Tecnologia

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito

Seu time lança diversas funcionalidades, trabalha muito, mas os resultados não aparecem? Entenda agora as principais causas tudo isso

Por Filipe Machado e Thiago Fregni

Em qualquer negócio, seja ele um produto digital ou não, uma das principais preocupações é atender as necessidades dos stakeholders e isso acaba se tornando um dos grandes objetivos a serem cumpridos. Com isso, o time trabalha muito, se empenha em lançar várias funcionalidades, mas vai deixando de lado uma meta muito importante: a maximização de valor e o retorno de investimento daquela iniciativa.

Ou seja, por mais que a Agilidade tenha sido implantada e as entregas estejam acontecendo com mais velocidade, ainda há stakeholders super descontentes. “Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito.” Essa frase do Peter Drucker é uma daquelas que pode resumir de forma simples esse cenário. O time está trabalhando bem, com diversas funcionalidades em produção, mas será que estão fazendo algo realmente útil?

Isso soa comum para você? Pois realmente acontece em muitos negócios que estão iniciando uma transformação digital e por três principais motivos:

  • Maximização de valor e o retorno de investimento

Geralmente, o Product Owner fica muito preocupado em atender os stakeholders e acaba deixando de lado uma das suas principais responsabilidades que é a maximização de retorno do investimento.

  • Senso de propósito

É comum o time (Agilista, PO e Devs) não saber de forma clara qual o objetivo do produto ou não ter visão sob o motivo de estarem trabalhando em determinada demanda. Sabem o que é, como deve ser feito, mas não o por quê – não possuem senso de propósito!

  • Discovery/Ideação/Upstream 

A maximização de valor do produto, ou seja, aquilo que o cliente recebe na ponta, precisa passar por um processo de discovery e refinamento, antes de iniciar o desenvolvimento. E não é sempre que isso acontece!

Mas qual é a causa raiz desse problema?

É possível identificar alguns sinais que ocasionam essas situações descritas acima. Os principais são: 

  • Baixa autonomia do Product Owner, que depende de outras pessoas para tomar decisões e esclarecer detalhes;
  • Product Owner que não tem a competência correta;
  • PO tirador de pedido (PO Proxy/Escriba), que não tem ownership do produto. Anota os pedidos sem entender o porquê da solicitação e quais os resultados esperados;
  • Time se preocupa em encher o capacity. Ou seja, durante reuniões de Planejamento, existe uma preocupação maior em “arrumar” backlog suficiente para deixar todos ocupados, do que gerar realmente valor para o cliente;
  • PO que não sabe quanto custa cada PBI e não tem noção do custo do time, o que o impossibilita de fazer trade-offs baseados no RoI;
  • Times que não possui objetivos claros, impossibilitando-os de fazer escolhas e manter o foco no que mais gera valor;
  • Não possui Discovery (UX). Ou seja, assim que a solicitação chega, vai direto para o time desenvolver. Não existe um processo no qual o cliente é envolvido e hipóteses são tratadas como verdades;
  • Não existe uma visão Customer Centric, focada no consumidor/usuário.

Bom, se você tiver identificado alguns desses pontos acima em seu time de transformação, você está cometendo esse erro. E isso pode ser nítido em um time ágil que ainda está no paradigma tradicional de trabalho.

Resolvendo essas questões 

Quando identificamos esse cenário – que é bem comum, fazemos um trabalho bem intenso de coaching com o Product Owner, com o Scrum Master e com os stakeholders. Para isso, executamos técnicas como:

Criar um time de discovery: a fim de descobrir que funcionalidades devem ser implementadas para atender as necessidades dos usuários;

Técnicas de ordenação de backlog: o backlog deve estar ordenado e tais técnicas nos ajudam a ordená-los de acordo com os objetivos a serem alcançados;

Criar bem claramente um esteira ágil utilizando Flight Levels: esta técnica dá visibilidade de portfólio até chegar na mão do usuário final;

Organizamos os times por Value Stream ligados ao usuários, com objetivos claros, utilizando OKR´s, por exemplo;

Definição de objetivo do produto e deixar o claro qual o valor (aumentar 10% as vendas, aumentar a taxa de conversão em 5%, entre outros) esperado a ser atingido por aquele item, mais valor de itens;

Roadmap: uma visão geral dos próximos passos do produto;

Utilizar dados para tomada de decisão em itens de backlog;

Criação de conceitos de hipóteses: uma ótima forma de trabalho que ajuda a validar as hipóteses é chamada HDD (Hypothesis Driven Development). Este método auxilia na escrita do nosso backlog, orientado à validação de hipóteses.

