Transformação Digital

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Customer Centric: a importância da Experiência de Usuário no varejo

Como a experiência de usuário e o foco no cliente  te ajudam a satisfazer de verdade o consumidor numa era cada vez mais volátil e incerta

Se tem algo que é constantemente desejado por qualquer negócio nos dias de hoje é conquistar a satisfação do cliente, seja num produto ou serviço. E sabe qual é o real motivo dessa grande disputa? É que um cliente satisfeito e feliz, com uma boa experiência de compra, tem muito mais chance de se tornar um cliente fidelizado – e esse é um dos tipos de consumidores mais valiosos para qualquer empresa, especialmente no mundo digital.

No varejo não é diferente! Como citamos num outro post aqui no blog, segundo um estudo da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), neste período de pandemia causada pela Covid-19, foram criados 150 mil novos canais de vendas online, enquanto a média mensal era de 10 mil. Ou seja, grande parte de possíveis clientes de todo o varejo estão prontos para comprar neste formato.

Mas, como o aumento do uso de redes sociais, com anúncios e conteúdos pagos surgindo em diversas formas, uma infinidade de aplicações para celulares, streamings para todos os gostos, como você está conquistando a atenção e satisfação do seu cliente? A experiência que você está proporcionando para ele é positiva? Essa jornada tem sido melhorada continuamente?

Se você não tem respostas para essas perguntas ou se essas questões nem passaram por sua mente em algum momento, temos certeza que esse artigo vai te ajudar a entender melhor esse tema e a repensar suas estratégias futuras.

A importância de ser customer centric

Antes de entender o que é na prática o termo experiência de usuário, é importante você saber o que é customer centric e seu impacto em negócios realmente modernos e digitais. O termo customer centric (em tradução livre, significa cliente no centro) é usado para denominar o conceito de colocar o cliente realmente no centro de todas as decisões e planejamento de uma empresa/produto.

Desde o primeiro momento no qual um consumidor em potencial tem contato com a marca, passando pelas diferentes etapas de jornada de compra, pós-venda e até a forma como usa o produto, todas as estratégias para esses processos são desenvolvidas colocando o cliente no centro desse plano.

Essa forma de pensar, que tem ganhado cada vez mais espaço com a transformação digital na qual as empresas vêm passando, está diretamente relacionada com as práticas de experiência de usuário, que vamos explicar a seguir.

Leia também: Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Experiência de usuário na prática

O termo User Experience (UX), ou seja, Experiência de Usuário é a real experiência que o consumidor tem ao ter contato com um produto e/ou serviço. O objetivo das práticas de UX são tornar negócios mais atrativos, intuitivos e desejáveis, claro, prezando sempre pela eficiência, a fim de tornar aquele usuário um cliente, da melhor maneira possível.

Essa experiência positiva pode ser criada em quaisquer canais de contato com o usuário. Em sites e aplicativos para celular, por exemplo, o foco é em deixar a navegação muito mais fluida para que o cliente encontre rapidamente as informações que procura, sem ter dificuldades para resolver o que precisa naquele determinado canal.

Para garantir essa jornada focada no cliente e em suas necessidades, os especialistas em User Experience atuam com questões funcionais e práticas, mas também com todo o lado emocional da experiência, promovendo então melhores resultados para uma empresa, já as chances de conversão crescem com essas práticas. 

Esse planejamento, focado na experiência do usuário, também pode economizar esforço e dinheiro, e aumentar os lucros de sua empresa. Segundo o livro de Robert Pressman, “Engenharia de Software: Uma Abordagem Profissional”, a cada R$ 1,00 gasto em UX para resolver um problema durante o planejamento do produto, R$10,00 seriam gastos para resolver o mesmo problema no desenvolvimento e R$ 100,00 ou mais para que o problema fosse resolvido depois que o produto fosse lançado. 

Ou seja, além de evitar problemas, esse planejamento focado no usuário também pode direcionar e facilitar o caminho entre o cliente e seu produto. Vale ressaltar ainda que um recente estudo realizado pela Forrester Research revelou que uma interface de usuário bem projetada pode aumentar a taxa de conversão de um site em até 200%, e uma boa experiência de usuário pode subir as taxas de conversão em 400%. 

Como fazer essa transformação?

Ser mais digital e mais ágil não é apenas estar num ambiente digitalizado e estar pronta para responder rapidamente à mudanças. Para estar preparada para essas constantes transformações, uma empresa precisa, primeiramente, evoluir sua mentalidade e cultura.

Ok, mas quais são as características de organizações que são realmente customer centric e se preocupam com a experiência do usuário e cliente? São essas:

  • Times começam a solucionar situações pela necessidade do cliente para definir a melhor solução viável;
  • As pessoas sabem a jornada dos usuários e personas de forma clara;
  • Áreas de Negócios e Tecnologia da Informação, por exemplo, trabalham diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • As entregas são focadas em realmente gerar valor;
  • Experiências similares em todos canais (omnichannel), sejam digitais ou físicos;
  • Times trabalham em ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, ou seja, para gerar valor e não apenas metas para entrega de projetos;

Comece já!

Para finalizar, é importante lembrar que, qualquer mudança de mindset é uma jornada longa, porém repleta de benefícios para sua empresa e seus clientes. Por isso, procure especialistas capacitados para criarem junto com você esse mapa da transformação do seu negócio, para ser mais ágil e digital da maneira correta. 

Veja como transformamos a experiência de usuário do app do Sem Parar, um dos principais serviços de pagamento de pedágios, estacionamentos, drive-thrus, postos de combustível e outros estabelecimentos credenciados, que teve um aumento de 315% da base de usuários com a nossa consultoria. Agende um papo com um de nossos consultores e entenda como podemos te ajudar a ter melhores resultados.

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O futuro do varejo é digital

O mundo está mudando e está cada vez mais tecnológico e digital. Com isso, já é um fato que as pessoas realmente estão se adaptando e aderindo a novas formas de consumir qualquer tipo de produto e/ou serviço.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), entre janeiro e novembro de 2020, as compras realizadas online cresceram 70,3% em comparação com 2019.

Já o faturamento atingiu a marca de R$ 115,32 bilhões, 69,6% a mais que o ano anterior.

E um dos pontos de alavanca de todo esse movimento, causado especialmente por conta desse período de pandemia (causada pela Covid-19), foi o fechamento das lojas físicas.

As empresas tiveram que se adaptar e migrar seus negócios para e-commerces e os que já vendiam online, tiveram que escalar e ampliar sua atuação.

Segundo esse estudo da Abcomm, foram criados 150 mil novos canais de vendas online neste período de pandemia, enquanto a média mensal era de 10 mil. Ou seja, esses dados indicam que o setor tem passado por uma grande transformação. 

Falando em comércio online, se esse já era um mercado em ascensão, tanto a pandemia, como a crescente onda de transformação digital, só fez esse movimento se acelerar.

O faturamento de compra e venda de produtos pela internet, cresceu 41% em 2020, com mais de 194 milhões de pedidos feitos por consumidores brasileiros no ano. 

Segundo dados do estudo Webshoppers (Ebit/Nielsen & Bexs Banco), essa foi a maior alta percentual desde 2007 e as vendas somaram cerca de R$ 87,4 bilhões no período.

Mas, você que atua nesse setor ou que tem um negócio impactado por ele, deve estar se perguntando agora: o que vem por aí? Qual o futuro do varejo pós pandemia?

 

Seja digital ou morra!

É isso mesmo! Independente de qual seja o seu negócio varejista, de moda ao supermercado, a digitalização é a bola da vez!

Durante o primeiro trimestre de 2021, dados da Neotrust mostram que houve uma continuidade no crescimento das vendas online no Brasil.

