Agilidade

by Rodrigo Pinto Rodrigo Pinto Nenhum comentário

Capítulo de Agilidade: a importância de criar um na sua empresa

Em 2012, Henrik Kniberg, consultor no Spotify, junto com outro consultor, desenharam e executaram a estrutura organizacional chamada de “Modelo Spotify”. Esse conceito, nada mais é que a cultura organizacional que a empresa iria começar a aplicar internamente.

Para entender melhor sobre o famoso “Modelo Spotify”, confira esse conteúdo aqui e esse aqui também da nossa área de Treinamentos, a Agile School.

Para conseguir chegar no modelo que conhecemos hoje, Henrik, enumerou quatro elementos fundamentais para que a estrutura desse certo. Elas são:

  • O coração desse modelo, que são as Squads;
  • As Tribos, que nada mais são do que conjuntos de Squads, direcionadas à um único tema;
  • Os Capítulos e as Guildas, que são as estruturas de apoio e horizontais.

Pode sim parecer que a estrutura que o Henrik descreve é uma estrutura matricial, na qual as empresas já faziam e se organizavam há muitos anos… Entretanto, a maneira como esse formato foi aplicado dentro do Spotify foi na vertical, ou seja, foi uma cultura organizacional focada no formato de Squads – onde a estrutura é orientada a valores e autonomia.

É interessante ressaltar também dentro dessa temática que as Squads tem uma inspiração dentro dos times Scrum e, os times Scrum por si, são inspirados no “The New New Development Product Game” – artigo da década de 80 que fala sobre empresas inovadoras como 3M, Epson, Honda, entre outras que, naquela época, já organizavam seus times de maneiras cross funcionais, com uma missão clara e específica, entre outras características.

Mas como se estruturam os Capítulos?

Os capítulos nada mais são do que a soma de pessoas em papéis semelhantes e tem como principal objetivo dar suporte àquela função. Por exemplo, se em cada Squad possui um desenvolvedor, conforme o desenho do capítulo abaixo, terá diferentes desenvolvedores naquela tribo. Com isso você cria um capítulo de desenvolvedores para que as pessoas consigam se apoiar, ajudar, trocar experiências e conhecimentos.

Para ficar mais claro o que realmente é cada um dessas estruturas, confira a imagem abaixo.

capítulo de agilidade

Os benefícios dos Capítulos nas empresas

Conseguimos entender que é nas Squads que o trabalho está, de fato, sendo aplicado diariamente, certo? Mas, para deixar esse trabalho ainda mais em sintonia e padronizado, Henrik utilizou o formato dos Capítulos para auxiliar todas as pessoas que exercem um determinado papel dentro dos times a crescerem dentro daquele conhecimento em específico.

Os principais benefícios da estrutura de Capítulos dentro das organizações são:

  • Troca de informações, excelência em conhecimento e foco no crescimento e qualidade;
  • Criação de padrões para os processos de criação, planejamento e execução;
  • Auxílio na hora de resolver problemas, bug, falhas, etc.

Importante ressaltar que dentro deste Capítulo deve existir um líder (Chapter Lead) para orientar, designar e auxiliar o resto dos integrantes dessa estrutura. Além de fazer planos de carreira, planejar bonificações, demissões ou contratações, essa liderança vai entender as necessidades em geral, apoiar os profissionais no dia a dia e desenvolver suas capacidades.

Por que criar um capítulo de Agilidade nas organizações?

As empresas que estão trabalhando em seus processos de transformação digital e estão buscando se tornarem mais ágeis, podem sim adotar o formato de capítulo de Agilidade para suas organizações justamente para alavancar a adoção de práticas ágeis na organização como um todo.

Isso tudo porque o profissional especialista em Agilidade normalmente trabalha sozinho, ou seja, ele não tem pessoas dentro do seu time e/ou squad atuando no mesmo papel que o dele para discutir situações ou para se apoiar quando algo precisa de um auxílio. Um capítulo se torna indispensável para elevar o nível de conhecimento e de aplicação da Agilidade no dia a dia.

O capítulo também pode ajudar em situações sistêmicas, isto é, em complexidades que estão fora do time daquele Agilista, por exemplo, em situações mais estratégicas e menos operacionais. Isso acontece muito em empresas que estão começando a aplicar os métodos ágeis e precisam de um apoio maior na expansão dessa cultura dentro da empresa.

Para finalizar…

Agora que entendemos o porquê de criar e manter um Capítulo de Agilidade está na hora de colocar em prática. Existem alguns passos que você pode seguir para ter um capítulo de sucesso.

