Author: Rodrigo Pinto

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Eleve seu nível de maturidade ágil com 4 práticas simples

Uma das grandes necessidades das empresas nos dias atuais é ter melhores resultados, mais produtividade, é conseguirem realmente se conectar cada vez mais com seus clientes. 

A questão é que a corrida para ter mais vantagem competitiva no mercado só aumenta e muitas organizações ainda não estão conseguindo desenvolver produtos digitais que te deixam a frente dos concorrentes, e que encantem seus usuários de verdade.

Muitas empresas se dizem digitais ou ágeis, mas lá no fundo vemos que elas ainda são tradicionais, com uma mudança, na maioria das vezes, de fachada.

Todos os dias muitas dúvidas chegam até nós. São pedidos de ajudas, para as pessoas que querem mudar esse cenário nos seus times. As principais dúvidas que chegam são:

  • Como faço para criar melhores produtos digitais?
  • Como faço uma transformação ágil de verdade?
  • Onde termina o ágil e começa o digital?
  • Mas porquê todos esses problemas acontecem? 
  • Será tudo isso normal? 

 

Começando pela última pergunta: sim, tudo isso é normal. Esse é um processo comum no mercado, e normal de acontecer com sua empresa.

Porém, é necessário que as empresas deem os próximos passos o quanto antes, que consigam evitar erros e falhas básicas para realmente serem ágeis e digitais.

As empresas que melhor passarem por essa fase, conseguirão se destacar muito, e realmente terão vantagem competitiva.

E os profissionais que conseguirem fazer essa evolução nas empresas, com certeza vão se destacar perante a média de pessoas. 

 

Transformação Ágil de verdade

A verdadeira transformação ágil, que é a base da transformação digital, é uma longa jornada e não apenas uma instalação de algum modelo pronto.

Não basta “comprar o ágil” de alguma consultoria tradicional, treinar todo mundo, mudar nomes de métodos, e pronto, achar que já é ágil.

Você só será ágil quando você conseguir ter:

  • Pessoas com mais habilidades para construção de produtos digitais;
  • Melhores e mais ágeis processos para essa criação;
  • Visão de verdade sobre produtos digitais;
  • Boas práticas de engenharia;
  • Uma liderança realmente ágil, entre outros.

 

Porém para atingir esse objetivo, existe uma jornada, existem estágios, existem fases por onde a empresa passa, para conseguir criar realmente melhores produtos digitais.

Você não mede se a empresa é ágil ou não, mas sim, o quanto ágil ou não ela é. 

 

Estágios da mudança

Imagine essa situação: existe um problema, você percebe que a organização está perdendo dinheiro, você sabe que pode ter melhores processos, que precisa de times de alto desempenho e de entregas que realmente agregam valor, mas não sabe como, nem por onde começar a mudar.

Atualmente, as organizações querem ser ágeis, mas, na maioria dos casos, elas nem sabem o porquê querem…

Elas apenas decidem isso e acreditam que a agilidade vá resolver essas situações citadas acima.

E, por conta dessa decisão sem propósito, é comum implantar algum método ágil de forma mecânica, sem aprender profundamente e incorporar no dia a dia os conceitos e princípios, sem mudar o status quo.

E o resultado disso é que a produtividade dos times pode cair!

Isso acontece por conta da curva da mudança, a Curva em J, um processo complexo explicado pela psicoterapia.

Desenvolvida pela psicoterapeuta Virginia Satir, o modelo é descrito em 5 estágios, que surtem efeito sobre os sentimentos, pensamentos, desempenho e filosofia.

Ao passar por esses efeitos você consegue melhorar a forma em que processa a mudança e como ajuda outras pessoas a processá-las.

Quando falamos em agilidade organizacional, pode-se também usar a curva em J como uma estrada a ser percorrida.

Em diversos aspectos, a agilidade ajuda a reduzir riscos.

Mas, quando estamos falando de mudança organizacional, essa agilidade, na maioria das vezes, irá expressar primeiramente em um leve declínio de desempenho. 

Portanto, é importante dizer que isso é totalmente normal, e está diretamente ligado a mudanças no status quo da organização, que logo após esse declínio irá começar a elevar seus resultados e a performance dos times.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

No geral, este processo acontece quando uma pessoa ou um pequeno time busca entender melhor sobre os conceitos ágeis e começa pequenas iniciativas.

Ao perceber os benefícios, ela sente que precisa passar por essa transformação (mesmo sem saber ao certo o que é ser ágil).

Por conta dessa percepção rasa do significado de “ser ágil”, algum método implantado nessa organização de forma mecânica e sem estratégia, seja Scrum, Kanban, entre outros, fará com que a produtividade do time caia. Isso é exatamente o que diz a Curva J.

Para evitar que os erros citados acima continuem acontecendo, é preciso ter as pessoas corretas para passar por esse processo de mudanças.

E elas devem começar entendendo primeiro o cenário no qual se está. 

Após muitos estudos, identificamos que existem quatro estágios, nos quais é possível entender o quanto as empresas estão atrasadas no desenvolvimento de produtos digitais ou o quanto estão sendo realmente ágeis e criando produtos da melhor forma possível.

Podemos classificá-los como estágios de maturidade ágil e eles são divididos em 4 níveis: empresas tradicionais; ágil mecânico; tentando ser ágil e ágil profissional. 

  • As empresas tradicionais são essas que entendem um pouco sobre agilidade e tentam implementar alguns conceitos e práticas de forma rasa;
  • Já a maior parte das organizações estão praticando o que chamamos de ágil mecânico, no qual já se conhece a transformação ágil, se aplica no dia a dia, mas não o processo completo ou de forma realmente incorporada;
  • No segundo nível estão as empresas que estão tentando ser ágil, numa fase de transição na qual elas ainda não são realmente ágeis, mas estão caminhando bem para tal;

E no terceiro estágio, temos as organizações que rodam o ágil profissional, que são aquelas que estão à frente no mercado e desenvolvem produtos digitais com os profissionais corretos, com os melhores processos e práticas de engenharia, com a correta visão de produto.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Quanto mais a maturidade, é nítido que maiores benefícios serão colhidos, e assim a empresa terá maior produtividade, desempenho, maior conexão com o cliente, e terá então a vantagem perante os concorrentes.