Segundo o estudo publicado na Exame, o varejo digital faturou R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre de 2021 – um aumento de 72,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Só este ano foram realizadas 78,5 milhões de compras on-line no período (volume 57,4% maior do que o registrado em 2020), com ticket médio de R$ 447,90, valor 9,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Toda essa alta faz com que os negócios se tornem cada vez mais digitais e mais seguros, focados nas necessidades do consumidor e com um modelo de atuação mais flexível e adaptável.

E isso vai muito além da adoção de novas e melhores tecnologias! 

Ser uma organização digitalizada é usar tecnologias digitais para aprimorar modelos de negócios. Por exemplo, novos e mais novos canais de atendimento, serviços através de aplicações mobile, atualizações que ajudam a melhorar o relacionamento com o cliente.

Já um processo de transformação digital vai muito além da adoção de melhores tecnologias. Engloba diversas práticas, ferramentas e, principalmente, uma nova cultura organizacional.

A mudança que as empresas que querem ter vantagem competitiva atualmente precisam fazer é muito mais sobre pessoas do que sobre tecnologia. Esse processo é pautado por:

  • Mudanças organizacionais centradas no cliente;
  • Apoiadas por uma liderança servidora;
  • Junto à uma nova cultura corporativa;
  • Com a alavancagem de tecnologias que habilitam a autonomia das pessoas.

 

Ou seja, se todo este processo de digitalização e cultura digital ainda não está acontecendo em sua organização, você está perdendo dinheiro!

 

Como iniciar essas mudanças na prática

Para ser digital de verdade, é importante entender que alguns pilares são os principais para começar esse processo de transformação digital:

 

Cultura

Como já dito anteriormente, é muito importante que haja uma mudança de cultura na organização, já que essa é umas das principais áreas que mostram se uma empresa é realmente digital.

Afinal, tudo se resume em uma mudança cultural e de mindset. 

Nesse pilar, as principais mudanças que percebemos no dia a dia de trabalho aqui na Agile.Inc ajudando as empresas, são:

  • Colocar realmente o cliente como ponto central do seu negócio;
  • Ter uma cultura de inovação aplicada;
  • Empoderar os times, mas com alto alinhamento;
  • Criar uma cultura de “não ter medo de falhas” e
  • ter mais transparência nas ações, decisões e planos 

 

Capacidades Internas

Os times da sua empresa precisam começar a resolver questões mais complexas, logo, precisarão ter novas habilidades e se capacitar para acompanhar a transformação

É importante que os profissionais da sua organização:

  • Saibam trabalhar com novas tecnologias (Big Data, Blockchain, Machine Learning, entre outras);
  • Possuam agilidade no desenvolvimento de produtos,
  • Tenham uma gestão lean na concepção de produtos;
  • Façam uso do design de maneira estratégica.

 

Essas são algumas das capacidades que os profissionais precisam desenvolver para ser mais digital, dependendo do contexto de cada negócio.

Quando o assunto é compra e venda online, por exemplo, haverão diversas outras capacidades específicas importantes a serem adotadas. 

 

Estrutura e Governança

Como a sua empresa está organizada? A forma que a estrutura e a governança da sua empresa é composta mostra se ela ainda está num paradigma tradicional ou digital.

Para descobrir isso, é preciso levantar alguns questionamentos, como por exemplo:

  • Como as áreas da empresa estão estruturadas?
  • Como quebrar os silos da organização?
  • Como o budget é definido?
  • Como as iniciativas são priorizadas?
  • Como o acompanhamento do trabalho é feito de forma transparente?
  • Como criar maior eficiência operacional, por exemplo, com automação? 

 

Esses são apenas alguns exemplos de questionamentos que são abordados durante essa transição de empresas que trabalham de forma tradicional, para as que já são adequadas para a era digital.

Por isso, é importante ter os especialistas corretos te ajudando nesse processo de mudanças, te indicando a melhor forma de estruturar sua empresa para ser mais moderna e tecnológica. 

 

Pessoas

Todos os membros das suas equipes sabem seus papéis e responsabilidades? Numa organização com a cultura digital é importante ter essas questões resolvidas de forma clara, para ter pessoas mais engajadas.

  • Papéis e responsabilidades (destacando que, não adianta estar apenas definido, mas deve ser seguido e monitorado de forma natural por todos envolvidos), 
  • Como está a motivação das pessoas;
  • E qual modelo de liderança a ser aplicado. 

 

Modelos de Negócios

O quinto pilar que acreditamos ser primordial para um processo de transformação digital consiste em pensar em novos modelos de negócios para essas novas formas de consumo – que se adaptam cada vez mais.

Como já citamos anteriormente aqui neste texto, a forma como as pessoas compram serviços e produtos está mudando e as empresas precisam se adaptar o mais rápido possível.

Pode ser que seu negócio já possui algum desses pilares já bem desenvolvido, outros nem tanto…

Para nós da Agile.Inc, não existe uma regra de qual área precisa ser trabalhada primeiro, entretanto, acreditamos muito que alguns pontos são alavancas propulsoras para a transformação de uma empresa, como:

  • Desenvolver e capacitar a liderança;
  • Desenvolver e capacitar os times de forma personalizada;
  • Aplicar e implementar conceitos de Agilidade para trabalhar de uma forma mais eficiente e eficaz.

 

Para finalizar, vale ressaltar que todo processo de mudanças, principalmente uma transformação digital e a implementação de novas tecnologias e/ou um nova forma de se trabalhar, é complexo e cheio de incertezas.

Mas, é num ambiente como este no qual surgem as melhores inovações, com soluções simples que geram muito mais valor para uma organização e seus clientes.

 

Nossa dica final é reunir os melhores especialistas que puder para te ajudar nessa transformação digital e nós podemos te ajudar nisso! Fale com um de nossos consultores e entenda como ajudamos grandes empresas brasileiras a modernizar seus negócios.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Design Thinking: como um modelo de pensamento pode ajudar a solucionar problemas

A busca das empresas por soluções inovadoras para problemas complexos e comuns do dia a dia dos negócios modernos é enorme.

Por isso, grande parte dos líderes e responsáveis por tomar certos tipos de decisão são formados por pessoas que possuem o pensamento criativo, crítico e rápido.

Entretanto, em algum momento o bloqueio chega e a dificuldade de resolver problemas aumenta cada vez mais.

Pensando nisso, é preciso estruturar novas condições e modelos de trabalho para solucionar essas questões.

Entre elas, o processo de Design Thinking é essencial para empresas que precisam de mais inovação e vantagem competitiva.

 

O que é Design Thinking?

Design Thinking é o nome dado a um processo de pensamentos críticos e criativos que permitem a organização de ideias que ajudam nas tomadas de decisões.

É importante deixar claro que não é um método a ser seguido, como uma receita de bolo, mas sim uma forma de abordagem para melhor auxiliar nas soluções.

Esse modelo, pode aumentar os insights e a forma como aplicá-los.

O principal conceito do Design Thinking é que o processo seja realizado de forma colaborativa e coletiva, reunindo o máximo de informações e perspectivas possíveis.

Existem diferentes momentos e ações onde as empresas aplicam o Design Thinking, um deles é na solução de problemas independentes do tamanho e suas magnitudes.

Através das perspectivas diferentes é possível ter uma visão maior e uma solução mais clara.

Uma outra forma comum de utilizar esse processo é na elaboração e criação de novos produtos e serviços.

Com a participação de todas as áreas da organização é possível acrescentar valor nos itens que estão sendo criados, aumentando as chances de sucesso.

Vamos deixar claro que cada caso é um caso, o importante é a empresa seguir o processo da forma que mais se adequa a sua forma de trabalho, não existe uma fórmula correta para se seguir e implementar o Design Thinking, porém existem algumas etapas que podem te ajudar nesse processo.

