Gestão e Liderança

by Ivan Santos Ivan Santos Nenhum comentário

O entrosamento do time é mais importante que as habilidades individuais

Durante os processos de consultoria e até de treinamentos de liderança, vejo que os gestores que estão montando equipes novas – seja contratando um novo colaborador ou realocando internamente, têm um pensamento muitas vezes individualizado sobre aquele determinado profissional.

– Qual o currículo?
– Onde estudou? Trabalhou?
– Cursos? Certificações?

 

Tudo isso faz muito sentido, é super importante e necessário. Porém, um ponto que pode ficar fora do radar de muitos contratantes é:

Como esse candidato irá interagir com os demais membros da equipe?
Como trabalharão em conjunto?

Pode parecer algo simples, mas é realmente muito impactante no dia a dia de um time e da organização como um todo, consequentemente.

 

“Para gerir de forma eficaz, você deve se concentrar nas INTERAÇÕES das pessoas, ao invés de seu comportamento separadamente.” (Russell Ackoff, modificado)

 

Para ilustrar um pouco mais o tema, vou utlizar a equipe de futebol do Barcelona, um dos times mais vencedores da história e um famoso exemplo vindo dos esportes coletivos.

Os princípios por trás da filosofia vencedora do Barcelona estava, não em ter os melhores jogadores (por mais que fossem muito bons), porém o melhor “arranjo”, entrosamento, conexão, sinergia do time…

No futebol, não tem segredo: para dominar a partida, em primeiro lugar é necessário a posse de bola. Para que isso aconteça, cada jogador deve ter a habilidade de receber e tocar a bola com rapidez para quem está mais à frente.

Porém, para que isso aconteça com sucesso, não contamos exclusivamente com as habilidades individuais de quem tem a bola. O posicionamento de quem está sem a bola é mais do que fundamental.

Ou seja, para que o jogador que está com a bola tenha possibilidade de passe, os demais jogadores devem participar e se posicionar em relação ao companheiro de equipe. Não é ação isolada de um, mas toda a movimentação do grupo.

Ao estabelecer um toque de bola rápido, contínuo e envolvente, o time do Barcelona conseguia manter suas possibilidades de ataque, desarmando as posições da defesa adversária.

E como ferramenta oposta, o mesmo Barcelona abafava o jogo no campo do inimigo, sem deixar espaço para o toque de bola do adversário. A esse estilo de jogo foi dado o nome de tic-tac, simbolizando o toque rápido e contínuo, assim como um ponteiro de relógio.

O exemplo futebolístico deixa claro que a maneira como as pessoas interagem entre si é o maior responsável pelos resultados de uma equipe, não as ações individuais de um só jogador.

Se fosse assim, um só jogador teria de pegar a bola e passar por todos os adversários em direção ao gol. Nem o mais genial de todos seria capaz de fazê-lo de forma consistente.

 

Indivíduos e INTERAÇÕES mais que processos e ferramentas.
(Manifesto Ágil)

 

No fim do dia, esse é mais um princípio ágil sendo posto em prática. Por isso, quando gestores estão contratando ou programando realocações, devem pensar em como a equipe resultante vai jogar em conjunto.

Da mesma maneira, quando estamos pensando numa empresa vencedora, o “toque de bola” entre os departamentos/equipes deve ser fluído para aumentar as chances de vencermos a partida.

Boa semana! #BeAgile

by Agile.Inc Agile.Inc Nenhum comentário

Como ficou o feedback em 2020?

Em 2020, o ano mais desafiador dos últimos tempos, falar “o novo normal” chega a ser irritante. Mas, se tem algo que se tornou diferente neste ano é o feedback.

O “novo feedback” – é horrível esse termo, eu sei, mas ele se faz muito necessário – já que o contato físico e social foi restringido, o trabalho se tornou todo remoto, fazendo com que tivéssemos novas preocupações e riscos em nossa rotina profissional. 

 

Acompanhando a maioria das pesquisas que atribui o trabalho remoto à qualidade de vida, eu resolvi compartilhar um pouco da realidade pra esfregar na cara de quem faz pesquisa que: qualidade de vida não é trabalhar de casa.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo LinkedIn (publicada pela InfoMoney), 62% dos profissionais estão mais ansiosos e estressados com o trabalho do que estavam antes.

Em minha opinião, esta questão de qualidade de vida está muito mais próxima ao se ter um trabalho com acompanhamento de carreira e metas claras sobre seu desenvolvimento, no qual temos tempo de aprender e ter mais momentos com nossa família e amigos, do que obrigatoriamente trabalhar de casa.

 

Mas o que isso tem a ver com feedback?

Bom, essa é uma ferramenta extremamente importante e que colabora muito para ter essa tal qualidade de vida.

No clássico cenário no qual se trabalha no mesmo ambiente físico do seu time, é muito mais simples de se observar um comportamento de tristeza, de alegria ou de ansiedade, por exemplo.

Isso porque o fato de você estar em contato presencial com uma pessoa e com uma percepção apurada,  faz com que você consiga reconhecer esses sentimentos no ar e atuar prontamente sobre essas pessoas. 

No trabalho remoto ficamos dentro das nossas casas, geralmente com uma carga horária de bem maior do que num trabalho presencial, fazendo com que o gatilho mental de stress das pessoas esteja muito sensível, levando-as ao limite emocional. E aí volta a principal questão deste texto:

Dar feedback para essas pessoas e times, todos a distância, foi um dos maiores desafios este ano, além de todo o caos causado por conta de uma pandemia.

Entretanto, uma das coisas que eu mais levei em consideração ao dar e receber feedbacks, foi a minha própria percepção de trabalho remoto e o quanto isso me afetou.

Desde o medo de ser demitido, toda a adaptação para essa nova realidade que ainda estamos vivendo, até o conformismo ao ver que as coisas não estão mudando, envolto pelo pensamento de “se eu fizer, tudo bem” e “se não fizer, tudo bem”.

Este ano, o feedback deixou de ser formal e realizado num determinado período e passou a ser diário.

Às vezes, até a cada hora, pois novas situações surgem e são acontecimentos não previstos ou novas realidades, nas quais temos de estar lado a lado com o nosso time entendendo e nos adaptando a cada cenário. 

Conversar sobre qualquer tipo de assunto com o time, dá informações de como as pessoas estão se sentindo no seu dia a dia e como elas buscam e pensam sobre o futuro; para que eu, como Delivery Manager (responsável pelas entregas do time), possa realmente estar com uma percepção mais acertada sobre os anseios e desejos dessa pessoa e do time como um todo. 

 

Mas, se você ainda tem dúvidas de como dar feedback, vou listar alguns pontos que são bem importantes:

 

Preste atenção nos detalhes!

Cada vez mais, conversar e conhecer as pessoas é super válido.

Hoje são apenas nossos e nossas colegas de trabalho, mas nada impede de você entender um pouco mais quem são, o que faz essa pessoa feliz, o que não faz, a qual a relação familiar dela, qual é o lazer dela, se ela teve alguém afetado pela Covid-19  ou qualquer outro tipo de doença, etc;

 

Saiba ler o ambiente

Entender o momento certo e prepare antes o que será dito.

O feedback deve acontecer dentro de um contexto específico do ocorrido para que gere uma reflexão sobre aquilo e uma possibilidade de ação para reforçar ou melhorar algo;

 

Convide a pessoa para participar de sua própria melhoria

Ou seja, ajude-a a construir um plano de ação para a resolução daquela situação.

Claro, sempre acompanhando-a durante essa evolução, perguntando de tempos em tempos como estão as coisas;

Muito além do feedback pessoal, o feedback sobre o time é essencial.

