e uma possibilidade de ação para reforçar ou melhorar algo;

 

Convide a pessoa para participar de sua própria melhoria

Ou seja, ajude-a a construir um plano de ação para a resolução daquela situação.

Claro, sempre acompanhando-a durante essa evolução, perguntando de tempos em tempos como estão as coisas;

Muito além do feedback pessoal, o feedback sobre o time é essencial.

Meu trabalho é desenvolver um time no qual o time em si é maior do que qualquer pessoa dentro desse grupo. Mas esse assunto vou deixar para outro artigo!

Não vou nem falar sobre “recurso”, afinal não dá para explicar novamente a diferença entre recursos e pessoas em pleno 2020.

Se você não aprendeu isso até hoje, ESTUDE e não chame pessoas de recursos.

 

Pois bem, essas foram as minhas dicas sobre como fazer feedback neste “novo formato”.

Entendo que trabalhar com pessoas é estar sempre atento, muito mais do que esperar uma dinâmica mágica e maravilhosa para feedbacks, na qual você vai preencher uma frase com palavra chave, vai trocar com seu amigo e cada um vai se auto avaliar e bla-bla-bla…  

Espero que, com tudo isso, a gente aprenda a ser cada vez mais menos prescritivo na gestão de sentimentos e de evolução do time, pois isso deixa o nosso trabalho e nossas relações muito mais humano.

Em 2020, o feedback pra mim tem muito a ver com uma frase que ouvi de um grande amigo meu, chamado Vilson Laerte: “estamos com pessoas, trabalhando com pessoas e desenvolvendo algo para pessoas, o resto é computador, cadeira e mesa velha.

 

Por Fabricio Pequeno

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Eleve seu nível de maturidade ágil com 4 práticas simples

Uma das grandes necessidades das empresas nos dias atuais é ter melhores resultados, mais produtividade, é conseguirem realmente se conectar cada vez mais com seus clientes. 

A questão é que a corrida para ter mais vantagem competitiva no mercado só aumenta e muitas organizações ainda não estão conseguindo desenvolver produtos digitais que te deixam a frente dos concorrentes, e que encantem seus usuários de verdade.

Muitas empresas se dizem digitais ou ágeis, mas lá no fundo vemos que elas ainda são tradicionais, com uma mudança, na maioria das vezes, de fachada.

Todos os dias muitas dúvidas chegam até nós. São pedidos de ajudas, para as pessoas que querem mudar esse cenário nos seus times. As principais dúvidas que chegam são:

  • Como faço para criar melhores produtos digitais?
  • Como faço uma transformação ágil de verdade?
  • Onde termina o ágil e começa o digital?
  • Mas porquê todos esses problemas acontecem? 
  • Será tudo isso normal? 

 

Começando pela última pergunta: sim, tudo isso é normal. Esse é um processo comum no mercado, e normal de acontecer com sua empresa.

Porém, é necessário que as empresas deem os próximos passos o quanto antes, que consigam evitar erros e falhas básicas para realmente serem ágeis e digitais.

As empresas que melhor passarem por essa fase, conseguirão se destacar muito, e realmente terão vantagem competitiva.

E os profissionais que conseguirem fazer essa evolução nas empresas, com certeza vão se destacar perante a média de pessoas. 

 

Transformação Ágil de verdade

A verdadeira transformação ágil, que é a base da transformação digital, é uma longa jornada e não apenas uma instalação de algum modelo pronto.

Não basta “comprar o ágil” de alguma consultoria tradicional, treinar todo mundo, mudar nomes de métodos, e pronto, achar que já é ágil.

Você só será ágil quando você conseguir ter:

  • Pessoas com mais habilidades para construção de produtos digitais;
  • Melhores e mais ágeis processos para essa criação;
  • Visão de verdade sobre produtos digitais;
  • Boas práticas de engenharia;
  • Uma liderança realmente ágil, entre outros.

 

Porém para atingir esse objetivo, existe uma jornada, existem estágios, existem fases por onde a empresa passa, para conseguir criar realmente melhores produtos digitais.

Você não mede se a empresa é ágil ou não, mas sim, o quanto ágil ou não ela é. 

 

Estágios da mudança

Imagine essa situação: existe um problema, você percebe que a organização está perdendo dinheiro, você sabe que pode ter melhores processos, que precisa de times de alto desempenho e de entregas que realmente agregam valor, mas não sabe como, nem por onde começar a mudar.

Atualmente, as organizações querem ser ágeis, mas, na maioria dos casos, elas nem sabem o porquê querem…

Elas apenas decidem isso e acreditam que a agilidade vá resolver essas situações citadas acima.

E, por conta dessa decisão sem propósito, é comum implantar algum método ágil de forma mecânica, sem aprender profundamente e incorporar no dia a dia os conceitos e princípios, sem mudar o status quo.

E o resultado disso é que a produtividade dos times pode cair!

Isso acontece por conta da curva da mudança, a Curva em J, um processo complexo explicado pela psicoterapia.

Desenvolvida pela psicoterapeuta Virginia Satir, o modelo é descrito em 5 estágios, que surtem efeito sobre os sentimentos, pensamentos, desempenho e filosofia.

Ao passar por esses efeitos você consegue melhorar a forma em que processa a mudança e como ajuda outras pessoas a processá-las.

Quando falamos em agilidade organizacional, pode-se também usar a curva em J como uma estrada a ser percorrida.

Em diversos aspectos, a agilidade ajuda a reduzir riscos.

Mas, quando estamos falando de mudança organizacional, essa agilidade, na maioria das vezes, irá expressar primeiramente em um leve declínio de desempenho. 

Portanto, é importante dizer que isso é totalmente normal, e está diretamente ligado a mudanças no status quo da organização, que logo após esse declínio irá começar a elevar seus resultados e a performance dos times.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

No geral, este processo acontece quando uma pessoa ou um pequeno time busca entender melhor sobre os conceitos ágeis e começa pequenas iniciativas.

Ao perceber os benefícios, ela sente que precisa passar por essa transformação (mesmo sem saber ao certo o que é ser ágil).

Por conta dessa percepção rasa do significado de “ser ágil”, algum método implantado nessa organização de forma mecânica e sem estratégia, seja Scrum, Kanban, entre outros, fará com que a produtividade do time caia. Isso é exatamente o que diz a Curva J.

Para evitar que os erros citados acima continuem acontecendo, é preciso ter as pessoas corretas para passar por esse processo de mudanças.

E elas devem começar entendendo primeiro o cenário no qual se está. 

