Métodos Ágeis

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Capítulo de Agilidade: a importância de criar um na sua empresa

Em 2012, Henrik Kniberg, consultor no Spotify, junto com outro consultor, desenharam e executaram a estrutura organizacional chamada de “Modelo Spotify”. Esse conceito, nada mais é que a cultura organizacional que a empresa iria começar a aplicar internamente.

Para entender melhor sobre o famoso “Modelo Spotify”, confira esse conteúdo aqui e esse aqui também da nossa área de Treinamentos, a Agile School.

Para conseguir chegar no modelo que conhecemos hoje, Henrik, enumerou quatro elementos fundamentais para que a estrutura desse certo. Elas são:

  • O coração desse modelo, que são as Squads;
  • As Tribos, que nada mais são do que conjuntos de Squads, direcionadas à um único tema;
  • Os Capítulos e as Guildas, que são as estruturas de apoio e horizontais.

Pode sim parecer que a estrutura que o Henrik descreve é uma estrutura matricial, na qual as empresas já faziam e se organizavam há muitos anos… Entretanto, a maneira como esse formato foi aplicado dentro do Spotify foi na vertical, ou seja, foi uma cultura organizacional focada no formato de Squads – onde a estrutura é orientada a valores e autonomia.

É interessante ressaltar também dentro dessa temática que as Squads tem uma inspiração dentro dos times Scrum e, os times Scrum por si, são inspirados no “The New New Development Product Game” – artigo da década de 80 que fala sobre empresas inovadoras como 3M, Epson, Honda, entre outras que, naquela época, já organizavam seus times de maneiras cross funcionais, com uma missão clara e específica, entre outras características.

Mas como se estruturam os Capítulos?

Os capítulos nada mais são do que a soma de pessoas em papéis semelhantes e tem como principal objetivo dar suporte àquela função. Por exemplo, se em cada Squad possui um desenvolvedor, conforme o desenho do capítulo abaixo, terá diferentes desenvolvedores naquela tribo. Com isso você cria um capítulo de desenvolvedores para que as pessoas consigam se apoiar, ajudar, trocar experiências e conhecimentos.

Para ficar mais claro o que realmente é cada um dessas estruturas, confira a imagem abaixo.

capítulo de agilidade

Os benefícios dos Capítulos nas empresas

Conseguimos entender que é nas Squads que o trabalho está, de fato, sendo aplicado diariamente, certo? Mas, para deixar esse trabalho ainda mais em sintonia e padronizado, Henrik utilizou o formato dos Capítulos para auxiliar todas as pessoas que exercem um determinado papel dentro dos times a crescerem dentro daquele conhecimento em específico.

Os principais benefícios da estrutura de Capítulos dentro das organizações são:

  • Troca de informações, excelência em conhecimento e foco no crescimento e qualidade;
  • Criação de padrões para os processos de criação, planejamento e execução;
  • Auxílio na hora de resolver problemas, bug, falhas, etc.

Importante ressaltar que dentro deste Capítulo deve existir um líder (Chapter Lead) para orientar, designar e auxiliar o resto dos integrantes dessa estrutura. Além de fazer planos de carreira, planejar bonificações, demissões ou contratações, essa liderança vai entender as necessidades em geral, apoiar os profissionais no dia a dia e desenvolver suas capacidades.

Por que criar um capítulo de Agilidade nas organizações?

As empresas que estão trabalhando em seus processos de transformação digital e estão buscando se tornarem mais ágeis, podem sim adotar o formato de capítulo de Agilidade para suas organizações justamente para alavancar a adoção de práticas ágeis na organização como um todo.

Isso tudo porque o profissional especialista em Agilidade normalmente trabalha sozinho, ou seja, ele não tem pessoas dentro do seu time e/ou squad atuando no mesmo papel que o dele para discutir situações ou para se apoiar quando algo precisa de um auxílio. Um capítulo se torna indispensável para elevar o nível de conhecimento e de aplicação da Agilidade no dia a dia.

O capítulo também pode ajudar em situações sistêmicas, isto é, em complexidades que estão fora do time daquele Agilista, por exemplo, em situações mais estratégicas e menos operacionais. Isso acontece muito em empresas que estão começando a aplicar os métodos ágeis e precisam de um apoio maior na expansão dessa cultura dentro da empresa.

Para finalizar…

Agora que entendemos o porquê de criar e manter um Capítulo de Agilidade está na hora de colocar em prática. Existem alguns passos que você pode seguir para ter um capítulo de sucesso.

  • Ter um líder de capítulo que dê suporte e facilite o dia a dia dos times;
  • Ter um canal de comunicação específico para o capítulo para compartilhar informações e aprendizados, além de encontros periódicos;
  • E uma estrutura que observa a carreira de cada um e esse plano de crescimento, seja com acompanhamento e mentoria, e/ou treinamentos e grupos de estudos.

Aproveitar o início do ano para traçar as metas estratégicas para a sua empresa é indispensável. Para te ajudar nesse processo de entender melhor como inovar dentro do seu modelo de negócio, é essencial ter especialistas como parceiros qualificados e especialistas nesse assunto.

Seja para melhorar os processos da sua área de Tecnologia e Produtos, para implementar ferramentas de gestão ou até para montar uma trilha de capacitação personalizada para seus colaboradores, nós, da Agile.Inc, podemos te ajudar.

Atuamos com consultoria para transformação ágil e digital, além de fornecermos especialistas para atuarem na sua empresa, com foco em crescimento e em dar tração no seu processo de transformação.

Além disso, como citamos acima, treinamentos são essenciais para elevar o nível de conhecimento da sua empresa e dar mais vantagem competitiva perante ao mercado. Nossas trilhas personalizadas vão desde a liderança até frameworks para a operação dos times.

Clique aqui e agende uma conversa com nossos consultores e tenha um diagnóstico rápido do melhor modelo de transformação para sua empresa.

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Contratar mais pessoas ou revisar o processo?

Entenda como organizar melhor sua equipe para ter mais eficiência e resultados

Por Antonio Costa

Durante nossos processos de consultoria e coaching, muitas vezes nos deparamos com um cenário no qual surgem frases ou dúvidas como:

– Quero tentar mudar alguma coisa, mas não sei o quê… 

– Da forma como estou fazendo não sou tão efetivo, mas o que mudar?

– Já consumimos muito conteúdo, mas será que é o suficiente?

– Acho que preciso de mais gente na equipe, mas como convencer a diretoria a fornecer budget? 

– Quais os papéis necessários para que eu tenha um time adequado?

Basicamente, os líderes querem entregar mais resultado, ter times eficientes e eficazes, e sempre surge a hipótese de que métodos ágeis ajudariam nessa produtividade. Mas não sabem como e nem em qual ordem: “Primeiro contrato ou arrumo o processo?”; “Se tenho que ter pessoas, qual o papel que tenho que contratar?”; “Ou antes eu revisito o processo?”; “O que vem primeiro?”.