Meu trabalho é desenvolver um time no qual o time em si é maior do que qualquer pessoa dentro desse grupo. Mas esse assunto vou deixar para outro artigo!

Não vou nem falar sobre “recurso”, afinal não dá para explicar novamente a diferença entre recursos e pessoas em pleno 2020.

Se você não aprendeu isso até hoje, ESTUDE e não chame pessoas de recursos.

 

Pois bem, essas foram as minhas dicas sobre como fazer feedback neste “novo formato”.

Entendo que trabalhar com pessoas é estar sempre atento, muito mais do que esperar uma dinâmica mágica e maravilhosa para feedbacks, na qual você vai preencher uma frase com palavra chave, vai trocar com seu amigo e cada um vai se auto avaliar e bla-bla-bla…  

Espero que, com tudo isso, a gente aprenda a ser cada vez mais menos prescritivo na gestão de sentimentos e de evolução do time, pois isso deixa o nosso trabalho e nossas relações muito mais humano.

Em 2020, o feedback pra mim tem muito a ver com uma frase que ouvi de um grande amigo meu, chamado Vilson Laerte: “estamos com pessoas, trabalhando com pessoas e desenvolvendo algo para pessoas, o resto é computador, cadeira e mesa velha.

 

Por Fabricio Pequeno

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

Conversamos com empresas diariamente e percebemos, na grande maioria delas, um padrão comum quanto à erros no processo de transformação (seja digital ou ágil).

Algumas dessas falhas são cometidas de forma sistemática nas áreas de Tecnologia e Negócios, gerando produtos que, muitas vezes, não agradam ou não geram tanto valor aos clientes.

O tempo é escasso para todo mundo. Os custos estão diminuindo cada vez mais e o “menos tem que ser mais” de verdade. Entretanto, entregar realmente mais é um grande desafio.

Se a empresa não tiver a agilidade realmente incorporada, não será possível se destacar. Se entregar valor ainda é uma dificuldade, a área vai ficar para trás.

Entretanto, os profissionais que estão desenvolvendo produtos digitais que realmente agregam valor, estão se destacando no mercado e sendo caçados pelas empresas, pois estão conseguindo fazer realmente mais com menos e ajudando a criar produtos que, de fato, encantam os clientes e geram valor para as empresas.

Com isso, eu te pergunto: você está completamente satisfeito com seus produtos digitais ou modelos de trabalho do seu time? Está feliz com a produtividade e resultados?

Sabe que pode fazer mais e melhor, mas não sabe como nem por onde começar? Se essas questões te incomodaram, provavelmente algum desses erros devem estar presentes no seu time.

Confira os mais comuns:

 

1) Processos tradicionais que parecem ágeis

A empresa tem algumas pessoas certificadas em alguns modelos de trabalho, faz alguns eventos/cerimônias de forma bem mecânica, discute muito se é Scrum ou Kanban que deve ser utilizado…

Mas no fundo, a organização ainda está no paradigma tradicional de desenvolvimento. 

Muitas vezes acaba fazendo um water-scrum-fall, ou seja, produtos só são lançados após meses de criação. Muita burocracia desnecessária ainda existe! Costumamos dizer que essa empresa está num nível de maturidade 1, fazendo um Ágil Mecânico

Muitos times pensam que ser ágil é:

  • “Tenho um fluxo no azure, sou ágil”
  • “Comecei a fazer algumas cerimônias, de daily, planning, sou ágil…”
  • “Tenho Scrum Master certificado e um Product Owner part-time alocado, sou ágil”

 

Entendem que fazem alguns processos de forma ágil, pois usam um framework (de forma superficial, às vezes), mas não sabem distinguir a diferença entre fazer ágil ou ser ágil. 

O processo tem a cara de ágil, parece que está se iniciando uma transformação, mas, no fundo, a cultura ainda é tradicional.

 

2) Cultura do controle e não do valor

Outro erro muito comum, se refere a parte cultural. Gosto de dizer que no fundo, a base para criação de ótimos produtos digitais é uma mudança cultural.

Se a área de desenvolvimento está focada, principalmente, em ter controle; em achar culpados por erros; em centralizar decisões em pessoas específicas; se fica muito focada no processo e nas entregas, ao invés de focar no valor…

Com certeza é uma área que está perdendo tempo e dinheiro.

Se esses aspectos estão presentes, preciso te dizer que você ainda tem uma cultura que vai te atrapalhar a ter times de alto desempenho.

Empresas que criam bons produtos digitais tem seu foco principal em entregar valor constante ao cliente, fortalecendo uma cultura que delega decisões, que possui objetivos claros, uma cultura na qual as pessoas são fundamentais. 

Quando o time está com foco na entrega de valor, aspectos interessantes aparecem, como:

  • cultura de aprendizado com erros;
  • cultura de time, ao invés de vangloriar os heróis que são indispensáveis;
  • cultura de ownership, ao invés das pessoas se esconderem das responsabilidades;

 

Criar ótimos produtos começa, principalmente, com atitude! Não adianta ter diversas ferramentas e processos, é preciso fomentar uma forte cultura de produtos dentro da empresa. Em sua empresa, como é a cultura de verdade, e não aquela que pendurada na parede?

 

3) Não dar a devida atenção às pessoas e tratá-las como recursos

Líderes não estão satisfeitos com a produtividade das equipes. Equipes não estão contentes com o modelo de gestão dos líderes. 

E um dos principais erros que ocasionam esse tipo de situação é contratar pessoas buscando perfis mais baratos, com baixa qualificação.

Por exemplo, diversas consultorias ao fornecer uma prestação de serviço, principalmente na área de TI, oferecem um profissional sênior, mas que no final, na prática, é nível júnior.

Isso acontece bastante pois a empresa já parte da ideia de que é necessário ter muitos times e com muitas pessoas para aumentar a eficiência, e para isso precisa-se baratear o custo.

Outro ponto bastante comum ainda é a baixa colaboração entre times. A liderança ainda no modelo tradicional e equipes com gaps de conhecimentos chaves para o desenvolvimento dos sistemas, por exemplo.

Com isso, as pessoas acabam trabalhando mais de forma reativa, apagando incêndios, do que de forma proativa.

Essas são algumas das características encontradas quando a empresa não consegue lidar com pessoas da forma correta.

Achar as pessoas certas, colocar no lugar certo e com os processos e modelos corretos – somente assim haverá um time capaz de criar produtos e serviços que realmente encantem o cliente.

 

4) Metas tradicionais que afundam os times

Na sua empresa, você tem visibilidade de metas de pares ou de outras áreas? Sua meta mede apenas quesitos de eficiência ou mede resultados? 

Você sente que as metas dos times são compartilhadas entre eles de alguma forma? E elas são ligadas claramente a meta da área ou da empresa? 

Já percebeu situações nas quais precisava da ajuda de alguém, mas a meta da área não era a mesma que a sua, logo não existia colaboração?

Essas perguntas te ajudam a entender se esse problema existe na sua empresa, de metas que apenas afundam os times. 

Metas apenas de eficiência, falta de transparência e foco, metas não compartilhas e metas muito longas e pouco claras, pode matar o desenvolvimento de produtos excepcionais. 

Ainda mais se o bônus das pessoas tiverem ligadas a essas metas. Isso porque, no final do dia, os times e as pessoas se comportam de acordo como elas são medidas – “me diga como me medes e eu te digo como eu me comporto”. 

Em empresas realmente digitais, é fácil encontrar metas compartilhadas entre as áreas de Negócios e TI, por exemplo. As metas precisam ser transparentes usando modelos como OKRs, metas curtas trimestrais, que ajudam os times a serem ágeis e que deem a possibilidade de se reajustar, conforme aprendem mais.