Após muitos estudos, identificamos que existem quatro estágios, nos quais é possível entender o quanto as empresas estão atrasadas no desenvolvimento de produtos digitais ou o quanto estão sendo realmente ágeis e criando produtos da melhor forma possível.

Podemos classificá-los como estágios de maturidade ágil e eles são divididos em 4 níveis: empresas tradicionais; ágil mecânico; tentando ser ágil e ágil profissional. 

  • As empresas tradicionais são essas que entendem um pouco sobre agilidade e tentam implementar alguns conceitos e práticas de forma rasa;
  • Já a maior parte das organizações estão praticando o que chamamos de ágil mecânico, no qual já se conhece a transformação ágil, se aplica no dia a dia, mas não o processo completo ou de forma realmente incorporada;
  • No segundo nível estão as empresas que estão tentando ser ágil, numa fase de transição na qual elas ainda não são realmente ágeis, mas estão caminhando bem para tal;

E no terceiro estágio, temos as organizações que rodam o ágil profissional, que são aquelas que estão à frente no mercado e desenvolvem produtos digitais com os profissionais corretos, com os melhores processos e práticas de engenharia, com a correta visão de produto.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Quanto mais a maturidade, é nítido que maiores benefícios serão colhidos, e assim a empresa terá maior produtividade, desempenho, maior conexão com o cliente, e terá então a vantagem perante os concorrentes.

 

Conhecendo os 4 estágios de maturidade ágil, em busca do alto desempenho

 

Estágio 0 – Empresas Tradicionais

São aquelas empresas onde o colaborador ou gerente já escutou falar sobre a transformação ágil mas não colocou em prática ainda.

Normalmente, são empresas que, uma pessoa já leu algum livro ou artigo sobre metodologia ágil, entendeu a importância desse processo como um todo e vai começa a ir em busca de uma consultoria a fim de ter ajuda profissional na transformação.

É aquela empresa que está iniciando no mundo da transformação digital e está com receio das mudanças que precisam ser feitas.

Apesar de tentar implementar alguns conceitos e práticas, ainda não conseguiu incorporar a mentalidade ágil no esqueleto da empresa, fazendo com que os resultados não cheguem.

 

Estágio 1 – Ágil Mecânico

É o estágio onde a maioria das empresas estão!

Nesse ponto, já se conhece o conceito de transformação ágil, mas não o processo completo.

Normalmente, a empresa já utiliza métodos como o Kanban, possuem alinhamentos diários, muda os nomes de áreas para squads, usam post-its para organizar tarefas e alguns outros métodos organizacionais…

Apesar disso, ainda não pode ser considerada, de fato, uma empresa ágil.

  • Ainda não é uma organização transparente e com objetivos claros
  • Não possui transparência das informações, com muita gestão visual
  • Ainda não possui entregas em ciclos curtos, com foco na geração de valor
  • Falta mais visibilidade, melhoria em processos e áreas mais colaborativas

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Isso é o Ágil Mecânico! Um estágio no qual já se conhece e utiliza alguns conceitos e práticas ágeis, mas a cultura, o mindset, ainda é completamente tradicional e taylorista.

É possível mudar o comportamento desta empresa e chegar num outro nível de maturidade ágil?

Sim, com treinamentos, consultoria e montagem de times de alto desempenho – que é o que fazemos com a ajuda da Agile School – nossa área educacional – e na Agile Inc, desenvolvendo soluções corporativas.

Esse estágio também é conhecido como Ágil Zumbi. 

  • Zumbi é uma pessoa, não é? Tem braços, pernas, um pedaço da cabeça. Mas sabemos que o zumbi não é uma pessoa de verdade pois não tem cérebro pensante e nem coração pulsante. 
  • Fazendo um paralelo, muitas empresas estão maturidade Ágil Zumbi: elas até rodam um processo ágil, até tem um agilista e um product owner certificado, mas no fundo, elas não tem um agilista que remove impedimentos, não tem um product owner com autoridade sobre o produto, não tem um líder que entende o que é ser líder, só tem quadros kanban mas não analisam fluxo. Ou seja, são mais parecidos com Zumbi!

 

Estágio 2 – Tentando o ágil

Essas empresas estão em um nível intermediário, bem no meio do caminho. Apesar de já ter passado da fase ágil mecânico, ainda não possui fluxo de trabalho contínuo para pode ser considerada uma empresa ágil profissional.

Os processos ainda precisam ser aprimorados e os colaboradores ainda precisam desenvolver qualificações, conhecimentos e experiências.

É um estágio de processo no qual as empresas estão iniciando a jornada ágil. É um período de passagem, onde as empresas ficam por pouco tempo, já que estão na corrida pela transformação ágil e digital.

Nesse ponto, as empresas estão a cada dia que passa se transformando mais em uma organização ágil, estão no processo de adaptação e implantação de novas culturas e metodologias. 

 

Estágio 3 – Ágil profissional

A empresa já colhe os frutos da transformação ágil e já completou todo o processo de transformação, ela conseguiu concluir a etapa anterior.

Agora, as áreas se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente dando suporte as áreas de negócios, e realmente colocam o cliente no centro das tomadas de decisão.

Possuem mais transparência e se preocupam em dar visibilidade ao que está acontecendo para todos.

Além disso, priorizam as entregas e se perguntam sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”

Empresas que estão rodando um Ágil Profissional, possuem o mindset ágil em uma base diária dentro dos times e descentralizam decisões, mas sempre possuem um alto alinhamento entre todos os setores.

Não só a liderança, como os times já entendem sobre a importância de ter metas claras e bem definidas, além de alinhamento na execução de processos.

Os times são empoderados, cada um tem certa liberdade de decisão, não ficando tudo centralizado em um único gestor.

Além disso, inovações acontecem o tempo todo, já que existe total liberdade de adaptação em todas as áreas da empresa.

 

Os colaboradores trabalham motivados e, por isso, produzem mais soluções.

 

Na liderança ágil, objetivos são determinados, a empresa conhece a fundo o seu cliente, promovendo a entrega de valor e removendo impedimentos. 

Nós, da Agile Inc. te ajudamos a chegar nesse ponto. Nosso objetivo é encurtar a jornada da transformação ágil te entregando valor.

Ao fim do processo, quando sua empresa for ágil profissional, ou seja, ágil de verdade, você terá conquistado:

melhor eficiência operacional, melhor valor para seu cliente e gestão de risco (governança ágil que diminuirá seus riscos internos).

 

Como construir essa jornada de evolução?

