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Seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil

Como esclarecemos os principais questionamentos que surgem nesse processo inicial de implementação da agilidade numa empresa

Por Eduardo Alcaraz

Iniciar uma transformação numa empresa, seja ela ágil, digital ou cultural, realmente é uma decisão muito significativa, levando em conta o impacto que causa. Mesmo que positiva e com tantos benefícios, essa jornada de mudanças ainda gera muitos questionamentos na mente de líderes. E, por isso, vamos compartilhar algumas das  dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil que ouvimos nos últimos tempos.

“Escopo aberto é cheque em branco?”

Essa é a primeira das seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil, principalmente partindo de gerentes de TI: “escopo aberto é cheque em branco?”. É comum que a Agilidade seja confundida com bagunça e falta de comprometimento com os objetivos da entrega. Por isso, a primeira maneira de mitigar este estigma é justamente entender o propósito do que deve ser feito

Em seguida, apresentamos uma das diferenças entre a entrega features e entrega de valor:

Uma outra característica que é muito importante no SCRUM é a entrega de incremento de valor em cada Sprint. Um projeto que, a cada 14 dias tem uma entrega de software rodando, gera muito mais transparência ao cliente.

Falando nisso, outra característica que deve ser levada em conta na hora que surgem essas dúvidas ao implementar uma transformação ágil é a transparência. Um projeto de escopo apresenta rapidamente os típicos blocks, que impedem que um software vá para a produção. Proceder nesses pontos de maneira honesta e, não personificada, faz com que os stakeholders possam agir e resolver tais blocks para que o projeto todo tenha sucesso.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto pode sofrer várias adaptações. Seja pela mudança de target do projeto, de algum block ou de uma mudança no mercado. O escopo aberto não se esconde atrás de um contrato pré-definido, mas engaja cliente e fornecedor em torno de um objetivo: entrega em produção.

“Mas o que vou receber?”

Falamos um pouco das diferenças entre escopo e valor. Invariavelmente, este valor significa software em produção – e rápido. Sendo assim, surge essa segunda questão, bem frequente entre as dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil.

A Agilidade oferece essa entrega de valor de uma maneira muito simples. Os times engajados no propósito são capazes de fazer pequenas entregas em produção, sempre. E essas pequenas entregas servem para manter o cliente e os times engajados, e dá a possibilidade de priorizar próximos passos com o “software na mão”. 

Então, as pequenas entregas em produção dão ao cliente o conforto de saber o que está sendo feito, a qualquer tempo.

“Como eu acompanho a evolução do desenvolvimento?”

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos! Por isso, é importante ressaltar que o cliente faz parte do time, seja como Product Owner, seja como stakeholder. Logo, o acompanhamento é automático e fluido.

Sendo assim, o cliente é parte integrante do status report. Ele, como o restante do time, tem a responsabilidade de mitigar, adaptar e dar publicidade diariamente.

Vale aqui a menção do antigo PMO (Project Management Office) para projetos de escopo fechado. O PMO tradicional cobra e entrega um status report. E esse status não costuma apresentar exatamente o que está acontecendo no projeto.

“Meu chefe não me deixa fazer isso.”

Essa é outra fala que  faz parte das dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil. Entretanto, acreditamos que esta posição de “chefe” está lá por um ótimo motivo. Ou ele ficou muitos anos em sua empresa, galgando posições e conquistou seu espaço. Ou ele é muito competente no que faz e foi trazido para liderar e resolver problemas na sua organização.

Nesta situação, o ideal é entender as motivações dele para se manter no modelo tradicional. Geralmente há dois grandes motivos:

– Para multinacionais, pode ser uma diretriz da matriz (apesar de pouquíssimo frequente);

– A empresa está acostumada a “ter alguém para colocar a culpa”, caso o projeto dê errado.

No primeiro caso, a saída mais óbvia é começar a criar a cultura de agilidade dentro da organização. E o departamento de Recursos Humanos pode te auxiliar nisso!

Na segundo cenário, temos uma porção de argumentos reais que fazem a Agilidade ser uma boa saída para a transição do modelo tradicional para entregas com mais sentido e mais valor agregado. 

“E quais são as minhas garantias?”

A principal garantia do cliente é justamente a entrega contínua de valor. Sabemos que a Agilidade expõe os fatos rapidamente e o cliente é constantemente informado – levando em conta que o cliente faz parte do projeto, como PO.