  • Ter um líder de capítulo que dê suporte e facilite o dia a dia dos times;
  • Ter um canal de comunicação específico para o capítulo para compartilhar informações e aprendizados, além de encontros periódicos;
  • E uma estrutura que observa a carreira de cada um e esse plano de crescimento, seja com acompanhamento e mentoria, e/ou treinamentos e grupos de estudos.

Aproveitar o início do ano para traçar as metas estratégicas para a sua empresa é indispensável. Para te ajudar nesse processo de entender melhor como inovar dentro do seu modelo de negócio, é essencial ter especialistas como parceiros qualificados e especialistas nesse assunto.

Seja para melhorar os processos da sua área de Tecnologia e Produtos, para implementar ferramentas de gestão ou até para montar uma trilha de capacitação personalizada para seus colaboradores, nós, da Agile.Inc, podemos te ajudar.

Atuamos com consultoria para transformação ágil e digital, além de fornecermos especialistas para atuarem na sua empresa, com foco em crescimento e em dar tração no seu processo de transformação.

Além disso, como citamos acima, treinamentos são essenciais para elevar o nível de conhecimento da sua empresa e dar mais vantagem competitiva perante ao mercado. Nossas trilhas personalizadas vão desde a liderança até frameworks para a operação dos times.

Clique aqui e agende uma conversa com nossos consultores e tenha um diagnóstico rápido do melhor modelo de transformação para sua empresa.

by Matheus Reis Matheus Reis Nenhum comentário

A importância de uma pessoa de Produto nas organizações

Diariamente vemos pessoas trabalhando e trabalhando muito para atingir metas ou o escopo acordado para um projeto. Raramente, vejo as pessoas e times se perguntando a razão da qual aquele projeto e entrega são importantes para a companhia.

A visão do nível estratégico criada com um objetivo futuro são rapidamente quebradas de maneira que o time que executa as demandas no dia a dia já não sabe o motivo pelo qual foi contratado.

Esse cenário é visto em empresas pequenas, médias e grandes, dentro e fora do Brasil, de diversos tamanhos e segmentos. Por conta dessas necessidades, se torna imprescindível a figura de um Product Owner ou Product Manager em algumas empresas.

Essa figura, independente do seu ramo ou contexto, é a responsável por trazer a visão de valor da empresa para os diversos níveis da companhia.

Esse papel, mesmo que em diferentes situações, exige técnicas para ajudá-lo no dia a dia, conforme o exemplo dado abaixo (figura):

 

A importância de uma pessoa de Produto nas organizações

 

Independente do framework, técnicas ou ferramentas nos quais esse especialista usa no dia a dia, um bom gestor de Produtos deve saber falar não às pessoas, priorizar e organizar as demandas e ter uma visão clara do seu Product Backlog – que é visível e comunicado a todos como um roadmap.

Cuidar de Produtos, acima de tudo, é comunicar corretamente para que stakeholders e diferentes times fiquem alinhados com sua visão, por mais que não concordem com ela.
Para isso existem técnicas de priorização de backlog, categorização, quebras do seu backlog, design thinking e uma série de outras maneiras de tornar ideias em incrementos palpáveis para a organização.

Dessa maneira, como vemos em muitas literaturas, o gestor de produtos é o grande responsável pela disseminação da visão e do valor do produto. Somado a isso, este produteiro deve buscar aprender constantemente sobre seu produto para poder inovar.

Para inovar o P.O/PM precisa estar atendo no mercado, buscar cases de sucesso e benchmarks que apliquem no seu contexto, de certa forma precisa ser alguém criativa, ou como podemos falar, co-criativa pois em muitos casos é necessário realizar processos de co-criação como o design thinking para poder sugerir experimentos que podem gerar sucesso para seu produto.

Em resumo podemos falar que:

– Um bom gestor de produto tem a visão do que ocorre com seu produto e consegue comunicar com clareza.
– Tem muito conhecimento técnico e consegue priorizar de acordo com os objetivos da organização.
– Faz com que o time se sinta engajado a colaborar, crie junto e busque constantemente melhorar o valor do seu produto.

As técnicas de gestão de produto ajudam a realizar os pontos anteriores e muito mais. Um bom produteiro deve saber seu backlog e ter uma solução lógica para isso.

E na sua organização, como você vê seu gestor de produto?