Para você evoluir e chegar a ser uma empresa no estágio 3 – Profissional, é necessário que você monte seu plano de desenvolvimento, olhando algumas perspectivas.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Aqui na Agile.Inc nós classificamos as organizações em 4 pilares, após criarmos um radar com perspectivas que mesclam o olhar operacional, tático, estratégico.

Vamos entender melhor cada um deles para que você possa identificar em qual estágio sua empresa se encontra e, assim, fazer melhorias até chegar ao ágil profissional, ou seja, desenvolvendo produtos digitais realmente inovadores.

Esses quatro pilares são Processo, Pessoas, Produto e Práticas de Engenharia.

 

Processo: diz respeito à forma como criamos os produtos digitais. Envolvem assuntos como objetivos estratégicos, métricas, gestão visual,gestão de impedimentos, agile product delivery, flow management, data driven, kaizen;

 

Pessoas: é importante entender se temos as pessoas corretas, no lugar correto, e com a motivação correta. Nesse pilar olhamos papéis e responsabilidades, senso de dono, metas claras, auto-organização, multidisciplinaridade, valores e princípios, comunidade de práticas, mindset de produto, product manager;

 

Produto: qual o produto que queremos criar, qual a visão de onde queremos chegar? Nesse pilar puxamos assuntos como product backlog management, métricas, UX, UI, visão de produto, maximização de ROI, foco no cliente e no valor, roadmap, backlog de portfólio;

 

Práticas de Engenharia: somente com as práticas de engenharia corretas é que conseguiremos ser ágeis de verdade, por isso alguns assuntos são extremamente vitais, como Automação, QA Ágil, DevOps, Definition of Done, Clean code, esteira ágil, arquitetura, integração do produto, times cross e enablers.

 

Baseado nesses pilares, e hora olhando mais de forma operacional, hora no prisma tático e hora estratégico, montamos um plano de evolução na jornada da empresa.

Plano esse que deve ser revisado constantemente, como se fosse um Product Backlog de um produto, mas nesse caso, um Change Backlog, para deixar sua empresa mais perta do Ágil Profissional.

Olhando os 4Ps e os níveis de maturidade, encontramos algumas características interessantes, que pode ser útil para você analisar se você está mais perto do tradicional ou mais perto do profissional.

 

Características desses pilares de uma empresa no nível Ágil Mecânico:

  • Time de desenvolvimento que se desentende
  • Product owner proxy: só tira pedido sem se importar muito
  • É um time tarefeiro que não pensa na valorização do produto
  • Não tem visão integrada
  • Não tem portfólio
  • Muitas decisões são tomadas baseadas por suposições e achismos, 
  • Faltam métricas, baseadas em dados
  • Scrum Master/ Agilista é aquela pessoa que está em suas primeiras experiências de agilidade. Ainda não tem muita expertise
  • Áreas divididas por pessoas que pensam e pessoas que fazem.
  • Times voltados para eficiência / tarefeiros
  • Não é claro onde começa e onde terminam suas responsabilidades
  • Liderança preditiva, que monitora seus colaboradores
  • A equipe serve o líder
  • Fluxo demorado, cada área tem sua tarefa e suas prioridades
  • Documentações não são claras
  • Testes são feitos de forma manual
  • Equipe é vista como codificadores
  • Ignoram ou escondem problemas técnicos

 

Características desses pilares de uma empresa no nível Ágil Profissional:

  • Foco no cliente como princípio básico
  • O time se entende e trabalha junto
  • Têm uma visão totalmente integrada dos processos
  • Têm uma visão geral do que está acontecendo, como um coach da organização
  • Os processos colaboram com a entrega de valor do produto
  • As pessoas expõem problemas
  • Colaboradores trazem novos insights
  • Erros são aceitos e fazem parte do aprendizado
  • É necessário utilizar a auto-organização, usando a sabedoria e inteligência de todo o time. 
  • O time é engajado, motivado e com propósito
  • Liderança muda de perfil, sendo uma cultura de entrega de valor, evitando desperdício.
  • O líder serve a equipe
  • Times trabalham juntos com o mesmo objetivo, fazendo com que as entregas sejam realizadas de forma rápida
  • Times multidisciplinares organizados não por áreas, mas por visão de produtos
  • Equipe é uma co autora, sabe qual a melhor solução para determinado problema
  • Dão transparência aos problemas técnicos, pois entendem que representam um risco a entrega e reservam tempo para resolvê-los

 

Criar um produto digital que realmente é ágil é algo complexo, logo não tem como as coisas serem feitas de forma separada (como é feito em empresas tradicionais).

Para que tudo funcione corretamente, as operações e os profissionais precisam estar integrados para que tudo seja feito de forma rápida, porém eficiente, e com foco na entrega de valor. 

 

Identificando o estágio de maturidade da minha empresa

Existem algumas perspectivas que podem ser analisadas e levadas em consideração para se identificar o quão ágil a sua empresa é considerada.

Confira quais são essas áreas e o que pode ser analisado:

 

Práticas e papéis

Têm-se como objetivo compreender se a organização está utilizando os processos de forma eficiente e, ainda, se todos sabem suas respectivas funções dentro da empresa.

Se você ainda não sabe como identificar isso, existem algumas perguntas que devem ser feitas:

  • Existe clareza de quais são as responsabilidades dos papéis disponíveis na empresa atualmente?
  • O fluxo de trabalho das equipes está visível?
  • As equipes possuem políticas explícitas (ex: definição de pronto para ser trabalhado, definição de pronto etc.)?
  • Gargalos e filas estão visíveis no fluxo de trabalho das equipes?
  • As equipes possuem clareza das principais fontes de retrabalho?
  • Práticas de engenharia de software estão sendo utilizadas para manter o código saudável?
  • O processo de publicação está automatizado?
  • Existem testes automatizados?

 

Métricas

Aqui a intenção é compreender se a sua empresa tem utilizado métricas de negócio e de processo.

E, se sim, em qual nível? É preciso reforçar a importância de desenvolver métricas de referência que irão ajudar na melhoria do seu produto.

Para analisar isto, pergunte-se:

  • As métricas de negócio estão sendo utilizadas no processo de tomada de decisão?
  • As métricas de negócio estão visíveis para todas as pessoas da empresa analisarem?
  • As métricas de negócio são utilizadas como referência no processo de definição de uma iniciativa (ex: quais indicadores de negócio serão alavancados pelo projeto X)?
  • As equipes utilizam métricas de processo para projetar prazos de entrega?
  • As equipes utilizam métricas de processo para analisarem a saúde do processo?

 

Priorização orientada ao negócio

A sua organização define prioridades?

