Descubra se a sua empresa é Ágil Mecânico e aprenda como mudar

by Rodrigo Pinto

Descubra se a sua empresa é Ágil Mecânico e aprenda como mudar

by Rodrigo Pinto

by Rodrigo Pinto

 

As empresas querem e precisam criar melhores produtos digitais. O que adianta ter um ótimo modelo de negócio se não tem um produto digital que consiga entregar todos os benefícios?

Essa se tornou uma questão de sobrevivência!

Por isso, esse artigo faz parte de uma série na qual falamos dos estágios de maturidade das empresas, e como as organizações podem ter grandes vantagens ao sair de um nível de baixa maturidade ágil e atingir um estágio profissional.

 

Vamos falar de forma mais detalhada quais são as características de empresas que estão no Ágil Mecânico e como isso pode “matar” seu produto.

Se você já utiliza conceitos e práticas ágeis, mas não possui pessoas com as habilidades corretas para construção de produtos digitais; falta visão de produto no dia a dia; não possui boas práticas de engenharia e nem uma liderança realmente ágil, você está ou desperdiçando dinheiro com a transformação ágil ou fazendo algo apenas de fachada e que não te trará resultados concretos. 

Entenda agora as 7 características de empresas e pessoas que estão utilizando a Agilidade de forma mecânica e não estão mudando sua forma de criar produtos digitais.

 

Cultura ágil

Em organizações que a Agilidade está sendo utilizada de forma mecânica, as ações ágeis são mais reativas, com o objetivo de “apagar incêndios”, do que estratégicas ou proativas.

Isso acontece muito por que as empresas não têm uma visão clara do que são times de alta performance – que dominam todas as áreas para a criação de ótimos produtos digitais.

E, essa falta de visão, faz elas acharem que já está tudo bem, e não mostra a necessidade de criar um plano claro de melhoria e evolução.

Em empresas com nível de maturidade ágil profissional, todas as pessoas trabalham com foco no cliente como princípio básico, guiadas por metas claras e objetivos estratégicos.

 

Apenas método

Esses times ficam mais discutindo se o framework Scrum é melhor ou pior do que o Kanban; Se o nome do papel vai ser Agile Master, Scrum Master ou Agile Coach; Ou seja, estão perdendo tempo discutindo isso, ao invés de responder a pergunta “O que está nos impedindo como área, de entregar melhores produtos para nossos clientes?”.

 

Stakeholder centric

Nesses times mecânicos, muito se fala de customer centric, mas pouco se sabe ou se aplica de verdade. No fundo, ainda são stakeholder centric – um gerente de negócio olha para o cliente e pensa “o que faço no meu produto para esse cliente?”.

Na sequência dessa pergunta, as hipóteses são levantadas e viram itens para a implementação ser feita pelo time de Desenvolvimento. 

Isso gera muito desperdício de tempo, dinheiro, além de aumentar a complexidade do desenvolvimento, por estar desenvolvendo algo que não precisava ser desenvolvido.

É difícil deixar claro para os líderes que pedidos pessoais não são critérios de aceite para desenvolver algo.

 

Liderança que “parou no tempo”

A liderança não evolui no quesito conhecimento ágil e tendências para o desenvolvimento de produtos digitais.

A empresa ainda existe para servir o C-level, com orçamentos anuais pesados e briga entre áreas.

Os líderes acham que tem o maior conhecimento e que devem dar mastigado para os times apenas executarem. 

Nesse tipo de situação, a auto-organização ainda é algo desejado, mas muito mal aplicada.

A liderança ainda cobra muito aumento de produtividade, de mais entrega de tarefas, mas não consegue atuar como um verdadeiro líder, gerando objetivos e métricas mais claras, removendo impedimentos e fazendo a gestão de motivação e pessoas. 

Em empresas realmente digitais, a liderança propaga uma cultura de entrega de valor, evitando desperdício, servindo as equipe, todos trabalhando com o mesmo propósito.

Dessa forma, a produtividade dos times acaba sendo MUITO maior!

 

Baixa visão de produto unificada

Dado o mundo que estamos vivendo, em constantes transformações, existe uma carência de planejamento estratégico nas organizações.

Falta visão de produto, uma visão de negócio unificada. Isso não quer dizer que a empresa não tenha nada planejado à nível estratégico.

Tem boas ideias e visões sim, mas ela não é compartilhada e unificada entre os times. 

Isso faz com que as pessoas que constroem o produto, fiquem distantes dos resultados necessários.

O time acaba sendo visto apenas como uma fábrica para construir algo, e não um time que resolve um problemas do usuário e realmente agrega valor ao negócio.

 

Negócios X TI

Em empresas que usam conceitos e práticas ágeis de forma mecânica, as áreas de Negócios e TI ainda são muito distantes.