 

Conhecendo os 4 estágios de maturidade ágil, em busca do alto desempenho

 

Estágio 0 – Empresas Tradicionais

São aquelas empresas onde o colaborador ou gerente já escutou falar sobre a transformação ágil mas não colocou em prática ainda.

Normalmente, são empresas que, uma pessoa já leu algum livro ou artigo sobre metodologia ágil, entendeu a importância desse processo como um todo e vai começa a ir em busca de uma consultoria a fim de ter ajuda profissional na transformação.

É aquela empresa que está iniciando no mundo da transformação digital e está com receio das mudanças que precisam ser feitas.

Apesar de tentar implementar alguns conceitos e práticas, ainda não conseguiu incorporar a mentalidade ágil no esqueleto da empresa, fazendo com que os resultados não cheguem.

 

Estágio 1 – Ágil Mecânico

É o estágio onde a maioria das empresas estão!

Nesse ponto, já se conhece o conceito de transformação ágil, mas não o processo completo.

Normalmente, a empresa já utiliza métodos como o Kanban, possuem alinhamentos diários, muda os nomes de áreas para squads, usam post-its para organizar tarefas e alguns outros métodos organizacionais…

Apesar disso, ainda não pode ser considerada, de fato, uma empresa ágil.

  • Ainda não é uma organização transparente e com objetivos claros
  • Não possui transparência das informações, com muita gestão visual
  • Ainda não possui entregas em ciclos curtos, com foco na geração de valor
  • Falta mais visibilidade, melhoria em processos e áreas mais colaborativas

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Isso é o Ágil Mecânico! Um estágio no qual já se conhece e utiliza alguns conceitos e práticas ágeis, mas a cultura, o mindset, ainda é completamente tradicional e taylorista.

É possível mudar o comportamento desta empresa e chegar num outro nível de maturidade ágil?

Sim, com treinamentos, consultoria e montagem de times de alto desempenho – que é o que fazemos com a ajuda da Agile School – nossa área educacional – e na Agile Inc, desenvolvendo soluções corporativas.

Esse estágio também é conhecido como Ágil Zumbi. 

  • Zumbi é uma pessoa, não é? Tem braços, pernas, um pedaço da cabeça. Mas sabemos que o zumbi não é uma pessoa de verdade pois não tem cérebro pensante e nem coração pulsante. 
  • Fazendo um paralelo, muitas empresas estão maturidade Ágil Zumbi: elas até rodam um processo ágil, até tem um agilista e um product owner certificado, mas no fundo, elas não tem um agilista que remove impedimentos, não tem um product owner com autoridade sobre o produto, não tem um líder que entende o que é ser líder, só tem quadros kanban mas não analisam fluxo. Ou seja, são mais parecidos com Zumbi!

 

Estágio 2 – Tentando o ágil

Essas empresas estão em um nível intermediário, bem no meio do caminho. Apesar de já ter passado da fase ágil mecânico, ainda não possui fluxo de trabalho contínuo para pode ser considerada uma empresa ágil profissional.

Os processos ainda precisam ser aprimorados e os colaboradores ainda precisam desenvolver qualificações, conhecimentos e experiências.

É um estágio de processo no qual as empresas estão iniciando a jornada ágil. É um período de passagem, onde as empresas ficam por pouco tempo, já que estão na corrida pela transformação ágil e digital.

Nesse ponto, as empresas estão a cada dia que passa se transformando mais em uma organização ágil, estão no processo de adaptação e implantação de novas culturas e metodologias. 

 

Estágio 3 – Ágil profissional

A empresa já colhe os frutos da transformação ágil e já completou todo o processo de transformação, ela conseguiu concluir a etapa anterior.

Agora, as áreas se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente dando suporte as áreas de negócios, e realmente colocam o cliente no centro das tomadas de decisão.

Possuem mais transparência e se preocupam em dar visibilidade ao que está acontecendo para todos.

Além disso, priorizam as entregas e se perguntam sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”

Empresas que estão rodando um Ágil Profissional, possuem o mindset ágil em uma base diária dentro dos times e descentralizam decisões, mas sempre possuem um alto alinhamento entre todos os setores.

Não só a liderança, como os times já entendem sobre a importância de ter metas claras e bem definidas, além de alinhamento na execução de processos.

Os times são empoderados, cada um tem certa liberdade de decisão, não ficando tudo centralizado em um único gestor.

Além disso, inovações acontecem o tempo todo, já que existe total liberdade de adaptação em todas as áreas da empresa.

 

Os colaboradores trabalham motivados e, por isso, produzem mais soluções.

 

Na liderança ágil, objetivos são determinados, a empresa conhece a fundo o seu cliente, promovendo a entrega de valor e removendo impedimentos. 

Nós, da Agile Inc. te ajudamos a chegar nesse ponto. Nosso objetivo é encurtar a jornada da transformação ágil te entregando valor.

Ao fim do processo, quando sua empresa for ágil profissional, ou seja, ágil de verdade, você terá conquistado:

melhor eficiência operacional, melhor valor para seu cliente e gestão de risco (governança ágil que diminuirá seus riscos internos).

 

Como construir essa jornada de evolução?

Para você evoluir e chegar a ser uma empresa no estágio 3 – Profissional, é necessário que você monte seu plano de desenvolvimento, olhando algumas perspectivas.

 

4 praticas simples para você elevar o seu estágio de Maturidade Ágil

 

Aqui na Agile.Inc nós classificamos as organizações em 4 pilares, após criarmos um radar com perspectivas que mesclam o olhar operacional, tático, estratégico.

Vamos entender melhor cada um deles para que você possa identificar em qual estágio sua empresa se encontra e, assim, fazer melhorias até chegar ao ágil profissional, ou seja, desenvolvendo produtos digitais realmente inovadores.

Esses quatro pilares são Processo, Pessoas, Produto e Práticas de Engenharia.