É importante considerar que quando tudo é uma prioridade, na verdade nada é importante.

Afinal, tudo está no mesmo nível, precisando de atenção e urgência.

Por isso, é preciso entender se existe um processo estruturado de priorização.

Pergunte-se:

  • Existem critérios claros de priorização?
  • A priorização tem levado em consideração as necessidades dos clientes?
  • As métricas de negócio são utilizadas no processo de priorização das iniciativas?
  • É realizada uma análise das dependências entre as iniciativas antes da finalização do processo de priorização?

 

Resultado financeiro

A sua empresa mensura os resultados financeiros de suas iniciativas?

Isso é algo de muita importância numa jornada ágil.

Para descobrir se já estão fazendo isso ou não, pergunte-se:

  • A liderança da organização tem clareza dos objetivos de negócio de cada iniciativa?
  • As equipes estão metrificando o resultado financeiro das entregas?
  • A organização consegue classificar as iniciativas quanto ao resultado esperado (ex: essa iniciativa gerará maior eficiência no negócio, ajudará a conquistar market share, será uma inovação, antecipará o custo do atraso?)

 

Essas análises irão te ajudar a diagnosticar em qual etapa de agilidade a sua empresa está e onde você precisa melhorar.

 

Ok, eu sei meu estágio, como melhorar?

Agora que você já identificou em qual estágio a sua empresa está – e podemos afirmar que 85% das empresas estão mais próximas do Ágil Mecânico – existem algumas soluções que podem ser feitas para que a sua empresa avance na curva de mudanças de forma mais rápida e chegue ao status quo desejado. 

Nesse caso, será analisado algumas questões, sendo elas:

  • qual o problema de maturidade da empresa?
  • qual o mindset a nível executivo?
  • como está o seu time, ele está alinhado?
  • como os métodos ágeis foram implantados até agora?

 

Depois dessas análises, é importante saber que se você não tiver uma boa visão de produto, processos claros e organizados, pessoas com uma cultura e um mindset diferente, engajadas com propósito da organização, provavelmente, você não conseguirá chegar num outro status quo, nem avançar nos estágios de maturidade ágil de forma efetiva.

Para isso, você precisa dos profissionais e fornecedores corretos.

Essa é a melhor forma de ter um radar da sua organização, no qual apresentará onde estão as falhas, onde é preciso melhorar, para que assim seja possível montar uma estratégia efetiva e otimizada para a sua realidade.

 

E você pode fazer isso de três formas: com treinamentos, consultoria e com montagem de times de alta performance.

 

Treinamentos

É preciso elevar o nível de conhecimento das pessoas e incorporar o mindset ágil de verdade, de acordo com a necessidade da empresa e de seus colaboradores.

Todos os treinamentos oferecidos por nós, por exemplo, são certificados por organizações internacionais – como a Scrum.org, e realizados pela Agile School – nosso braço de educação.

 

Consultoria

Com a ajuda de consultores é possível realizar a ruptura da mentalidade tradicional para assim entender o modo no qual sua empresa pode criar e desenvolver produtos digitais, que geram maior vantagem competitiva.

 

Squads

Um time de pessoas com habilidades adequadas, conhecimentos corretos e experiência de mercado para executar toda essa jornada de mudanças, os SQUADs. Como cada cliente é único, é preciso analisar as condições de trabalho para montar uma equipe multidisciplinar adaptada para o seu tipo de negócio e necessidades.

Agora que você já sabe seu estágio de agilidade e o que deve fazer para chegar no ágil profissional, entre em contato com nossos consultores e transforme a sua empresa para sempre.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Descubra se a sua empresa é Ágil Mecânico e aprenda como mudar

 

As empresas querem e precisam criar melhores produtos digitais. O que adianta ter um ótimo modelo de negócio se não tem um produto digital que consiga entregar todos os benefícios?

Essa se tornou uma questão de sobrevivência!

Por isso, esse artigo faz parte de uma série na qual falamos dos estágios de maturidade das empresas, e como as organizações podem ter grandes vantagens ao sair de um nível de baixa maturidade ágil e atingir um estágio profissional.

 

Vamos falar de forma mais detalhada quais são as características de empresas que estão no Ágil Mecânico e como isso pode “matar” seu produto.

Se você já utiliza conceitos e práticas ágeis, mas não possui pessoas com as habilidades corretas para construção de produtos digitais; falta visão de produto no dia a dia; não possui boas práticas de engenharia e nem uma liderança realmente ágil, você está ou desperdiçando dinheiro com a transformação ágil ou fazendo algo apenas de fachada e que não te trará resultados concretos. 

Entenda agora as 7 características de empresas e pessoas que estão utilizando a Agilidade de forma mecânica e não estão mudando sua forma de criar produtos digitais.

 

Cultura ágil

Em organizações que a Agilidade está sendo utilizada de forma mecânica, as ações ágeis são mais reativas, com o objetivo de “apagar incêndios”, do que estratégicas ou proativas.

Isso acontece muito por que as empresas não têm uma visão clara do que são times de alta performance – que dominam todas as áreas para a criação de ótimos produtos digitais.

E, essa falta de visão, faz elas acharem que já está tudo bem, e não mostra a necessidade de criar um plano claro de melhoria e evolução.

Em empresas com nível de maturidade ágil profissional, todas as pessoas trabalham com foco no cliente como princípio básico, guiadas por metas claras e objetivos estratégicos.

 

Apenas método

Esses times ficam mais discutindo se o framework Scrum é melhor ou pior do que o Kanban; Se o nome do papel vai ser Agile Master, Scrum Master ou Agile Coach; Ou seja, estão perdendo tempo discutindo isso, ao invés de responder a pergunta “O que está nos impedindo como área, de entregar melhores produtos para nossos clientes?”.

 

Stakeholder centric

Nesses times mecânicos, muito se fala de customer centric, mas pouco se sabe ou se aplica de verdade. No fundo, ainda são stakeholder centric – um gerente de negócio olha para o cliente e pensa “o que faço no meu produto para esse cliente?”.

Na sequência dessa pergunta, as hipóteses são levantadas e viram itens para a implementação ser feita pelo time de Desenvolvimento. 

Isso gera muito desperdício de tempo, dinheiro, além de aumentar a complexidade do desenvolvimento, por estar desenvolvendo algo que não precisava ser desenvolvido.

É difícil deixar claro para os líderes que pedidos pessoais não são critérios de aceite para desenvolver algo.

 

Liderança que “parou no tempo”

A liderança não evolui no quesito conhecimento ágil e tendências para o desenvolvimento de produtos digitais.