Então, o que fazer?

Não tem uma resposta pronta e vou falar de forma geral, pois cada caso é um caso.

Primeiro ponto é que, às vezes, é muito nítido que tem uma skill faltando. O problema é tão grande, tão gritante, que nem é preciso rever o processo, mas sim já contratar uma pessoa. Veja se você tem algum caso gritante!

Caso contrário, quando não é tão nítido a falta de uma pessoa:

Primeiro aconselhamos a empresa analisar seu processo atual – entender o que está acontecendo, se dá para fazer mais resultado com as mesmas pessoas. E, somente depois, analisar a necessidade de contratar mais pessoas.

Duas pessoas sentadas num ambiente de trabalho, usando um computador

Por que revisitar o modo de trabalhar é importante?

Muitas vezes as empresas não tem um processo bem definido e esse, por sua vez, possui gaps, gargalos, indefinições e desperdícios. Uma outra dúvida muito comum é: “E se contratar mais pessoas e continuar tendo dificuldades de entrega?”

Bom, se não tiver o processo correto e bem definido, existe a chance de colocar mais pessoas e amplificar ou “mascarar” o problema, por exemplo:

  • Mascarar o problema: você coloca 160h (1 pessoa) a mais, mas no final você aumenta sua produtividade real em 40h. Sendo que as outras 120h acaba sendo improdutivas – isso acaba mascarando o problema
  • Amplificar o problema: você coloca mais pessoas no time e a produtividade cai no final, pois a complexidade do time aumenta e algo que não estava bom, fica pior.

Em outras palavras, rever o modo de trabalho consiste em ter uma jornada ágil para sua área, com processos ágeis bem desenhados e definidos, para seu time entregar mais.

Como funciona normalmente?

Durante a revisão do processo, o primeiro ponto que tentamos responder é: “hoje, é claro nosso processo? Ele está bem definido?” Ou seja, é preciso ter clareza do processo e não estou dizendo que tem que ser engessado, mas sim, claro para todos.

Outra pergunta que fazemos é: “Seu processo é burocrático? Tem como ser mais Lean, ou seja, mais enxuto?”

Com essas perguntas, começamos a revisão propriamente dita, a fim de descobrir a eficiência atual com métricas e identificar os principais gargalos. Em nossa consultoria, nós definimos o modelo AS IS (como funciona hoje) e o TO BE (como deve ser um processo no futuro, bem definido e ágil, com um fluxo mais otimizado).

Pontos chaves durante a revisão de um processo, que fazem um time produzir mais:

  • PRIORIZAÇÃO E GESTÃO DE DEMANDAS

Durante a revisão do processo, é comum identificarmos, por exemplo, que pelo menos 50% dos requisitos solicitados por Negócios não são necessários. A correta priorização dos requisitos é fundamental, para depois você alocar um time para desenvolver o sistema. Para cada requisito, devemos ter com relativa clareza o propósito do negócio, qual o valor de negócios que se busca, para o desenvolvimento criar o código.

  • REFINAMENTO

Os itens requisitados não estão em uma boa granularidade, na qual o DEV precisa perder tempo tentando entender o que tem que fazer e obtendo mais retrabalho.

  • QUALIDADE

“Tem pontos que preciso melhorar na minha política de qualidade, para eu ter menos retrabalho?”; “O produto acaba tendo muitos bugs e o backlog de correção e sustentação é grande?”; Identificar essas questões melhoraram o aspecto da qualidade e ajuda muito na economia de trabalho.

  • ARQUITETURA

“Tenho problemas arquiteturais no meu sistema, o que faz que eu demore para desenvolver algo?” Esse é o famoso cenário de backlog técnico, no qual é tão necessário um refractories.

  • OTIMIZAÇÃO

Tem alguém com alto índice de retrabalho, ou sobrecarregado, ou com partes do processo desnecessários? Tem etapas onde está demorando muito a execução das tarefas? Esse também é um ponto muito importante a ser revisado!

Aí então, busque a contratação

Tendo mais controle sobre o processo e ele sendo otimizado e ágil, aí chega o momento de você buscar saber como fazer mais:

– Contratar mais pessoas, novos skills

Durante essa análise, você pode identificar que o time precisa de uma competência inexistente para ser mais produtivo. Por exemplo, ter uma pessoa Engenheira de QA ou Devops. Nessa fase, você consegue saber quais papeis precisa para ter uma equipe multidisciplinar produtiva, com skills que não podem faltar. 

– Colocando mais pessoas – mesmo skill para ganhar mais vazão

Acontece quando você otimizou seu processo e apresenta um cenário no qual o time consegue atacar X coisas por mês, mas a necessidade de Negócios é de mais de X. Neste caso, você contrata pessoas com os mesmos skills, para ganhar mais vazão.

Formação da equipe também é algo importante

Às vezes é necessário até mexer na estrutura organizacional da empresa ou mexer na organização dos times… Mas isso é feito de forma gradual. 

“Ter um component team ou um feature team?”; “Organizar por value stream?”; “Juntar ou separar os skills?”; “Separa novos desenvolvimentos do time de suporte?”… Se a sua dúvida é alguma dessas (como estruturar seu time), você precisa repensar a formação da sua equipe.

Conclusão

A decisão de contratar mais pessoas ou revisar o processo, depende muito de cenário para cenário, mas, primeiro, aconselhamos você definir a sua jornada ágil, revisitar seu processo, e depois dessa otimização, aí você pensa em contratação de pessoas.

Se quiser ajuda com a sua jornada ágil,revisar o processo ou até mesmo ter pessoas qualificadas para ter um time mais eficiente, podemos te ajudar! 

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Treinamento ou consultoria? 8 dicas para descobrir a jornada para implementar os métodos ágeis

Saiba qual a melhor solução para o cenário que você se encontra e alcance os reais benefícios de ser ágil

Por Antonio Costa

Ter mais performance, mais produtividade e ser mais ágil é um dos principais objetivos de diversas pessoas atualmente, em qualquer área, não é mesmo? Você sabe que precisa trabalhar de forma diferente, quer ter entregas que atendam realmente o cliente e atingir da melhor forma os objetivos da organização… Mas o ponto é: para poder chegar até lá, é necessário o apoio de consultoria? Preciso treinar minha equipe, e em quais treinamentos? Como monto esse quebra cabeça entre treinamento, consultoria ou contratação?

E a nossa resposta é: depende muito do estágio que você está! Em alguns momentos é possível fazer alguns treinamentos e aprender técnicas e maneiras de resolver estes desafios. Em outros, é necessário ter um apoio de um especialista externo para ajudar a incorporar e colocar em prática todo esse ensinamento.

Treinamento ou consultoria 8 dicas para implementar métodos ágeis em uma empresa

Para ajudar a entender melhor, vou sugerir a seguir alguns cenários bem comuns para você tentar se identificar em alguma situação e entender em qual passo você está e como a Agilidade pode te auxiliar, seja com treinamento ou consultoria. Confira:

1 – “Ainda não conheço sobre métodos ágeis, só ouvi falar.”