 

Processo: diz respeito à forma como criamos os produtos digitais. Envolvem assuntos como objetivos estratégicos, métricas, gestão visual,gestão de impedimentos, agile product delivery, flow management, data driven, kaizen;

 

Pessoas: é importante entender se temos as pessoas corretas, no lugar correto, e com a motivação correta. Nesse pilar olhamos papéis e responsabilidades, senso de dono, metas claras, auto-organização, multidisciplinaridade, valores e princípios, comunidade de práticas, mindset de produto, product manager;

 

Produto: qual o produto que queremos criar, qual a visão de onde queremos chegar? Nesse pilar puxamos assuntos como product backlog management, métricas, UX, UI, visão de produto, maximização de ROI, foco no cliente e no valor, roadmap, backlog de portfólio;

 

Práticas de Engenharia: somente com as práticas de engenharia corretas é que conseguiremos ser ágeis de verdade, por isso alguns assuntos são extremamente vitais, como Automação, QA Ágil, DevOps, Definition of Done, Clean code, esteira ágil, arquitetura, integração do produto, times cross e enablers.

 

Baseado nesses pilares, e hora olhando mais de forma operacional, hora no prisma tático e hora estratégico, montamos um plano de evolução na jornada da empresa.

Plano esse que deve ser revisado constantemente, como se fosse um Product Backlog de um produto, mas nesse caso, um Change Backlog, para deixar sua empresa mais perta do Ágil Profissional.

Olhando os 4Ps e os níveis de maturidade, encontramos algumas características interessantes, que pode ser útil para você analisar se você está mais perto do tradicional ou mais perto do profissional.

 

Características desses pilares de uma empresa no nível Ágil Mecânico:

  • Time de desenvolvimento que se desentende
  • Product owner proxy: só tira pedido sem se importar muito
  • É um time tarefeiro que não pensa na valorização do produto
  • Não tem visão integrada
  • Não tem portfólio
  • Muitas decisões são tomadas baseadas por suposições e achismos, 
  • Faltam métricas, baseadas em dados
  • Scrum Master/ Agilista é aquela pessoa que está em suas primeiras experiências de agilidade. Ainda não tem muita expertise
  • Áreas divididas por pessoas que pensam e pessoas que fazem.
  • Times voltados para eficiência / tarefeiros
  • Não é claro onde começa e onde terminam suas responsabilidades
  • Liderança preditiva, que monitora seus colaboradores
  • A equipe serve o líder
  • Fluxo demorado, cada área tem sua tarefa e suas prioridades
  • Documentações não são claras
  • Testes são feitos de forma manual
  • Equipe é vista como codificadores
  • Ignoram ou escondem problemas técnicos

 

Características desses pilares de uma empresa no nível Ágil Profissional:

  • Foco no cliente como princípio básico
  • O time se entende e trabalha junto
  • Têm uma visão totalmente integrada dos processos
  • Têm uma visão geral do que está acontecendo, como um coach da organização
  • Os processos colaboram com a entrega de valor do produto
  • As pessoas expõem problemas
  • Colaboradores trazem novos insights
  • Erros são aceitos e fazem parte do aprendizado
  • É necessário utilizar a auto-organização, usando a sabedoria e inteligência de todo o time. 
  • O time é engajado, motivado e com propósito
  • Liderança muda de perfil, sendo uma cultura de entrega de valor, evitando desperdício.
  • O líder serve a equipe
  • Times trabalham juntos com o mesmo objetivo, fazendo com que as entregas sejam realizadas de forma rápida
  • Times multidisciplinares organizados não por áreas, mas por visão de produtos
  • Equipe é uma co autora, sabe qual a melhor solução para determinado problema
  • Dão transparência aos problemas técnicos, pois entendem que representam um risco a entrega e reservam tempo para resolvê-los

 

Criar um produto digital que realmente é ágil é algo complexo, logo não tem como as coisas serem feitas de forma separada (como é feito em empresas tradicionais).

Para que tudo funcione corretamente, as operações e os profissionais precisam estar integrados para que tudo seja feito de forma rápida, porém eficiente, e com foco na entrega de valor. 

 

Identificando o estágio de maturidade da minha empresa

Existem algumas perspectivas que podem ser analisadas e levadas em consideração para se identificar o quão ágil a sua empresa é considerada.

Confira quais são essas áreas e o que pode ser analisado:

 

Práticas e papéis

Têm-se como objetivo compreender se a organização está utilizando os processos de forma eficiente e, ainda, se todos sabem suas respectivas funções dentro da empresa.

Se você ainda não sabe como identificar isso, existem algumas perguntas que devem ser feitas:

  • Existe clareza de quais são as responsabilidades dos papéis disponíveis na empresa atualmente?
  • O fluxo de trabalho das equipes está visível?
  • As equipes possuem políticas explícitas (ex: definição de pronto para ser trabalhado, definição de pronto etc.)?
  • Gargalos e filas estão visíveis no fluxo de trabalho das equipes?
  • As equipes possuem clareza das principais fontes de retrabalho?
  • Práticas de engenharia de software estão sendo utilizadas para manter o código saudável?
  • O processo de publicação está automatizado?
  • Existem testes automatizados?

 

Métricas

Aqui a intenção é compreender se a sua empresa tem utilizado métricas de negócio e de processo.

E, se sim, em qual nível? É preciso reforçar a importância de desenvolver métricas de referência que irão ajudar na melhoria do seu produto.

Para analisar isto, pergunte-se:

  • As métricas de negócio estão sendo utilizadas no processo de tomada de decisão?
  • As métricas de negócio estão visíveis para todas as pessoas da empresa analisarem?
  • As métricas de negócio são utilizadas como referência no processo de definição de uma iniciativa (ex: quais indicadores de negócio serão alavancados pelo projeto X)?
  • As equipes utilizam métricas de processo para projetar prazos de entrega?
  • As equipes utilizam métricas de processo para analisarem a saúde do processo?

 

Priorização orientada ao negócio

A sua organização define prioridades?

É importante considerar que quando tudo é uma prioridade, na verdade nada é importante.

Afinal, tudo está no mesmo nível, precisando de atenção e urgência.

Por isso, é preciso entender se existe um processo estruturado de priorização.

Pergunte-se:

  • Existem critérios claros de priorização?
  • A priorização tem levado em consideração as necessidades dos clientes?
  • As métricas de negócio são utilizadas no processo de priorização das iniciativas?
  • É realizada uma análise das dependências entre as iniciativas antes da finalização do processo de priorização?

 

Resultado financeiro

A sua empresa mensura os resultados financeiros de suas iniciativas?