A empresa ainda existe para servir o C-level, com orçamentos anuais pesados e briga entre áreas.

Os líderes acham que tem o maior conhecimento e que devem dar mastigado para os times apenas executarem. 

Nesse tipo de situação, a auto-organização ainda é algo desejado, mas muito mal aplicada.

A liderança ainda cobra muito aumento de produtividade, de mais entrega de tarefas, mas não consegue atuar como um verdadeiro líder, gerando objetivos e métricas mais claras, removendo impedimentos e fazendo a gestão de motivação e pessoas. 

Em empresas realmente digitais, a liderança propaga uma cultura de entrega de valor, evitando desperdício, servindo as equipe, todos trabalhando com o mesmo propósito.

Dessa forma, a produtividade dos times acaba sendo MUITO maior!

 

Baixa visão de produto unificada

Dado o mundo que estamos vivendo, em constantes transformações, existe uma carência de planejamento estratégico nas organizações.

Falta visão de produto, uma visão de negócio unificada. Isso não quer dizer que a empresa não tenha nada planejado à nível estratégico.

Tem boas ideias e visões sim, mas ela não é compartilhada e unificada entre os times. 

Isso faz com que as pessoas que constroem o produto, fiquem distantes dos resultados necessários.

O time acaba sendo visto apenas como uma fábrica para construir algo, e não um time que resolve um problemas do usuário e realmente agrega valor ao negócio.

 

Negócios X TI

Em empresas que usam conceitos e práticas ágeis de forma mecânica, as áreas de Negócios e TI ainda são muito distantes.

Distantes no sentido de que não trabalham diariamente juntas. Em times profissionais de alto desempenho, algumas metas de TI e Negócios são compartilhadas e os profissionais trabalham diariamente juntos para resolver os problemas. 

Já no ágil mecânico, a área de TI ainda é vista como uma área que atua como suporte para entregar os roadmaps prometidos.

Isso reflete ainda uma estrutura de empresa com muitos silos, onde cada um trabalha para resolver o seu problema e tirar qualquer foco de atraso da sua área, por exemplo.

 

Não sabe diferenciar o que é transformação Ágil de Digital

Acha que o Ágil já não é algo tão bonito de falar e agora é a hora de falar de Transformação Digital. Mas quando se pergunta o que é uma e a outra, não se sabe responder.

A Transformação Digital, tão falada nos últimos tempos, é um movimento que requer uma adoção muito mais ampla de tecnologia e é ancorada numa mudança cultural. 

É mais sobre pessoas do que sobre tecnologia digital.

Requer mudanças organizacionais centradas no cliente, apoiadas pela liderança servidora, impulsionadas por desafios radicais à cultura corporativa e a alavancagem de tecnologias que capacitam e habilitam os colaboradores.

Entre os diversos pilares dessa jornada, está a adoção de práticas e conceitos ágeis, que fazem parte de diversas etapas da Transformação Digital.

 

O Ágil não está ajudando

No geral, vemos que os conceitos ágeis e o mindset digital foram aplicados de forma mecânica, apenas discutindo processos e que a cultura ainda é Taylorista.

Essa estrutura com baixa maturidade já gera algum ganho, mas ainda está longe de ser considerada uma estrutura de empresas realmente digitais.

Fato é, as organizações realmente digitais (por exemplo, instituições bancárias e meios de pagamentos) estão ganhando muito mercado, podendo contratar os melhores profissionais, estão sendo mais produtivas…

Tudo isso, graças a um modelo diferente de trabalhar e de criar seus serviços e produtos.

As empresas tradicionais querem muito esses benefícios e resultados, mas ainda não sabem o que é realmente preciso para iniciar essa jornada de mudanças.

Os profissionais que está conseguindo resolver esses problemas nesses tipos de empresas, estão ganhando muito espaço e visibilidade no mercado, tornando-se escassos.

 

Mas e aí, o que fazer?

Pare de ler este artigo por um minuto e analise a sua organização.

A introdução daquele simples método Kanban, sozinho, foi capaz de realizar todas essas mudanças da sua empresa?

Começar a usar Scrum, fazer reuniões diárias, ter entregas feitas por Sprints te trouxe resultados expressivos?

Posso afirmar que não.

E esse é o grande perigo da primeira etapa de transformação, essa fase de ágil mecânico…

Quando se começa um processo tão grande como esse, você, como líder, vê mudanças e acredita nelas.

Mas, culturalmente, notasse o quanto sua empresa segue sendo tradicional.

O seu colaborador ainda tem medo de se expor; os ciclos de entregas ainda duram semanas e até meses; cada um trabalha por si, faz a sua função e ninguém sabe ao certo como colaborar com o outro…

Ainda falta um propósito claro, um processo organizado!

Ser ágil é ter times colaborativos, equipes que enxergam os processos como um todo, que focam no cliente para e que querem evoluir e crescer junto a empresa.

Ser ágil é ter uma equipe que veste a camisa, mas, enquanto estiver num estágio de ágil mecânico, isso não acontecerá. 

Você vai ficar aí, dizendo ser ágil, quando na verdade não é?

Ou você vai seguir em frente, colocar a mão na massa e dar o passo necessário para a transformação? 

 

E agora? Como mudar de estágio?

É algo simples de explicar, porém muito difícil de se aplicar.

Uma das melhores soluções é elevar o nível de conhecimento de algumas áreas e/ou times, no que se refere a criação de produtos digitais.

Aqui na Agile.Inc dividimos esse aumento de conhecimento em quatro áreas: Processos, Produtos, Pessoas e Cultura e Práticas de Engenharia.

São mais de 20 subáreas, formando o arcabouço necessário de conhecimento e aplicação para os times serem realmente digitais, criarem produtos que encantem, sejam produtivos, e deem vantagem para as empresas.

Foi assim que fizemos no Sem Parar – uma das maiores empresas de serviços para pedágios e estacionamentos – gerando um aumento de 315% em sua base de usuários do app Sem Parar.

 

Ser mais digital já virou questão de sobrevivência para as empresas nos dias de hoje. E nossa missão é ajudar cada vez mais pessoas a chegar lá! 

Fale com um de nossos consultores agora para entender como podemos te ajudar.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

Conversamos com empresas diariamente e percebemos, na grande maioria delas, um padrão comum quanto à erros no processo de transformação (seja digital ou ágil).

Algumas dessas falhas são cometidas de forma sistemática nas áreas de Tecnologia e Negócios, gerando produtos que, muitas vezes, não agradam ou não geram tanto valor aos clientes.