Se você ouve muito falar sobre Agilidade mas não entende muito bem sobre esse assunto, existem algumas literaturas que podem te ajudar, como: “A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”, do Jeff Sutherland e “Scrum e XP direto das Trincheiras”, do Henrik Kniberg. Esses dois livros são indispensáveis para quem está começando nesse universo! Agora se você precisa de um material mais rico, e contar com o apoio de uma pessoa que te ensine na prática, sanando as dúvidas mais específicas, treinamentos como o Professional Scrum Foundations te proporcionarão esse conhecimento rápido e aplicável, e além disso, você ganha um voucher para fazer a prova PSMI oficial da Scrum.org.

2 – “Pesquisei sobre, sei um pouco, mas tenho dúvidas se funciona na minha realidade.”

Se os métodos e conceitos ágeis já não são mais um bicho de sete cabeças, mas você ainda sente dificuldade em incorporar ao seu dia a dia, você pode destravar essa oportunidade com a ajuda de um profissional experiente no assunto. Isso é bem comum de acontecer e pode ser facilmente resolvido com um diagnóstico rápido. Entre em contato com a gente, que agendamos uma reunião sem custo para fazer esse diagnóstico.

Outra forma de saber se aplica na sua realidade é ver esse vídeo – explicamos sobre como implementar os princípios ágeis em qualquer time, seja na área de Marketing, Recursos Humanos, Financeira, Jurídica, Operações, entre outras, principalmente fora da TI. Clique aqui e assista!

3 – “Li bastante, mas não sei se estou aplicando da melhor maneira.”

Você já reorganizou seu time para usar Scrum e outros conceitos ágeis, leu alguns livros e aprendeu algumas dinâmicas, mas ainda percebe que essa não tem sido a melhor maneira ou que tem itens a melhorar para deixar o time mais efetivo? Calma que dá pra melhorar e ajustar muito mais o método para o seu dia a dia. É ideal sim buscar esse conhecimento de forma empírica, aprendendo e melhorando diariamente, mas se você precisa acelerar esse processo para ter melhores resultados, minha dica é investir em conhecimento prático. 

E isso pode ocorrer de duas formas: com um curso de Fundamentos com técnicas práticas e avançadas para sua empresa, para capacitar um grupo de pessoas através de treinamentos in company. Ou ter o apoio de uma consultoria especializada para aumentar a maturidade ágil dos envolvidos. Dessas maneiras citadas, você vai descobrir o melhor jeito de implementar os métodos ágeis em seu dia a dia, tendo benefícios visíveis a curto prazo.

4 – “Quero aprender mais, mas tenho dinheiro limitado.”

Ok, se o momento não é apropriado para um grande investimento em capacitação de pessoas dentro de sua empresa, há diversas opções de treinamentos individuais que podem ser feitos de acordo com a área de atuação de cada pessoa. Esse é o momento de escolher algumas pessoas da sua equipe, ou você mesmo, e buscar a profissionalização dos mesmos. 

Além do curso de Scrum Foundations – essencial para todos que estão começando na Agilidade, você pode dar um passo a mais e se especializar fazendo os treinamentos de Product Owner ou de Scrum Master, por exemplo e replicar todo esse conhecimento internamente, em sua organização. Se você é um líder da sua organização, o PAL-E é uma ótima forma de aprender mais sobre como deixar os times mais ágeis.

5 – “Sei que posso ter benefícios e que se aplica em minha realidade, mas não sei quais, nem sei como…”

Nesta fase, para ter esses resultados de forma mais rápida e assertiva é essencial apostar num bom diagnóstico para ter uma solução focada em sua realidade. Para esses novos conceitos realmente gerarem valor, é preciso incorporá-los de maneira profunda, profissional e customizada às suas necessidades. Não corra o risco de implantar a Agilidade em sua área de forma mecânica! Em um diagnóstico gratuito e de apenas 2 horas, podemos te ajudar a entender qual o melhor processo ágil para o seu time ter mais resultados e mais produtividade. 

Clique aqui e tenha seu diagnóstico rápido 

6 – “Já tentei usar as práticas, mas sinto que ainda faço coisas erradas e por isso não tenho todos os benefícios.”

Se esse é o seu desafio atualmente, é importante ter pessoas chaves para se capacitar e fazer treinamentos de acordo com sua área de atuação e levar esse conhecimento para outras camadas da empresa, como líderes, gerentes e diretores, para assim o impacto desse novo conhecimento ser muito maior e proporcionar mais resultados em diversas áreas. 

Conheça os treinamentos de Scrum Master, Agile Leadership Essentials e Scaled Professional Scrum.

Mas, se ainda assim é difícil para você enxergar como esses métodos te ajudam a ser mais ágil, a ter mais produtividade e melhores entregas, busque uma consultoria que vai te ajudar a identificar as melhores práticas para a sua realidade e remover amarras do sistema que você possui hoje.

7 – “Já faço muitas práticas ágeis, mas sinto que minha empresa ainda tem amarras…”

É isso! Se você já consegue identificar os impedimentos que atrapalham o desempenho do time e as entregas, mas ainda assim não consegue removê-los, é preciso trabalhar na cultura, nas práticas, no produto e nas pessoas, de forma que todo o mindset seja transformado, seja realmente ágil.

Entenda como funciona nossa Consultoria Enterprise

8 – “Tenho profissionais que ainda precisam evoluir em suas áreas de especialização.”

Sem dúvida nenhuma, nessa situação é preciso treinar! É muito comum vermos no mercado, diversos Scrum Masters e/ou Product Owners imaturos, atuando de forma mecânica e que precisam aprender o verdadeiro ágil. Se este é o cenário que você se encontra, a capacitação é a melhor escolha. Confira os treinamentos oficiais da Scrum.org no Brasil e veja qual mais se encaixa em seu papel e dia a dia.

Mas qual é a melhor solução?

Se sua dor não é uma das descritas acima ou se ainda está em dúvida sobre todo esse processo, nos envie uma mensagem, teremos o maior prazer em lhe ajudar.  Vale ressaltar que o fator financeiro também é determinante nestas escolhas… E investir um pouco mais – seja em treinamentos ou consultoria – te ajuda a ter os reais benefícios a curto prazo, com muito mais chances de sucesso.

Se já descobriu que precisa de treinamento – cuidado com os cursos que te ensinam apenas o básico. Aprenda direto com quem trabalha com os criadores e aprenda o verdadeiro ágil. Se o seu caso precisa de um apoio de consultoria, podemos bater um papo sobre como te ajudar nesse processo!

De forma macro, você pode investir em treinamentos individuais, treinamentos in company, ter um diagnóstico rápido para entender mais, ter um diagnóstico mais aprofundado para saber como vai ser aplicado no seu caso, ou já ter o apoio da consultoria nessa jornada. Essas são as ferramentas que você pode usar para te apoiar na sua jornada ágil.