 

As 4 etapas do Design Thinking

Como falamos anteriormente, não existe um processo a ser seguido fielmente para você passar a aplicar o Design Thinking na sua empresa, entretanto existem algumas etapas que se você seguir pode facilitar a implementação e os resultados.

 

Imersão

Essa primeira etapa, pode ser considerada uma das mais importantes pois é através dela que você irá se aprofundar em tudo que acontece dentro da empresa.

Sugerimos que faça uma análise SWOT, que mapeia os pontos fortes e fracos do seu negócio, ameaças e oportunidades, além de apresentar uma visão interna referente a perspectivas de fora, ou seja, como as pessoas estão vendo o seu negócio.

Pensando em ter essa perspectiva, sempre colete feedbacks de clientes, colaboradores, não clientes e prospects, se aprofunde na política organizacional da empresa.

Com toda essa visão do seu negócio, será possível criar soluções mais certeiras para os problemas que costumavam enfrentar.

Mas não se esqueça NUNCA de analisar cenários comportamentais da região e do país, isso influência em muitos aspectos dos pontos que irá analisar.

 

Ideação

Após a imersão você e sua equipe já terão conseguido observar quais pontos precisam de atenção e mudanças urgentemente, quais conseguem ficar mais para o futuro e quais não precisam ser mexidos.

Identificando essa parte, você já consegue partir para a ideação que nada mais é que colocar em prática as ideias que tiveram referente aos conflitos identificados na etapa 1.

Na hora de trazer à tona as ideias, é importante utilizar técnicas como o big data para aumentar as chances de sucesso das ideias e alcançar o objetivo desejado.

 

Prototipação

Após a junção de ideias, é hora da equipe se reunir e definir quais dessas ideias podem trazer mais resultados para o negócio.

Para que a ideia principal tenha um bom resultado é necessário criar protótipos e ir testando, assim conforme os resultados entregues é possível ir melhorando a cada etapa e na entrega, serão poucas ou nenhuma falhas que terão que ser ajustadas.

Caso seja um serviço, o seu protótipo pode ser algo mais visual e teórico, como gráficos, imagens que representam o resultado esperado daquele serviço.

 

Desenvolvimento

A última etapa é a hora de tirar tudo do papel, ter feito todos os testes e colocar em prática!

É nessa etapa que você irá lançar o seu produto ou serviço e precisará usar de todos os métodos para chamar a atenção do público para isso, como, ações de marketing, ações com os clientes já existentes, apresentar aos colaboradores e etc.

Mas, não é porque chegou ao final desta etapa que o processo todo chegou ao fim, muito pelo contrário, é necessário continuar medindo e acompanhando o desempenho dessa nova mercadoria ou serviço.

 

 

Os benefícios de investir no Design Thinking

Todos sabemos que uma empresa avalia seus lucros e investimentos através do retorno que é obtido por meio de suas vendas, custos e etc.

É nesse ponto que o Design Thinking entra, pois seu custo de implementação é extremamente baixo e o resultado que ele traz para o seu negócio perante a concorrência é enorme.

E isso pode ser de fato, um diferencial para sua empresa ao se colocar à frente dos seus principais concorrentes, sendo uma consequência um lucro maior, uma marca mais fortalecida.

Além de benefícios em dinheiro e imagem no mercado, o design thinking consegue agregar e engajar os colaboradores de todas as áreas e o resultado se torna muito positivo.

Pois, os colaboradores se sentirão valorizados pela empresa e isso motiva os abraçarem a cada vez mais o propósito da organização fazendo com que a jornada até o objetivo principal seja ainda mais rápida e eficiente.

 

O que o Design Thinking proporciona para sua empresa

Atualmente, esse tema está bem difundido, principalmente entre as empresas que possuem visão de produto.

Com esse artigo, sabemos agora o que é e para que funciona o Design Thinking, mas se você ainda está em dúvida sobre como esse processo pode ajudar na sua empresa, vale destacar alguns benefícios:

 

Compreender os clientes: o Design Thinking permite que o negócio seja visto de fora para dentro, ou seja, a visão de quem está sendo impactado de fora da empresa. Com isso, você consegue entender os tipos de clientes que você possui e atrai, além de conseguir criar uma experiência maior a eles e entregar mais valor.

 

 

Entender o negócio: Entender as pessoas de dentro do negócio/empresa é fundamental para mapear os processos de trabalho e assim conseguir compreender o que pode ou não ser feito e melhorado.

 

 

Cocriar soluções: É aqui que é possível sugerir melhorias dos processos junto a cultura da empresa em colaboração com times internos e externos do negócio.

 

3 ferramentas que podem ser usadas no processo de Design Thinking

Para finalizar o tema, ainda falando sobre como estruturar esse processo de Design Thinking, é importante definir as ferramentas que mais se adequam a realidade de cada produto para serem utilizadas nesse momento:

 

Brainstorm

O brainstorm é uma dinâmica em grupo que consiste em compartilhar ideias e soluções para um problema que o time está enfrentando.

São sessões sem nenhum tipo de julgamento do que é certo ou errado, assim como diz a tradução literal “tempestade de ideias”.

 

Mapas Mentais

Os mapas mentais são muito eficientes para organizar, desenvolver ideias e pensamentos. O objetivo é deixar visivelmente, o mais claro possível, todo o processo de criação e pode ser muito útil para novos insights ao longo deste processo de Design Thinking;

 

Cocriação com Clientes

Tem se tornado cada vez mais comum a participação de usuários e consumidores no processo criativo do projeto, seja ele um produto ou serviço.

Isso porque você terá uma visão da sua marca do mundo externo do seu negócio. Além disso, os seus clientes podem trazer grandes insights para a evolução do seu projeto, já que sua visão é completamente diferente da formada pelos stakeholders da organização.

 

E se você ainda sente dificuldade em encontrar o modelo ideal para melhorar os resultados do seu negócio ou produto digital, marque uma conversa conosco.

Em um breve diagnóstico, te ajudamos a traçar um plano de ação concreto para te dar mais resultados e vantagem competitiva. Venha bater um papo conosco!

by Ivan Santos Ivan Santos Nenhum comentário

Como está a Transformação Digital no varejo

Muito tem se falado sobre transformação digital e muita gente não entende como é o processo ou se qualquer empresa pode passar por essa transformação. 

A resposta é bem simples, sim toda empresa que acredita na transformação digital, pode sim começar a ter boas práticas e iniciar o processo de digital em seus times. 

No varejo não seria diferente, mesmo sendo um mercado vasto é possível melhorar suas entregas, trabalhar de forma mais ágil e ainda aumentar os resultados da sua empresa com a transformação digital. 

Esse artigo foi escrito com base na entrevista do CEO da Agile.Inc, Ivan Santos para o canal da “Varejo Vivo” no Youtube. Você pode assistir entrevista completa aqui

 

É correto dizer que nós vivemos na Era digital? 

Sim, com certeza. A gente já vem vivendo a Era Digital a um tempo e, com a pandemia, isso só serviu para nos fazer refletir cada vez mais sobre a necessidade de outros canais de otimização no atendimento das empresas com seus clientes. 

Hoje em dia já vivemos um mundo bem digital, bem diferente do que a gente viveu  há uns 10 anos atrás e  a gente já sabia que uma grande mudança estava por vir.  

 

Por que trabalhar com agilidade?

Agilidade é a nova maneira de pensar, estruturar e refletir sobre como melhorar o fluxo de trabalho. Pensando em tempos atrás que a galera usava muito kanban, lean etc, fica duvida de que se com a agilidade isso seria jogado fora. E a resposta é não!