O tempo é escasso para todo mundo. Os custos estão diminuindo cada vez mais e o “menos tem que ser mais” de verdade. Entretanto, entregar realmente mais é um grande desafio.

Se a empresa não tiver a agilidade realmente incorporada, não será possível se destacar. Se entregar valor ainda é uma dificuldade, a área vai ficar para trás.

Entretanto, os profissionais que estão desenvolvendo produtos digitais que realmente agregam valor, estão se destacando no mercado e sendo caçados pelas empresas, pois estão conseguindo fazer realmente mais com menos e ajudando a criar produtos que, de fato, encantam os clientes e geram valor para as empresas.

Com isso, eu te pergunto: você está completamente satisfeito com seus produtos digitais ou modelos de trabalho do seu time? Está feliz com a produtividade e resultados?

Sabe que pode fazer mais e melhor, mas não sabe como nem por onde começar? Se essas questões te incomodaram, provavelmente algum desses erros devem estar presentes no seu time.

Confira os mais comuns:

 

1) Processos tradicionais que parecem ágeis

A empresa tem algumas pessoas certificadas em alguns modelos de trabalho, faz alguns eventos/cerimônias de forma bem mecânica, discute muito se é Scrum ou Kanban que deve ser utilizado…

Mas no fundo, a organização ainda está no paradigma tradicional de desenvolvimento. 

Muitas vezes acaba fazendo um water-scrum-fall, ou seja, produtos só são lançados após meses de criação. Muita burocracia desnecessária ainda existe! Costumamos dizer que essa empresa está num nível de maturidade 1, fazendo um Ágil Mecânico

Muitos times pensam que ser ágil é:

  • “Tenho um fluxo no azure, sou ágil”
  • “Comecei a fazer algumas cerimônias, de daily, planning, sou ágil…”
  • “Tenho Scrum Master certificado e um Product Owner part-time alocado, sou ágil”

 

Entendem que fazem alguns processos de forma ágil, pois usam um framework (de forma superficial, às vezes), mas não sabem distinguir a diferença entre fazer ágil ou ser ágil. 

O processo tem a cara de ágil, parece que está se iniciando uma transformação, mas, no fundo, a cultura ainda é tradicional.

 

2) Cultura do controle e não do valor

Outro erro muito comum, se refere a parte cultural. Gosto de dizer que no fundo, a base para criação de ótimos produtos digitais é uma mudança cultural.

Se a área de desenvolvimento está focada, principalmente, em ter controle; em achar culpados por erros; em centralizar decisões em pessoas específicas; se fica muito focada no processo e nas entregas, ao invés de focar no valor…

Com certeza é uma área que está perdendo tempo e dinheiro.

Se esses aspectos estão presentes, preciso te dizer que você ainda tem uma cultura que vai te atrapalhar a ter times de alto desempenho.

Empresas que criam bons produtos digitais tem seu foco principal em entregar valor constante ao cliente, fortalecendo uma cultura que delega decisões, que possui objetivos claros, uma cultura na qual as pessoas são fundamentais. 

Quando o time está com foco na entrega de valor, aspectos interessantes aparecem, como:

  • cultura de aprendizado com erros;
  • cultura de time, ao invés de vangloriar os heróis que são indispensáveis;
  • cultura de ownership, ao invés das pessoas se esconderem das responsabilidades;

 

Criar ótimos produtos começa, principalmente, com atitude! Não adianta ter diversas ferramentas e processos, é preciso fomentar uma forte cultura de produtos dentro da empresa. Em sua empresa, como é a cultura de verdade, e não aquela que pendurada na parede?

 

3) Não dar a devida atenção às pessoas e tratá-las como recursos

Líderes não estão satisfeitos com a produtividade das equipes. Equipes não estão contentes com o modelo de gestão dos líderes. 

E um dos principais erros que ocasionam esse tipo de situação é contratar pessoas buscando perfis mais baratos, com baixa qualificação.

Por exemplo, diversas consultorias ao fornecer uma prestação de serviço, principalmente na área de TI, oferecem um profissional sênior, mas que no final, na prática, é nível júnior.

Isso acontece bastante pois a empresa já parte da ideia de que é necessário ter muitos times e com muitas pessoas para aumentar a eficiência, e para isso precisa-se baratear o custo.

Outro ponto bastante comum ainda é a baixa colaboração entre times. A liderança ainda no modelo tradicional e equipes com gaps de conhecimentos chaves para o desenvolvimento dos sistemas, por exemplo.

Com isso, as pessoas acabam trabalhando mais de forma reativa, apagando incêndios, do que de forma proativa.

Essas são algumas das características encontradas quando a empresa não consegue lidar com pessoas da forma correta.

Achar as pessoas certas, colocar no lugar certo e com os processos e modelos corretos – somente assim haverá um time capaz de criar produtos e serviços que realmente encantem o cliente.

 

4) Metas tradicionais que afundam os times

Na sua empresa, você tem visibilidade de metas de pares ou de outras áreas? Sua meta mede apenas quesitos de eficiência ou mede resultados? 

Você sente que as metas dos times são compartilhadas entre eles de alguma forma? E elas são ligadas claramente a meta da área ou da empresa? 

Já percebeu situações nas quais precisava da ajuda de alguém, mas a meta da área não era a mesma que a sua, logo não existia colaboração?

Essas perguntas te ajudam a entender se esse problema existe na sua empresa, de metas que apenas afundam os times. 

Metas apenas de eficiência, falta de transparência e foco, metas não compartilhas e metas muito longas e pouco claras, pode matar o desenvolvimento de produtos excepcionais. 

Ainda mais se o bônus das pessoas tiverem ligadas a essas metas. Isso porque, no final do dia, os times e as pessoas se comportam de acordo como elas são medidas – “me diga como me medes e eu te digo como eu me comporto”. 

Em empresas realmente digitais, é fácil encontrar metas compartilhadas entre as áreas de Negócios e TI, por exemplo. As metas precisam ser transparentes usando modelos como OKRs, metas curtas trimestrais, que ajudam os times a serem ágeis e que deem a possibilidade de se reajustar, conforme aprendem mais.

Ouvi uma frase de um cliente que traduz muito bem esse problema: “O problema não é a quantidade de entrega, mas a qualidade dessas entregas, no sentido de: estamos entregando bastante, mas entregando o quê?

A pressão das entregas que os times sofrem, as mudanças de prioridades, fazem os times entregarem muito, mas não estamos conseguindo mexer o ponteiro, não estamos impactando realmente o cliente final.

As entregas vem de desejos pessoais, de algum lugar que não tem um direcionamento muito claro.