Ouvi uma frase de um cliente que traduz muito bem esse problema: “O problema não é a quantidade de entrega, mas a qualidade dessas entregas, no sentido de: estamos entregando bastante, mas entregando o quê?

A pressão das entregas que os times sofrem, as mudanças de prioridades, fazem os times entregarem muito, mas não estamos conseguindo mexer o ponteiro, não estamos impactando realmente o cliente final.

As entregas vem de desejos pessoais, de algum lugar que não tem um direcionamento muito claro.

A quantidade de entrega aumentou, mas a qualidade geral, focada em valor, é uma zona cinzenta ainda” e eu concordo completamente com tudo isso.

 

5) Não existir uma visão correta de Produto

Outra falha muito frequente, que impede a criação de bons produtos digitais, é quando os times ainda são focados em uma cultura de projetos, na qual o sucesso é atender o escopo e o prazo ou o foco é conseguir fazer mais tarefas em menos tempo. 

As pessoas não conhecem os clientes! Às vezes até possuem uma persona, uma jornada de compra desenhada, mas não é ela que guia o desenvolvimento no dia a dia. 

Os Product Owners são apenas “tiradores de pedidos” que se preocupam e escrever histórias de usuários. Eles tiram pedidos de gerentes ou stakeholders – que são as pessoas que definem o que o cliente precisa.

Em outras palavras, a empresa ainda é “stakeholder centric”.

Fala-se sobre ser customer centric, ou seja, colocar o cliente no centro em toda a cadeia de criação e desenvolvimento de um produto ou funcionalidade, mas no final do dia as pessoas não sabem de forma prática o que é isso. 

Quando é perguntado para alguém: o que é valor para o cliente? A grande maioria não sabe responder ou obtemos respostas não coesas entre as pessoas.

Um ponto chave na criação de produtos de alto valor, que dão vantagem competitiva para qualquer empresa, é ter um gestão de Produtos correta.

É sair de uma cultura de Projetos e ir para uma cultura de Produtos, no qual paramos de atender desejos de stakeholders e focamos muito mais em resolver os problemas dos clientes.

“Somos obcecados pelo cliente. Começamos com o cliente e trabalhamos de trás pra frente.” (Jeff Bezos)

 

6) Baixa maturidade em engenharia de software

Durante uma consultoria, em uma entrevista com um time, após várias perguntas aos membros, identificamos um padrão interessante – padrão esse que depois foi encontrado em outros times: baixa maturidade de engenharia de software. 

Talvez por pontos anteriores citados, os time são cobrados por produtividade e entregas, atrelados à baixa maturidade profissional de alguns “recursos”, cria-se times com baixa maturidade de engenharia de software. 

Esses times até criam uma produtividade mascarada no curto prazo, gerando baixo padrões de desenvolvimento e arquiteturas falhas.

Mas a conta um dia vem e o time começa a ficar lento, pois tudo no desenvolvimento começa a ficar complexo. 

Padrões de desenvolvimento não existem e itens como Qualidade Ágil e Devops são desejados pelos times mas não aplicados corretamente.

Os Gerentes se enganam e acham que já são experts no assunto, apresentando relatórios sofisticados, mostrando como o time deles são ágeis com engenharia ágil.

Mas no fundo, na realidade, todos sabem que ainda muito tem que se fazer!

Um complicador dessa situação como um todo são os sistemas legados existentes e os grandes débitos técnicos.

Empresas que conseguiram se transformar de verdade, colocavam esses problemas visíveis, colocavam o “elefante na mesa” realmente, para que os problemas fossem endereçados e discutidos. 

Afinal, se um time precisa de uma nova API, por exemplo, para mostrar um valor na tela e precisa esperar meses para a criação desta interface, não tem como ser ágil de verdade.

Provavelmente, a empresa vai modelar o produto de acordo com as capacidades dos sistemas internos, e não por causa do cliente – colocando no foco do desenvolvimento para realmente atender suas necessidades. 

Nesse cenário a área de Negócios quer que algo seja feito de um jeito, mas a TI fala “isso não é possível por causa do nossos sistema, então vamos fazer de outra maneira”.

 

7) Silos organizacionais

Por último, mas não menos importante, um padrão que pode matar a criação de ótimos produtos digitais são os silos dentro da organização.

Uma estrutura com dependências entre áreas acaba criando um cenário no qual cada um pensa somente no seu, e ninguém consegue ter uma visão ponta a ponta. 

As empresas estão tentando diminuir os silos criando tribos e squads, porém já vimos locais onde:

  • A tribo nada mais era do que a mesma área de antes, apenas com um nome diferente;
  • A squad é montada buscando eficiência operacional e ocupação dos membros (que todos os colaboradores fiquem muito tempo alocados e ocupados). Assim, criam-se squads técnicas e não equipes multidisciplinares, perdendo a agilidade nas entregas;
  • Ter alguém da área de Negócios dentro da equipe é impossível, pois não se pode dar transparência de “problemas” para as outras áreas, por exemplo;
  • As áreas ainda competem entre si, ao invés de trocarem informações – a área começou alguma iniciativa interessante, mas guarda-se como um segredo, com a expectativa de algum dia alguém dar esse reconhecimento e eles obterem o mérito.

 

Quando falamos em montar tribos por jornada do cliente, a mente das pessoas “fritam” literalmente, e acaba-se não fazendo a mudança pois isso seria muito trabalhoso.

Se a empresa ainda é cheia de silos, definitivamente os produtos perdem qualidade e o time não consegue entregar valor de verdade.

Agora você deve estar se perguntando: quais são os maiores problemas que ocorrem por conta desses silos? Nós já elencamos alguns:

 

Conheça 7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

 

Por fim, já está na hora de empresas perceberem que precisam construir no presente, o futuro que já está aí! Fazer o que é importante, no tempo correto e da forma correta – isso é o que se deve buscar diariamente.

Ser realmente digital não está na forma que produtos e serviços são apresentados ao consumidor final, mas no modelo no qual eles são criados e desenvolvidos. E isso não é mais o futuro! É um presente cada vez mais urgente. 

Um estudo realizado pela IBM mostra que 59% das organizações aceleraram seus processos de transformação digital durante a pandemia causada pelo Covid-19.

Isso porque executivos passaram a confiar mais nos benefícios que esses novos processos e formatos trazem para a organização, deixando-a muito mais preparada este novo normal.

Tanto os riscos, como as oportunidades são muito grandes. As apostas são muito altas e não tem como ficar para trás. É preciso agir!

E a solução para tudo isso está 100% ligada a contratação correta das pessoas e fornecedores. É normal encontrar conceitos rasos, mesmo com muita vontade de fazer diferente, mas falta muita técnica para fazer corretamente.

O conhecimento adequado e a vontade de fazer diferente e melhor, é um atributo de pessoas. Gosto muito de dizer que “qualquer time júnior faz um sistema com 50 telas – mas para fazer um produto com pouquíssimas telas, que resolve talvez 80% dos problemas, é necessário um time muito capacitado, engajado e com os corretos incentivos.”

 

Não podemos fugir disso! Enquanto as empresas não tiverem as pessoas e fornecedores corretos, os produtos ainda serão feito com baixa qualidade como um todo e muito dinheiro será perdido.

Veja como ajudamos a transformar um dos principais produtos digitais da maior empresa de pagamentos automáticos de pedágios e estacionamentos, a Sem Parar.

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Contratar mais pessoas ou revisar o processo?