No geral, tentamos dar o correto propósito para o time como um todo, ligado a valor para o cliente ou negócio… Por que, quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. E, por isso, o trabalho se torna eficiente, mas não realmente eficaz!

Mais valor entregue, com menor investimento

Solucionando essas falhas durante o processo de desenvolvimento de um produto com um time ágil, é possível ter diversos benefícios, entre eles:

  • Conseguir trabalhar no processo empírico, focando sempre no objetivo desejado;
  • Se torna mais fácil gerenciar a ansiedade dos stakeholders quanto aos resultados;
  • O stakeholder fica mais contente com a entrega, pois ela está ligada ao propósito, com foco em gerar realmente valor com a iniciativa;
  • O clima de confiança do stakeholder com o time melhora;
  • Resumindo, mais valor entregue, com menor investimento e foco na maximização de valor e o retorno de investimento da iniciativa.

Esperamos que você consiga aplicar essas sugestões em seu dia a dia. Qualquer dúvida, estamos à disposição para ajudar… É só entrar em contato conosco!

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Seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil

Como esclarecemos os principais questionamentos que surgem nesse processo inicial de implementação da agilidade numa empresa

Por Eduardo Alcaraz

Iniciar uma transformação numa empresa, seja ela ágil, digital ou cultural, realmente é uma decisão muito significativa, levando em conta o impacto que causa. Mesmo que positiva e com tantos benefícios, essa jornada de mudanças ainda gera muitos questionamentos na mente de líderes. E, por isso, vamos compartilhar algumas das  dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil que ouvimos nos últimos tempos.

“Escopo aberto é cheque em branco?”

Essa é a primeira das seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil, principalmente partindo de gerentes de TI: “escopo aberto é cheque em branco?”. É comum que a Agilidade seja confundida com bagunça e falta de comprometimento com os objetivos da entrega. Por isso, a primeira maneira de mitigar este estigma é justamente entender o propósito do que deve ser feito

Em seguida, apresentamos uma das diferenças entre a entrega features e entrega de valor:

Uma outra característica que é muito importante no SCRUM é a entrega de incremento de valor em cada Sprint. Um projeto que, a cada 14 dias tem uma entrega de software rodando, gera muito mais transparência ao cliente.

Falando nisso, outra característica que deve ser levada em conta na hora que surgem essas dúvidas ao implementar uma transformação ágil é a transparência. Um projeto de escopo apresenta rapidamente os típicos blocks, que impedem que um software vá para a produção. Proceder nesses pontos de maneira honesta e, não personificada, faz com que os stakeholders possam agir e resolver tais blocks para que o projeto todo tenha sucesso.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto pode sofrer várias adaptações. Seja pela mudança de target do projeto, de algum block ou de uma mudança no mercado. O escopo aberto não se esconde atrás de um contrato pré-definido, mas engaja cliente e fornecedor em torno de um objetivo: entrega em produção.

“Mas o que vou receber?”

Falamos um pouco das diferenças entre escopo e valor. Invariavelmente, este valor significa software em produção – e rápido. Sendo assim, surge essa segunda questão, bem frequente entre as dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil.

A Agilidade oferece essa entrega de valor de uma maneira muito simples. Os times engajados no propósito são capazes de fazer pequenas entregas em produção, sempre. E essas pequenas entregas servem para manter o cliente e os times engajados, e dá a possibilidade de priorizar próximos passos com o “software na mão”. 

Então, as pequenas entregas em produção dão ao cliente o conforto de saber o que está sendo feito, a qualquer tempo.