Montar essa quebra cabeça é complexo e difícil… Mas as coisas certas, nos lugares certos, fazem você ganhar mais o jogo e atingir uma maturidade ágil elevada e um novo mindset.

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Aumente as chances de sucesso na transformação ágil com essa dica

Aprenda com a dinâmica “Why Agile” a entender os reais motivos pelos quais você quer ser mais ágil e extrair ao máximo os benefícios desse processo 

Por Antonio Costa

Uma das técnicas que aprendemos com a Scrum.org e aplicamos em todos processos de consultoria que fazemos é a “Why Agile?”. Essa prática é o ponto inicial dos nossos trabalhos dentro de uma organização e você pode aplicar também em seu dia a dia para ter mais sucesso na transformação ágil.

Mas por quê a resposta do “Why Agile?” é tão importante? Porque se você não definir claramente o motivo pelo qual está buscando Agilidade para sua empresa; se você não estabelecer quais são os benefícios esperados dessa iniciativa, a grande chance é que este trabalho será feito apenas pelo método e não pelos resultados.

Por isso, quando nós começamos um processo de transformação ágil dentro de uma organização, fazemos uma série de dinâmicas e isso envolve várias etapas, reunindo vários stakeholders para entender o “por que ágil?”.

Num primeiro momento, não existe um consenso, nem muita clareza do motivo, e essas é uma das dinâmicas que nos ajudam à ir construindo isso, consolidando e aterrizando…

Foto conceitual com carros ágeis

Cinco motivos comuns de quem busca a Agilidade

Entre as diversas respostas que ouvimos quando aplicamos essa dinâmica do “Why Agile?”, neste texto, quero te apresentar as cinco mais comuns e que podem te ajudar a ter mais sucesso na transformação ágil. Confira:

“Porque o mercado está fazendo isso, outras empresas também e eu preciso fazer.”

O “porque está na moda” é uma das respostas que mais ouvimos ao perguntar o motivo pelo qual se está querendo implementar Agilidade em uma organização. Talvez não seja essa a resposta que mais gostamos de ouvir, mas, sem julgamento, é um motivo bem comum.

“Porque eu quero ser mais ágil.”

Ok, mas o que é ser mais ágil para você? Essa é uma outra resposta comum, mas na qual muitas pessoas não tem uma definição clara do que é “ser mais ágil”. Para entender melhor esse cenário, fazemos um processo de coaching para entender o real motivo por trás dessa resposta.

Ser mais ágil é entregar mais valor? É entregar mais tarefas em menos tempo? É ter mais produtividade? Com esses feedbacks, é possível definir melhor o que é Agilidade para aquela organização e para aquele grupo de lideranças. A maior parte das pessoas querem ser mais ágeis para serem mais produtivas e entregar mais valor. 

“Porque eu quero ter melhores entregas.”

É comum ouvirmos que os times trabalham demais, fazem várias horas extras, possuem uma rotina super desgastante e alguns acabam até se desligando da empresa. Isso traz um impacto imenso nas entregas, que poderiam ser melhores e com menos sofrimento. Por isso, querem implementar a Agilidade para ter uma rotina mais fluida e entregas com mais qualidade.

“Com a agilidade eu vou conseguir governar melhor os times e projetos.”

Em muitas empresas, o motivo principal pelo qual se está buscando a Agilidade é para ter mais transparência, mais visibilidade, remover os impedimentos e conseguir ajudar a destravar o potencial das pessoas, e fazer com que as coisas fluam melhor.

“Quero mitigar os riscos da minha área.”

Por fim, essa também é uma resposta bem comum… Muitos líderes querem ser mais ágeis para ter controle dos riscos. Da mesma forma, querem ter entregas mais curtas, precisam de uma definição de objetivo do produto mais clara e de uma boa interação entre os stakeholders.

Esses são os principais motivos que vemos em nosso dia a dia pelos quais empresas buscam transformação ágil. Em resumo, quando você define claramente o que é o ponto B, ou seja, aquele lugar onde se deseja chegar e o você espera de resultados, é muito mais fácil traçar o caminho para chegar lá.

“Se você não tem clareza para onde quer ir, qualquer caminho serve.”

https://www.youtube.com/watch?v=lTVQ6y_wnXI&feature=youtu.be

Replique essa técnica em seu processo

Espero que essa técnica consiga te ajudar a começar seu processo de transformação ágil. Se você quer um pouco mais de detalhes sobre essa dinâmica, como fazemos e quanto tempo leva, ou sobre alguma outra relacionada, mande uma mensagem aqui para nós

Ter essa resposta é muito importante para te ajudar não apenas para ter um propósito claro ao implementar a agilidade em sua organização, mas a chegar num outro nível de produtividade e obter ao máximo os benefícios desse processo, de uma forma muito mais simplificada.

Agora, se você quer aplicar essa técnica em sua área para saber realmente o seu objetivo com o ágil – e com isso encurtar o caminho para a transformação, fornecemos consultoria especializada que te ajudará a fazer a transformação ágil com sucesso, obtendo mais valor com menos dor.


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Como as metodologias ágeis podem organizar processos de trabalho

Entenda agora como funciona a aplicação de metodologias ágeis na prática para ter um time mais eficiente e ágil

Muito se fala sobre os benefícios do uso de metodologias ágeis, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras como Marketing, RH, Vendas, Financeira, etc… Entretanto, uma das dúvidas mais frequentes relacionada à esse assunto é “como um processo ágil organizado funciona de verdade na prática?”. Também surgem perguntas como: “Ok, eu quero ser mais ágil, mas como isso pode funcionar pra mim?”

Antes de responder essa pergunta, vale ressaltar que, se você não possui um processo de trabalho bem estruturado e bem implantado, provavelmente seu time deve estar com desperdícios ou sendo muito improdutivo no dia a dia. E isso acontece por diversos motivos:

  • Falta de objetivo claro e propósito
  • Falta de clareza sobre papéis e responsabilidades 
  • Incertezas perante à organização
  • Muito retrabalho e desperdícios

Ou seja, não adianta ter um processo de trabalho organizado, armazenado num documento dentro de uma rede, e não implantado, que as pessoas não vivam em uma base diária.

Benefícios de um time ágil

Além disso, se você tem um processo bem definido e ele não for tradicional, se ele tiver conceitos ágeis incorporados, e for praticado por cada pessoa, no dia a dia do time, os benefícios são imensos. 