No mundo digital que vivemos hoje, o tempo de resposta é muito menor para o tempo de mercado, por isso você DEVE aprimorar suas metodologias com ajuda das práticas ágeis. A agilidade é a alavanca para que as empresas possam gerar novos valores para os seus clientes.

A agilidade vai ajudar você e pegar seja a prática que você já utiliza, entender o momento que você está e com as práticas ágeis você consegue entregar o melhor produto para o público mais adequado.

Por exemplo, a sua empresa acabou de desenvolver um produto e ele não teve o efeito esperado no público, é nessa questão que as práticas ágeis e a transformação digital vão te ajudar a conseguir enxergar esses desafios antes do lançamento de qualquer produto ou serviço

 

Agilidade x Eficiência 

Eu diria que a Agilidade vai trazer para as empresas muita eficiência e transparência. Existem empresas tradicionais que investem em startups e possuem a certeza de que sabem realmente o que está acontecendo na gestão dessas empresas.

E após colocarem em prática o projeto de transformação digital, eles conseguiram ver em pouco tempo de execução a transparência em toda a gestão de trabalho que antes eles não tinham e com isso melhorar suas estratégias em todos os times da organização. 

Para as empresas tradicionais, normalmente a transparência fica bem mais ocultada e quando começam a implementação da agilidade é possível ver nitidamente como a empresa melhora seus processos e entregas. 

Quando falamos de agilidade, falamos de entrega de valor.

Muitas vezes achamos que estamos correspondendo às necessidades dos clientes e acabamos investindo em uma coisa que no momento não deveria ser prioridade. Por isso é mais que importante coletar Feedback é essencial para que o time possa inspecionar e adaptar para a equipe seguir na direção do objetivo da organização.

 

Como a Agile.Inc pode fazer a transformação digital no varejo?

  • Consultoria

 Nós ajudamos as empresas a conseguir identificar os principais projetos e como executá-los de uma forma ágil para fazer a digitalização dos seus canais.

 

  • Fazer a entrega  a  4 mãos:

Quando se fala de transformação digital, disponibilizamos uma equipe multidisciplinar que trabalha diretamente com o cliente para a criação de um novo canal, produto ou serviço.

 

  • Sensibilização

Entender em que momento a empresa está e auxiliar nas mudanças de mindset e aprimorar junto com o clientes produtos e serviços com melhores potenciais de resultados.

 

Além do e-commerce, como entender o varejo digital? 

É comum achar que a transformação digital é só para empresas de tecnologia, porém existem empresas que utilizam da agilidade para fazer todo o seu planejamento estratégico, elaborar seu portfólio e gerenciar projetos.

Existem empresas do segmento agrícola que utilizando agilidade para poder otimizar os seus processos e obter melhores resultados com seus próprios clientes. Então não necessariamente só e-commerce, aplicativos e qualquer outra tecnologia ou startup está no digital. 

Hoje existem empresas que atuam em áreas que não são de tecnologia e que estão adotando o ágil e a transformação digital como uma grande alavanca para potencializar os seus negócios para poder se vender no mercado e fazer novos investimentos, criar novos produtos ou melhorar os serviços que já existem. 

 

O que a Agile.Inc pode oferecer para supermercados? 

O primeiro passo é identificar a real situação e principais áreas de atuação. Na maioria dos mercados existe o Data Driven, que são os dados orientados a tomada de decisão, logo vamos identificar quais produtos e comportamentos podem ser criados para melhorar os resultados desse mercado.

Ao trabalhar com equipes multidisciplinares, com uma visão mais estratégica como aspirações e propósitos, a agilidade traz esse tipo de benefício e pode criar novos produtos.

É importante transformar a cultura e estratégia da empresa para que ela não seja somente reativa, mas também que ela consiga explorar oportunidades com produtos já existentes.

 

Como propor a transformação digital para empresas familiares?

Esse é o desafio que a gente gosta porque normalmente essas empresas já acham que fazem as coisas de uma maneira Ágil.

Existe a história do J, que ao se repartir deixam só a curva dele, chamamos essa pequena curva de a curva de resistência e é ela quem precisa ser quebrada para as empresas tradicionais e familiares consigam se tornar ágeis.

Já houve situações em estarmos em treinamentos e o cliente comentar que estavam fazendo o curso porque o diretor da empresa voltou do exterior e impôs que todos seriam ágeis. E não é assim que funciona. 

Ágil é o meio. E pra vencer essa curva de resistência são dados e fatos, são objetivos claros e alcançáveis. Começa com pequenas práticas, tome uma iniciativa,  trabalhe muito bem qual é o critério de sucesso com isso você passa a monitorar as questões que você trouxe para essa iniciativa. Com base nos resultados desse teste, você melhora as suas práticas e planos de ações e com isso vão aumentando os resultados.

Ser ágil é você sensibilizar e perceber a real necessidade gerando um valor para o seu cliente. A agilidade tem que ser o meio com base em pequenos experimentos.

Para convencer uma empresa, basta você mostrar resultados. Vamos pegar um pedacinho que dê para fazer um resultado diferente e depois a gente instala o resto

 

Como posso convergir o propósito de ser ágil com a premissa de colocar o cliente no centro?

É importante você como empresa identificar o que é ser ágil para vocês, a partir disso trabalharemos com estratégias da transformação digital para que o seu cliente seja prioridade para sua empresa.

Muitas vezes criamos produtos com as dores dos nossos clientes, certo? Por isso, o cliente na ponta é o principal modelo para se trabalhar na agilidade. Logo, melhorar a experiência do cliente, crescer digitalmente será algo possível

 

Como as empresas tradicionais se transformam digitalmente e como elas conseguem alterar sua cultura sem competir com outras empresas que já saíram na frente?

Muita gente fala de inovação, mas inovação não vem só com novas tecnologias ou com aportes, ela também pode partir do seu dia a dia e da cultura. 

Existem diversas empresas que foram compradas por 200,300 milhões de reais porque o investidor enxergou nela uma cultura que ele gostaria de implementar em sua organização e que com a aquisição isso se tornará mais “fácil”É claro que isso faz parte de um planejamento mais estratégico.

Então quando a gente olha no varejo como um todo, como conseguir integrar tudo isso? E a transformação digital ela vem ajudando cada vez mais as empresas a entenderem do ponto de vista estratégico de onde dar o seu passo no mercado.

 

A questão cultural é sempre ponderante, como a Agile.Inc age na questão da cultura?

Eu diria que a cultura é observada até mesmo quando a pessoa não está na empresa. Por exemplo, aqui na Agile.Inc se interessam em trabalhar aqui porque as pessoas se identificam que na empresa elas vão conseguir aumentar sua maestria, pois elas também veem a Agile.Inc como uma das melhores empresas no mercado de Agilidade.

E aí quando eu falo da cultura, lá no processo seletivo a pessoa já conhece ela já está atraída. E o candidato entende que trabalhar na agiel vai contribuir para a valorização e reconhecimento profissionalmente. 

Então são alguns aspectos que a gente começa a trabalhar na cultura da organização: como eu contrato? Como eu retenho esses profissionais e que eles se desenvolvam?
A cultura vai permear tudo isso. Por isso quando você deixa essa visão muito clara o trabalho que irá existir por trás para que essa mesma cultura permaneça e seja seguida será bem forte

 

Qual a recomendação da Agile para as empresas que atuam no modelo tradicional de varejo?

Experimente! Então crie cenários de experimentação com um bom propósito e objetivo claro e metrificar todos os resultados desses testes. 

Estar aberto a novas tecnologias, novas formas de pensar. Identificar empresas que estão fazendo de diferente e entender o que está movendo essas ações. 