“Como eu acompanho a evolução do desenvolvimento?”

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos! Por isso, é importante ressaltar que o cliente faz parte do time, seja como Product Owner, seja como stakeholder. Logo, o acompanhamento é automático e fluido.

Sendo assim, o cliente é parte integrante do status report. Ele, como o restante do time, tem a responsabilidade de mitigar, adaptar e dar publicidade diariamente.

Vale aqui a menção do antigo PMO (Project Management Office) para projetos de escopo fechado. O PMO tradicional cobra e entrega um status report. E esse status não costuma apresentar exatamente o que está acontecendo no projeto.

“Meu chefe não me deixa fazer isso.”

Essa é outra fala que  faz parte das dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil. Entretanto, acreditamos que esta posição de “chefe” está lá por um ótimo motivo. Ou ele ficou muitos anos em sua empresa, galgando posições e conquistou seu espaço. Ou ele é muito competente no que faz e foi trazido para liderar e resolver problemas na sua organização.

Nesta situação, o ideal é entender as motivações dele para se manter no modelo tradicional. Geralmente há dois grandes motivos:

– Para multinacionais, pode ser uma diretriz da matriz (apesar de pouquíssimo frequente);

– A empresa está acostumada a “ter alguém para colocar a culpa”, caso o projeto dê errado.

No primeiro caso, a saída mais óbvia é começar a criar a cultura de agilidade dentro da organização. E o departamento de Recursos Humanos pode te auxiliar nisso!

Na segundo cenário, temos uma porção de argumentos reais que fazem a Agilidade ser uma boa saída para a transição do modelo tradicional para entregas com mais sentido e mais valor agregado. 

“E quais são as minhas garantias?”

A principal garantia do cliente é justamente a entrega contínua de valor. Sabemos que a Agilidade expõe os fatos rapidamente e o cliente é constantemente informado – levando em conta que o cliente faz parte do projeto, como PO.

E aí surge o questionamento: “mas se o software não ficar pronto na data?”

Deparamos a todo momento com datas fatais: dias das mães, dia dos pais, Natal, lançamento de marca, rodada de investimentos, entre outras. A principal ferramenta para mitigar a entrega é a priorização. Avaliar o que é mais importante, trabalhar em pequenos ciclos de entrega, se adaptando a todo momento, focado em entregar o melhor produto na data… Essa é a melhor técnica de sucesso para cumprirmos a tal data!

“Ainda somos muito tradicionais e Agilidade não é para nós.”

Além de todas essas questões, por fim, ainda ouvimos muito essa afirmação durante a negociação de uma transformação tão grande como essa. 

Mas, mais uma vez, é preciso entender que o mundo mudou. Não só por conta de um vírus desconhecimento que ocasiona a COVID-19, mas pela ânsia dos profissionais em serem mais felizes em seus trabalhos, em todas as escalas.

  • As organizações cartesianas (aquelas “meu chefe manda e eu executo”), está cada vez mais em decadência.
  • As entregas contínuas fazem cada vez mais sentido nesse mundo VUCA, no qual já falamos muito neste artigo aqui.
  • Então, a nossa resposta é: “SIM, a Agilidade é para todo o mundo!”

Tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato conosco que vamos te ajudar.

Conheça alguns dos nossos cases de sucesso.

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Experiência de Usuário: Entenda o que falta para o sucesso do seu negócio digital

Saiba quais são os benefícios de UX e como essa prática faz o cliente se tornar um fã do seu produto

Por Nelson Legal 
Mulher feliz olhando o celular

Eis que virando a esquina ele vem chegando, o mais desejado, o mais disputado, o mais querido e valioso, o cliente! Também conhecido como consumidor, usuário, público alvo e por aí vai… Todas as empresas precisam dele para existir, e manter o consumidor fiel à sua marca vem sendo uma tarefa cada vez mais difícil. 