Entenda como organizar melhor sua equipe para ter mais eficiência e resultados

Por Antonio Costa

Durante nossos processos de consultoria e coaching, muitas vezes nos deparamos com um cenário no qual surgem frases ou dúvidas como:

– Quero tentar mudar alguma coisa, mas não sei o quê… 

– Da forma como estou fazendo não sou tão efetivo, mas o que mudar?

– Já consumimos muito conteúdo, mas será que é o suficiente?

– Acho que preciso de mais gente na equipe, mas como convencer a diretoria a fornecer budget? 

– Quais os papéis necessários para que eu tenha um time adequado?

Basicamente, os líderes querem entregar mais resultado, ter times eficientes e eficazes, e sempre surge a hipótese de que métodos ágeis ajudariam nessa produtividade. Mas não sabem como e nem em qual ordem: “Primeiro contrato ou arrumo o processo?”; “Se tenho que ter pessoas, qual o papel que tenho que contratar?”; “Ou antes eu revisito o processo?”; “O que vem primeiro?”.

Então, o que fazer?

Não tem uma resposta pronta e vou falar de forma geral, pois cada caso é um caso.

Primeiro ponto é que, às vezes, é muito nítido que tem uma skill faltando. O problema é tão grande, tão gritante, que nem é preciso rever o processo, mas sim já contratar uma pessoa. Veja se você tem algum caso gritante!

Caso contrário, quando não é tão nítido a falta de uma pessoa:

Primeiro aconselhamos a empresa analisar seu processo atual – entender o que está acontecendo, se dá para fazer mais resultado com as mesmas pessoas. E, somente depois, analisar a necessidade de contratar mais pessoas.

Duas pessoas sentadas num ambiente de trabalho, usando um computador

Por que revisitar o modo de trabalhar é importante?

Muitas vezes as empresas não tem um processo bem definido e esse, por sua vez, possui gaps, gargalos, indefinições e desperdícios. Uma outra dúvida muito comum é: “E se contratar mais pessoas e continuar tendo dificuldades de entrega?”

Bom, se não tiver o processo correto e bem definido, existe a chance de colocar mais pessoas e amplificar ou “mascarar” o problema, por exemplo:

  • Mascarar o problema: você coloca 160h (1 pessoa) a mais, mas no final você aumenta sua produtividade real em 40h. Sendo que as outras 120h acaba sendo improdutivas – isso acaba mascarando o problema
  • Amplificar o problema: você coloca mais pessoas no time e a produtividade cai no final, pois a complexidade do time aumenta e algo que não estava bom, fica pior.

Em outras palavras, rever o modo de trabalho consiste em ter uma jornada ágil para sua área, com processos ágeis bem desenhados e definidos, para seu time entregar mais.

Como funciona normalmente?

Durante a revisão do processo, o primeiro ponto que tentamos responder é: “hoje, é claro nosso processo? Ele está bem definido?” Ou seja, é preciso ter clareza do processo e não estou dizendo que tem que ser engessado, mas sim, claro para todos.

Outra pergunta que fazemos é: “Seu processo é burocrático? Tem como ser mais Lean, ou seja, mais enxuto?”

Com essas perguntas, começamos a revisão propriamente dita, a fim de descobrir a eficiência atual com métricas e identificar os principais gargalos. Em nossa consultoria, nós definimos o modelo AS IS (como funciona hoje) e o TO BE (como deve ser um processo no futuro, bem definido e ágil, com um fluxo mais otimizado).

Pontos chaves durante a revisão de um processo, que fazem um time produzir mais:

  • PRIORIZAÇÃO E GESTÃO DE DEMANDAS

Durante a revisão do processo, é comum identificarmos, por exemplo, que pelo menos 50% dos requisitos solicitados por Negócios não são necessários. A correta priorização dos requisitos é fundamental, para depois você alocar um time para desenvolver o sistema. Para cada requisito, devemos ter com relativa clareza o propósito do negócio, qual o valor de negócios que se busca, para o desenvolvimento criar o código.

  • REFINAMENTO

Os itens requisitados não estão em uma boa granularidade, na qual o DEV precisa perder tempo tentando entender o que tem que fazer e obtendo mais retrabalho.

  • QUALIDADE

“Tem pontos que preciso melhorar na minha política de qualidade, para eu ter menos retrabalho?”; “O produto acaba tendo muitos bugs e o backlog de correção e sustentação é grande?”; Identificar essas questões melhoraram o aspecto da qualidade e ajuda muito na economia de trabalho.

  • ARQUITETURA

“Tenho problemas arquiteturais no meu sistema, o que faz que eu demore para desenvolver algo?” Esse é o famoso cenário de backlog técnico, no qual é tão necessário um refractories.

  • OTIMIZAÇÃO

Tem alguém com alto índice de retrabalho, ou sobrecarregado, ou com partes do processo desnecessários? Tem etapas onde está demorando muito a execução das tarefas? Esse também é um ponto muito importante a ser revisado!

Aí então, busque a contratação

Tendo mais controle sobre o processo e ele sendo otimizado e ágil, aí chega o momento de você buscar saber como fazer mais:

– Contratar mais pessoas, novos skills

Durante essa análise, você pode identificar que o time precisa de uma competência inexistente para ser mais produtivo. Por exemplo, ter uma pessoa Engenheira de QA ou Devops. Nessa fase, você consegue saber quais papeis precisa para ter uma equipe multidisciplinar produtiva, com skills que não podem faltar. 

– Colocando mais pessoas – mesmo skill para ganhar mais vazão

Acontece quando você otimizou seu processo e apresenta um cenário no qual o time consegue atacar X coisas por mês, mas a necessidade de Negócios é de mais de X. Neste caso, você contrata pessoas com os mesmos skills, para ganhar mais vazão.

Formação da equipe também é algo importante

Às vezes é necessário até mexer na estrutura organizacional da empresa ou mexer na organização dos times… Mas isso é feito de forma gradual. 

“Ter um component team ou um feature team?”; “Organizar por value stream?”; “Juntar ou separar os skills?”; “Separa novos desenvolvimentos do time de suporte?”… Se a sua dúvida é alguma dessas (como estruturar seu time), você precisa repensar a formação da sua equipe.

Conclusão

A decisão de contratar mais pessoas ou revisar o processo, depende muito de cenário para cenário, mas, primeiro, aconselhamos você definir a sua jornada ágil, revisitar seu processo, e depois dessa otimização, aí você pensa em contratação de pessoas.

Se quiser ajuda com a sua jornada ágil,revisar o processo ou até mesmo ter pessoas qualificadas para ter um time mais eficiente, podemos te ajudar! 

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Aumente as chances de sucesso na transformação ágil com essa dica

Aprenda com a dinâmica “Why Agile” a entender os reais motivos pelos quais você quer ser mais ágil e extrair ao máximo os benefícios desse processo 

Por Antonio Costa

Uma das técnicas que aprendemos com a Scrum.org e aplicamos em todos processos de consultoria que fazemos é a “Why Agile?”. Essa prática é o ponto inicial dos nossos trabalhos dentro de uma organização e você pode aplicar também em seu dia a dia para ter mais sucesso na transformação ágil.

Mas por quê a resposta do “Why Agile?” é tão importante? Porque se você não definir claramente o motivo pelo qual está buscando Agilidade para sua empresa; se você não estabelecer quais são os benefícios esperados dessa iniciativa, a grande chance é que este trabalho será feito apenas pelo método e não pelos resultados.

Por isso, quando nós começamos um processo de transformação ágil dentro de uma organização, fazemos uma série de dinâmicas e isso envolve várias etapas, reunindo vários stakeholders para entender o “por que ágil?”.