Por Matheus Reis

by Agile.Inc Agile.Inc Nenhum comentário

Métodos Ágeis: Como ter um time mais eficiente e ágil como um todo

Entenda como os métodos ágeis podem ajudar diversas áreas e times a ter mais produtividade e organização

Métodos Ágeis funcionam para times de Marketing, RH, Vendas, entre outros

Dia após dia, diversos profissionais de áreas como Marketing, times de RH, times de projetos diversos, vem até nós, perguntando: será que os métodos ágeis podem realmente me ajudar a ser mais eficiente, ser mais ágil?

Em 90% dos casos, a resposta é SIM.

Quando conversamos um pouco mais com essas pessoas, citamos algumas situações comuns em times que precisam ser mais ágeis. Alguns desses problemas são:

  • Muitas interferências externas
  • Coisas que impedem de você entregar suas tarefas, e que muitas vezes precisaria de uma ajuda da liderança
  • Mudanças de prioridade – às vezes se perde sem saber qual a próxima prioridade
  • Pouca visibilidade do que está acontecendo na organização
  • Pouca visibilidade dos pares – às vezes alguns ficam bem sobrecarregados, e outros nem tantos
  • Muitas incertezas com relação a qual o real objetivo do projeto, como saber se o que estou fazendo está realmente gerando valor
  • Problemas de produtividade e entrega
  • Processos às vezes burocráticos

E, algumas vezes, até perguntamos para a liderança, além das características da lista acima, se eles possuem algum desses problemas a mais:

  • Baixa visibilidade e transparências dos times;
  • Dificuldade de organização entre times;
  • Dificuldade em ter datas e prazos;
  • Estrutura complexa para liderar;
  • Problemas para as tomadas de decisão;

Basicamente, se algum desses pontos acima estão presentes no dia a dia do seu time, seja qual for sua área, nossa resposta será: “SIM, os métodos ágeis podem te ajudar no aumento de controle e produtividade“.

Muitas vezes, as pessoas gastam demasiado tempo em coisas que não geram o real valor, nem para suas entregas, nem para a organização como um todo. Com isso, gera-se uma perda muito grande de produtividade!

É como se uma área ou um determinado time fossem uma máquina, que não está sendo eficiente e está causando desperdícios diversos…

Como usar métodos Ágeis para ser mais eficiente em qualquer área?

Ser ágil não é apenas passar por um processo para ser mais eficiente e ter mais resultados. É passar por uma mudança de paradigma, de mindset, usando não apenas os métodos ágeis, mas diversas ferramentas e técnicas que fazem deste processo uma verdadeira Transformação Ágil.

Essencialmente, usamos os conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0 e OKRs para definir papeis e responsabilidades, eventos e detalhes dos novos processos de trabalho deste time.

Os princípios e características de um time realmente ágil são:

  • Pessoas que possuem transparência das informações, com muita gestão visual, escalando problemas rapidamente; 
  • Times com objetivos claros e engajados, trabalhando em formato de SQUADs;
  • Visão de produto customer centric, mapeados em um backlog único;
  • Possuem métricas importantes visíveis;
  • Conseguem resolver problemas complexos;
  • Fazem entregas em ciclos curtos (são iterativos e incremental);
  • Promovem a melhoria contínua;
  • Identificam e removem impedimentos de forma rápida.

Como aplicamos na prática

Para te ajudar a visualizar melhor esse processo de mudanças, seguem alguns exemplos de Transformação Ágil em diferentes áreas:

Área Jurídica

Um time de um projeto formado por especialistas da área Financeira, Logística, Contadores e Advogados, tinha o desafio de mudar a estrutura de produção de bens de consumo, com a meta de ter ganhos fiscais chegar na casa de milhões por ano.

Passaram vários meses e esse problema não era resolvido. Com uma mini Lean Inception, criaram o backlog, montaram a Squad e, com gestão visual e indicadores, começaram a rodar os Sprints. Em pouco tempo, os problemas e impedimentos foram aparecendo e sendo escalados para a diretoria. Pouco a pouco, as situações foram sendo resolvidas, focando no objetivo daquela indiciativa e os benefícios começaram a ser atingidos.

Área de Marketing

Alguns times de uma área de marketing queriam ter mais controle sobre as demandas e processos. Com alguns conceitos de agilidade aplicados – e também de ágil escalado – criou-se um processo de governança, além de ajudar nas entregas dos times na operação. Rapidamente, os times entraram num fluxo de melhoria continua, até chegarem no processo ideal para realmente serem mais eficientes e ágeis como um todo.