Realizar um benchmarking da sua empresa, entender o que está acontecendo em cada setor, o que precisa melhorar. Uma pesquisa mostrou que 90% das iniciativas dentro das empresas, já trabalham com agilidade

As empresas estão saindo da forma tradicional! Chegamos em um momento em que uma startup vale mais que a Petrobras com todos aqueles ativos milionários que existem. Então o que será que está acontecendo? 

Claro, tem toda uma questão de conhecimento de insights a serem gerados. Vivemos uma nova economia e com base nessa nova economia as empresas se valorizam. Se observar e tiver uma abertura para se readaptar e fazer pequenos experimentos com certeza terão resultados diferenciados.  

Talvez seja o momento de estarmos abertos a novas oportunidades. 

 

Nesse momento de pandemia o que mudou na atuação da Agile.Inc? E qual a perspectiva para 2021 pós vacina?

Nós temos diversos clientes de grandes portes na organização e diversos deles entregando prédios que se deram conta de que o trabalho e o resultado acontecem se o colaborador estiver ou não presente no escritório.. 

Eu, Ivan, acredito muito no trabalho híbrido dentro dos clientes e com os clientes perante ao seu dia a dia. E quando eu digo híbrido eu não to dizendo 3 dias da semana no trabalho e 2 em casa, não é isso não. 

O que eu to dizendo que essa engenharia de pertencer a empresa, as pessoas se reunirem para tomar um café, vai continuar existindo, em uma proporção menor é claro. Entretanto a Pandemia só veio para mostrar o que já estava acontecendo antes, essa questão de trabalho remoto já era algo sendo trabalhado antes em alguma empresas.

Agile.Inc está voltando muito bem preparada para estar apoiando os seus clientes em como trabalhar de uma forma remota

E olhando a perspectiva para 2021, eu acredito que esse formato vai continuar, não acredito que vá mudar até por causa de ações que grandes clientes e outras grandes empresas vêm tomando.

A gente vê nas manchetes que cada vez mais empresas estão inovando e cada vez mais buscando como criar produtos que os clientes possam realmente amar, realmente atender suas necessidades, suas dores.

Ajudamos empresas do varejo e de vários segmentos a acelerar a Transformação Digital, se quiser saber mais sobre esse assunto entre em contato com a gente por aqui.

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Aumente as chances de sucesso na transformação ágil com essa dica

Aprenda com a dinâmica “Why Agile” a entender os reais motivos pelos quais você quer ser mais ágil e extrair ao máximo os benefícios desse processo 

Por Antonio Costa

Uma das técnicas que aprendemos com a Scrum.org e aplicamos em todos processos de consultoria que fazemos é a “Why Agile?”. Essa prática é o ponto inicial dos nossos trabalhos dentro de uma organização e você pode aplicar também em seu dia a dia para ter mais sucesso na transformação ágil.

Mas por quê a resposta do “Why Agile?” é tão importante? Porque se você não definir claramente o motivo pelo qual está buscando Agilidade para sua empresa; se você não estabelecer quais são os benefícios esperados dessa iniciativa, a grande chance é que este trabalho será feito apenas pelo método e não pelos resultados.

Por isso, quando nós começamos um processo de transformação ágil dentro de uma organização, fazemos uma série de dinâmicas e isso envolve várias etapas, reunindo vários stakeholders para entender o “por que ágil?”.

Num primeiro momento, não existe um consenso, nem muita clareza do motivo, e essas é uma das dinâmicas que nos ajudam à ir construindo isso, consolidando e aterrizando…

Foto conceitual com carros ágeis

Cinco motivos comuns de quem busca a Agilidade

Entre as diversas respostas que ouvimos quando aplicamos essa dinâmica do “Why Agile?”, neste texto, quero te apresentar as cinco mais comuns e que podem te ajudar a ter mais sucesso na transformação ágil. Confira:

“Porque o mercado está fazendo isso, outras empresas também e eu preciso fazer.”

O “porque está na moda” é uma das respostas que mais ouvimos ao perguntar o motivo pelo qual se está querendo implementar Agilidade em uma organização. Talvez não seja essa a resposta que mais gostamos de ouvir, mas, sem julgamento, é um motivo bem comum.

“Porque eu quero ser mais ágil.”

Ok, mas o que é ser mais ágil para você? Essa é uma outra resposta comum, mas na qual muitas pessoas não tem uma definição clara do que é “ser mais ágil”. Para entender melhor esse cenário, fazemos um processo de coaching para entender o real motivo por trás dessa resposta.

Ser mais ágil é entregar mais valor? É entregar mais tarefas em menos tempo? É ter mais produtividade? Com esses feedbacks, é possível definir melhor o que é Agilidade para aquela organização e para aquele grupo de lideranças. A maior parte das pessoas querem ser mais ágeis para serem mais produtivas e entregar mais valor. 

“Porque eu quero ter melhores entregas.”

É comum ouvirmos que os times trabalham demais, fazem várias horas extras, possuem uma rotina super desgastante e alguns acabam até se desligando da empresa. Isso traz um impacto imenso nas entregas, que poderiam ser melhores e com menos sofrimento. Por isso, querem implementar a Agilidade para ter uma rotina mais fluida e entregas com mais qualidade.

“Com a agilidade eu vou conseguir governar melhor os times e projetos.”

Em muitas empresas, o motivo principal pelo qual se está buscando a Agilidade é para ter mais transparência, mais visibilidade, remover os impedimentos e conseguir ajudar a destravar o potencial das pessoas, e fazer com que as coisas fluam melhor.

“Quero mitigar os riscos da minha área.”

Por fim, essa também é uma resposta bem comum… Muitos líderes querem ser mais ágeis para ter controle dos riscos. Da mesma forma, querem ter entregas mais curtas, precisam de uma definição de objetivo do produto mais clara e de uma boa interação entre os stakeholders.

Esses são os principais motivos que vemos em nosso dia a dia pelos quais empresas buscam transformação ágil. Em resumo, quando você define claramente o que é o ponto B, ou seja, aquele lugar onde se deseja chegar e o você espera de resultados, é muito mais fácil traçar o caminho para chegar lá.

“Se você não tem clareza para onde quer ir, qualquer caminho serve.”

https://www.youtube.com/watch?v=lTVQ6y_wnXI&feature=youtu.be

Replique essa técnica em seu processo

Espero que essa técnica consiga te ajudar a começar seu processo de transformação ágil. Se você quer um pouco mais de detalhes sobre essa dinâmica, como fazemos e quanto tempo leva, ou sobre alguma outra relacionada, mande uma mensagem aqui para nós

Ter essa resposta é muito importante para te ajudar não apenas para ter um propósito claro ao implementar a agilidade em sua organização, mas a chegar num outro nível de produtividade e obter ao máximo os benefícios desse processo, de uma forma muito mais simplificada.

Agora, se você quer aplicar essa técnica em sua área para saber realmente o seu objetivo com o ágil – e com isso encurtar o caminho para a transformação, fornecemos consultoria especializada que te ajudará a fazer a transformação ágil com sucesso, obtendo mais valor com menos dor.


Leia também:

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Será que SQUADs realmente funciona para organizar times?

Entenda como essas equipes multidisciplinares ajudam uma empresa a entregar mais 

Por Antonio Costa
Entenda como o formato de organizar times em SQUADs é benéfico para uma empresa entregar mais, ser mais eficiente e produtiva

Nós visitamos diversas áreas e empresas ao longo do nosso processo de consultoria, seja do setor de desenvolvimento de produtos, de programação, recursos humanos, financeiro, vendas, área de negócios, entre outras, e uma dúvida muito comum é:

Será que o formato de SQUADs realmente funciona para organizar times?

Se funciona, será que a forma como estamos fazendo realmente é eficaz? É possível melhorar algo? 