Isso é algo de muita importância numa jornada ágil.

Para descobrir se já estão fazendo isso ou não, pergunte-se:

  • A liderança da organização tem clareza dos objetivos de negócio de cada iniciativa?
  • As equipes estão metrificando o resultado financeiro das entregas?
  • A organização consegue classificar as iniciativas quanto ao resultado esperado (ex: essa iniciativa gerará maior eficiência no negócio, ajudará a conquistar market share, será uma inovação, antecipará o custo do atraso?)

 

Essas análises irão te ajudar a diagnosticar em qual etapa de agilidade a sua empresa está e onde você precisa melhorar.

 

Ok, eu sei meu estágio, como melhorar?

Agora que você já identificou em qual estágio a sua empresa está – e podemos afirmar que 85% das empresas estão mais próximas do Ágil Mecânico – existem algumas soluções que podem ser feitas para que a sua empresa avance na curva de mudanças de forma mais rápida e chegue ao status quo desejado. 

Nesse caso, será analisado algumas questões, sendo elas:

  • qual o problema de maturidade da empresa?
  • qual o mindset a nível executivo?
  • como está o seu time, ele está alinhado?
  • como os métodos ágeis foram implantados até agora?

 

Depois dessas análises, é importante saber que se você não tiver uma boa visão de produto, processos claros e organizados, pessoas com uma cultura e um mindset diferente, engajadas com propósito da organização, provavelmente, você não conseguirá chegar num outro status quo, nem avançar nos estágios de maturidade ágil de forma efetiva.

Para isso, você precisa dos profissionais e fornecedores corretos.

Essa é a melhor forma de ter um radar da sua organização, no qual apresentará onde estão as falhas, onde é preciso melhorar, para que assim seja possível montar uma estratégia efetiva e otimizada para a sua realidade.

 

E você pode fazer isso de três formas: com treinamentos, consultoria e com montagem de times de alta performance.

 

Treinamentos

É preciso elevar o nível de conhecimento das pessoas e incorporar o mindset ágil de verdade, de acordo com a necessidade da empresa e de seus colaboradores.

Todos os treinamentos oferecidos por nós, por exemplo, são certificados por organizações internacionais – como a Scrum.org, e realizados pela Agile School – nosso braço de educação.

 

Consultoria

Com a ajuda de consultores é possível realizar a ruptura da mentalidade tradicional para assim entender o modo no qual sua empresa pode criar e desenvolver produtos digitais, que geram maior vantagem competitiva.

 

Squads

Um time de pessoas com habilidades adequadas, conhecimentos corretos e experiência de mercado para executar toda essa jornada de mudanças, os SQUADs. Como cada cliente é único, é preciso analisar as condições de trabalho para montar uma equipe multidisciplinar adaptada para o seu tipo de negócio e necessidades.

Agora que você já sabe seu estágio de agilidade e o que deve fazer para chegar no ágil profissional, entre em contato com nossos consultores e transforme a sua empresa para sempre.

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Descubra se a sua empresa é Ágil Mecânico e aprenda como mudar

 

As empresas querem e precisam criar melhores produtos digitais. O que adianta ter um ótimo modelo de negócio se não tem um produto digital que consiga entregar todos os benefícios?

Essa se tornou uma questão de sobrevivência!

Por isso, esse artigo faz parte de uma série na qual falamos dos estágios de maturidade das empresas, e como as organizações podem ter grandes vantagens ao sair de um nível de baixa maturidade ágil e atingir um estágio profissional.

 

Vamos falar de forma mais detalhada quais são as características de empresas que estão no Ágil Mecânico e como isso pode “matar” seu produto.

Se você já utiliza conceitos e práticas ágeis, mas não possui pessoas com as habilidades corretas para construção de produtos digitais; falta visão de produto no dia a dia; não possui boas práticas de engenharia e nem uma liderança realmente ágil, você está ou desperdiçando dinheiro com a transformação ágil ou fazendo algo apenas de fachada e que não te trará resultados concretos. 

Entenda agora as 7 características de empresas e pessoas que estão utilizando a Agilidade de forma mecânica e não estão mudando sua forma de criar produtos digitais.

 

Cultura ágil

Em organizações que a Agilidade está sendo utilizada de forma mecânica, as ações ágeis são mais reativas, com o objetivo de “apagar incêndios”, do que estratégicas ou proativas.

Isso acontece muito por que as empresas não têm uma visão clara do que são times de alta performance – que dominam todas as áreas para a criação de ótimos produtos digitais.

E, essa falta de visão, faz elas acharem que já está tudo bem, e não mostra a necessidade de criar um plano claro de melhoria e evolução.

Em empresas com nível de maturidade ágil profissional, todas as pessoas trabalham com foco no cliente como princípio básico, guiadas por metas claras e objetivos estratégicos.

 

Apenas método

Esses times ficam mais discutindo se o framework Scrum é melhor ou pior do que o Kanban; Se o nome do papel vai ser Agile Master, Scrum Master ou Agile Coach; Ou seja, estão perdendo tempo discutindo isso, ao invés de responder a pergunta “O que está nos impedindo como área, de entregar melhores produtos para nossos clientes?”.

 

Stakeholder centric

Nesses times mecânicos, muito se fala de customer centric, mas pouco se sabe ou se aplica de verdade. No fundo, ainda são stakeholder centric – um gerente de negócio olha para o cliente e pensa “o que faço no meu produto para esse cliente?”.

Na sequência dessa pergunta, as hipóteses são levantadas e viram itens para a implementação ser feita pelo time de Desenvolvimento. 

Isso gera muito desperdício de tempo, dinheiro, além de aumentar a complexidade do desenvolvimento, por estar desenvolvendo algo que não precisava ser desenvolvido.

É difícil deixar claro para os líderes que pedidos pessoais não são critérios de aceite para desenvolver algo.

 

Liderança que “parou no tempo”

A liderança não evolui no quesito conhecimento ágil e tendências para o desenvolvimento de produtos digitais.

A empresa ainda existe para servir o C-level, com orçamentos anuais pesados e briga entre áreas.

Os líderes acham que tem o maior conhecimento e que devem dar mastigado para os times apenas executarem. 

Nesse tipo de situação, a auto-organização ainda é algo desejado, mas muito mal aplicada.