Área de Recursos Humanos

Um departamento de RH precisava deixar suas entregas mais ágeis, porém com mais valor para a organização. Para isso, foi mapeada a jornada dos colaboradores – desde quando eles entravam na empresa; quando eles tinham dúvidas; quando eles usam o processo mês a mês e quando eles se desligam da empresa.

Para cada parte desta jornada do usuário – no caso, o colaborador, foi montada uma Squad, com um backlog, usando Kanban, trabalhando com Sprints e OKRs. Semana a semana, a jornada do colaborador foi sendo melhorada, visando o atingimento dos objetivos da área.

Treinamentos para toda a empresa

Nesse caso, os conceitos já citados acima precisam ser aplicados para toda empresa, mas não em plenitude. Isso significa que, muitas vezes, uma organização não vai ter Squads, Sprints, etc, em toda organização, mas muitas dessas práticas e a mudança de paradigma, são os principais pontos que ajudarão na produtividade como um todo.

Para isso, treinamentos como o Ágil Além da TI, é feito para toda a empresa. Cada funcionário vai identificar o que pode ou não ser aplicado – técnicas de visualização do fluxo, mapeamento de impedimentos, reunião diária, sprints, entre outros temas. Vale ressaltar aqui que, capacitando seu time, ele se torna mais produtivo!

Esperamos que você realmente consiga deixar seu time, sua área ou sua empresa mais ágil e mais eficiente com essas dicas.

 

Leia também: A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

 

 

by Thiago Fregni Thiago Fregni Nenhum comentário

A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

Entenda como é possível ter mais produtividade e entregas efetivas em qualquer área de sua empresa e tornando-los mais ágeis

Será que consigo aplicar agilidade em qualquer área da empresa?
A resposta é SIM, mas depende de alguns pontos.

Ser ágil hoje em dia deixou de ser uma particularidade de TI ou de Produtos Digitais. Grandes organizações possuem diversos projetos em todos os departamentos, que buscam:
– Antecipação do RoI
– Inovar mais
– Melhorar os processos existentes
– Atender melhor às necessidades e objetivos da área

Os projetos hoje em dia estão cercados de complexidade e não conseguimos prever antecipadamente tudo que precisamos fazer para atingir os objetivos, e nem como fazer os times produzirem e se comunicarem mais.

Os times acabam tendo problemas diversos como:

  • Muitas interferências externas
  • Mudanças de prioridade
  • Baixa visibilidade e transparências
  • Muitas incertezas com relação as necessidades do cliente

O problema não está muitas vezes no profissional – você tem pessoas boas que trabalham muito (às vezes, nem tanto), mas, no final surge o sentimento que algo está travado e que não conseguiram entregar o necessário para a empresa.

Os modelos tradicionais de gestão através de microgerenciamento focado eficiência/produtividade das pessoas, exigem cada vez mais e o resultados não chegam a lugar algum.

Além dos prejuízos financeiros, este cenário impacta diretamente na produtividade e moral do time e isto gera frustração para todos os envolvidos.

Você já se viu nesta situação? Se sim, fique calmo. Existe sim, uma luz no fim do túnel.

Nós podemos nos apoiar no método científico para isto e promover a agilidade em qualquer área da empresa. Ao utilizar um processo empírico conseguimos, através de ciclos curtos, validar uma hipótese, aprender com os feedbacks e adaptar o plano se necessário.

Veja como foi a adoção da Agilidade na Roche

Quando falamos de agilidade em qualquer área da empresa, na verdade estamos falando de organizações que aprendem!

O primeiro passo é prover transparência! Deixamos muito claro: 

  • quais são objetivos; 
  • as falhas;
  • o plano de ação;
  • os próximos entregáveis. 

Com a transparência, iniciamos ciclos curtos de inspeção e adaptação.
Isso gera confiança entre todos os envolvidos e abra caminho para melhoria contínua.

Muitas vezes temos uma equipe muito boa, mas, sem ferramental para entregar mais.

A agilidade provê as ferramentas para dar apoio para essas equipes brilharem. Os problemas cada vez mais se tornam visíveis e ações são tomadas para esta melhoria.

Em muitos casos temos problemas de falta de foco, cada pessoa do time tem metas diferentes, e em períodos de fechamento de ciclo cada um começa a olhar exclusivamente para sua meta e deixa a equipe em segundo plano.

Através dos ciclos de Transparência, Inspeção e Adaptação conseguimos entender o que está ocorrendo e fazemos as adaptações necessárias

Muitas vezes a própria organização crias essas barreiras que impedem o time de focar na geração de valor.