A quantidade de entrega aumentou, mas a qualidade geral, focada em valor, é uma zona cinzenta ainda” e eu concordo completamente com tudo isso.

 

5) Não existir uma visão correta de Produto

Outra falha muito frequente, que impede a criação de bons produtos digitais, é quando os times ainda são focados em uma cultura de projetos, na qual o sucesso é atender o escopo e o prazo ou o foco é conseguir fazer mais tarefas em menos tempo. 

As pessoas não conhecem os clientes! Às vezes até possuem uma persona, uma jornada de compra desenhada, mas não é ela que guia o desenvolvimento no dia a dia. 

Os Product Owners são apenas “tiradores de pedidos” que se preocupam e escrever histórias de usuários. Eles tiram pedidos de gerentes ou stakeholders – que são as pessoas que definem o que o cliente precisa.

Em outras palavras, a empresa ainda é “stakeholder centric”.

Fala-se sobre ser customer centric, ou seja, colocar o cliente no centro em toda a cadeia de criação e desenvolvimento de um produto ou funcionalidade, mas no final do dia as pessoas não sabem de forma prática o que é isso. 

Quando é perguntado para alguém: o que é valor para o cliente? A grande maioria não sabe responder ou obtemos respostas não coesas entre as pessoas.

Um ponto chave na criação de produtos de alto valor, que dão vantagem competitiva para qualquer empresa, é ter um gestão de Produtos correta.

É sair de uma cultura de Projetos e ir para uma cultura de Produtos, no qual paramos de atender desejos de stakeholders e focamos muito mais em resolver os problemas dos clientes.

“Somos obcecados pelo cliente. Começamos com o cliente e trabalhamos de trás pra frente.” (Jeff Bezos)

 

6) Baixa maturidade em engenharia de software

Durante uma consultoria, em uma entrevista com um time, após várias perguntas aos membros, identificamos um padrão interessante – padrão esse que depois foi encontrado em outros times: baixa maturidade de engenharia de software. 

Talvez por pontos anteriores citados, os time são cobrados por produtividade e entregas, atrelados à baixa maturidade profissional de alguns “recursos”, cria-se times com baixa maturidade de engenharia de software. 

Esses times até criam uma produtividade mascarada no curto prazo, gerando baixo padrões de desenvolvimento e arquiteturas falhas.

Mas a conta um dia vem e o time começa a ficar lento, pois tudo no desenvolvimento começa a ficar complexo. 

Padrões de desenvolvimento não existem e itens como Qualidade Ágil e Devops são desejados pelos times mas não aplicados corretamente.

Os Gerentes se enganam e acham que já são experts no assunto, apresentando relatórios sofisticados, mostrando como o time deles são ágeis com engenharia ágil.

Mas no fundo, na realidade, todos sabem que ainda muito tem que se fazer!

Um complicador dessa situação como um todo são os sistemas legados existentes e os grandes débitos técnicos.

Empresas que conseguiram se transformar de verdade, colocavam esses problemas visíveis, colocavam o “elefante na mesa” realmente, para que os problemas fossem endereçados e discutidos. 

Afinal, se um time precisa de uma nova API, por exemplo, para mostrar um valor na tela e precisa esperar meses para a criação desta interface, não tem como ser ágil de verdade.

Provavelmente, a empresa vai modelar o produto de acordo com as capacidades dos sistemas internos, e não por causa do cliente – colocando no foco do desenvolvimento para realmente atender suas necessidades. 

Nesse cenário a área de Negócios quer que algo seja feito de um jeito, mas a TI fala “isso não é possível por causa do nossos sistema, então vamos fazer de outra maneira”.

 

7) Silos organizacionais

Por último, mas não menos importante, um padrão que pode matar a criação de ótimos produtos digitais são os silos dentro da organização.

Uma estrutura com dependências entre áreas acaba criando um cenário no qual cada um pensa somente no seu, e ninguém consegue ter uma visão ponta a ponta. 

As empresas estão tentando diminuir os silos criando tribos e squads, porém já vimos locais onde:

  • A tribo nada mais era do que a mesma área de antes, apenas com um nome diferente;
  • A squad é montada buscando eficiência operacional e ocupação dos membros (que todos os colaboradores fiquem muito tempo alocados e ocupados). Assim, criam-se squads técnicas e não equipes multidisciplinares, perdendo a agilidade nas entregas;
  • Ter alguém da área de Negócios dentro da equipe é impossível, pois não se pode dar transparência de “problemas” para as outras áreas, por exemplo;
  • As áreas ainda competem entre si, ao invés de trocarem informações – a área começou alguma iniciativa interessante, mas guarda-se como um segredo, com a expectativa de algum dia alguém dar esse reconhecimento e eles obterem o mérito.

 

Quando falamos em montar tribos por jornada do cliente, a mente das pessoas “fritam” literalmente, e acaba-se não fazendo a mudança pois isso seria muito trabalhoso.

Se a empresa ainda é cheia de silos, definitivamente os produtos perdem qualidade e o time não consegue entregar valor de verdade.

Agora você deve estar se perguntando: quais são os maiores problemas que ocorrem por conta desses silos? Nós já elencamos alguns:

 

Conheça 7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

 

Por fim, já está na hora de empresas perceberem que precisam construir no presente, o futuro que já está aí! Fazer o que é importante, no tempo correto e da forma correta – isso é o que se deve buscar diariamente.

Ser realmente digital não está na forma que produtos e serviços são apresentados ao consumidor final, mas no modelo no qual eles são criados e desenvolvidos. E isso não é mais o futuro! É um presente cada vez mais urgente. 

Um estudo realizado pela IBM mostra que 59% das organizações aceleraram seus processos de transformação digital durante a pandemia causada pelo Covid-19.

Isso porque executivos passaram a confiar mais nos benefícios que esses novos processos e formatos trazem para a organização, deixando-a muito mais preparada este novo normal.

Tanto os riscos, como as oportunidades são muito grandes. As apostas são muito altas e não tem como ficar para trás. É preciso agir!

E a solução para tudo isso está 100% ligada a contratação correta das pessoas e fornecedores. É normal encontrar conceitos rasos, mesmo com muita vontade de fazer diferente, mas falta muita técnica para fazer corretamente.

O conhecimento adequado e a vontade de fazer diferente e melhor, é um atributo de pessoas. Gosto muito de dizer que “qualquer time júnior faz um sistema com 50 telas – mas para fazer um produto com pouquíssimas telas, que resolve talvez 80% dos problemas, é necessário um time muito capacitado, engajado e com os corretos incentivos.”