Ficou para trás o tempo em que, para ter o coração do consumidor, bastava vender um produto bom e barato. É preciso muito mais… Hoje, grandes marcas competem para ter a chance de proporcionar a melhor experiência para o consumidor

Recebendo tanta atenção, o cliente ficou extremamente criterioso e atento a qualquer deslize e, caso isso aconteça, ele não pensa duas vezes pra mudar de marca.

A cada problema que aparece no caminho do consumidor, existem inúmeras empresas que o resolvem com uma mão nas costas. Mas uma empresa que, além de resolver o problema, ainda seja capaz de colocar um sorriso no rosto e trazer um calor no coração desse cliente, isso é bem mais difícil de se conseguir.

E é difícil porque a empresa precisa criar um vínculo especial com seu consumidor, tem que ir a fundo e ser capaz de predizer o que ele gostará ou não, e quanto esforço estará disposto a empenhar. E o mais importante, garantir que tudo o que foi feito ficará claro e será entendido intuitivamente. Complexo, né?

Pois é aí que entra a UX, User Experience ou Experiência de Usuário, traduzido do inglês. Criada por Don Norman na década de 90 enquanto trabalhava na Apple, a definição surgiu pois ele queria melhorar a experiência do usuário com seus computadores. Não só no momento em que interagiam com o computador ligado, mas no antes e depois disso. 

Um bom exemplo disso é como um restaurante que tem o melhor hambúrguer da cidade. De nada adianta um hambúrguer perfeito se não pensarem no conforto, no atendimento e no menu, entre outros detalhes tão importantes quanto. Cada um desses itens pode fazer um cliente decidir se gasta mais ou menos, se volta ou não, se indica ou fala mal do restaurante. Tudo tem que ser muito bem planejado para agradar e realmente atendê-lo!

Mas como a prática de UX vai impactar meu negócio?

Esse planejamento, focado na experiência do usuário, também pode economizar esforço e dinheiro, e aumentar os lucros de sua empresa. Segundo o livro de Robert Pressman, “Engenharia de Software: Uma Abordagem Profissional”, a cada R$ 1,00 gasto em UX para resolver um problema durante o planejamento do produto, R$10,00 seriam gastos para resolver o mesmo problema no desenvolvimento e R$ 100,00 ou mais para que o problema fosse resolvido depois que o produto fosse lançado. Ou seja, além de evitar problemas, esse planejamento também pode direcionar e facilitar o caminho entre o cliente e seu produto.

Um recente estudo realizado pela Forrester Research revelou que uma interface de usuário bem projetada pode aumentar a taxa de conversão de um site em até 200%, e uma boa experiência de usuário pode subir as taxas de conversão em 400%. 

Não é à toa que grandes empresas multinacionais são defensoras de investimentos em UX. A Amazon, por exemplo, aplica testes A/B continuamente em todos os aspectos das interfaces que atendem seus clientes, atualizando-as e redesenhando-as  constantemente com base em dados. Desde 2015, a Amazon vem sendo a maior loja de e-commerce do mundo e a mais valiosa nos Estados Unidos. 

Já aqui no Brasil temos o caso do Nubank, a principal fintech da América Latina que nasceu em 2013 e hoje já conta com mais de 5 milhões de clientes fiéis. Desde o nascimento, a fintech tem o usuário como centro de todas as suas decisões. Segundo Guilherme Neumann, ex-UX Lead do Nubank, “a solução de design ou de interface que surge é consequência não só do trabalho que o designer faz, mas da preocupação que todo mundo no Nubank tem com a experiência de quem usa o produto.”

Vemos como a UX se mostrou importante para essas empresas, e pode ainda ajudar outras a alcançar inúmeros benefícios, como:

  • Aumentar o lucro e conversão: usuários se tornam leais a produtos fáceis de usar;
  • Aumentar índices de satisfação do consumidor: usuários amam produtos bem desenhados que dão o que ele precisa e o que ele nem sabe que precisa;
  • Diminuir contatos com suporte: testes com usuários resultam em usabilidade mais fluída e intuitiva para o maior número de pessoas;
  • Evitar o retrabalho no desenvolvimento do produto: UX foca no entendimento da jornada de usuários e na aplicação de testes, o que diminui a ocorrência de erros de planejamento;
  • Reduzir o risco de produzir o produto errado: as pesquisas com usuários vão buscar produtos que agreguem real valor a eles no dia-dia.