Ao implementar os conceitos e metodologias ágeis em um time, ele passa a:

  • Ter chances de produzir muito mais
  • Ser mais assertivo nas tarefas 
  • Entrar em ciclos de melhoria contínua
  • Evitar o desperdício e o retrabalho
  • Ter mais coordenação e dar mais visibilidade para a liderança
  • Melhorar a comunicação entre todos os envolvidos
  • Ser mais eficaz e eficiente como um todo

Como implementar essas mudanças na prática

Tudo parece lindo na teoria, mas e na prática? Para deixar seu time mais ágil e com um processo melhor estruturado, primeiramente, é necessário entender que cada time e empresa vai ter uma solução diferente. Ou seja, não existe certo ou errado, mas sim um método organizado para atender às SUAS necessidades e te ajudar a atingir os SEUS objetivos.

Esse é o nosso modelo de implementação de um processo ágil para uma área de marketing, neste caso. Não necessariamente é o que vai funcionar para você, mas já pode servir como base e te auxiliar a descobrir o seu formato ideal. 

Foto de um modelo de Processo Ágil Organizado usado em uma área de Marketing
Foto de um modelo usado em uma área de Marketing

Para te ajudar nesse processo, selecionamos os principais pontos de uma implementação de um processo ágil:

Definir os objetivos de forma clara 

Não adianta querer usar novos conceitos de trabalho dentro de um time, se ele não tem uma visão bem clara de qual o propósito das iniciativas. As técnicas de OKR são ideais para definir os objetivos e resultados-chaves para atingir as metas  e ter clareza do que está acontecendo no dia a dia de trabalho.

“Se você não sabe para onde ir, provavelmente seu time estará sempre perdendo.”

Estruturando a lista de tarefas 

Quando definimos a visão do projeto ou produto, começamos uma estruturação do backlog, ou seja, criamos uma lista ordenada de tarefas a serem executadas para atingir determinado objetivo. Usamos diversas dinâmicas e técnicas para selecionar esses itens (Design Sprint, Lean Inception, etc) e assim criamos o Product Backlog.

Em seguida, é muito importante fazer a correta priorização e ordenação desse backlog, começando os trabalhos pelas tarefas mais importantes, ou pelas que possuem mais dependência, identificando e removendo os impedimentos, etc.

Começando as Sprints

Depois de refinar os itens e definir o Sprint Backlog e começamos a trabalhar nas Sprints – que são ciclos constantes com períodos pré-definidos para desenvolver as entregas. Neste exemplo da campanha de marketing, como o time era muito volátil, fizemos Sprints de uma semana, pois além do cenário ainda incerto, tudo era adaptação e as pessoas estavam sendo treinadas e trabalhando neste novo formato, ao mesmo tempo.

Quadro Kanban para gestão visual em um time ágil em uma área de Marketing

Nesse primeiro ciclo, o time deve trabalhar focado no Sprint Goal (objetivo daquele período) e, ao final de cada Sprint, chamamos uma série de stakeholders para falar das entregas, dos resultados, ter o momento dos feedbacks e ajustar qualquer item para o próximo ciclo de trabalho.

Vale ressaltar aqui que a transparência e a gestão visual são essenciais nesse novo formato de trabalho. Usamos diversas técnicas e conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0, entre outras.

Entre num processo de melhoria contínua

Ao final desse novo ciclo de trabalho, pare e pense: se você pudéssemos voltar no passado e fazer tudo de novo, faríamos tudo igual? Ou teríamos feito algo diferente? Nessa retrospectiva, é possível identificar e selecionar um ponto de melhoria, e ter um plano de ação para trabalhar nele, junto com os outros itens do backlog, na Sprint seguinte… Iniciando assim um processo de melhoria contínua.

Treine as pessoas

Uma das fases mais importantes de uma implementação de metodologias ágeis é a de aculturamento. Esse é o momento no qual as pessoas passam por uma série de treinamentos, com objetivo de não apenas aprender novos conceitos, mas de realmente mudar o paradigma e atingir os objetivos. Aplicamos diversos treinamentos oficiais (com certificação) para elevar o nível de conhecimento e de experiência prática das pessoas. 

Tenha métricas e dados 

De nada adianta esse novo formato de trabalho, se não é possível mensurar! Tenha dados e métricas, tanto métricas de resultado (outcome), como de tarefas (output). Elas servem para entender o quanto essa iniciativa está sendo positiva ou precisa de ajustes. São esses indicadores que ajudam a guiar o time para ser melhor a cada Sprint!

Lembrando que, se você não tiver as pessoas corretas para te ajudar, toda essa iniciativa para ter um processo ágil, mais organizado e estruturado, pode fracassar. Se você ainda tem alguma dúvida sobre essa transformação, fale com um de nossos consultores e solicite um diagnóstico para saber se as metodologias ágeis vão funcionar para o seu time.

Quer que seu time trabalhe de forma mais ágil e estruturada?

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Métodos Ágeis: Como ter um time mais eficiente e ágil como um todo

Entenda como os métodos ágeis podem ajudar diversas áreas e times a ter mais produtividade e organização

Métodos Ágeis funcionam para times de Marketing, RH, Vendas, entre outros

Dia após dia, diversos profissionais de áreas como Marketing, times de RH, times de projetos diversos, vem até nós, perguntando: será que os métodos ágeis podem realmente me ajudar a ser mais eficiente, ser mais ágil?

Em 90% dos casos, a resposta é SIM.

Quando conversamos um pouco mais com essas pessoas, citamos algumas situações comuns em times que precisam ser mais ágeis. Alguns desses problemas são:

  • Muitas interferências externas
  • Coisas que impedem de você entregar suas tarefas, e que muitas vezes precisaria de uma ajuda da liderança
  • Mudanças de prioridade – às vezes se perde sem saber qual a próxima prioridade
  • Pouca visibilidade do que está acontecendo na organização
  • Pouca visibilidade dos pares – às vezes alguns ficam bem sobrecarregados, e outros nem tantos
  • Muitas incertezas com relação a qual o real objetivo do projeto, como saber se o que estou fazendo está realmente gerando valor
  • Problemas de produtividade e entrega
  • Processos às vezes burocráticos

E, algumas vezes, até perguntamos para a liderança, além das características da lista acima, se eles possuem algum desses problemas a mais:

  • Baixa visibilidade e transparências dos times;
  • Dificuldade de organização entre times;
  • Dificuldade em ter datas e prazos;
  • Estrutura complexa para liderar;
  • Problemas para as tomadas de decisão;

Basicamente, se algum desses pontos acima estão presentes no dia a dia do seu time, seja qual for sua área, nossa resposta será: “SIM, os métodos ágeis podem te ajudar no aumento de controle e produtividade“.

Muitas vezes, as pessoas gastam demasiado tempo em coisas que não geram o real valor, nem para suas entregas, nem para a organização como um todo. Com isso, gera-se uma perda muito grande de produtividade!

É como se uma área ou um determinado time fossem uma máquina, que não está sendo eficiente e está causando desperdícios diversos…

Como usar métodos Ágeis para ser mais eficiente em qualquer área?

Ser ágil não é apenas passar por um processo para ser mais eficiente e ter mais resultados. É passar por uma mudança de paradigma, de mindset, usando não apenas os métodos ágeis, mas diversas ferramentas e técnicas que fazem deste processo uma verdadeira Transformação Ágil.