Num primeiro momento, não existe um consenso, nem muita clareza do motivo, e essas é uma das dinâmicas que nos ajudam à ir construindo isso, consolidando e aterrizando…

Foto conceitual com carros ágeis

Cinco motivos comuns de quem busca a Agilidade

Entre as diversas respostas que ouvimos quando aplicamos essa dinâmica do “Why Agile?”, neste texto, quero te apresentar as cinco mais comuns e que podem te ajudar a ter mais sucesso na transformação ágil. Confira:

“Porque o mercado está fazendo isso, outras empresas também e eu preciso fazer.”

O “porque está na moda” é uma das respostas que mais ouvimos ao perguntar o motivo pelo qual se está querendo implementar Agilidade em uma organização. Talvez não seja essa a resposta que mais gostamos de ouvir, mas, sem julgamento, é um motivo bem comum.

“Porque eu quero ser mais ágil.”

Ok, mas o que é ser mais ágil para você? Essa é uma outra resposta comum, mas na qual muitas pessoas não tem uma definição clara do que é “ser mais ágil”. Para entender melhor esse cenário, fazemos um processo de coaching para entender o real motivo por trás dessa resposta.

Ser mais ágil é entregar mais valor? É entregar mais tarefas em menos tempo? É ter mais produtividade? Com esses feedbacks, é possível definir melhor o que é Agilidade para aquela organização e para aquele grupo de lideranças. A maior parte das pessoas querem ser mais ágeis para serem mais produtivas e entregar mais valor. 

“Porque eu quero ter melhores entregas.”

É comum ouvirmos que os times trabalham demais, fazem várias horas extras, possuem uma rotina super desgastante e alguns acabam até se desligando da empresa. Isso traz um impacto imenso nas entregas, que poderiam ser melhores e com menos sofrimento. Por isso, querem implementar a Agilidade para ter uma rotina mais fluida e entregas com mais qualidade.

“Com a agilidade eu vou conseguir governar melhor os times e projetos.”

Em muitas empresas, o motivo principal pelo qual se está buscando a Agilidade é para ter mais transparência, mais visibilidade, remover os impedimentos e conseguir ajudar a destravar o potencial das pessoas, e fazer com que as coisas fluam melhor.

“Quero mitigar os riscos da minha área.”

Por fim, essa também é uma resposta bem comum… Muitos líderes querem ser mais ágeis para ter controle dos riscos. Da mesma forma, querem ter entregas mais curtas, precisam de uma definição de objetivo do produto mais clara e de uma boa interação entre os stakeholders.

Esses são os principais motivos que vemos em nosso dia a dia pelos quais empresas buscam transformação ágil. Em resumo, quando você define claramente o que é o ponto B, ou seja, aquele lugar onde se deseja chegar e o você espera de resultados, é muito mais fácil traçar o caminho para chegar lá.

“Se você não tem clareza para onde quer ir, qualquer caminho serve.”

https://www.youtube.com/watch?v=lTVQ6y_wnXI&feature=youtu.be

Replique essa técnica em seu processo

Espero que essa técnica consiga te ajudar a começar seu processo de transformação ágil. Se você quer um pouco mais de detalhes sobre essa dinâmica, como fazemos e quanto tempo leva, ou sobre alguma outra relacionada, mande uma mensagem aqui para nós

Ter essa resposta é muito importante para te ajudar não apenas para ter um propósito claro ao implementar a agilidade em sua organização, mas a chegar num outro nível de produtividade e obter ao máximo os benefícios desse processo, de uma forma muito mais simplificada.

Agora, se você quer aplicar essa técnica em sua área para saber realmente o seu objetivo com o ágil – e com isso encurtar o caminho para a transformação, fornecemos consultoria especializada que te ajudará a fazer a transformação ágil com sucesso, obtendo mais valor com menos dor.


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Como as metodologias ágeis podem organizar processos de trabalho

Entenda agora como funciona a aplicação de metodologias ágeis na prática para ter um time mais eficiente e ágil

Muito se fala sobre os benefícios do uso de metodologias ágeis, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras como Marketing, RH, Vendas, Financeira, etc… Entretanto, uma das dúvidas mais frequentes relacionada à esse assunto é “como um processo ágil organizado funciona de verdade na prática?”. Também surgem perguntas como: “Ok, eu quero ser mais ágil, mas como isso pode funcionar pra mim?”

Antes de responder essa pergunta, vale ressaltar que, se você não possui um processo de trabalho bem estruturado e bem implantado, provavelmente seu time deve estar com desperdícios ou sendo muito improdutivo no dia a dia. E isso acontece por diversos motivos:

  • Falta de objetivo claro e propósito
  • Falta de clareza sobre papéis e responsabilidades 
  • Incertezas perante à organização
  • Muito retrabalho e desperdícios

Ou seja, não adianta ter um processo de trabalho organizado, armazenado num documento dentro de uma rede, e não implantado, que as pessoas não vivam em uma base diária.

Benefícios de um time ágil

Além disso, se você tem um processo bem definido e ele não for tradicional, se ele tiver conceitos ágeis incorporados, e for praticado por cada pessoa, no dia a dia do time, os benefícios são imensos. 

Ao implementar os conceitos e metodologias ágeis em um time, ele passa a:

  • Ter chances de produzir muito mais
  • Ser mais assertivo nas tarefas 
  • Entrar em ciclos de melhoria contínua
  • Evitar o desperdício e o retrabalho
  • Ter mais coordenação e dar mais visibilidade para a liderança
  • Melhorar a comunicação entre todos os envolvidos
  • Ser mais eficaz e eficiente como um todo

Como implementar essas mudanças na prática

Tudo parece lindo na teoria, mas e na prática? Para deixar seu time mais ágil e com um processo melhor estruturado, primeiramente, é necessário entender que cada time e empresa vai ter uma solução diferente. Ou seja, não existe certo ou errado, mas sim um método organizado para atender às SUAS necessidades e te ajudar a atingir os SEUS objetivos.

Esse é o nosso modelo de implementação de um processo ágil para uma área de marketing, neste caso. Não necessariamente é o que vai funcionar para você, mas já pode servir como base e te auxiliar a descobrir o seu formato ideal. 

Foto de um modelo de Processo Ágil Organizado usado em uma área de Marketing
Foto de um modelo usado em uma área de Marketing

Para te ajudar nesse processo, selecionamos os principais pontos de uma implementação de um processo ágil:

Definir os objetivos de forma clara 

Não adianta querer usar novos conceitos de trabalho dentro de um time, se ele não tem uma visão bem clara de qual o propósito das iniciativas. As técnicas de OKR são ideais para definir os objetivos e resultados-chaves para atingir as metas  e ter clareza do que está acontecendo no dia a dia de trabalho.

“Se você não sabe para onde ir, provavelmente seu time estará sempre perdendo.”

Estruturando a lista de tarefas 

Quando definimos a visão do projeto ou produto, começamos uma estruturação do backlog, ou seja, criamos uma lista ordenada de tarefas a serem executadas para atingir determinado objetivo. Usamos diversas dinâmicas e técnicas para selecionar esses itens (Design Sprint, Lean Inception, etc) e assim criamos o Product Backlog.

Em seguida, é muito importante fazer a correta priorização e ordenação desse backlog, começando os trabalhos pelas tarefas mais importantes, ou pelas que possuem mais dependência, identificando e removendo os impedimentos, etc.

Começando as Sprints

Depois de refinar os itens e definir o Sprint Backlog e começamos a trabalhar nas Sprints – que são ciclos constantes com períodos pré-definidos para desenvolver as entregas. Neste exemplo da campanha de marketing, como o time era muito volátil, fizemos Sprints de uma semana, pois além do cenário ainda incerto, tudo era adaptação e as pessoas estavam sendo treinadas e trabalhando neste novo formato, ao mesmo tempo.

