O entrosamento do time é mais importante que as habilidades individuais

by Ivan Santos

O entrosamento do time é mais importante que as habilidades individuais

by Ivan Santos

by Ivan Santos

Durante os processos de consultoria e até de treinamentos de liderança, vejo que os gestores que estão montando equipes novas – seja contratando um novo colaborador ou realocando internamente, têm um pensamento muitas vezes individualizado sobre aquele determinado profissional.

– Qual o currículo?
– Onde estudou? Trabalhou?
– Cursos? Certificações?

 

Tudo isso faz muito sentido, é super importante e necessário. Porém, um ponto que pode ficar fora do radar de muitos contratantes é:

Como esse candidato irá interagir com os demais membros da equipe?
Como trabalharão em conjunto?

Pode parecer algo simples, mas é realmente muito impactante no dia a dia de um time e da organização como um todo, consequentemente.

 

“Para gerir de forma eficaz, você deve se concentrar nas INTERAÇÕES das pessoas, ao invés de seu comportamento separadamente.” (Russell Ackoff, modificado)

 

Para ilustrar um pouco mais o tema, vou utlizar a equipe de futebol do Barcelona, um dos times mais vencedores da história e um famoso exemplo vindo dos esportes coletivos.

Os princípios por trás da filosofia vencedora do Barcelona estava, não em ter os melhores jogadores (por mais que fossem muito bons), porém o melhor “arranjo”, entrosamento, conexão, sinergia do time…

No futebol, não tem segredo: para dominar a partida, em primeiro lugar é necessário a posse de bola. Para que isso aconteça, cada jogador deve ter a habilidade de receber e tocar a bola com rapidez para quem está mais à frente.

Porém, para que isso aconteça com sucesso, não contamos exclusivamente com as habilidades individuais de quem tem a bola. O posicionamento de quem está sem a bola é mais do que fundamental.

Ou seja, para que o jogador que está com a bola tenha possibilidade de passe, os demais jogadores devem participar e se posicionar em relação ao companheiro de equipe. Não é ação isolada de um, mas toda a movimentação do grupo.

Ao estabelecer um toque de bola rápido, contínuo e envolvente, o time do Barcelona conseguia manter suas possibilidades de ataque, desarmando as posições da defesa adversária.

E como ferramenta oposta, o mesmo Barcelona abafava o jogo no campo do inimigo, sem deixar espaço para o toque de bola do adversário. A esse estilo de jogo foi dado o nome de tic-tac, simbolizando o toque rápido e contínuo, assim como um ponteiro de relógio.

O exemplo futebolístico deixa claro que a maneira como as pessoas interagem entre si é o maior responsável pelos resultados de uma equipe, não as ações individuais de um só jogador.

Se fosse assim, um só jogador teria de pegar a bola e passar por todos os adversários em direção ao gol. Nem o mais genial de todos seria capaz de fazê-lo de forma consistente.

 

Indivíduos e INTERAÇÕES mais que processos e ferramentas.
(Manifesto Ágil)

 

No fim do dia, esse é mais um princípio ágil sendo posto em prática. Por isso, quando gestores estão contratando ou programando realocações, devem pensar em como a equipe resultante vai jogar em conjunto.

Da mesma maneira, quando estamos pensando numa empresa vencedora, o “toque de bola” entre os departamentos/equipes deve ser fluído para aumentar as chances de vencermos a partida.

Boa semana! #BeAgile

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