Basicamente, as SQUADs são uma estrutura organizacional de pessoas de diferentes habilidades, que possuem um objetivo muito claro: ter mais entrega de valor. Diferente do modelo Tradicional, SQUADS são times multidisciplinares, com menos silos, menos hierarquia, mais autonomia, focada em seus princípios e objetivos, que trabalham para resolver um problema ou desafio dentro de uma organização.

O Spotify criou esse modelo para resolver um desafio que eles tinham na época e, como se popularizou, muitas pessoas começaram a copiar esse formato de organização de pessoas. E assim virou uma manada, ganhou uma proporção gigante, muitos passaram a se organizar em SQUADS, mas sem ter o mínimo de noção de Agilidade, de desenvolvimento de Produtos, acreditando que ter SQUADs já as tornavam empresas ágeis. 

Como não existe um órgão que determina e regulamenta essa questão, neste texto, vamos abordar esse tema com base em nossa experiência sobre esse assunto. 

Os pilares para bons SQUADs

Mas, de fato, qual o propósito por trás delas? Como citamos acima, as SQUADs são focadas em maximizar a entrega de valor, para isso, são ancoradas por quatro pilares:

– Equipe multidisciplinar

Elas são compostas por pessoas de diferentes habilidades que, juntas, possuem a missão de resolver problemas em uma determinada área da empresa ou desafios no desenvolvimento de Produtos.

– Autonomia

Dentro de uma SQUAD, as pessoas possuem autonomia para dizer como elas resolvem determinado problema. É muito comum ver times nos quais os integrantes apenas executam diversas ações que o chefe determina. Se ainda existe um comando externo com muito controle, você está ferindo esse princípio da autonomia dentro de uma SQUAD.

A ideia é juntar pessoas de diferentes habilidades em um time, tornando-o mais produtivo e criativo possível, dando autonomia para essas pessoas resolverem um problema.

– Objetivo claro

Nada disso funciona se os objetivos não forem claros! Isso mesmo. É preciso ter o propósito dessa iniciativa bem explícito: “qual problema é preciso resolver?”. 

– Restrições

Esses limites devem ser criados para que as pessoas possam fazer o que elas quiserem, desde que não infrinjam alguma dessas restrições. Algumas restrições comuns são: determinar um tempo para criar e desenvolver aquele produto; ou quantidade de dinheiro; ou até uma restrição que não fira os princípios da organização. 

Leia também: As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Resumindo…

O conceito de SQUAD vem de esquadrão, pelotão – assim como em uma war room – você monta um esquadrão, no qual “missão dada é missão cumprida”. Ou seja, uma SQUAD no primeiro dia de trabalho é praticamente um “quarto de guerra”: você junta pessoas de diferentes habilidades, com um propósito muito claro, dá algumas restrições e elas trabalham para resolver esse problema.

Mas dá pra escalar esse formato para toda organização?

Sim! O modelo Spotify sugere diversas formas de como resolver um problema muito complexo, com várias SQUADS, através de outras estruturas como tribos, capítulos e guildas… Mas isso rende um outro artigo! Se você quer saber mais sobre como essa parte de escala do modelo Spotify funciona, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar sim sobre isso! 

Além de todas as técnicas de escala, o modelo de SQUADs do Spotify também têm uma série de princípios como: 

  • Aversão ao desperdício – no qual buscam continuamente pontos de melhorias para evitar a perda de tempo ou dinheiro; 
  • 100% de previsibilidade é igual à  zero por cento de inovação – ou seja, se você quer fazer algo realmente inovador, não tem como ser totalmente previsível… É preciso permitir que as pessoas falhem, ou que a falha seja mais bem vista, desde que aconteça para em busca de resolver aquele determinado problema;
  • Entre outros princípios…

Se quiserem saber mais dos princípios, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar também sobre isso!  

Não tente se encaixar em um modelo!

A grande mensagem que quero deixar para finalizar esse texto é a partir de um erro que vi em uma empresa e que cabe trazer aqui para exemplificar algo que você não deve fazer:  apenas mudar o nome de “time” para “squad” e não incorporar de verdade os princípios que o modelo possui.

Será que você também não está tentando encaixar sua área ou empresa numa caixa, num formato já pronto?

Não copie o Spotify! Entenda os princípios, os propósitos e aprenda com ele para criar o SEU MODELO, aquele que mais combina com sua realidade. O próprio Spotify não usaria este modelo hoje, pois eles aprenderam com esse formato, usaram várias técnicas como Scrum, Kanban e foram o adaptando para usar da forma que mais cabe atualmente, sempre focando no objetivo de desenvolver bons produtos, com eficiência e eficácia.

Quer alcançar esses resultados, assim como o Spotify, ser mais digital e entregar mais valor à sua organização, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos!

Leia mais:

Assista:

https://youtu.be/-GPItbQKp8M
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Você sabe qual a diferença do QA Tradicional e do QA Ágil?

Entenda como o papel do Analista de Testes ou QA é determinante para a qualidade de produtos digitais

Por Rodrigo Matola
Pessoa digitando num computador

A maneira como desenvolvemos produtos está mudando constantemente. Atualmente empresas em todo mundo estão adotando o desenvolvimento ágil de produtos, utilizando alguns de seus frameworks (Scrum, Kanban, Lean…).

Essa nova maneira de trabalho afeta todos os cargos tradicionais, incluindo Analistas de Testes, ou QA (Quality Assurance).

Neste artigo, vamos falar de uma maneira básica sobre as diferenças entre QAs tradicionais e QAs Ágeis, além de um breve conceito sobre agilidade e o framework Scrum.

Contexto tradicional x Contexto ágil

Em um contexto tradicional, os passos do projeto são planejados com antecedência, antes do seu início. O escopo é definido e não pode ser alterado após iniciado o desenvolvimento. Qualquer mudança requer uma aprovação e um novo contrato entre as partes. A data de entrega também é definida.

Para passar de um estágio para o próximo, é necessário inspeção e aprovação. Esse contexto também é chamado de cascata (waterfall), e geralmente segue o modelo da figura abaixo:

No modelo ágil, o software é entregue em pequenos pedaços, geralmente já funcionais, em um prazo que varia de uma semana a um mês, no caso do framework Scrum. Com estes pequenos incrementos funcionais, é possível se adaptar rapidamente a mudanças. Ser ágil não é ser rápido, mas ser adaptativo!

QA tradicional

Com base a figura acima, vemos que os testes só acontecem no quarto estágio do projeto. Nesta etapa, o software está praticamente pronto.

Geralmente, no contexto tradicional, QAs não têm contato direto com os desenvolvedores. Nesta situação, QAs praticamente caçam bugs, às vezes sendo a quantidade de bugs encontrados, uma medida de desempenho.

Nestas circunstâncias, somente QAs são responsáveis pela qualidade do produto. São eles  que garantem que os requisitos foram atendidos corretamente. Qualquer erro no software, ou não conformidade com os requisitos, a responsabilidade é exclusiva da pessoa QA.

O Manifesto dos Testes

O Manifesto Ágil foi criado por um grupo de pessoas que queriam mudar a maneira de como softwares eram desenvolvidos. Alguns anos depois, seguindo os passos do Manifesto Ágil, foi criado o Manifesto dos Testes:

  • Testar por todas as etapas MAIS QUE testar no final;
  • Prevenir bugs MAIS QUE encontrar bugs;
  • Testar o entendimento MAIS QUE checar funcionalidades;
  • Construir o melhor sistema MAIS QUE quebrar o sistema;
  • Time responsável pela qualidade MAIS QUE responsabilidade exclusiva de QAs.