Quadro Kanban para gestão visual em um time ágil em uma área de Marketing

Nesse primeiro ciclo, o time deve trabalhar focado no Sprint Goal (objetivo daquele período) e, ao final de cada Sprint, chamamos uma série de stakeholders para falar das entregas, dos resultados, ter o momento dos feedbacks e ajustar qualquer item para o próximo ciclo de trabalho.

Vale ressaltar aqui que a transparência e a gestão visual são essenciais nesse novo formato de trabalho. Usamos diversas técnicas e conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0, entre outras.

Entre num processo de melhoria contínua

Ao final desse novo ciclo de trabalho, pare e pense: se você pudéssemos voltar no passado e fazer tudo de novo, faríamos tudo igual? Ou teríamos feito algo diferente? Nessa retrospectiva, é possível identificar e selecionar um ponto de melhoria, e ter um plano de ação para trabalhar nele, junto com os outros itens do backlog, na Sprint seguinte… Iniciando assim um processo de melhoria contínua.

Treine as pessoas

Uma das fases mais importantes de uma implementação de metodologias ágeis é a de aculturamento. Esse é o momento no qual as pessoas passam por uma série de treinamentos, com objetivo de não apenas aprender novos conceitos, mas de realmente mudar o paradigma e atingir os objetivos. Aplicamos diversos treinamentos oficiais (com certificação) para elevar o nível de conhecimento e de experiência prática das pessoas. 

Tenha métricas e dados 

De nada adianta esse novo formato de trabalho, se não é possível mensurar! Tenha dados e métricas, tanto métricas de resultado (outcome), como de tarefas (output). Elas servem para entender o quanto essa iniciativa está sendo positiva ou precisa de ajustes. São esses indicadores que ajudam a guiar o time para ser melhor a cada Sprint!

Lembrando que, se você não tiver as pessoas corretas para te ajudar, toda essa iniciativa para ter um processo ágil, mais organizado e estruturado, pode fracassar. Se você ainda tem alguma dúvida sobre essa transformação, fale com um de nossos consultores e solicite um diagnóstico para saber se as metodologias ágeis vão funcionar para o seu time.

Quer que seu time trabalhe de forma mais ágil e estruturada?

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Métodos Ágeis: Como ter um time mais eficiente e ágil como um todo

Entenda como os métodos ágeis podem ajudar diversas áreas e times a ter mais produtividade e organização

Métodos Ágeis funcionam para times de Marketing, RH, Vendas, entre outros

Dia após dia, diversos profissionais de áreas como Marketing, times de RH, times de projetos diversos, vem até nós, perguntando: será que os métodos ágeis podem realmente me ajudar a ser mais eficiente, ser mais ágil?

Em 90% dos casos, a resposta é SIM.

Quando conversamos um pouco mais com essas pessoas, citamos algumas situações comuns em times que precisam ser mais ágeis. Alguns desses problemas são:

  • Muitas interferências externas
  • Coisas que impedem de você entregar suas tarefas, e que muitas vezes precisaria de uma ajuda da liderança
  • Mudanças de prioridade – às vezes se perde sem saber qual a próxima prioridade
  • Pouca visibilidade do que está acontecendo na organização
  • Pouca visibilidade dos pares – às vezes alguns ficam bem sobrecarregados, e outros nem tantos
  • Muitas incertezas com relação a qual o real objetivo do projeto, como saber se o que estou fazendo está realmente gerando valor
  • Problemas de produtividade e entrega
  • Processos às vezes burocráticos

E, algumas vezes, até perguntamos para a liderança, além das características da lista acima, se eles possuem algum desses problemas a mais:

  • Baixa visibilidade e transparências dos times;
  • Dificuldade de organização entre times;
  • Dificuldade em ter datas e prazos;
  • Estrutura complexa para liderar;
  • Problemas para as tomadas de decisão;

Basicamente, se algum desses pontos acima estão presentes no dia a dia do seu time, seja qual for sua área, nossa resposta será: “SIM, os métodos ágeis podem te ajudar no aumento de controle e produtividade“.

Muitas vezes, as pessoas gastam demasiado tempo em coisas que não geram o real valor, nem para suas entregas, nem para a organização como um todo. Com isso, gera-se uma perda muito grande de produtividade!

É como se uma área ou um determinado time fossem uma máquina, que não está sendo eficiente e está causando desperdícios diversos…

Como usar métodos Ágeis para ser mais eficiente em qualquer área?

Ser ágil não é apenas passar por um processo para ser mais eficiente e ter mais resultados. É passar por uma mudança de paradigma, de mindset, usando não apenas os métodos ágeis, mas diversas ferramentas e técnicas que fazem deste processo uma verdadeira Transformação Ágil.

Essencialmente, usamos os conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0 e OKRs para definir papeis e responsabilidades, eventos e detalhes dos novos processos de trabalho deste time.

Os princípios e características de um time realmente ágil são:

  • Pessoas que possuem transparência das informações, com muita gestão visual, escalando problemas rapidamente; 
  • Times com objetivos claros e engajados, trabalhando em formato de SQUADs;
  • Visão de produto customer centric, mapeados em um backlog único;
  • Possuem métricas importantes visíveis;
  • Conseguem resolver problemas complexos;
  • Fazem entregas em ciclos curtos (são iterativos e incremental);
  • Promovem a melhoria contínua;
  • Identificam e removem impedimentos de forma rápida.

Como aplicamos na prática

Para te ajudar a visualizar melhor esse processo de mudanças, seguem alguns exemplos de Transformação Ágil em diferentes áreas:

Área Jurídica

Um time de um projeto formado por especialistas da área Financeira, Logística, Contadores e Advogados, tinha o desafio de mudar a estrutura de produção de bens de consumo, com a meta de ter ganhos fiscais chegar na casa de milhões por ano.

Passaram vários meses e esse problema não era resolvido. Com uma mini Lean Inception, criaram o backlog, montaram a Squad e, com gestão visual e indicadores, começaram a rodar os Sprints. Em pouco tempo, os problemas e impedimentos foram aparecendo e sendo escalados para a diretoria. Pouco a pouco, as situações foram sendo resolvidas, focando no objetivo daquela indiciativa e os benefícios começaram a ser atingidos.

Área de Marketing

Alguns times de uma área de marketing queriam ter mais controle sobre as demandas e processos. Com alguns conceitos de agilidade aplicados – e também de ágil escalado – criou-se um processo de governança, além de ajudar nas entregas dos times na operação. Rapidamente, os times entraram num fluxo de melhoria continua, até chegarem no processo ideal para realmente serem mais eficientes e ágeis como um todo.

Área de Recursos Humanos

Um departamento de RH precisava deixar suas entregas mais ágeis, porém com mais valor para a organização. Para isso, foi mapeada a jornada dos colaboradores – desde quando eles entravam na empresa; quando eles tinham dúvidas; quando eles usam o processo mês a mês e quando eles se desligam da empresa.

Para cada parte desta jornada do usuário – no caso, o colaborador, foi montada uma Squad, com um backlog, usando Kanban, trabalhando com Sprints e OKRs. Semana a semana, a jornada do colaborador foi sendo melhorada, visando o atingimento dos objetivos da área.

Treinamentos para toda a empresa

Nesse caso, os conceitos já citados acima precisam ser aplicados para toda empresa, mas não em plenitude. Isso significa que, muitas vezes, uma organização não vai ter Squads, Sprints, etc, em toda organização, mas muitas dessas práticas e a mudança de paradigma, são os principais pontos que ajudarão na produtividade como um todo.