Para começar a investir em UX, o primeiro passo pode ser agregar um Product Designer ao seu time, alguém que seja capaz de trazer a cultura de User Experience para dentro da empresa e engajar os times como um todo.

O passo seguinte é formar times com especialistas em áreas específicas da UX, como pesquisa, escrita, interface (UI), prototipagem e testes. O ideal é que todos se complementem, ao mesmo tempo que, individualmente, tenham capacidade de atuar em todas as áreas da UX.

Quer saber mais sobre esse assunto? Entre em contato com a gente para conversarmos sobre como incluir UX na prática. Várias empresas já tiveram resultados positivos depois de incluir UX no dia a dia e a sua pode ser a próxima!

Sem Parar: Entenda como uma das maiores empresas de pedágio do mundo aumentou sua base de usuários no app em 315%

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As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Por Filipe Machado

Durante o dia a dia de trabalho, um time pode apresentar algumas disfunções, seja por brigas internas, desconfiança, falta de comprometimento ou mesmo por disputa de posição. Esses problemas são comuns, mas podem se tornar impedimentos para que a equipe atue de forma engajada e com alto desempenho.

Mas, se você está lendo esse texto, deve estar pensando: como exigir que um time composto por pessoas com diferentes experiências, personalidades e motivações reme junto para o mesmo objetivo?

Foi sob essa ótica que Patrick Lencioni escreveu o livro “As 5 Disfunções de um Time“, que traz um modelo piramidal com essas cinco disfunções: Falta de Confiança, Medo do Conflito, Falta de Comprometimento, Ausência de Responsabilidade e Falta de Resultado.

Confiança

Falta de confiança é a base da pirâmide das 5 disfunções de um time. Sem confiança entre os membros não há como sustentar as outras 4 disfunções. Quando um time está em formação, os indivíduos se protegem dentro de uma casca para não se tornarem vulneráveis. Eles são incapazes de demonstrar suas fraquezas e se abrir uns com os outros. Relutam em pedir ajuda ou a se prontificar a ajudar uns aos outros. A ausência de confiança traz uma enorme perda de energia e tempo para os membros do time.

Contudo, para se ter confiança é necessário quebrar essa casca e mostrar suas deficiências, fraquezas, necessidades… Nem todos os dias são perfeitos e os membros do time precisam confiar uns nos outros para expor e entender tais situações. Uma boa dose de empatia ajuda muito a construir uma base sólida de confiança. Além disso, o time precisa ter as habilidades necessárias e confiar que são capazes de resolver determinado problema de negócio.

Conflitos

Times sem confiança são incapazes de encarar conflitos da forma que precisam ser encarados, causando certa harmonia artificial. O medo do conflito cria intrigas e discussões veladas que não são saudáveis quando o time deveria estar comprometido e focado na direção de um único propósito. Afinal de contas, quando falamos de time, todos ganham e todos perdem. Por essa razão, os conflitos devem ser encarados de frente, com transparência e respeito.

Comprometimento

Quando os conflitos são encarados de frente, o time passa a exigir mais comprometimento interno de modo que todos consigam falar e serem ouvidos. É necessário que os membros do time tenham abertura para expor suas ideias e que todos tenham respeito uns pelos outros. Contudo, nem tudo que é falado será acatado.

É necessário encontrar um ponto em que uma decisão seja tomada de modo que todos estejam de acordo, que o propósito esteja claro para todos. Dessa forma, todos estarão engajados e comprometidos no mesmo objetivo.

Ausência de Responsabilidade

Times que não são comprometidos não têm responsabilidade. Uma vez que o time esteja comprometido é necessário que seja consciente e não se esconda de suas responsabilidades. Responsabilidade é mais sobre ação do que reação, ou seja, num time responsável, que caminha na mesma direção, não deve haver delegações.