QA Ágil

Pegando como referência o Manifestos dos Testes, vamos aqui descrever um pouco de como deve ser o comportamento de QAs Ágeis. Assim como no Manifesto Ágil, valoriza-se mais o item à esquerda que o item à direita – não é uma substituição, você vai continuar fazendo o que está à direita, entretanto, vai priorizar a esquerda (não confundir com política ok!?). Sendo assim, o QA Ágil deve:

Testar por todas as etapas [mais que] testar no final

Os testes devem começar já na reunião de planejamento. A partir dos critérios de aceite definidos, já é possível pensar nos casos/cenários de testes que serão feitos. 

Se o time já tem mentalidade voltada a testes e realizam TDD, BDD ou outra técnica, é hora de combinar a divisão dos testes (aplicação da pirâmide ou outra estratégia); definir o que vale a pena ser automatizado; como será a integração contínua, etc.

Também é recomendado que QAs façam code review e pair programming. Muitos bugs e inconsistências podem ser pegos durante o desenvolvimento somente observando o código, o que leva ao próximo tópico…

Prevenir bugs [mais que] encontrar bugs

Com os testes sendo feitos durante o desenvolvimento, a chance de um bug ir para produção é muito menor. Nessa fase a correção do bug pode ser imediata, pois o time de desenvolvimento está trabalhando na funcionalidade.

Dependendo do conhecimento, no momento que o bug é descoberto, a própria pessoa QA pode corrigi-lo.

Testar o entendimento [mais que] checar funcionalidades

A qualidade vai além de verificar se o software funciona como foi descrito. Isso pode ser feito por um robô.

Qualidade também engloba o entendimento da necessidade do usuário e garantir que essa necessidade é realmente o que o usuário precisa. Para isso o usuário também deve participar junto com o time no desenvolvimento, dentro do possível.

Construir o melhor sistema [mais que] quebrar o sistema

Como parte de um time, apontar defeitos e encontrar meios de quebrar o sistema vai contra o objetivo de entregar o melhor software possível. Temos que ter em mente que um software sem defeitos, nem sempre significa um software de qualidade.

O melhor sistema é aquele que resolve as dores de seus usuários. Trabalhe para isso.

Leia também: O que é de fato a Transformação Digital?

Time responsável pela qualidade [mais que] responsabilidade exclusiva de QAs

Colocar a responsabilidade da qualidade em apenas uma pessoa ou área é isentar outras pessoas envolvidas no processo de qualquer problema que será identificado. 

Todos que fazem parte, direta ou indiretamente, do desenvolvimento de uma solução devem ser responsáveis por entregar o melhor possível dentro do seu papel.

QAs podem não ser desenvolvedores no sentido de serem a pessoa que codifica a aplicação, mas desenvolvem testes e fazem parte do time de desenvolvimento. Todos que contribuem com o desenvolvimento do produto, incluindo designers/UX, são desenvolvedores e devem se responsabilizar pela qualidade do que vai ser entregue.

Trabalho em conjunto

Como o time é responsável pela qualidade, QAs devem estar presentes em todas as etapas do desenvolvimento, ajudando o time a entregar o melhor produto. A figura abaixo mostra como, em cada etapa da Sprint, QAs podem contribuir com suas próprias responsabilidades e ajudando membros do time.

E também, como parte do time:

  • ajudam a descobrir o produto certo;
  • colaboram para especificar;
  • pensam em exemplos;
  • refinam as especificações criadas pelo time;
  • automatizam as especificações;
  • ajudam a manter a Integração Contínua;
  • ajudam a manter a Documentação Viva atualizada e acessível.

QAs tradicionais x QAs Ágeis

Resumindo em tópicos as diferenças entre QAs tradicionais e QAs Ágeis são:

Além disso, QAs Ágeis:

  • estão sempre aprendendo novas habilidades e tecnologias, se adaptando a mudanças;
  • praticam comunicação clara e efetiva, colaborando com pessoas técnicas e não técnicas;
  • entendem do negócio, defendem o produto e colaboram com o cliente;
  • disseminam a cultura de qualidade e cuidam da saúde do time;
  • promovem e obtém feedbacks, tendo coragem de expor o que errado e elogiando o que está certo;
  • se mantém simples e auto-organizado, não dependendo de instruções para realizar suas atividades;
  • gostam do que fazem 🙂

E você, está no contexto tradicional ou ágil? Se no tradicional, gostaria de ir para o ágil? Se no ágil, faz o foi descrito no texto ou já está além? Deixe um comentário aqui!

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito

Seu time lança diversas funcionalidades, trabalha muito, mas os resultados não aparecem? Entenda agora as principais causas tudo isso

Por Filipe Machado e Thiago Fregni

Em qualquer negócio, seja ele um produto digital ou não, uma das principais preocupações é atender as necessidades dos stakeholders e isso acaba se tornando um dos grandes objetivos a serem cumpridos. Com isso, o time trabalha muito, se empenha em lançar várias funcionalidades, mas vai deixando de lado uma meta muito importante: a maximização de valor e o retorno de investimento daquela iniciativa.

Ou seja, por mais que a Agilidade tenha sido implantada e as entregas estejam acontecendo com mais velocidade, ainda há stakeholders super descontentes. “Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito.” Essa frase do Peter Drucker é uma daquelas que pode resumir de forma simples esse cenário. O time está trabalhando bem, com diversas funcionalidades em produção, mas será que estão fazendo algo realmente útil?

Isso soa comum para você? Pois realmente acontece em muitos negócios que estão iniciando uma transformação digital e por três principais motivos:

  • Maximização de valor e o retorno de investimento

Geralmente, o Product Owner fica muito preocupado em atender os stakeholders e acaba deixando de lado uma das suas principais responsabilidades que é a maximização de retorno do investimento.

  • Senso de propósito

É comum o time (Agilista, PO e Devs) não saber de forma clara qual o objetivo do produto ou não ter visão sob o motivo de estarem trabalhando em determinada demanda. Sabem o que é, como deve ser feito, mas não o por quê – não possuem senso de propósito!

  • Discovery/Ideação/Upstream 

A maximização de valor do produto, ou seja, aquilo que o cliente recebe na ponta, precisa passar por um processo de discovery e refinamento, antes de iniciar o desenvolvimento. E não é sempre que isso acontece!

Mas qual é a causa raiz desse problema?

É possível identificar alguns sinais que ocasionam essas situações descritas acima. Os principais são: 

  • Baixa autonomia do Product Owner, que depende de outras pessoas para tomar decisões e esclarecer detalhes;
  • Product Owner que não tem a competência correta;
  • PO tirador de pedido (PO Proxy/Escriba), que não tem ownership do produto. Anota os pedidos sem entender o porquê da solicitação e quais os resultados esperados;
  • Time se preocupa em encher o capacity. Ou seja, durante reuniões de Planejamento, existe uma preocupação maior em “arrumar” backlog suficiente para deixar todos ocupados, do que gerar realmente valor para o cliente;
  • PO que não sabe quanto custa cada PBI e não tem noção do custo do time, o que o impossibilita de fazer trade-offs baseados no RoI;
  • Times que não possui objetivos claros, impossibilitando-os de fazer escolhas e manter o foco no que mais gera valor;
  • Não possui Discovery (UX). Ou seja, assim que a solicitação chega, vai direto para o time desenvolver. Não existe um processo no qual o cliente é envolvido e hipóteses são tratadas como verdades;
  • Não existe uma visão Customer Centric, focada no consumidor/usuário.

Bom, se você tiver identificado alguns desses pontos acima em seu time de transformação, você está cometendo esse erro. E isso pode ser nítido em um time ágil que ainda está no paradigma tradicional de trabalho.