E aí surge o questionamento: “mas se o software não ficar pronto na data?”

Deparamos a todo momento com datas fatais: dias das mães, dia dos pais, Natal, lançamento de marca, rodada de investimentos, entre outras. A principal ferramenta para mitigar a entrega é a priorização. Avaliar o que é mais importante, trabalhar em pequenos ciclos de entrega, se adaptando a todo momento, focado em entregar o melhor produto na data… Essa é a melhor técnica de sucesso para cumprirmos a tal data!

“Ainda somos muito tradicionais e Agilidade não é para nós.”

Além de todas essas questões, por fim, ainda ouvimos muito essa afirmação durante a negociação de uma transformação tão grande como essa. 

Mas, mais uma vez, é preciso entender que o mundo mudou. Não só por conta de um vírus desconhecimento que ocasiona a COVID-19, mas pela ânsia dos profissionais em serem mais felizes em seus trabalhos, em todas as escalas.

  • As organizações cartesianas (aquelas “meu chefe manda e eu executo”), está cada vez mais em decadência.
  • As entregas contínuas fazem cada vez mais sentido nesse mundo VUCA, no qual já falamos muito neste artigo aqui.
  • Então, a nossa resposta é: “SIM, a Agilidade é para todo o mundo!”

Tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato conosco que vamos te ajudar.

Conheça alguns dos nossos cases de sucesso.

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As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Por Filipe Machado

Durante o dia a dia de trabalho, um time pode apresentar algumas disfunções, seja por brigas internas, desconfiança, falta de comprometimento ou mesmo por disputa de posição. Esses problemas são comuns, mas podem se tornar impedimentos para que a equipe atue de forma engajada e com alto desempenho.

Mas, se você está lendo esse texto, deve estar pensando: como exigir que um time composto por pessoas com diferentes experiências, personalidades e motivações reme junto para o mesmo objetivo?

Foi sob essa ótica que Patrick Lencioni escreveu o livro “As 5 Disfunções de um Time“, que traz um modelo piramidal com essas cinco disfunções: Falta de Confiança, Medo do Conflito, Falta de Comprometimento, Ausência de Responsabilidade e Falta de Resultado.

Confiança

Falta de confiança é a base da pirâmide das 5 disfunções de um time. Sem confiança entre os membros não há como sustentar as outras 4 disfunções. Quando um time está em formação, os indivíduos se protegem dentro de uma casca para não se tornarem vulneráveis. Eles são incapazes de demonstrar suas fraquezas e se abrir uns com os outros. Relutam em pedir ajuda ou a se prontificar a ajudar uns aos outros. A ausência de confiança traz uma enorme perda de energia e tempo para os membros do time.

Contudo, para se ter confiança é necessário quebrar essa casca e mostrar suas deficiências, fraquezas, necessidades… Nem todos os dias são perfeitos e os membros do time precisam confiar uns nos outros para expor e entender tais situações. Uma boa dose de empatia ajuda muito a construir uma base sólida de confiança. Além disso, o time precisa ter as habilidades necessárias e confiar que são capazes de resolver determinado problema de negócio.

Conflitos

Times sem confiança são incapazes de encarar conflitos da forma que precisam ser encarados, causando certa harmonia artificial. O medo do conflito cria intrigas e discussões veladas que não são saudáveis quando o time deveria estar comprometido e focado na direção de um único propósito. Afinal de contas, quando falamos de time, todos ganham e todos perdem. Por essa razão, os conflitos devem ser encarados de frente, com transparência e respeito.

Comprometimento

Quando os conflitos são encarados de frente, o time passa a exigir mais comprometimento interno de modo que todos consigam falar e serem ouvidos. É necessário que os membros do time tenham abertura para expor suas ideias e que todos tenham respeito uns pelos outros. Contudo, nem tudo que é falado será acatado.

É necessário encontrar um ponto em que uma decisão seja tomada de modo que todos estejam de acordo, que o propósito esteja claro para todos. Dessa forma, todos estarão engajados e comprometidos no mesmo objetivo.

Ausência de Responsabilidade

Times que não são comprometidos não têm responsabilidade. Uma vez que o time esteja comprometido é necessário que seja consciente e não se esconda de suas responsabilidades. Responsabilidade é mais sobre ação do que reação, ou seja, num time responsável, que caminha na mesma direção, não deve haver delegações.