Essencialmente, usamos os conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0 e OKRs para definir papeis e responsabilidades, eventos e detalhes dos novos processos de trabalho deste time.

Os princípios e características de um time realmente ágil são:

  • Pessoas que possuem transparência das informações, com muita gestão visual, escalando problemas rapidamente; 
  • Times com objetivos claros e engajados, trabalhando em formato de SQUADs;
  • Visão de produto customer centric, mapeados em um backlog único;
  • Possuem métricas importantes visíveis;
  • Conseguem resolver problemas complexos;
  • Fazem entregas em ciclos curtos (são iterativos e incremental);
  • Promovem a melhoria contínua;
  • Identificam e removem impedimentos de forma rápida.

Como aplicamos na prática

Para te ajudar a visualizar melhor esse processo de mudanças, seguem alguns exemplos de Transformação Ágil em diferentes áreas:

Área Jurídica

Um time de um projeto formado por especialistas da área Financeira, Logística, Contadores e Advogados, tinha o desafio de mudar a estrutura de produção de bens de consumo, com a meta de ter ganhos fiscais chegar na casa de milhões por ano.

Passaram vários meses e esse problema não era resolvido. Com uma mini Lean Inception, criaram o backlog, montaram a Squad e, com gestão visual e indicadores, começaram a rodar os Sprints. Em pouco tempo, os problemas e impedimentos foram aparecendo e sendo escalados para a diretoria. Pouco a pouco, as situações foram sendo resolvidas, focando no objetivo daquela indiciativa e os benefícios começaram a ser atingidos.

Área de Marketing

Alguns times de uma área de marketing queriam ter mais controle sobre as demandas e processos. Com alguns conceitos de agilidade aplicados – e também de ágil escalado – criou-se um processo de governança, além de ajudar nas entregas dos times na operação. Rapidamente, os times entraram num fluxo de melhoria continua, até chegarem no processo ideal para realmente serem mais eficientes e ágeis como um todo.

Área de Recursos Humanos

Um departamento de RH precisava deixar suas entregas mais ágeis, porém com mais valor para a organização. Para isso, foi mapeada a jornada dos colaboradores – desde quando eles entravam na empresa; quando eles tinham dúvidas; quando eles usam o processo mês a mês e quando eles se desligam da empresa.

Para cada parte desta jornada do usuário – no caso, o colaborador, foi montada uma Squad, com um backlog, usando Kanban, trabalhando com Sprints e OKRs. Semana a semana, a jornada do colaborador foi sendo melhorada, visando o atingimento dos objetivos da área.

Treinamentos para toda a empresa

Nesse caso, os conceitos já citados acima precisam ser aplicados para toda empresa, mas não em plenitude. Isso significa que, muitas vezes, uma organização não vai ter Squads, Sprints, etc, em toda organização, mas muitas dessas práticas e a mudança de paradigma, são os principais pontos que ajudarão na produtividade como um todo.

Para isso, treinamentos como o Ágil Além da TI, é feito para toda a empresa. Cada funcionário vai identificar o que pode ou não ser aplicado – técnicas de visualização do fluxo, mapeamento de impedimentos, reunião diária, sprints, entre outros temas. Vale ressaltar aqui que, capacitando seu time, ele se torna mais produtivo!

Esperamos que você realmente consiga deixar seu time, sua área ou sua empresa mais ágil e mais eficiente com essas dicas.

 

Leia também: A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

 

 

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Será que SQUADs realmente funciona para organizar times?

Entenda como essas equipes multidisciplinares ajudam uma empresa a entregar mais 

Por Antonio Costa
Entenda como o formato de organizar times em SQUADs é benéfico para uma empresa entregar mais, ser mais eficiente e produtiva

Nós visitamos diversas áreas e empresas ao longo do nosso processo de consultoria, seja do setor de desenvolvimento de produtos, de programação, recursos humanos, financeiro, vendas, área de negócios, entre outras, e uma dúvida muito comum é:

Será que o formato de SQUADs realmente funciona para organizar times?

Se funciona, será que a forma como estamos fazendo realmente é eficaz? É possível melhorar algo? 

Basicamente, as SQUADs são uma estrutura organizacional de pessoas de diferentes habilidades, que possuem um objetivo muito claro: ter mais entrega de valor. Diferente do modelo Tradicional, SQUADS são times multidisciplinares, com menos silos, menos hierarquia, mais autonomia, focada em seus princípios e objetivos, que trabalham para resolver um problema ou desafio dentro de uma organização.

O Spotify criou esse modelo para resolver um desafio que eles tinham na época e, como se popularizou, muitas pessoas começaram a copiar esse formato de organização de pessoas. E assim virou uma manada, ganhou uma proporção gigante, muitos passaram a se organizar em SQUADS, mas sem ter o mínimo de noção de Agilidade, de desenvolvimento de Produtos, acreditando que ter SQUADs já as tornavam empresas ágeis. 

Como não existe um órgão que determina e regulamenta essa questão, neste texto, vamos abordar esse tema com base em nossa experiência sobre esse assunto. 

Os pilares para bons SQUADs

Mas, de fato, qual o propósito por trás delas? Como citamos acima, as SQUADs são focadas em maximizar a entrega de valor, para isso, são ancoradas por quatro pilares:

– Equipe multidisciplinar

Elas são compostas por pessoas de diferentes habilidades que, juntas, possuem a missão de resolver problemas em uma determinada área da empresa ou desafios no desenvolvimento de Produtos.

– Autonomia

Dentro de uma SQUAD, as pessoas possuem autonomia para dizer como elas resolvem determinado problema. É muito comum ver times nos quais os integrantes apenas executam diversas ações que o chefe determina. Se ainda existe um comando externo com muito controle, você está ferindo esse princípio da autonomia dentro de uma SQUAD.

A ideia é juntar pessoas de diferentes habilidades em um time, tornando-o mais produtivo e criativo possível, dando autonomia para essas pessoas resolverem um problema.

– Objetivo claro

Nada disso funciona se os objetivos não forem claros! Isso mesmo. É preciso ter o propósito dessa iniciativa bem explícito: “qual problema é preciso resolver?”. 

– Restrições

Esses limites devem ser criados para que as pessoas possam fazer o que elas quiserem, desde que não infrinjam alguma dessas restrições. Algumas restrições comuns são: determinar um tempo para criar e desenvolver aquele produto; ou quantidade de dinheiro; ou até uma restrição que não fira os princípios da organização. 

Leia também: As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Resumindo…

O conceito de SQUAD vem de esquadrão, pelotão – assim como em uma war room – você monta um esquadrão, no qual “missão dada é missão cumprida”. Ou seja, uma SQUAD no primeiro dia de trabalho é praticamente um “quarto de guerra”: você junta pessoas de diferentes habilidades, com um propósito muito claro, dá algumas restrições e elas trabalham para resolver esse problema.