Para isso, treinamentos como o Ágil Além da TI, é feito para toda a empresa. Cada funcionário vai identificar o que pode ou não ser aplicado – técnicas de visualização do fluxo, mapeamento de impedimentos, reunião diária, sprints, entre outros temas. Vale ressaltar aqui que, capacitando seu time, ele se torna mais produtivo!

Esperamos que você realmente consiga deixar seu time, sua área ou sua empresa mais ágil e mais eficiente com essas dicas.

 

Leia também: A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

 

 

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Será que SQUADs realmente funciona para organizar times?

Entenda como essas equipes multidisciplinares ajudam uma empresa a entregar mais 

Por Antonio Costa
Entenda como o formato de organizar times em SQUADs é benéfico para uma empresa entregar mais, ser mais eficiente e produtiva

Nós visitamos diversas áreas e empresas ao longo do nosso processo de consultoria, seja do setor de desenvolvimento de produtos, de programação, recursos humanos, financeiro, vendas, área de negócios, entre outras, e uma dúvida muito comum é:

Será que o formato de SQUADs realmente funciona para organizar times?

Se funciona, será que a forma como estamos fazendo realmente é eficaz? É possível melhorar algo? 

Basicamente, as SQUADs são uma estrutura organizacional de pessoas de diferentes habilidades, que possuem um objetivo muito claro: ter mais entrega de valor. Diferente do modelo Tradicional, SQUADS são times multidisciplinares, com menos silos, menos hierarquia, mais autonomia, focada em seus princípios e objetivos, que trabalham para resolver um problema ou desafio dentro de uma organização.

O Spotify criou esse modelo para resolver um desafio que eles tinham na época e, como se popularizou, muitas pessoas começaram a copiar esse formato de organização de pessoas. E assim virou uma manada, ganhou uma proporção gigante, muitos passaram a se organizar em SQUADS, mas sem ter o mínimo de noção de Agilidade, de desenvolvimento de Produtos, acreditando que ter SQUADs já as tornavam empresas ágeis. 

Como não existe um órgão que determina e regulamenta essa questão, neste texto, vamos abordar esse tema com base em nossa experiência sobre esse assunto. 

Os pilares para bons SQUADs

Mas, de fato, qual o propósito por trás delas? Como citamos acima, as SQUADs são focadas em maximizar a entrega de valor, para isso, são ancoradas por quatro pilares:

– Equipe multidisciplinar

Elas são compostas por pessoas de diferentes habilidades que, juntas, possuem a missão de resolver problemas em uma determinada área da empresa ou desafios no desenvolvimento de Produtos.

– Autonomia

Dentro de uma SQUAD, as pessoas possuem autonomia para dizer como elas resolvem determinado problema. É muito comum ver times nos quais os integrantes apenas executam diversas ações que o chefe determina. Se ainda existe um comando externo com muito controle, você está ferindo esse princípio da autonomia dentro de uma SQUAD.

A ideia é juntar pessoas de diferentes habilidades em um time, tornando-o mais produtivo e criativo possível, dando autonomia para essas pessoas resolverem um problema.

– Objetivo claro

Nada disso funciona se os objetivos não forem claros! Isso mesmo. É preciso ter o propósito dessa iniciativa bem explícito: “qual problema é preciso resolver?”. 

– Restrições

Esses limites devem ser criados para que as pessoas possam fazer o que elas quiserem, desde que não infrinjam alguma dessas restrições. Algumas restrições comuns são: determinar um tempo para criar e desenvolver aquele produto; ou quantidade de dinheiro; ou até uma restrição que não fira os princípios da organização. 

Leia também: As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Resumindo…

O conceito de SQUAD vem de esquadrão, pelotão – assim como em uma war room – você monta um esquadrão, no qual “missão dada é missão cumprida”. Ou seja, uma SQUAD no primeiro dia de trabalho é praticamente um “quarto de guerra”: você junta pessoas de diferentes habilidades, com um propósito muito claro, dá algumas restrições e elas trabalham para resolver esse problema.

Mas dá pra escalar esse formato para toda organização?

Sim! O modelo Spotify sugere diversas formas de como resolver um problema muito complexo, com várias SQUADS, através de outras estruturas como tribos, capítulos e guildas… Mas isso rende um outro artigo! Se você quer saber mais sobre como essa parte de escala do modelo Spotify funciona, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar sim sobre isso! 

Além de todas as técnicas de escala, o modelo de SQUADs do Spotify também têm uma série de princípios como: 

  • Aversão ao desperdício – no qual buscam continuamente pontos de melhorias para evitar a perda de tempo ou dinheiro; 
  • 100% de previsibilidade é igual à  zero por cento de inovação – ou seja, se você quer fazer algo realmente inovador, não tem como ser totalmente previsível… É preciso permitir que as pessoas falhem, ou que a falha seja mais bem vista, desde que aconteça para em busca de resolver aquele determinado problema;
  • Entre outros princípios…

Se quiserem saber mais dos princípios, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar também sobre isso!  

Não tente se encaixar em um modelo!

A grande mensagem que quero deixar para finalizar esse texto é a partir de um erro que vi em uma empresa e que cabe trazer aqui para exemplificar algo que você não deve fazer:  apenas mudar o nome de “time” para “squad” e não incorporar de verdade os princípios que o modelo possui.

Será que você também não está tentando encaixar sua área ou empresa numa caixa, num formato já pronto?

Não copie o Spotify! Entenda os princípios, os propósitos e aprenda com ele para criar o SEU MODELO, aquele que mais combina com sua realidade. O próprio Spotify não usaria este modelo hoje, pois eles aprenderam com esse formato, usaram várias técnicas como Scrum, Kanban e foram o adaptando para usar da forma que mais cabe atualmente, sempre focando no objetivo de desenvolver bons produtos, com eficiência e eficácia.

Quer alcançar esses resultados, assim como o Spotify, ser mais digital e entregar mais valor à sua organização, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos!

Leia mais:

Assista:

https://youtu.be/-GPItbQKp8M
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7 maiores erros em um processo de Transformação Ágil

Entenda como essas falhas estão atrapalhando os resultados de sua empresa durante o processo de Transformação Ágil

Por Antonio Costa

Muitas empresas querem fazer a transformação ágil para que consigam organizar melhor seus times, com o intuito de entregar mais valor e garantir mais vantagem competitiva para a organização. Entretanto, ao longo desse movimento de mudanças, ao passarmos por diversas empresas com nosso processo de consultoria ou montagem de squads, identificamos alguns comportamentos bem comuns.

E resolvemos agrupar esses principais erros durante uma transformação ágil, que estão atrapalhando as empresas a atingirem os resultados e extrair ao máximo os benefícios desse processo. Confira:

Não ter entregas curtas 

Tanto no processo de transformação (executamos o processo de Transformação Ágil, de forma Ágil / incremental – clique aqui e saiba mais), quanto no dia a dia dos próprios times que atuam no desenvolvimento do Produto, é essencial ter entregar curtas para ser realmente ágil. São essas entregas, feitas com o fatiamento e a priorização correta, que promovem o mecanismo de inspecionar e adaptar – um dos principais pilares da agilidade.

Pensar somente em processo e esquecer da Engenharia

Outro erro típico que vemos dentro de empresas que estão passando por uma transformação ágil é dar muito foco para o processo e deixar de lado a engenharia de software. Para extrair ao máximo os benefícios dessa jornada de mudanças, é necessário dedicar atenção à qualidade de sua engenharia.