Em um dos projetos pelos quais passei um dos diretores disse:
“Ninguém nessa empresa imaginava que conseguiríamos fazer tudo isso em três meses!” Neste caso foi uma iniciativa de CRM, não havia desenvolvedores de softwares, na maior parte eram pessoas de áreas negócio como marketing e vendas.

O time teve que aprender a dizer não, ajudamos eles a definir um objetivo, claro de curto prazo e o time todo trabalhou focado neste objetivo.
E sabe o mais bacana de tudo isso? O time trabalhou em um ritmo sustentável, sem necessidade de horas extras.

Quer entender mais como este processo funciona e como podemos te ajudar a se tornar uma organização ágil? Clique aqui e entre em contato!

Teremos um imenso prazer em contar com mais detalhes em um bate-papo.

Um abraço!

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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O que de fato é a Transformação Digital?

Enquanto você não entender em detalhes o que é a Transformação Digital, seu time vai continuar tendo grandes esforços com baixos resultados. Entenda de vez e saia na frente!

Será que a transformação digital pode me ajudar a fazer mais com menos? Consigo entregar mais resultados em minha empresa? Trabalhar de forma mais eficiente, que gere mais entregas? O que posso melhorar no meu dia a dia, para ser mais digital? 

Essas são algumas das várias dúvidas que chegam até nós, todos os dias, sobre o que é e quais os benefícios dessa tal transformação digital… Entretanto, ainda existe muita nebulosidade sobre o tema, tanto por falta de informação consistente, quanto por modismo de muitos tentando vender esse tipo de serviço ou realizar essas mudanças, cada um à sua maneira.

Como várias outras modas do passado e outras que aparecerão no futuro, elas podem ser exageradas em algum momento por quem não entende do tema. Contudo, as dúvidas mencionadas acima permanecem na cabeça das pessoas.

Bom, mas o fato é que não basta as empresas seguirem a moda ou fazerem algo apenas “para inglês ver”, de forma mecânica… Como diz Antonio Costa, sócio da Agile.Inc: “No final do dia, o cliente vai comprar seu produto ou serviço, não por que você usa Agilidade ou por que você faz a Transformação Digital. O cliente vai comprar seu produto porque você realmente gera algum valor para a vida dele.

O que está acontecendo no mercado?

Basicamente, boa parte da transformação digital está pautada na Quarta Revolução Industrial, que está acontecendo no mercado, nos dias atuais. 

  • A Primeira Revolução Industrial usou a energia da água e vapor para mecanizar a produção. 
  • A Segunda usava energia elétrica para criar produção em massa. 
  • A Terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. 
  • Agora, a Quarta Revolução Industrial está se consolidando na Terceira – a revolução digital que ocorre desde meados do século passado. É caracterizada por uma fusão de tecnologias que está desfocando as linhas entre as esferas física, digital e biológica.

Fonte: https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

A forma como as pessoas estão conectadas por celulares, as novas gerações que surgem de clientes, de colaboradores que já nasceram num mundo digital e se comportam totalmente diferente, o poder de novas tecnologias como impressão 3D, nanotecnologia, IoT, IA, entre outros, tudo isso faz com que o mundo e os negócios se tornem muito mais complexos e dinâmicos, dentro do cenário VUCA, como é amplamente falado. 

Ou seja, as empresas precisam estar adaptadas a essa nova realidade! Como diz  Fernando De La Riva: “Estamos usando teorias de administração do século 19, com estruturas organizacionais e de incentivo do século 20, num ambiente de negócios do século 21. VUCA é o novo normal do ambiente de negócios”.

O que de fato não é a Transformação Digital?

Diante deste cenário de mercado, vamos entender primeiro o que não é Transformação Digital:

– Não é algo prescritivo que você compra e vêm em uma caixinha, bastando apenas instalar;

– Não é uma bala de prata;

– Não é apenas “colocar uma roupa ágil” e cometer erros básicos muito comuns;

– Definitivamente, não é digitalização de canais;

– Não é pagar treinamentos para a equipe, quando tem budget sobrando, para seguir uma tendência e evolução de mercado.

Mas, e o que é a tal Transformação Digital?

Transformação Digital é um processo de mudanças com o objetivo de ajudar as empresas a obterem mais resultados, a entregar mais valor constante, a trabalhar de uma forma mais responsiva, produzindo mais e mais aderente às necessidades atuais dos clientes e dos funcionários.