A liderança ainda cobra muito aumento de produtividade, de mais entrega de tarefas, mas não consegue atuar como um verdadeiro líder, gerando objetivos e métricas mais claras, removendo impedimentos e fazendo a gestão de motivação e pessoas. 

Em empresas realmente digitais, a liderança propaga uma cultura de entrega de valor, evitando desperdício, servindo as equipe, todos trabalhando com o mesmo propósito.

Dessa forma, a produtividade dos times acaba sendo MUITO maior!

 

Baixa visão de produto unificada

Dado o mundo que estamos vivendo, em constantes transformações, existe uma carência de planejamento estratégico nas organizações.

Falta visão de produto, uma visão de negócio unificada. Isso não quer dizer que a empresa não tenha nada planejado à nível estratégico.

Tem boas ideias e visões sim, mas ela não é compartilhada e unificada entre os times. 

Isso faz com que as pessoas que constroem o produto, fiquem distantes dos resultados necessários.

O time acaba sendo visto apenas como uma fábrica para construir algo, e não um time que resolve um problemas do usuário e realmente agrega valor ao negócio.

 

Negócios X TI

Em empresas que usam conceitos e práticas ágeis de forma mecânica, as áreas de Negócios e TI ainda são muito distantes.

Distantes no sentido de que não trabalham diariamente juntas. Em times profissionais de alto desempenho, algumas metas de TI e Negócios são compartilhadas e os profissionais trabalham diariamente juntos para resolver os problemas. 

Já no ágil mecânico, a área de TI ainda é vista como uma área que atua como suporte para entregar os roadmaps prometidos.

Isso reflete ainda uma estrutura de empresa com muitos silos, onde cada um trabalha para resolver o seu problema e tirar qualquer foco de atraso da sua área, por exemplo.

 

Não sabe diferenciar o que é transformação Ágil de Digital

Acha que o Ágil já não é algo tão bonito de falar e agora é a hora de falar de Transformação Digital. Mas quando se pergunta o que é uma e a outra, não se sabe responder.

A Transformação Digital, tão falada nos últimos tempos, é um movimento que requer uma adoção muito mais ampla de tecnologia e é ancorada numa mudança cultural. 

É mais sobre pessoas do que sobre tecnologia digital.

Requer mudanças organizacionais centradas no cliente, apoiadas pela liderança servidora, impulsionadas por desafios radicais à cultura corporativa e a alavancagem de tecnologias que capacitam e habilitam os colaboradores.

Entre os diversos pilares dessa jornada, está a adoção de práticas e conceitos ágeis, que fazem parte de diversas etapas da Transformação Digital.

 

O Ágil não está ajudando

No geral, vemos que os conceitos ágeis e o mindset digital foram aplicados de forma mecânica, apenas discutindo processos e que a cultura ainda é Taylorista.

Essa estrutura com baixa maturidade já gera algum ganho, mas ainda está longe de ser considerada uma estrutura de empresas realmente digitais.

Fato é, as organizações realmente digitais (por exemplo, instituições bancárias e meios de pagamentos) estão ganhando muito mercado, podendo contratar os melhores profissionais, estão sendo mais produtivas…

Tudo isso, graças a um modelo diferente de trabalhar e de criar seus serviços e produtos.

As empresas tradicionais querem muito esses benefícios e resultados, mas ainda não sabem o que é realmente preciso para iniciar essa jornada de mudanças.

Os profissionais que está conseguindo resolver esses problemas nesses tipos de empresas, estão ganhando muito espaço e visibilidade no mercado, tornando-se escassos.

 

Mas e aí, o que fazer?

Pare de ler este artigo por um minuto e analise a sua organização.

A introdução daquele simples método Kanban, sozinho, foi capaz de realizar todas essas mudanças da sua empresa?

Começar a usar Scrum, fazer reuniões diárias, ter entregas feitas por Sprints te trouxe resultados expressivos?

Posso afirmar que não.

E esse é o grande perigo da primeira etapa de transformação, essa fase de ágil mecânico…

Quando se começa um processo tão grande como esse, você, como líder, vê mudanças e acredita nelas.

Mas, culturalmente, notasse o quanto sua empresa segue sendo tradicional.

O seu colaborador ainda tem medo de se expor; os ciclos de entregas ainda duram semanas e até meses; cada um trabalha por si, faz a sua função e ninguém sabe ao certo como colaborar com o outro…

Ainda falta um propósito claro, um processo organizado!

Ser ágil é ter times colaborativos, equipes que enxergam os processos como um todo, que focam no cliente para e que querem evoluir e crescer junto a empresa.

Ser ágil é ter uma equipe que veste a camisa, mas, enquanto estiver num estágio de ágil mecânico, isso não acontecerá. 

Você vai ficar aí, dizendo ser ágil, quando na verdade não é?

Ou você vai seguir em frente, colocar a mão na massa e dar o passo necessário para a transformação? 

 

E agora? Como mudar de estágio?

É algo simples de explicar, porém muito difícil de se aplicar.

Uma das melhores soluções é elevar o nível de conhecimento de algumas áreas e/ou times, no que se refere a criação de produtos digitais.

Aqui na Agile.Inc dividimos esse aumento de conhecimento em quatro áreas: Processos, Produtos, Pessoas e Cultura e Práticas de Engenharia.

São mais de 20 subáreas, formando o arcabouço necessário de conhecimento e aplicação para os times serem realmente digitais, criarem produtos que encantem, sejam produtivos, e deem vantagem para as empresas.

Foi assim que fizemos no Sem Parar – uma das maiores empresas de serviços para pedágios e estacionamentos – gerando um aumento de 315% em sua base de usuários do app Sem Parar.

 

Ser mais digital já virou questão de sobrevivência para as empresas nos dias de hoje. E nossa missão é ajudar cada vez mais pessoas a chegar lá! 

Fale com um de nossos consultores agora para entender como podemos te ajudar.

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7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

Conversamos com empresas diariamente e percebemos, na grande maioria delas, um padrão comum quanto à erros no processo de transformação (seja digital ou ágil).

Algumas dessas falhas são cometidas de forma sistemática nas áreas de Tecnologia e Negócios, gerando produtos que, muitas vezes, não agradam ou não geram tanto valor aos clientes.