Preferencialmente, os membros devem ser auto-organizados e pró-ativos na criação de soluções. Um time responsável não encontra culpados, pelo contrário, busca junto soluções pois sabem que estão envolvidos dentro do mesmo objetivo e que o sucesso ou fracasso depende de todos.

Falta de Resultado

Quando os indivíduos não são responsabilizados, os membros da equipe naturalmente tendem a buscar seus próprios interesses e não os interesses da equipe. Porém, quando há responsabilidade e comprometimento, os conflitos são encarados abertamente e a confiança está plena, os membros do time naturalmente focam seus esforços em prol dos resultados, pensando no bem coletivo em detrimento às realizações pessoais.

Removendo essas falhas

Para que um time atinja alta performance e entregue cada vez mais, resultados melhores, de forma eficaz e eficiente, naturalmente você precisará tratar essas 5 disfunções.

Os benefícios desse processo para o time são: 

  • Reconhecer suas fraquezas e limitações e sentir-se mais confortáveis em pedir ajuda; 
  • Compartilhar skills;
  • Focar na solução de problemas, pensando no coletivo;
  • Tomar decisões de forma mais rápida;
  • Enfrentar problemas críticos de frente;
  • Estar sempre alinhados e focados no mesmo objetivo; 
  • Aumentar o engajamento das pessoas.

Por fim, entenda que todas as disfunções estão conectadas. A chave é começar construindo uma base sólida de confiança e, em seguida, incentivar conflitos saudáveis, manter a responsabilidade e definir objetivos claros, garantindo que o time comunique-se sempre com clareza.

Precisa de ajuda sobre esse assunto? Nós temos algumas ferramentas essenciais para resolver situações como essas! Clique aqui e conheça.

https://old.agile.whit.digital/voce-parece-agil-mas-nao-tem-foco-no-cliente-provavelmente-esta-perdendo-o-jogo/


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Você sabe quais são os pilares para uma Transformação Digital correta?

Entenda agora as cinco bases necessárias para ter sucesso e vantagem competitiva nesse processo de Transformação Digital

Todos os dias podemos perceber o quanto o mundo está se transformando e como isso está acontecendo cada vez mais rápido. “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”, disse Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do World Economic Forum, sobre o futuro insondável, ambíguo e aberto da Quarta Revolução Industrial.

Neste cenário, a Transformação Digital acabou virando uma nova buzzword no mercado, no qual muitos dizem que fazem essa jornada de mudanças, mas poucos realmente realizam de forma eficiente, com uma visão holística do tema. 

Vale ressaltar que algumas empresas já nasceram na era Digital e de uma forma Digital, enquanto outras empresas nasceram Tradicional e só agora estão tentando migrar para um mundo Digital. Com isso, não é raro ver pessoas que tentaram transformar empresas tradicionais sem sucesso, se desligarem dessas corporações e criarem uma nova companhia, agora já com a cultura digital enraizada, desde seu nascimento. 

Por isso, atualmente, classificamos as empresas em dois grupos: 

  • Empresas que nasceram de forma tradicional e agora estão tentando migrar;
  • Empresas que já nasceram com a cultura digital.

Como já explicamos mais profundamente em um outro texto aqui do blog, entendemos por Transformação Digital como uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Para essa mudança acontecer, ou seja, a empresa sair do Tradicional e ser mais Digital, nós da Agile.Inc criamos um modelo que ajuda nesse processo de migração. Esse conceito foi desenvolvido pela nossa equipe, depois de muitos estudos e prática no dia a dia. 

Temos então cinco pilares para uma Transformação Digital correta:

Pilares para uma Transformação Digital correta

CULTURA

A mudança de cultura está como primeiro pilar para a verdadeira Transformação Digital acontecer, não por acaso. Afinal, tudo se resume em uma mudança cultural e de mindset. 

Entre as diversas mudanças de cultura, podemos destacar: 

  • Colocar realmente o cliente como ponto central do seu negócio;
  • Ter uma cultura de inovação aplicada;
  • Empoderar os times, mas com alto alinhamento;
  • Criar uma cultura de “não ter medo de falhas” e
  • ter mais transparência nas ações, decisões e planos

Esses são alguns exemplos de como a mudança cultural é o ponto primário da transformação.