Preferencialmente, os membros devem ser auto-organizados e pró-ativos na criação de soluções. Um time responsável não encontra culpados, pelo contrário, busca junto soluções pois sabem que estão envolvidos dentro do mesmo objetivo e que o sucesso ou fracasso depende de todos.

Falta de Resultado

Quando os indivíduos não são responsabilizados, os membros da equipe naturalmente tendem a buscar seus próprios interesses e não os interesses da equipe. Porém, quando há responsabilidade e comprometimento, os conflitos são encarados abertamente e a confiança está plena, os membros do time naturalmente focam seus esforços em prol dos resultados, pensando no bem coletivo em detrimento às realizações pessoais.

Removendo essas falhas

Para que um time atinja alta performance e entregue cada vez mais, resultados melhores, de forma eficaz e eficiente, naturalmente você precisará tratar essas 5 disfunções.

Os benefícios desse processo para o time são: 

  • Reconhecer suas fraquezas e limitações e sentir-se mais confortáveis em pedir ajuda; 
  • Compartilhar skills;
  • Focar na solução de problemas, pensando no coletivo;
  • Tomar decisões de forma mais rápida;
  • Enfrentar problemas críticos de frente;
  • Estar sempre alinhados e focados no mesmo objetivo; 
  • Aumentar o engajamento das pessoas.

Por fim, entenda que todas as disfunções estão conectadas. A chave é começar construindo uma base sólida de confiança e, em seguida, incentivar conflitos saudáveis, manter a responsabilidade e definir objetivos claros, garantindo que o time comunique-se sempre com clareza.

Precisa de ajuda sobre esse assunto? Nós temos algumas ferramentas essenciais para resolver situações como essas! Clique aqui e conheça.

https://old.agile.whit.digital/voce-parece-agil-mas-nao-tem-foco-no-cliente-provavelmente-esta-perdendo-o-jogo/


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Transformando a Experiência de Usuário do Sem Parar

Iniciativas resultaram no crescimento de 315% da base de usuários do app

DESAFIO

Há mais de 18 anos no mercado brasileiro, o Sem Parar é um dos principais serviços de pagamento de pedágios, estacionamentos, drive-thrus, postos de combustível e outros estabelecimentos credenciados.

A empresa, que faz parte do grupo FLEETCOR (multinacional americana com operações América do Norte, América Latina, Europa, Austrália e Nova Zelândia), tinha como um grande desafio: desenvolver produtos com mais velocidade e agregando mais valor ao usuário final.

SOLUÇÕES

Para isso, montamos um time multidisciplinar a fim de transformar a forma com que essas entregas eram feitas. 

  • Uma célula ágil foi criada com o objetivo de mudar o todo o processo, desde a criação, passando pelo desenvolvimento, até a entrega final, promovendo entregas que gerassem mais valor agregado ao negócio.
  • Nosso papel foi criar uma nova maneira de realizar essas entregas, desenvolvendo um processo diferente.
  • Geramos uma proximidade dos times, visando sempre as demandas e necessidades do usuário (user centric);
  • Entre as diversas iniciativas, destaque para a reformulação do aplicativo da empresa, que foi relançado junto à nova identidade visual da marca – muito mais moderna e focada em seu consumidor.
  • Para isso foi feita uma pesquisa com 600 clientes, identificando as principais dores dos usuários no app. Dando mais destaque para funções mais utilizadas, segundo os dados deste estudo.

 

RESULTADO 

Com a aplicação dos conhecimentos adquiridos em uma nova interface mais atual, amigável e intuitiva para os usuários, o resultado foi um crescimento de 315% na base de usuários do app Sem Parar.

Obtendo resultados acima das expectativas, a transformação digital contagiou a empresa, causando impacto na cultura da organização – que busca por mudanças contínuas. Sendo assim, as iniciativas pontuais nas áreas de tecnologia estão se expandindo para a toda a empresa, como  a camada tática e estratégica, por exemplo, criando uma esteira ágil oficial.

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A importância da Pirâmide de Testes para a qualidade de softwares

O risoto de sobras é uma ótima analogia para explicar de forma didática a relevância da pirâmide de testes para os stakeholders

Por Rodrigo Matola

Às vezes é difícil para um stakeholder que não técnico entender a importância de testar bem uma funcionalidade antes de colocar a aplicação em produção. Sempre ouvia: “eu entendi a importância da pirâmide de testes, mas preciso lançar isso ao final da próxima Sprint. Se colocar testes unitários vai demorar mais pra entregar, eles não são prioridade”.