Nós, da Agile.Inc, entendemos por Transformação Digital como: 

Uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Esse conceito consiste em vários pontos, tais como:

– Mudar a forma com que as áreas de uma empresa se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente suportando as áreas de negócios;

– Realmente colocar o cliente no centro das tomadas de decisão;

– Ter mais transparência e dar visibilidade ao que está acontecendo para todos;

– Priorizar as entregas e se perguntar sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”;

– Integrar o mindset Ágil em uma base diária dentro dos times;

– Descentralizar decisões, mas com alto alinhamento;

O risco de não fazer direito é muito latente

Muitas dúvidas podem estar passando por sua mente agora, especialmente aquela sensação de não estar fazendo e nem se preparando para a transformação digital ainda. E isso é muito arriscado! Em recentes pesquisas, identificou-se que o risco de não fazer a Transformação Digital corretamente é a ameaça número 1 apontada por diretores, executivos e C-levels, em 2019. 

“As operações existentes e a infraestrutura de tecnologia legada representam um risco para as empresas que não conseguem se transformar com rapidez suficiente para competir com as que ‘nasceram digitais’”, revela um estudo realizado pela Iniciativa de Gerenciamento de Riscos da Universidade da Carolina do Norte e pela empresa de consultoria de gerenciamento Protiviti Inc.

Fonte: https://blogs.wsj.com/riskandcompliance/2018/12/05/businesses-predict-digital-transformation-to-be-biggest-risk-factors-in-2019/

Ou seja, caso a empresa não consiga fazer a correta Transformação Digital, ela vai perder espaço no mercado para as organizações que estão conseguindo fazer o processo da maneira adequada. Levando em conta que algumas empresas já nasceram digitais, já são customers centric e conquistaram a preferência de seus clientes; e possuem uma cultura forte e um mindset de inovação e melhoria contínua, desde a escolha dos funcionários, processos internos, até a postura de sua liderança.

Conclusão

Diante de todos esses fatos e explicações sobre um dos assuntos mais falados dos últimos tempos, você se sente preparado para fazer essa mudança fundamental na forma como sua organização trabalha? Como fazer essa transformação acontecer da melhor forma possível, de modo que a empresa possa sair na frente? Como não ficar para trás e ser obrigado a reagir de forma desesperada no futuro?

Essas são perguntas que muitos executivos possuem e para responder esses questionamentos que nós da Agile.Inc trabalhamos.

Tem alguma outra dúvida? Conte-nos aqui nos comentários!

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by Agile.Inc Agile.Inc 2 Comentários

Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

Toda semana visito diferentes empresas e tenho acompanhado bem de perto dois temas “da moda” e que de certa forma se tornaram interdependentes: agilidade e transformação digital. É nítido que muitas empresas estão falhando em compreender a agilidade e, isso por sua vez, está pouco contribuindo para a transformação digital, tão relevante no atual cenário. Isso acontece porque algumas não entenderam que “Ágil” não significa um processo novo, mas sim uma mudança cultural, uma mudança de paradigma…

Foto estilizada de uma cidade, com luzes velozes, demonstrando mudança, rapidez, velocidade

Mas, qual a mudança de paradigma?

Gosto muito da forma como parceiros da Scrum.org descrevem tal mudança de paradigma, que consiste em sair de um modo Taylorista de pensar, indo para uma abordagem mais focada em resultados, ou um modo Ágil de pensar.

Modelo Taylorista

Basicamente, no início do século passado eram necessárias linhas de produção mais eficientes. E Taylor foi um grande revolucionário para sua época, implementando ideias como:

  • Separação entre pensadores e executores. Frases como “I have you for your strength and mechanical ability. We have other men paid for thinking” (“Eu tenho você por sua força e habilidade mecânica. Temos outros homens pagos para pensar”), faziam parte de seus conceitos;
  • Cada trabalhador se ocupavam em resolver uma pequena parcela do problema;
  • Não era necessária criatividade ou senso crítico, apenas disciplina para seguir regras;
  • O que fazia de cada pessoa um recurso, substituível e, muitas vezes, que era automatizado (trocada por máquinas);
  • A solução para o usuário já era pré-concebida desde o princípio, bastando apenas ter eficiência na execução do processo;
  • Para maior produtividade do trabalhador, dê mais dinheiro, bônus e benefícios – essa é sua principal motivação;
  • Estrutura de comando e controle era utilizada para gerenciar. Ou seja, se tudo está sob controle é o melhor modelo de liderança;
  • Grandes planejamentos prévios e prescritivos;
  • Entre outros pontos.