Um dos itens do Manifesto Ágil é justamente ter uma boa arquitetura de software e um design adequado para habilitar as equipes a terem mais entregas mais curtas e que consigam fazer os conceitos de Agilidade ser bem usados dentro da rotina dos times.

Fazer o mecânico e achar que está bom

Outra falha que acontece bastante é achar que os conceitos e pilares da Transformação Ágil ou Digital são apenas mais processos e não dar a correta profundidade que eles possuem. Não dá para ter uma mentalidade tradicional (waterfall), usando apenas algumas técnicas ou processos mecânicos dos frameworks ágeis e atingir os resultados estimados. É preciso ter uma mudança verdadeira de mindset!

Quer realmente mudar o mindset de sua organização e ter times mais engajados e com mais produtividade? Clique aqui e agende uma conversa conosco.

Escalar muito cedo

Falando ainda sobre profundidade, se você ainda não conseguiu fazer essa transformação em uma célula pequena dentro de sua empresa, não comece a escalar essa iniciativa para toda a organização. Esse processo de transformações, seja ele ágil ou digital, é fundamentado por uma mudança cultural, de virada de chave do pensamento das pessoas… E essa mudança pede que sejam feitas as corretas capacitações, a quebra de amarras que existem no dia a dia dos times – que fazem com que eles não tenham a performance necessária, entre outras características, que levam tempo para serem modificadas. Portanto, é importante saber a hora certa de começar a escalar!

Não medir e aprender durante a transformação

O quinto erro que mais identificamos nas empresas durante a transformação ágil é não medir e não aprender ao longo deste processo. As entregas estão sendo curtas, a engenharia de software está tendo a correta atenção, você está colocando em prática os princípios ágeis da forma certa, está escalando no momento correto, mas, você tem indicadores de tudo isso? 

É preciso ser data driven e usar os dados para medir o que está acontecendo. Isso vai te ajudar a saber se você está realmente entregando mais valor para a organização com essas iniciativas. Será que a produtividade dos times está maior? Será que a quantidade de impedimentos está diminuindo? Será que o lead time está diminuindo? Será que os usuários e clientes estão satisfeitos com o produto? Esses são alguns questionamentos que precisam de respostas, dados e análises para te ajudar a medir e aprender com esse processo de transformação.

Pouco foco no produto e no cliente

Quando falamos em transformação ágil, temos três grandes pilares: processos e/ou gestão, engenharia e produto/cliente. Quando você não dá o devido foco no produto e no cliente, você não possui, por exemplo, técnicas de priorização e não sabe o que é realmente valor e o que é sucesso para um projeto. Você pode trabalhar com qualquer método, mas se não dar a devida atenção para o produto e seu usuário, provavelmente, você está gerando muito desperdício no desenvolvimento deste negócio.

Leia mais: Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Achar que o Ágil é um fim e não um meio

O sétimo erro que mais vemos em processos de transformação ágil praticamente consolida todas as falhas anteriores, que é achar que o Agile é um fim e não um meio. Isso é muito comum! Durante nossas consultorias, ouvimos muito as pessoas dizerem que querem ser mais ágeis, querem implantar o modelo Spotify, etc… Mas o que as organizações devem desejar não são esses formatos e sim:

  • Ter mais resultados
  • Fazer mais com menos
  • Aumentar a eficiência e a eficácia 
  • Vantagem competitiva
  • Fazer com que a área de tecnologia seja protagonista dentro da organização
  • Entregar mais valor para o negócio

E, para atingir os objetivos acima, a Agilidade entra como um meio! Se para isso, seja preciso usar outros princípios e conceitos diferentes dos Ágeis, tudo bem. O importante nessa iniciativa de transformação é alcançar os objetivos, esse é o fim. 

Se você identificou alguns desses erros em seu dia a dia e quer corrigi-los, fale conosco. Podemos fazer esse diagnóstico em sua empresa e ajudá-la a ter mais resultados!

by Thiago Fregni Thiago Fregni Nenhum comentário

A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

Entenda como é possível ter mais produtividade e entregas efetivas em qualquer área de sua empresa e tornando-los mais ágeis

Será que consigo aplicar agilidade em qualquer área da empresa?
A resposta é SIM, mas depende de alguns pontos.

Ser ágil hoje em dia deixou de ser uma particularidade de TI ou de Produtos Digitais. Grandes organizações possuem diversos projetos em todos os departamentos, que buscam:
– Antecipação do RoI
– Inovar mais
– Melhorar os processos existentes
– Atender melhor às necessidades e objetivos da área

Os projetos hoje em dia estão cercados de complexidade e não conseguimos prever antecipadamente tudo que precisamos fazer para atingir os objetivos, e nem como fazer os times produzirem e se comunicarem mais.

Os times acabam tendo problemas diversos como:

  • Muitas interferências externas
  • Mudanças de prioridade
  • Baixa visibilidade e transparências
  • Muitas incertezas com relação as necessidades do cliente

O problema não está muitas vezes no profissional – você tem pessoas boas que trabalham muito (às vezes, nem tanto), mas, no final surge o sentimento que algo está travado e que não conseguiram entregar o necessário para a empresa.

Os modelos tradicionais de gestão através de microgerenciamento focado eficiência/produtividade das pessoas, exigem cada vez mais e o resultados não chegam a lugar algum.

Além dos prejuízos financeiros, este cenário impacta diretamente na produtividade e moral do time e isto gera frustração para todos os envolvidos.

Você já se viu nesta situação? Se sim, fique calmo. Existe sim, uma luz no fim do túnel.

Nós podemos nos apoiar no método científico para isto e promover a agilidade em qualquer área da empresa. Ao utilizar um processo empírico conseguimos, através de ciclos curtos, validar uma hipótese, aprender com os feedbacks e adaptar o plano se necessário.

Veja como foi a adoção da Agilidade na Roche

Quando falamos de agilidade em qualquer área da empresa, na verdade estamos falando de organizações que aprendem!

O primeiro passo é prover transparência! Deixamos muito claro: 

  • quais são objetivos; 
  • as falhas;
  • o plano de ação;
  • os próximos entregáveis. 

Com a transparência, iniciamos ciclos curtos de inspeção e adaptação.
Isso gera confiança entre todos os envolvidos e abra caminho para melhoria contínua.

Muitas vezes temos uma equipe muito boa, mas, sem ferramental para entregar mais.

A agilidade provê as ferramentas para dar apoio para essas equipes brilharem. Os problemas cada vez mais se tornam visíveis e ações são tomadas para esta melhoria.

Em muitos casos temos problemas de falta de foco, cada pessoa do time tem metas diferentes, e em períodos de fechamento de ciclo cada um começa a olhar exclusivamente para sua meta e deixa a equipe em segundo plano.

Através dos ciclos de Transparência, Inspeção e Adaptação conseguimos entender o que está ocorrendo e fazemos as adaptações necessárias

Muitas vezes a própria organização crias essas barreiras que impedem o time de focar na geração de valor.

Em um dos projetos pelos quais passei um dos diretores disse:
“Ninguém nessa empresa imaginava que conseguiríamos fazer tudo isso em três meses!” Neste caso foi uma iniciativa de CRM, não havia desenvolvedores de softwares, na maior parte eram pessoas de áreas negócio como marketing e vendas.

O time teve que aprender a dizer não, ajudamos eles a definir um objetivo, claro de curto prazo e o time todo trabalhou focado neste objetivo.
E sabe o mais bacana de tudo isso? O time trabalhou em um ritmo sustentável, sem necessidade de horas extras.

Quer entender mais como este processo funciona e como podemos te ajudar a se tornar uma organização ágil? Clique aqui e entre em contato!

Teremos um imenso prazer em contar com mais detalhes em um bate-papo.

Um abraço!

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