Mas dá pra escalar esse formato para toda organização?

Sim! O modelo Spotify sugere diversas formas de como resolver um problema muito complexo, com várias SQUADS, através de outras estruturas como tribos, capítulos e guildas… Mas isso rende um outro artigo! Se você quer saber mais sobre como essa parte de escala do modelo Spotify funciona, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar sim sobre isso! 

Além de todas as técnicas de escala, o modelo de SQUADs do Spotify também têm uma série de princípios como: 

  • Aversão ao desperdício – no qual buscam continuamente pontos de melhorias para evitar a perda de tempo ou dinheiro; 
  • 100% de previsibilidade é igual à  zero por cento de inovação – ou seja, se você quer fazer algo realmente inovador, não tem como ser totalmente previsível… É preciso permitir que as pessoas falhem, ou que a falha seja mais bem vista, desde que aconteça para em busca de resolver aquele determinado problema;
  • Entre outros princípios…

Se quiserem saber mais dos princípios, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar também sobre isso!  

Não tente se encaixar em um modelo!

A grande mensagem que quero deixar para finalizar esse texto é a partir de um erro que vi em uma empresa e que cabe trazer aqui para exemplificar algo que você não deve fazer:  apenas mudar o nome de “time” para “squad” e não incorporar de verdade os princípios que o modelo possui.

Será que você também não está tentando encaixar sua área ou empresa numa caixa, num formato já pronto?

Não copie o Spotify! Entenda os princípios, os propósitos e aprenda com ele para criar o SEU MODELO, aquele que mais combina com sua realidade. O próprio Spotify não usaria este modelo hoje, pois eles aprenderam com esse formato, usaram várias técnicas como Scrum, Kanban e foram o adaptando para usar da forma que mais cabe atualmente, sempre focando no objetivo de desenvolver bons produtos, com eficiência e eficácia.

Quer alcançar esses resultados, assim como o Spotify, ser mais digital e entregar mais valor à sua organização, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos!

Leia mais:

Assista:

https://youtu.be/-GPItbQKp8M
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7 maiores erros em um processo de Transformação Ágil

Entenda como essas falhas estão atrapalhando os resultados de sua empresa durante o processo de Transformação Ágil

Por Antonio Costa

Muitas empresas querem fazer a transformação ágil para que consigam organizar melhor seus times, com o intuito de entregar mais valor e garantir mais vantagem competitiva para a organização. Entretanto, ao longo desse movimento de mudanças, ao passarmos por diversas empresas com nosso processo de consultoria ou montagem de squads, identificamos alguns comportamentos bem comuns.

E resolvemos agrupar esses principais erros durante uma transformação ágil, que estão atrapalhando as empresas a atingirem os resultados e extrair ao máximo os benefícios desse processo. Confira:

Não ter entregas curtas 

Tanto no processo de transformação (executamos o processo de Transformação Ágil, de forma Ágil / incremental – clique aqui e saiba mais), quanto no dia a dia dos próprios times que atuam no desenvolvimento do Produto, é essencial ter entregar curtas para ser realmente ágil. São essas entregas, feitas com o fatiamento e a priorização correta, que promovem o mecanismo de inspecionar e adaptar – um dos principais pilares da agilidade.

Pensar somente em processo e esquecer da Engenharia

Outro erro típico que vemos dentro de empresas que estão passando por uma transformação ágil é dar muito foco para o processo e deixar de lado a engenharia de software. Para extrair ao máximo os benefícios dessa jornada de mudanças, é necessário dedicar atenção à qualidade de sua engenharia.

Um dos itens do Manifesto Ágil é justamente ter uma boa arquitetura de software e um design adequado para habilitar as equipes a terem mais entregas mais curtas e que consigam fazer os conceitos de Agilidade ser bem usados dentro da rotina dos times.

Fazer o mecânico e achar que está bom

Outra falha que acontece bastante é achar que os conceitos e pilares da Transformação Ágil ou Digital são apenas mais processos e não dar a correta profundidade que eles possuem. Não dá para ter uma mentalidade tradicional (waterfall), usando apenas algumas técnicas ou processos mecânicos dos frameworks ágeis e atingir os resultados estimados. É preciso ter uma mudança verdadeira de mindset!

Quer realmente mudar o mindset de sua organização e ter times mais engajados e com mais produtividade? Clique aqui e agende uma conversa conosco.

Escalar muito cedo

Falando ainda sobre profundidade, se você ainda não conseguiu fazer essa transformação em uma célula pequena dentro de sua empresa, não comece a escalar essa iniciativa para toda a organização. Esse processo de transformações, seja ele ágil ou digital, é fundamentado por uma mudança cultural, de virada de chave do pensamento das pessoas… E essa mudança pede que sejam feitas as corretas capacitações, a quebra de amarras que existem no dia a dia dos times – que fazem com que eles não tenham a performance necessária, entre outras características, que levam tempo para serem modificadas. Portanto, é importante saber a hora certa de começar a escalar!

Não medir e aprender durante a transformação

O quinto erro que mais identificamos nas empresas durante a transformação ágil é não medir e não aprender ao longo deste processo. As entregas estão sendo curtas, a engenharia de software está tendo a correta atenção, você está colocando em prática os princípios ágeis da forma certa, está escalando no momento correto, mas, você tem indicadores de tudo isso? 

É preciso ser data driven e usar os dados para medir o que está acontecendo. Isso vai te ajudar a saber se você está realmente entregando mais valor para a organização com essas iniciativas. Será que a produtividade dos times está maior? Será que a quantidade de impedimentos está diminuindo? Será que o lead time está diminuindo? Será que os usuários e clientes estão satisfeitos com o produto? Esses são alguns questionamentos que precisam de respostas, dados e análises para te ajudar a medir e aprender com esse processo de transformação.

Pouco foco no produto e no cliente

Quando falamos em transformação ágil, temos três grandes pilares: processos e/ou gestão, engenharia e produto/cliente. Quando você não dá o devido foco no produto e no cliente, você não possui, por exemplo, técnicas de priorização e não sabe o que é realmente valor e o que é sucesso para um projeto. Você pode trabalhar com qualquer método, mas se não dar a devida atenção para o produto e seu usuário, provavelmente, você está gerando muito desperdício no desenvolvimento deste negócio.

Leia mais: Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Achar que o Ágil é um fim e não um meio

O sétimo erro que mais vemos em processos de transformação ágil praticamente consolida todas as falhas anteriores, que é achar que o Agile é um fim e não um meio. Isso é muito comum! Durante nossas consultorias, ouvimos muito as pessoas dizerem que querem ser mais ágeis, querem implantar o modelo Spotify, etc… Mas o que as organizações devem desejar não são esses formatos e sim:

  • Ter mais resultados
  • Fazer mais com menos
  • Aumentar a eficiência e a eficácia 
  • Vantagem competitiva
  • Fazer com que a área de tecnologia seja protagonista dentro da organização
  • Entregar mais valor para o negócio

E, para atingir os objetivos acima, a Agilidade entra como um meio! Se para isso, seja preciso usar outros princípios e conceitos diferentes dos Ágeis, tudo bem. O importante nessa iniciativa de transformação é alcançar os objetivos, esse é o fim. 