O tempo é escasso para todo mundo. Os custos estão diminuindo cada vez mais e o “menos tem que ser mais” de verdade. Entretanto, entregar realmente mais é um grande desafio.

Se a empresa não tiver a agilidade realmente incorporada, não será possível se destacar. Se entregar valor ainda é uma dificuldade, a área vai ficar para trás.

Entretanto, os profissionais que estão desenvolvendo produtos digitais que realmente agregam valor, estão se destacando no mercado e sendo caçados pelas empresas, pois estão conseguindo fazer realmente mais com menos e ajudando a criar produtos que, de fato, encantam os clientes e geram valor para as empresas.

Com isso, eu te pergunto: você está completamente satisfeito com seus produtos digitais ou modelos de trabalho do seu time? Está feliz com a produtividade e resultados?

Sabe que pode fazer mais e melhor, mas não sabe como nem por onde começar? Se essas questões te incomodaram, provavelmente algum desses erros devem estar presentes no seu time.

Confira os mais comuns:

 

1) Processos tradicionais que parecem ágeis

A empresa tem algumas pessoas certificadas em alguns modelos de trabalho, faz alguns eventos/cerimônias de forma bem mecânica, discute muito se é Scrum ou Kanban que deve ser utilizado…

Mas no fundo, a organização ainda está no paradigma tradicional de desenvolvimento. 

Muitas vezes acaba fazendo um water-scrum-fall, ou seja, produtos só são lançados após meses de criação. Muita burocracia desnecessária ainda existe! Costumamos dizer que essa empresa está num nível de maturidade 1, fazendo um Ágil Mecânico

Muitos times pensam que ser ágil é:

  • “Tenho um fluxo no azure, sou ágil”
  • “Comecei a fazer algumas cerimônias, de daily, planning, sou ágil…”
  • “Tenho Scrum Master certificado e um Product Owner part-time alocado, sou ágil”

 

Entendem que fazem alguns processos de forma ágil, pois usam um framework (de forma superficial, às vezes), mas não sabem distinguir a diferença entre fazer ágil ou ser ágil. 

O processo tem a cara de ágil, parece que está se iniciando uma transformação, mas, no fundo, a cultura ainda é tradicional.

 

2) Cultura do controle e não do valor

Outro erro muito comum, se refere a parte cultural. Gosto de dizer que no fundo, a base para criação de ótimos produtos digitais é uma mudança cultural.

Se a área de desenvolvimento está focada, principalmente, em ter controle; em achar culpados por erros; em centralizar decisões em pessoas específicas; se fica muito focada no processo e nas entregas, ao invés de focar no valor…

Com certeza é uma área que está perdendo tempo e dinheiro.

Se esses aspectos estão presentes, preciso te dizer que você ainda tem uma cultura que vai te atrapalhar a ter times de alto desempenho.

Empresas que criam bons produtos digitais tem seu foco principal em entregar valor constante ao cliente, fortalecendo uma cultura que delega decisões, que possui objetivos claros, uma cultura na qual as pessoas são fundamentais. 

Quando o time está com foco na entrega de valor, aspectos interessantes aparecem, como:

  • cultura de aprendizado com erros;
  • cultura de time, ao invés de vangloriar os heróis que são indispensáveis;
  • cultura de ownership, ao invés das pessoas se esconderem das responsabilidades;

 

Criar ótimos produtos começa, principalmente, com atitude! Não adianta ter diversas ferramentas e processos, é preciso fomentar uma forte cultura de produtos dentro da empresa. Em sua empresa, como é a cultura de verdade, e não aquela que pendurada na parede?

 

3) Não dar a devida atenção às pessoas e tratá-las como recursos

Líderes não estão satisfeitos com a produtividade das equipes. Equipes não estão contentes com o modelo de gestão dos líderes. 

E um dos principais erros que ocasionam esse tipo de situação é contratar pessoas buscando perfis mais baratos, com baixa qualificação.

Por exemplo, diversas consultorias ao fornecer uma prestação de serviço, principalmente na área de TI, oferecem um profissional sênior, mas que no final, na prática, é nível júnior.

Isso acontece bastante pois a empresa já parte da ideia de que é necessário ter muitos times e com muitas pessoas para aumentar a eficiência, e para isso precisa-se baratear o custo.

Outro ponto bastante comum ainda é a baixa colaboração entre times. A liderança ainda no modelo tradicional e equipes com gaps de conhecimentos chaves para o desenvolvimento dos sistemas, por exemplo.

Com isso, as pessoas acabam trabalhando mais de forma reativa, apagando incêndios, do que de forma proativa.

Essas são algumas das características encontradas quando a empresa não consegue lidar com pessoas da forma correta.

Achar as pessoas certas, colocar no lugar certo e com os processos e modelos corretos – somente assim haverá um time capaz de criar produtos e serviços que realmente encantem o cliente.

 

4) Metas tradicionais que afundam os times

Na sua empresa, você tem visibilidade de metas de pares ou de outras áreas? Sua meta mede apenas quesitos de eficiência ou mede resultados? 

Você sente que as metas dos times são compartilhadas entre eles de alguma forma? E elas são ligadas claramente a meta da área ou da empresa? 

Já percebeu situações nas quais precisava da ajuda de alguém, mas a meta da área não era a mesma que a sua, logo não existia colaboração?

Essas perguntas te ajudam a entender se esse problema existe na sua empresa, de metas que apenas afundam os times. 

Metas apenas de eficiência, falta de transparência e foco, metas não compartilhas e metas muito longas e pouco claras, pode matar o desenvolvimento de produtos excepcionais. 

Ainda mais se o bônus das pessoas tiverem ligadas a essas metas. Isso porque, no final do dia, os times e as pessoas se comportam de acordo como elas são medidas – “me diga como me medes e eu te digo como eu me comporto”. 

Em empresas realmente digitais, é fácil encontrar metas compartilhadas entre as áreas de Negócios e TI, por exemplo. As metas precisam ser transparentes usando modelos como OKRs, metas curtas trimestrais, que ajudam os times a serem ágeis e que deem a possibilidade de se reajustar, conforme aprendem mais.