Resolvendo essas questões 

Quando identificamos esse cenário – que é bem comum, fazemos um trabalho bem intenso de coaching com o Product Owner, com o Scrum Master e com os stakeholders. Para isso, executamos técnicas como:

Criar um time de discovery: a fim de descobrir que funcionalidades devem ser implementadas para atender as necessidades dos usuários;

Técnicas de ordenação de backlog: o backlog deve estar ordenado e tais técnicas nos ajudam a ordená-los de acordo com os objetivos a serem alcançados;

Criar bem claramente um esteira ágil utilizando Flight Levels: esta técnica dá visibilidade de portfólio até chegar na mão do usuário final;

Organizamos os times por Value Stream ligados ao usuários, com objetivos claros, utilizando OKR´s, por exemplo;

Definição de objetivo do produto e deixar o claro qual o valor (aumentar 10% as vendas, aumentar a taxa de conversão em 5%, entre outros) esperado a ser atingido por aquele item, mais valor de itens;

Roadmap: uma visão geral dos próximos passos do produto;

Utilizar dados para tomada de decisão em itens de backlog;

Criação de conceitos de hipóteses: uma ótima forma de trabalho que ajuda a validar as hipóteses é chamada HDD (Hypothesis Driven Development). Este método auxilia na escrita do nosso backlog, orientado à validação de hipóteses.

No geral, tentamos dar o correto propósito para o time como um todo, ligado a valor para o cliente ou negócio… Por que, quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. E, por isso, o trabalho se torna eficiente, mas não realmente eficaz!

Mais valor entregue, com menor investimento

Solucionando essas falhas durante o processo de desenvolvimento de um produto com um time ágil, é possível ter diversos benefícios, entre eles:

  • Conseguir trabalhar no processo empírico, focando sempre no objetivo desejado;
  • Se torna mais fácil gerenciar a ansiedade dos stakeholders quanto aos resultados;
  • O stakeholder fica mais contente com a entrega, pois ela está ligada ao propósito, com foco em gerar realmente valor com a iniciativa;
  • O clima de confiança do stakeholder com o time melhora;
  • Resumindo, mais valor entregue, com menor investimento e foco na maximização de valor e o retorno de investimento da iniciativa.

Esperamos que você consiga aplicar essas sugestões em seu dia a dia. Qualquer dúvida, estamos à disposição para ajudar… É só entrar em contato conosco!

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Seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil

Como esclarecemos os principais questionamentos que surgem nesse processo inicial de implementação da agilidade numa empresa

Por Eduardo Alcaraz

Iniciar uma transformação numa empresa, seja ela ágil, digital ou cultural, realmente é uma decisão muito significativa, levando em conta o impacto que causa. Mesmo que positiva e com tantos benefícios, essa jornada de mudanças ainda gera muitos questionamentos na mente de líderes. E, por isso, vamos compartilhar algumas das  dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil que ouvimos nos últimos tempos.

“Escopo aberto é cheque em branco?”

Essa é a primeira das seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil, principalmente partindo de gerentes de TI: “escopo aberto é cheque em branco?”. É comum que a Agilidade seja confundida com bagunça e falta de comprometimento com os objetivos da entrega. Por isso, a primeira maneira de mitigar este estigma é justamente entender o propósito do que deve ser feito

Em seguida, apresentamos uma das diferenças entre a entrega features e entrega de valor:

Uma outra característica que é muito importante no SCRUM é a entrega de incremento de valor em cada Sprint. Um projeto que, a cada 14 dias tem uma entrega de software rodando, gera muito mais transparência ao cliente.

Falando nisso, outra característica que deve ser levada em conta na hora que surgem essas dúvidas ao implementar uma transformação ágil é a transparência. Um projeto de escopo apresenta rapidamente os típicos blocks, que impedem que um software vá para a produção. Proceder nesses pontos de maneira honesta e, não personificada, faz com que os stakeholders possam agir e resolver tais blocks para que o projeto todo tenha sucesso.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto pode sofrer várias adaptações. Seja pela mudança de target do projeto, de algum block ou de uma mudança no mercado. O escopo aberto não se esconde atrás de um contrato pré-definido, mas engaja cliente e fornecedor em torno de um objetivo: entrega em produção.

“Mas o que vou receber?”

Falamos um pouco das diferenças entre escopo e valor. Invariavelmente, este valor significa software em produção – e rápido. Sendo assim, surge essa segunda questão, bem frequente entre as dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil.

A Agilidade oferece essa entrega de valor de uma maneira muito simples. Os times engajados no propósito são capazes de fazer pequenas entregas em produção, sempre. E essas pequenas entregas servem para manter o cliente e os times engajados, e dá a possibilidade de priorizar próximos passos com o “software na mão”. 

Então, as pequenas entregas em produção dão ao cliente o conforto de saber o que está sendo feito, a qualquer tempo.

“Como eu acompanho a evolução do desenvolvimento?”

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos! Por isso, é importante ressaltar que o cliente faz parte do time, seja como Product Owner, seja como stakeholder. Logo, o acompanhamento é automático e fluido.

Sendo assim, o cliente é parte integrante do status report. Ele, como o restante do time, tem a responsabilidade de mitigar, adaptar e dar publicidade diariamente.

Vale aqui a menção do antigo PMO (Project Management Office) para projetos de escopo fechado. O PMO tradicional cobra e entrega um status report. E esse status não costuma apresentar exatamente o que está acontecendo no projeto.

“Meu chefe não me deixa fazer isso.”

Essa é outra fala que  faz parte das dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil. Entretanto, acreditamos que esta posição de “chefe” está lá por um ótimo motivo. Ou ele ficou muitos anos em sua empresa, galgando posições e conquistou seu espaço. Ou ele é muito competente no que faz e foi trazido para liderar e resolver problemas na sua organização.

Nesta situação, o ideal é entender as motivações dele para se manter no modelo tradicional. Geralmente há dois grandes motivos:

– Para multinacionais, pode ser uma diretriz da matriz (apesar de pouquíssimo frequente);

– A empresa está acostumada a “ter alguém para colocar a culpa”, caso o projeto dê errado.

No primeiro caso, a saída mais óbvia é começar a criar a cultura de agilidade dentro da organização. E o departamento de Recursos Humanos pode te auxiliar nisso!

Na segundo cenário, temos uma porção de argumentos reais que fazem a Agilidade ser uma boa saída para a transição do modelo tradicional para entregas com mais sentido e mais valor agregado. 

“E quais são as minhas garantias?”

A principal garantia do cliente é justamente a entrega contínua de valor. Sabemos que a Agilidade expõe os fatos rapidamente e o cliente é constantemente informado – levando em conta que o cliente faz parte do projeto, como PO.

E aí surge o questionamento: “mas se o software não ficar pronto na data?”

Deparamos a todo momento com datas fatais: dias das mães, dia dos pais, Natal, lançamento de marca, rodada de investimentos, entre outras. A principal ferramenta para mitigar a entrega é a priorização. Avaliar o que é mais importante, trabalhar em pequenos ciclos de entrega, se adaptando a todo momento, focado em entregar o melhor produto na data… Essa é a melhor técnica de sucesso para cumprirmos a tal data!

“Ainda somos muito tradicionais e Agilidade não é para nós.”

Além de todas essas questões, por fim, ainda ouvimos muito essa afirmação durante a negociação de uma transformação tão grande como essa. 

Mas, mais uma vez, é preciso entender que o mundo mudou. Não só por conta de um vírus desconhecimento que ocasiona a COVID-19, mas pela ânsia dos profissionais em serem mais felizes em seus trabalhos, em todas as escalas.

  • As organizações cartesianas (aquelas “meu chefe manda e eu executo”), está cada vez mais em decadência.
  • As entregas contínuas fazem cada vez mais sentido nesse mundo VUCA, no qual já falamos muito neste artigo aqui.
  • Então, a nossa resposta é: “SIM, a Agilidade é para todo o mundo!”

Tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato conosco que vamos te ajudar.

Conheça alguns dos nossos cases de sucesso.

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