Distantes no sentido de que não trabalham diariamente juntas. Em times profissionais de alto desempenho, algumas metas de TI e Negócios são compartilhadas e os profissionais trabalham diariamente juntos para resolver os problemas. 

Já no ágil mecânico, a área de TI ainda é vista como uma área que atua como suporte para entregar os roadmaps prometidos.

Isso reflete ainda uma estrutura de empresa com muitos silos, onde cada um trabalha para resolver o seu problema e tirar qualquer foco de atraso da sua área, por exemplo.

 

Não sabe diferenciar o que é transformação Ágil de Digital

Acha que o Ágil já não é algo tão bonito de falar e agora é a hora de falar de Transformação Digital. Mas quando se pergunta o que é uma e a outra, não se sabe responder.

A Transformação Digital, tão falada nos últimos tempos, é um movimento que requer uma adoção muito mais ampla de tecnologia e é ancorada numa mudança cultural. 

É mais sobre pessoas do que sobre tecnologia digital.

Requer mudanças organizacionais centradas no cliente, apoiadas pela liderança servidora, impulsionadas por desafios radicais à cultura corporativa e a alavancagem de tecnologias que capacitam e habilitam os colaboradores.

Entre os diversos pilares dessa jornada, está a adoção de práticas e conceitos ágeis, que fazem parte de diversas etapas da Transformação Digital.

 

O Ágil não está ajudando

No geral, vemos que os conceitos ágeis e o mindset digital foram aplicados de forma mecânica, apenas discutindo processos e que a cultura ainda é Taylorista.

Essa estrutura com baixa maturidade já gera algum ganho, mas ainda está longe de ser considerada uma estrutura de empresas realmente digitais.

Fato é, as organizações realmente digitais (por exemplo, instituições bancárias e meios de pagamentos) estão ganhando muito mercado, podendo contratar os melhores profissionais, estão sendo mais produtivas…

Tudo isso, graças a um modelo diferente de trabalhar e de criar seus serviços e produtos.

As empresas tradicionais querem muito esses benefícios e resultados, mas ainda não sabem o que é realmente preciso para iniciar essa jornada de mudanças.

Os profissionais que está conseguindo resolver esses problemas nesses tipos de empresas, estão ganhando muito espaço e visibilidade no mercado, tornando-se escassos.

 

Mas e aí, o que fazer?

Pare de ler este artigo por um minuto e analise a sua organização.

A introdução daquele simples método Kanban, sozinho, foi capaz de realizar todas essas mudanças da sua empresa?

Começar a usar Scrum, fazer reuniões diárias, ter entregas feitas por Sprints te trouxe resultados expressivos?

Posso afirmar que não.

E esse é o grande perigo da primeira etapa de transformação, essa fase de ágil mecânico…

Quando se começa um processo tão grande como esse, você, como líder, vê mudanças e acredita nelas.

Mas, culturalmente, notasse o quanto sua empresa segue sendo tradicional.

O seu colaborador ainda tem medo de se expor; os ciclos de entregas ainda duram semanas e até meses; cada um trabalha por si, faz a sua função e ninguém sabe ao certo como colaborar com o outro…

Ainda falta um propósito claro, um processo organizado!

Ser ágil é ter times colaborativos, equipes que enxergam os processos como um todo, que focam no cliente para e que querem evoluir e crescer junto a empresa.

Ser ágil é ter uma equipe que veste a camisa, mas, enquanto estiver num estágio de ágil mecânico, isso não acontecerá. 

Você vai ficar aí, dizendo ser ágil, quando na verdade não é?

Ou você vai seguir em frente, colocar a mão na massa e dar o passo necessário para a transformação? 

 

E agora? Como mudar de estágio?

É algo simples de explicar, porém muito difícil de se aplicar.

Uma das melhores soluções é elevar o nível de conhecimento de algumas áreas e/ou times, no que se refere a criação de produtos digitais.

Aqui na Agile.Inc dividimos esse aumento de conhecimento em quatro áreas: Processos, Produtos, Pessoas e Cultura e Práticas de Engenharia.

São mais de 20 subáreas, formando o arcabouço necessário de conhecimento e aplicação para os times serem realmente digitais, criarem produtos que encantem, sejam produtivos, e deem vantagem para as empresas.

Foi assim que fizemos no Sem Parar – uma das maiores empresas de serviços para pedágios e estacionamentos – gerando um aumento de 315% em sua base de usuários do app Sem Parar.

 

Ser mais digital já virou questão de sobrevivência para as empresas nos dias de hoje. E nossa missão é ajudar cada vez mais pessoas a chegar lá! 

Fale com um de nossos consultores agora para entender como podemos te ajudar.

Compartilhe com seus amigos!
Top