Ouvi uma frase de um cliente que traduz muito bem esse problema: “O problema não é a quantidade de entrega, mas a qualidade dessas entregas, no sentido de: estamos entregando bastante, mas entregando o quê?

A pressão das entregas que os times sofrem, as mudanças de prioridades, fazem os times entregarem muito, mas não estamos conseguindo mexer o ponteiro, não estamos impactando realmente o cliente final.

As entregas vem de desejos pessoais, de algum lugar que não tem um direcionamento muito claro.

A quantidade de entrega aumentou, mas a qualidade geral, focada em valor, é uma zona cinzenta ainda” e eu concordo completamente com tudo isso.

 

5) Não existir uma visão correta de Produto

Outra falha muito frequente, que impede a criação de bons produtos digitais, é quando os times ainda são focados em uma cultura de projetos, na qual o sucesso é atender o escopo e o prazo ou o foco é conseguir fazer mais tarefas em menos tempo. 

As pessoas não conhecem os clientes! Às vezes até possuem uma persona, uma jornada de compra desenhada, mas não é ela que guia o desenvolvimento no dia a dia. 

Os Product Owners são apenas “tiradores de pedidos” que se preocupam e escrever histórias de usuários. Eles tiram pedidos de gerentes ou stakeholders – que são as pessoas que definem o que o cliente precisa.

Em outras palavras, a empresa ainda é “stakeholder centric”.

Fala-se sobre ser customer centric, ou seja, colocar o cliente no centro em toda a cadeia de criação e desenvolvimento de um produto ou funcionalidade, mas no final do dia as pessoas não sabem de forma prática o que é isso. 

Quando é perguntado para alguém: o que é valor para o cliente? A grande maioria não sabe responder ou obtemos respostas não coesas entre as pessoas.

Um ponto chave na criação de produtos de alto valor, que dão vantagem competitiva para qualquer empresa, é ter um gestão de Produtos correta.

É sair de uma cultura de Projetos e ir para uma cultura de Produtos, no qual paramos de atender desejos de stakeholders e focamos muito mais em resolver os problemas dos clientes.

“Somos obcecados pelo cliente. Começamos com o cliente e trabalhamos de trás pra frente.” (Jeff Bezos)

 

6) Baixa maturidade em engenharia de software

Durante uma consultoria, em uma entrevista com um time, após várias perguntas aos membros, identificamos um padrão interessante – padrão esse que depois foi encontrado em outros times: baixa maturidade de engenharia de software. 

Talvez por pontos anteriores citados, os time são cobrados por produtividade e entregas, atrelados à baixa maturidade profissional de alguns “recursos”, cria-se times com baixa maturidade de engenharia de software. 

Esses times até criam uma produtividade mascarada no curto prazo, gerando baixo padrões de desenvolvimento e arquiteturas falhas.

Mas a conta um dia vem e o time começa a ficar lento, pois tudo no desenvolvimento começa a ficar complexo. 

Padrões de desenvolvimento não existem e itens como Qualidade Ágil e Devops são desejados pelos times mas não aplicados corretamente.

Os Gerentes se enganam e acham que já são experts no assunto, apresentando relatórios sofisticados, mostrando como o time deles são ágeis com engenharia ágil.

Mas no fundo, na realidade, todos sabem que ainda muito tem que se fazer!

Um complicador dessa situação como um todo são os sistemas legados existentes e os grandes débitos técnicos.

Empresas que conseguiram se transformar de verdade, colocavam esses problemas visíveis, colocavam o “elefante na mesa” realmente, para que os problemas fossem endereçados e discutidos. 

Afinal, se um time precisa de uma nova API, por exemplo, para mostrar um valor na tela e precisa esperar meses para a criação desta interface, não tem como ser ágil de verdade.

Provavelmente, a empresa vai modelar o produto de acordo com as capacidades dos sistemas internos, e não por causa do cliente – colocando no foco do desenvolvimento para realmente atender suas necessidades. 

Nesse cenário a área de Negócios quer que algo seja feito de um jeito, mas a TI fala “isso não é possível por causa do nossos sistema, então vamos fazer de outra maneira”.

 

7) Silos organizacionais

Por último, mas não menos importante, um padrão que pode matar a criação de ótimos produtos digitais são os silos dentro da organização.

Uma estrutura com dependências entre áreas acaba criando um cenário no qual cada um pensa somente no seu, e ninguém consegue ter uma visão ponta a ponta. 

As empresas estão tentando diminuir os silos criando tribos e squads, porém já vimos locais onde:

  • A tribo nada mais era do que a mesma área de antes, apenas com um nome diferente;
  • A squad é montada buscando eficiência operacional e ocupação dos membros (que todos os colaboradores fiquem muito tempo alocados e ocupados). Assim, criam-se squads técnicas e não equipes multidisciplinares, perdendo a agilidade nas entregas;
  • Ter alguém da área de Negócios dentro da equipe é impossível, pois não se pode dar transparência de “problemas” para as outras áreas, por exemplo;
  • As áreas ainda competem entre si, ao invés de trocarem informações – a área começou alguma iniciativa interessante, mas guarda-se como um segredo, com a expectativa de algum dia alguém dar esse reconhecimento e eles obterem o mérito.

 

Quando falamos em montar tribos por jornada do cliente, a mente das pessoas “fritam” literalmente, e acaba-se não fazendo a mudança pois isso seria muito trabalhoso.

Se a empresa ainda é cheia de silos, definitivamente os produtos perdem qualidade e o time não consegue entregar valor de verdade.

Agora você deve estar se perguntando: quais são os maiores problemas que ocorrem por conta desses silos? Nós já elencamos alguns:

 

Conheça 7 principais antipatterns do desenvolvimento de produtos digitais

 

Por fim, já está na hora de empresas perceberem que precisam construir no presente, o futuro que já está aí! Fazer o que é importante, no tempo correto e da forma correta – isso é o que se deve buscar diariamente.

Ser realmente digital não está na forma que produtos e serviços são apresentados ao consumidor final, mas no modelo no qual eles são criados e desenvolvidos. E isso não é mais o futuro! É um presente cada vez mais urgente. 

Um estudo realizado pela IBM mostra que 59% das organizações aceleraram seus processos de transformação digital durante a pandemia causada pelo Covid-19.