 

Não podemos fugir disso! Enquanto as empresas não tiverem as pessoas e fornecedores corretos, os produtos ainda serão feito com baixa qualidade como um todo e muito dinheiro será perdido.

Veja como ajudamos a transformar um dos principais produtos digitais da maior empresa de pagamentos automáticos de pedágios e estacionamentos, a Sem Parar.

by Agile.Inc Agile.Inc Nenhum comentário

Pilares da transformação ágil para desenvolver melhores produtos digitais

Continuando a falar sobre como é possível desenvolver produtos digitais que realmente entreguem valor e se destaquem no mercado, além de entender o atual cenário de sua empresa, é importante entender que a organização precisa passar por mudanças de estrutura, processos e cultura.

Neste artigo, vamos conhecer melhor quais são os pilares que precisam passar por uma jornada de mudanças para criar serviços e produtos digitais de forma mais ágil e inovadora. 

 

Os pilares da transformação ágil

Aqui na Agile.Inc, acreditamos que existem 5 áreas nas organizações que precisam evoluir, ter uma cultura ágil, um mindset muito mais digital, para realmente criar produtos e serviços que atendam as necessidades dos usuários nos dias de hoje.

Esses 5 pilares são: Cultura, Capacidades Internas, Estrutura e Governança, Pessoas e Modelos de Negócio.

Para ser ágil e digital de verdade, é importante garantir a continuidade e a adesão dos processos de mudança em todos os níveis da empresa. Conheça abaixo os 5 pilares da transformação ágil:

 

Cultura

Como já dito anteriormente, é muito importante que haja uma mudança de cultura na organização, já que essas é umas das principais áreas que mostram se uma empresa está passando por uma transformação digital. Afinal, tudo se resume em uma mudança cultural e de mindset. 

Nesse pilar, as principais mudanças que percebemos são:

  • Colocar realmente o cliente como ponto central do seu negócio;
  • Ter uma cultura de inovação aplicada;
  • Empoderar os times, mas com alto alinhamento;
  • Criar uma cultura de “não ter medo de falhas” e
  • ter mais transparência nas ações, decisões e planos

 

Capacidades Internas

Os times da sua empresa irão começar a resolver questões mais complexas, logo, precisarão ter novas habilidades e se capacitar para acompanhar a transformação

É importante que os profissionais da sua organização:

  • Saibam trabalhar com novas tecnologias (Big Data, Blockchain, Machine Learning, entre outras);
  • Possuam agilidade no desenvolvimento de produtos,
  • Tenham uma gestão lean na concepção de produtos;
  • Façam uso do Design de maneira estratégica.

Essas são algumas das capacidades que os profissionais precisam desenvolver para ser mais digital, dependendo do contexto de cada negócio.

 

Estrutura e Governança

Como a sua empresa está organizada? A forma que a estrutura e a governança da sua empresa é composta mostra se ela ainda está num paradigma tradicional ou digital.

Para descobrir isso, é preciso levantar alguns questionamentos, como por exemplo:

  • Como as áreas da empresa estão estruturadas?
  • Como quebrar os silos da organização?
  • Como o budget é definido?
  • Como as iniciativas são priorizadas?
  • Como o acompanhamento do trabalho é feito de forma transparente?
  • Como criar maior eficiência operacional, por exemplo, com automação?

 

Novamente, esses são alguns exemplos de questionamentos que são abordados durante essa transição de empresas Tradicional para a era Digital.

Por isso, é importante ter os especialistas corretos te ajudando nesse processo de mudanças, te indicando a melhor forma de estruturar sua empresa para ser mais digital.

 

Pessoas

Todos os membros da sua equipe sabem seus papéis e responsabilidades? Numa cultura ágil é importante ter essas questões resolvidas de forma clara, para ter pessoas mais engajadas.

  • Papéis e responsabilidades (destacando que, não adianta estar apenas definido, mas deve ser seguido e monitorado de forma natural por todos), 
  • Como está a motivação das pessoas;
  • E qual modelo de liderança a ser aplicado.

 

Aqui na Agile.Inc, pensamos que, ao final do dia, são sempre pessoas trabalhando com pessoas para criar produtos e serviços para outras pessoas. 

Mas, infelizmente, ainda vemos muitas empresas tratando profissionais como recursos, de uma forma bem “comoditizada”, no qual basta apenas contratar colaboradores da consultoria que for mais barata, por exemplo.

 

Modelos de Negócios

O quinto pilar da Transformação Digital consiste em pensar em novos modelos de negócios para o mundo VUCA. A forma como as pessoas compram e consomem serviços está mudando e as empresas precisam se adaptar o mais rápido possível.

O trabalho consiste então em desenvolver esses cinco pilares para uma Transformação Digital correta nas organizações. Sentimos que cada empresa possui um dos pilares mais ou menos desenvolvido, ou com a necessidade de desenvolvimento de um pilar primeiro, etc.

Entretanto, acreditamos muito que alguns pontos são alavancas propulsoras para a transformação, ou seja, nem tudo vai acontecer ao mesmo tempo. As alavancas são:

  • Desenvolver a liderança
  • Capacitar os times
  • Aplicar conceitos de Agilidade

 

Mas como iniciar o processo de transformação?

Para iniciar o processo da transformação ágil, nós da Agile Inc. fornecemos diversos produtos que irão te acompanhar ao longo dessa estrada até o momento que você comece a caminhar sozinho.

 

Montagem de Squad

É importante contar com um time de pessoas com habilidades adequadas para alguns processos, os SQUADs. Cada cliente é único e específico, sendo preciso analisar as condições de trabalho para montar uma equipe multidisciplinar adaptada que irá ajudar a sua equipe a melhorar e se tornar cada vez mais ágil.

 

Consultoria

Usamos conceitos, métodos e ferramentas adequadas para transformar o modo como se cria produtos, para ajudar na conexão com seus clientes e gerar vantagem competitiva. 

Com a ajuda de especialistas é possível realizar a ruptura da mentalidade tradicional para assim ocorrer a transformação ágil. É com esse tipo de serviço que você chega mais rápido no topo do pilar da estrutura e governança.

 

Treinamentos

Realizamos treinamentos para adaptação e melhoria da equipe de acordo com a necessidade da sua empresa e dos seus colaboradores. Todos nossos certificados são em parceria com a Scrum.org e realizados pela Agile School.

 

Agora que você já sabe os principais pilares para desenvolver melhores produtos digitais, entre em contato com nossos consultores e transforme a sua empresa para sempre.

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