Agora, leia novamente o texto acima, mas analisando o contexto de desenvolvimento de produtos digitais. Será que todos esses tópicos não estão sendo aplicados hoje em dia, mas para resolver um problema diferente?

Acontece que, atualmente, estamos em um cenário de quarta revolução industrial, que é a Revolução Digital. O avanço da tecnologia nos proporcionou um novo universo, novas regras na sociedade e nos negócios, inovações que estão fundindo o mundo físico e virtual, mudando o tempo todo áreas como:

– A forma como as pessoas se relacionam e vivem estão se modificando;

– Novos negócios estão sendo criados;

– Existe cada vez mais uma conectividade global, ou seja, acontece algo em uma parte do planeta, você tem a informação quase que instantânea através de seu celular;

– Pessoas da geração digital já não se contentam com qualquer produto/solução.

Isso torna o mundo ficar mais complexo, criando um ambiente chamado de VUCA acrônimo para: Volatility (Volátil), Uncertainty (Incerto), Complexity (Complexo) e Ambiguity, (Ambíguo). Como alguns dizem, “esse é o novo normal”. Por exemplo, uma empresa digital (Airbnb, Uber, entre outras) atingir altos valores de mercado, desbancando gigantes e grandes players do passado é um efeito desse mundo VUCA.

Basicamente, as empresas que tentarem resolver os problemas atuais, do mundo VUCA, com a abordagem Taylorista, mesmo que usando uma “roupagem Ágil”, vão falhar. E, nessa corrida para a transformação digital, é isso que muitas estão fazendo: apenas vestindo a roupa ágil, mas com o mesmo mindset anterior, sem uma mudança cultural, sem uma transformação de paradigma.

É importante destacar que Frederick Winslow Taylor criou a Scientific Management em 1882 – ele foi revolucionário para a época. O que questionamos é usar esses mesmos conceitos que foram benéficos para aquela época, na criação dos produtos atuais, complexos e digitais. Isso é como usar uma ferramenta errada, a velha metáfora do martelo para apertar um parafuso.

Pensamento Tradicional x Ágil

Numa abordagem onde o pensamento “Tradicional” (Taylorista) prevalece na criação de produtos e serviços, mas que se “diz Ágil”, geralmente acontecem problemas como:

  • O sucesso de um projeto é resolver o escopo definido, dentro do tempo estipulado e sem estourar o orçamento. Mesmo se o cliente não comprar o produto, o projeto foi um sucesso;
  • As pessoas que estão no desenvolvimento do projeto estão anos luz desconectados do cliente e do serviço a ser prestado para esse usuário;
  • Muitas vezes, essas empresas acabam somente sendo uma “fábrica de software” (fábrica = taylorista);
  • As motivações e engajamento das pessoas, são feitos com remuneração ou demissão; 
  • Problemas complexos são resolvidos com mais planejamento. Ou seja, aumenta a prescrição;
  • O time é Ágil mas a gestão é imposta, precisa de alguém comandando.

Já numa abordagem Ágil, o mindset estabelece uma visão de produto, uma visão de valor de entrega:

  • Objetivos de negócios ligados ao cliente são definidos muitas vezes em hipóteses e, tenta-se investir o mínimo para validá-la antes de escalar a solução;
  • Times são criados com alto alinhamento e autonomia para resolver problemas complexos;
  • O sucesso do time é resolver o problema com a menor solução (ou melhor) possível;
  • A estrutura da empresa é customer centric e não apenas áreas em silos, rodando através dos processos ágeis;
  • Problemas complexos são resolvidos com mais experimentos, que geram mais aprendizado (empirismo);
  • O melhor estilo de liderança é o líder servidor;

E esta lista é imensa! Os pontos acima são apenas alguns exemplos… Ou seja, muitas empresas estão rodando um processo com roupagem Ágil, mas com o mesmo mindset Tradicional (Taylorista) de sempre. Isso é tão enraizado que, muitas consultorias que julgam executar uma transformação digital, implantam a agilidade de uma forma bem tradicional. Elas ensinam sua empresa a estabelecer personas, por exemplo, mas elas não utilizam essa técnica em seus próprios negócios.