Isso porque executivos passaram a confiar mais nos benefícios que esses novos processos e formatos trazem para a organização, deixando-a muito mais preparada este novo normal.

Tanto os riscos, como as oportunidades são muito grandes. As apostas são muito altas e não tem como ficar para trás. É preciso agir!

E a solução para tudo isso está 100% ligada a contratação correta das pessoas e fornecedores. É normal encontrar conceitos rasos, mesmo com muita vontade de fazer diferente, mas falta muita técnica para fazer corretamente.

O conhecimento adequado e a vontade de fazer diferente e melhor, é um atributo de pessoas. Gosto muito de dizer que “qualquer time júnior faz um sistema com 50 telas – mas para fazer um produto com pouquíssimas telas, que resolve talvez 80% dos problemas, é necessário um time muito capacitado, engajado e com os corretos incentivos.”

 

Não podemos fugir disso! Enquanto as empresas não tiverem as pessoas e fornecedores corretos, os produtos ainda serão feito com baixa qualidade como um todo e muito dinheiro será perdido.

Veja como ajudamos a transformar um dos principais produtos digitais da maior empresa de pagamentos automáticos de pedágios e estacionamentos, a Sem Parar.

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto 1 comentário

Fazendo seu time entregar mais. Como aumentar a velocidade

Entenda como e onde usar esse indicador para auxiliar o planejamento, seja da Sprint ou de uma Release

Velocidade no Scrum é uma prática complementar. Ela não é descrita no Scrum Guide, mas é utilizada e reconhecida por muitos da comunidade.

O que é Velocidade?

Velocidade é uma medida de itens do Product Backlog entregues por Sprint.  De acordo com o glossário Scrum.org (https://www.scrum.org/resources/scrum-glossary), Velocidade é uma indicação opcional da quantidade de Product Backlog Itens transformado em Incremento, durante um Sprint, por um Time Scrum.

Onde usar esse indicador?

Sprint Planning – Esse indicador é utilizado pelo time de desenvolvimento, no Sprint Planning, para auxiliar na montagem do Sprint Backlog. Por exemplo, se o time de desenvolvimento sabe historicamente entregar em média 5 itens do Product Backlog por Sprint, então, no Planejamento do Sprint, esse time tende a pegar algo aproximado dos 5 itens do Product Backlog.

Monitoramento e progresso do projeto – A mesma informação é utilizada pelo Product Owner para fazer a previsão sobre o Product Backlog. No mesmo cenário acima, sabendo que o time de desenvolvimento sabe historicamente entregar em média 5 itens do Product Backlog por Sprint, e olhando o Product Backlog, conseguimos projetar quando um item ficará pronto, ou qual a previsão de entrega para as próximas Sprints.

Posso prever o futuro?

Vale destacar que Velocidade é utilizada apenas para auxiliar o planejamento, dando uma forma empírica (olhando o passado para projetar o futuro), seja da Sprint ou de uma Release.

Não deve ser utilizada a Velocidade como fator de sucesso de um time. Sucesso deve ser sempre baseado em valor entregue, em satisfação do cliente, em resolução de problemas de negócio. Os entregáveis são a parte mais importante de um time Scrum e não suas métricas.

Velocidade não é boa ou ruim. É apenas um indicador, um fato.

Como Aumentar a Velocidade?

Como consigo dentro do Scrum, aumentar a velocidade e ajudar o time a entregar mais?

Nível de detalhes dos itens / Refinamento: Quanto mais detalhes os itens do Product Backlog possuírem, menos tempo será gasto para o time se planejar.

Priorização: Se os itens tiverem priorizados, a Velocidade do time aumenta, pois esse time terá os itens mais importantes entregues primeiro. Um bom Product Owner é que consegue FDP (fatiar, descartar e priorizar). Se você chega ao final de uma release e itens essenciais estão faltando, provavelmente não priorizou corretamente o desenvolvimento. Você deve ter sido iterativo mas não iterativo e incremental.

Débito técnico: Quanto mais débito técnico no projeto, esse tende a ficar mais difícil de trabalhar.

Formação de time: Um time que não se comunica, que não trabalha junto, que não tem os valores do Scrum vividos, com certeza tem problemas durante o desenvolvimento.

Propósito / visão clara / autonomia: Um time que não sabe para onde está indo, e só tem um monte de tarefas, tende a ser menos engajado, a dar menos ideias do que um time que tem uma visão clara e autonomia para atingir aquele objetivo.

Alocação de pessoas:  Mas, quando coloca mais pessoas, tende a cair um pouco até estabilizar novamente.

Mais horas: Mas isso é provado que as pessoas tendem a colocar bugs no sistema.

Melhoria contínua: Utilizar realmente a Sprint Retrospective para fazer o time crescer mais.

Aprendizado / Inspeção e Adaptação: Ter um incremento Done ao final de um sprint, e juntamente com stakeholders, inspecionar o incremento, aprender com ele e ajustar o plano.

Remoção de impedimentos: Impedimento é tudo aquilo que atrapalha o time de entregar e que não pode ser resolvido pelo próprio time. Esse item está ligado diretamente com o trabalho do Scrum Master.

Alocação de pessoas e mais horas alocadas, infelizmente são os únicos itens que muitos times reconhecem de como forma de aumentar a velocidade.

E ai, se você é um Scrum Master, consegue aumentar a velocidade do seu time trabalhando nos itens acima?

Mas preste atenção – não é o objetivo aumenta a velocidade por aumentar. O objetivo é como podemos gerar mais valor.

Use a lista abaixo e preencha 1: nem sei por onde começar; 2: trabalho um pouco com o meu time; 3: acho que não tenho problemas com isso, mas tenho que ficar sempre alerta; 4: atuamente domino isso.

Depois some e tudo e veja como você se encontra…

(  ) Nível de detalhes dos itens / refinamento
(  ) Priorização
(  ) Débito Técnico
(  ) Formação de time
(  ) Propósito / visão clara / autonomia
(  ) Melhoria Contínua
(  ) Aprendizado / Inspeção e Adaptação
(  ) Remoção de Impedimentos

Quer entender mais como este processo funciona e como podemos te ajudar a se tornar uma organização ágil? Clique aqui e entre em contato!

Teremos um imenso prazer em contar com mais detalhes em um bate-papo.

Um abraço!

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