“Você comete muitos erros ao longo do caminho, mas tudo bem. Não há problema em cometer erros, contanto que você aprenda com eles. (Meu pai e CEO) Vince tem uma expressão: ‘Tudo bem cometer erros, mas nunca cometer o mesmo erro duas vezes.’” – Stephanie McMahon, diretora de marca da WWE durante debate, em 2018. – https://www.istoedinheiro.com.br/confira-10-frases-inspiradoras-do-forum-economico-mundial-de-davos/

CAPACIDADES INTERNAS

Além da cultura, as empresas precisam de novas capacidades internas, ou seja, os times precisam ter novas habilidades para resolver problemas mais complexos. 

Entre essas competências, podemos ressaltar algumas como:

  • Trabalhar com novas tecnologias (Big Data, Blockchain, Machine Learning, entre outras);
  • Agilidade no desenvolvimento de produtos,
  • Gestão lean na concepção de produtos;
  • Uso do Design de maneira estratégica.

Esses são apenas alguns exemplos de capacidades internas que precisam ser desenvolvidas, dependendo do contexto de cada negócio.

ESTRUTURA E GOVERNANÇA

Esse pilar consiste em repensar a forma como a empresa está organizada. Empresas que já são digitais, se organizam de forma diferente das tradicionais:

  • Como as áreas da empresa estão estruturadas?
  • Como quebrar os silos da organização?
  • Como o budget é definido?
  • Como as iniciativas são priorizadas?
  • Como o acompanhamento do trabalho é feito de forma transparente?
  • Como criar maior eficiência operacional, por exemplo, com automação?

Novamente, esses são alguns exemplos de questionamentos que são abordados durante essa transição de empresas Tradicional para a era Digital, no que se refere a estrutura e governança, variando muito para cada tipo de negócio.

PESSOAS

Ter as pessoas certas, nos lugares certos e com o correto direcionamento é fundamental. Nesse pilar da verdadeira Transformação Digital, olhamos:

  • Papéis e responsabilidades (destacando que, não adianta estar apenas definido, mas deve ser seguido e monitorado de forma natural por todos), 
  • Como está a motivação das pessoas;
  • E qual modelo de liderança a ser aplicado.

Como pensamos aqui na Agile.Inc – no final do dia, são sempre pessoas trabalhando com pessoas para criar produtos para outras pessoas

Mas, infelizmente, ainda vemos muitas empresas tratando pessoas como recursos, de uma forma bem “comoditizada”, no qual basta apenas contratar colaboradores da consultoria que for mais barata, por exemplo.

MODELOS DE NEGÓCIOS

O quinto pilar da Transformação Digital consiste em pensar em novos modelos de negócios para o mundo VUCA. A forma como as pessoas compram e consomem serviços está mudando e as empresas precisam se adaptar o mais rápido possível.

Por exemplo, o típico caso do banco que começa a cobrar algo sem que você veja e saiba, já não é mais aceito por todos. Se isso acontece, as pessoas logo vão para as redes sociais ou sites de reclamação falar sobre isso, gerando problemas para a imagem da instituição. Surge então com mais frequência novos modelos de serviços, como os de Assinatura, Freemium, OnDemand, entre outros, visando sempre a experiência do usuário.

O trabalho consiste então em desenvolver esses cinco pilares para uma Transformação Digital correta nas organizações. Sentimos que cada empresa possui um dos pilares mais ou menos desenvolvido, ou com a necessidade de desenvolvimento de um pilar primeiro, etc.

Entretanto, acreditamos muito que alguns pontos são alavancas propulsoras para a transformação, ou seja, nem tudo vai acontecer ao mesmo tempo. As alavancas são:

  • Desenvolver a liderança
  • Capacitar os times
  • Aplicar conceitos de Agilidade

Se começarmos por esses três pontos, todo o resto acaba sendo incentivado de forma positiva. Conte conosco nesse processo de transformação – queremos cada vez mais levar a verdadeira transformação digital para as empresas e pessoas. 

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