Por mais que fazer a adoção de processos ágeis seja um avanço, mesmo que de forma mecânica, é importante saber que ainda falta muito para a tão falada transformação digital. Não se contente com apenas uma roupagem ágil, busque o mindset verdadeiro da agilidade para colher todos os benefícios da transformação digital.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

by Agile.Inc Agile.Inc 1 comentário

Erros comuns durante a Transformação Digital

Maturidade, visão de produto e habilidades corretas são três de algumas das principais falhas que acontecem nesse processo de mudanças e inovação da transformação digital

A Transformação Digital não é mais uma opção e as empresas que ainda não iniciaram esse processo estão ficando para trás. Entretanto, na corrida para mudar, alguns erros cruciais acontecem, seja por falta de objetivo ou maturidade, de estratégia e visão do negócio ou até por falta de ferramentas básicas para estruturar essa revolução.

Estamos realmente prontos para a Transformação Digital?

Essa é uma pergunta que toda empresa deve se fazer antes de tudo. Estamos vivendo um momento no qual tudo é pra ontem e, com isso, algumas corporações não dedicam o tempo suficiente para entender o que realmente é necessário fazer quando o assunto é transformação digital. Vemos muitas pessoas querendo soluções prontas, como uma “receita de bolo”, mas nem sempre a solução descritiva atende às necessidades existentes. 

Para saber se você está realmente pronto para a Transformação Digital, é preciso ter um propósito transparente para passar por essa mudança, pois é um momento delicado, no qual será necessário envolver todos os colaboradores e ter objetivos claros para que todos sigam para a mesma direção. 

A falta de alinhamento de estratégia dentro de uma empresa, pode gerar várias falhas, como muito esforço dedicado à tarefas ou iniciativas que não geram valor nenhum para a transformação digital; desentendimentos ou discussões infundadas entre áreas de negócios ou times de produtos; além de entregas desconexas ou postergação das mesmas.

Este produto realmente resolve o problema do cliente?

Antes de você investir em uma idéia é extremamente importante que o propósito e o valor que seu produto irá gerar para seu cliente estejam claros. Ou seja, qual problema do seu cliente este produto vai resolver? Quando um produto não tem um propósito definido qualquer idéia pode ser boa, mas com isso o foco se perde e investimentos tornam-se prejuízos.

Uma das características dessa transformação digital é o cliente estar realmente no centro, ou seja, a empresa deve ser customer centric e não mais stakeholder centric.

Conhecer seu usuário/cliente, seus concorrentes e ter um objetivo definido para seu produto, muitas vezes evita o cenário acima. Mas, isso depende muito da dedicação na análise de dados e pesquisas pra você ter realmente autonomia sobre seu produto. 

Outra situação muito comum é quando a estratégia está atrelada à um objetivo pessoal – que pode ou não estar alinhado com o da empresa – no qual as conquistas estão focadas em entregar apenas funcionalidades, sem saber o quanto são úteis para o cliente. Nesse caso o foco é quantitativo, deixando o qualitativo de lado e fazendo com que o produto perca a qualidade e confiabilidade para o cliente. Na maioria das vezes, esses objetivos estão desconectados com a estratégia da empresa e da transformação digital.

Foco no alvo

Temos as pessoas certas para essa jornada de transformações?

Para realizar uma grande mudança dentro de uma empresa é necessário que todos estejam realmente envolvidos com o objetivo dessa transformação. As pessoas precisam ter em mente o porque a empresa optou por essa iniciativa, quais benefícios serão gerados, os riscos mitigados, etc. Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Em alguns casos, a notícia chega para os colaboradores de uma forma “distorcida” ou como uma ordem e aí o caos reina na empresa. Brincadeiras à parte, mas é quase isso!

A falta de capacitação e o conhecimento necessário para implantar as novas iniciativas pode gerar muitas frustrações, devido ao tempo gasto neste processo e pela demora em obter o retorno sobre o investimento. Como consequência disso, a pressão sobre os colaboradores aumentará de uma forma na qual eles se sentirão sobrecarregados e desmotivados, fazendo com que diminuam sua produtividade ou decidam se desligar.

Toda mudança gera desconfortos, pois as pessoas terão que sair do seu status quo tanto para realizar tarefas de uma forma diferente, quanto para buscar conhecimento. 

Nesse momento, a empresa precisa incentivar as pessoas e proporcionar mais capacitação à elas, mostrando o quão impactante e importante é o processo de transformação digital, além de alinhar e nivelar o conhecimento de todos os envolvidos. 

Esses são os três erros que normalmente encontramos dentro de uma empresa que está passando por transformação digital: a empresa não está pronta e não tem a base necessária para iniciar, não ter a visão correta de produto e não investir nas pessoas certas para iniciar o processo. Investindo nesses pontos ao iniciar sua jornada de mudanças, acreditamos que suas chances de sucesso vão aumentar exponencialmente.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

Um abraço!


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