Se você identificou alguns desses erros em seu dia a dia e quer corrigi-los, fale conosco. Podemos fazer esse diagnóstico em sua empresa e ajudá-la a ter mais resultados!

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

Toda semana visito diferentes empresas e tenho acompanhado bem de perto dois temas “da moda” e que de certa forma se tornaram interdependentes: agilidade e transformação digital. É nítido que muitas empresas estão falhando em compreender a agilidade e, isso por sua vez, está pouco contribuindo para a transformação digital, tão relevante no atual cenário. Isso acontece porque algumas não entenderam que “Ágil” não significa um processo novo, mas sim uma mudança cultural, uma mudança de paradigma…

Foto estilizada de uma cidade, com luzes velozes, demonstrando mudança, rapidez, velocidade

Mas, qual a mudança de paradigma?

Gosto muito da forma como parceiros da Scrum.org descrevem tal mudança de paradigma, que consiste em sair de um modo Taylorista de pensar, indo para uma abordagem mais focada em resultados, ou um modo Ágil de pensar.

Modelo Taylorista

Basicamente, no início do século passado eram necessárias linhas de produção mais eficientes. E Taylor foi um grande revolucionário para sua época, implementando ideias como:

  • Separação entre pensadores e executores. Frases como “I have you for your strength and mechanical ability. We have other men paid for thinking” (“Eu tenho você por sua força e habilidade mecânica. Temos outros homens pagos para pensar”), faziam parte de seus conceitos;
  • Cada trabalhador se ocupavam em resolver uma pequena parcela do problema;
  • Não era necessária criatividade ou senso crítico, apenas disciplina para seguir regras;
  • O que fazia de cada pessoa um recurso, substituível e, muitas vezes, que era automatizado (trocada por máquinas);
  • A solução para o usuário já era pré-concebida desde o princípio, bastando apenas ter eficiência na execução do processo;
  • Para maior produtividade do trabalhador, dê mais dinheiro, bônus e benefícios – essa é sua principal motivação;
  • Estrutura de comando e controle era utilizada para gerenciar. Ou seja, se tudo está sob controle é o melhor modelo de liderança;
  • Grandes planejamentos prévios e prescritivos;
  • Entre outros pontos.

Agora, leia novamente o texto acima, mas analisando o contexto de desenvolvimento de produtos digitais. Será que todos esses tópicos não estão sendo aplicados hoje em dia, mas para resolver um problema diferente?

Acontece que, atualmente, estamos em um cenário de quarta revolução industrial, que é a Revolução Digital. O avanço da tecnologia nos proporcionou um novo universo, novas regras na sociedade e nos negócios, inovações que estão fundindo o mundo físico e virtual, mudando o tempo todo áreas como:

– A forma como as pessoas se relacionam e vivem estão se modificando;

– Novos negócios estão sendo criados;

– Existe cada vez mais uma conectividade global, ou seja, acontece algo em uma parte do planeta, você tem a informação quase que instantânea através de seu celular;

– Pessoas da geração digital já não se contentam com qualquer produto/solução.

Isso torna o mundo ficar mais complexo, criando um ambiente chamado de VUCA acrônimo para: Volatility (Volátil), Uncertainty (Incerto), Complexity (Complexo) e Ambiguity, (Ambíguo). Como alguns dizem, “esse é o novo normal”. Por exemplo, uma empresa digital (Airbnb, Uber, entre outras) atingir altos valores de mercado, desbancando gigantes e grandes players do passado é um efeito desse mundo VUCA.

Basicamente, as empresas que tentarem resolver os problemas atuais, do mundo VUCA, com a abordagem Taylorista, mesmo que usando uma “roupagem Ágil”, vão falhar. E, nessa corrida para a transformação digital, é isso que muitas estão fazendo: apenas vestindo a roupa ágil, mas com o mesmo mindset anterior, sem uma mudança cultural, sem uma transformação de paradigma.

É importante destacar que Frederick Winslow Taylor criou a Scientific Management em 1882 – ele foi revolucionário para a época. O que questionamos é usar esses mesmos conceitos que foram benéficos para aquela época, na criação dos produtos atuais, complexos e digitais. Isso é como usar uma ferramenta errada, a velha metáfora do martelo para apertar um parafuso.

Pensamento Tradicional x Ágil

Numa abordagem onde o pensamento “Tradicional” (Taylorista) prevalece na criação de produtos e serviços, mas que se “diz Ágil”, geralmente acontecem problemas como:

  • O sucesso de um projeto é resolver o escopo definido, dentro do tempo estipulado e sem estourar o orçamento. Mesmo se o cliente não comprar o produto, o projeto foi um sucesso;
  • As pessoas que estão no desenvolvimento do projeto estão anos luz desconectados do cliente e do serviço a ser prestado para esse usuário;
  • Muitas vezes, essas empresas acabam somente sendo uma “fábrica de software” (fábrica = taylorista);
  • As motivações e engajamento das pessoas, são feitos com remuneração ou demissão; 
  • Problemas complexos são resolvidos com mais planejamento. Ou seja, aumenta a prescrição;
  • O time é Ágil mas a gestão é imposta, precisa de alguém comandando.

Já numa abordagem Ágil, o mindset estabelece uma visão de produto, uma visão de valor de entrega:

  • Objetivos de negócios ligados ao cliente são definidos muitas vezes em hipóteses e, tenta-se investir o mínimo para validá-la antes de escalar a solução;
  • Times são criados com alto alinhamento e autonomia para resolver problemas complexos;
  • O sucesso do time é resolver o problema com a menor solução (ou melhor) possível;
  • A estrutura da empresa é customer centric e não apenas áreas em silos, rodando através dos processos ágeis;
  • Problemas complexos são resolvidos com mais experimentos, que geram mais aprendizado (empirismo);
  • O melhor estilo de liderança é o líder servidor;

E esta lista é imensa! Os pontos acima são apenas alguns exemplos… Ou seja, muitas empresas estão rodando um processo com roupagem Ágil, mas com o mesmo mindset Tradicional (Taylorista) de sempre. Isso é tão enraizado que, muitas consultorias que julgam executar uma transformação digital, implantam a agilidade de uma forma bem tradicional. Elas ensinam sua empresa a estabelecer personas, por exemplo, mas elas não utilizam essa técnica em seus próprios negócios.

Por mais que fazer a adoção de processos ágeis seja um avanço, mesmo que de forma mecânica, é importante saber que ainda falta muito para a tão falada transformação digital. Não se contente com apenas uma roupagem ágil, busque o mindset verdadeiro da agilidade para colher todos os benefícios da transformação digital.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

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