Com isso, pensei em algumas analogias para poder explicar a pirâmide de testes e sua importância durante o desenvolvimento de um produto digital. Vamos falar agora do “risoto de sobras”!

Como fazer um risoto de sobras

Lembro muito bem do risoto que minha mãe e tias preparavam no dia seguinte de alguma festa, principalmente as de fim de ano, na casa da minha falecida avó, com as sobras. Eu gostava ainda mais quando o risoto ia ao forno.

Entretanto, fazer esse risoto é bem simples. Com a ajuda de mais duas pessoas, no mínimo, para formar um time de 3 e otimizar o processo. Pode chamar mais, se quiser, mas é recomendável que o time não ultrapasse 9 pessoas. Siga essas instruções:

– Faça uma nova panela de arroz e misture com o arroz que sobrou (e que não dá pra todos comerem);

– Pegue as sobras das carnes de porco, peru, chester, tender e todas as outras disponíveis. Desfie e misture no arroz;

– Pegue todas as outras sobras, pique em pequenos pedaços. Misture na mistura anterior;

– Coloque queijo parmesão ralado por cima e leve ao forno até gratinar.

Agora vamos começar as analogias…

Colocando em produção

Ao servir o risoto, cada pessoa a mesa faz o “download” para o seu prato. Aí começam as reclamações: “Tá com gosto azedo”; “Isso tá estragado!”; “Eu achei doce”; “Doce? Minha parte estava extremamente salgada!”. 

Cada pessoa relata um bug diferente. Você terá que jogar o risoto fora e tomou um prejuízo grande, já que terá que pedir comida pra família toda agora sairá caro… Mas antes, como stakeholder, você quer descobrir o que deu errado. Mas como descobrir o que está errado dentro dessa mistura toda?

Aplicando a pirâmide de testes

Voltando ao desenvolvimento de produtos digitais, após a analogia contada acima, podemos entender o quanto é importante o processo de testes para garantir a qualidade do produto final. Para isso, podemos elencar:

Testes unitários

Voltando no tempo, até o momento da montagem da equipe, para evitar que o ocorrido contado anteriormente aconteça, cada participante do seu time deveria provar o ingrediente antes de colocá-lo no risoto. O teste unitário de cada item deve ser realizado primeiro. Esses testes mostrariam que o arroz que foi deixado fora da geladeira, estaria azedo e que a carne de porco estava estragada, por exemplo.

Os testes unitários servem justamente para testar a menor parte de um sistema. No risoto, testaria se cada ingrediente estava bom para ser adicionado. Num código, testa-se cada unidade (função, objeto, entre outros) está se comportando e respondendo como deveria frente a vários cenários.

Testes de integração

Mesmo que cada unidade esteja pronta e de acordo com as especificações passadas é preciso também verificar se, quando colocados juntos, eles combinam, ou seja, se integram.

Voltando a analogia do risoto de sobras, vamos primeiro pegar a reclamação que “o risoto estava muito salgado”. É preciso ir testando a quantidade de sal até que ela fique ideal. Apesar do sal ter passado no teste unitário de validade, no de integração ele retornou um valor muito maior que o esperado, que “quebrou” o risoto.

Já na reclamação do muito doce, foi pedido que se colocasse azeitonas pretas. Mas, a pessoa que ficou encarregada dessa parte não conhecia bem o negócio e colocou uvas-passas. O teste unitário passou, apesar de ter sido desenvolvido errado, mas no de integração não passaria. Nesse caso, o teste unitário deve ser refeito.

Testes funcionais e exploratórios

Mesmo que a azeitona preta se integre bem com o arroz, por exemplo, talvez não “funcione” se misturar outro ingrediente junto. A cada incremento do risoto (software) é preciso testar se está “funcionando” como o esperado. Se alguém resolve colocar castanhas ou amendoim no risoto simplesmente porque gosta, apesar de funcionar e ficar gostoso, outros convidados podem não gostar ou terem alergia.

No mundo de softwares, pode ser que alguém tenha feito uma implementação diferente da que estava na especificação ou até invente uma. Com os testes funcionais é possível identificarmos isso. 

Como extensão, se alguém deixou passar um pedaço de osso, somente um teste exploratório iria detectar. Nesse caso, o erro estaria em uma parte específica do risoto (código) que somente um usuário na mesa (produção) iria achar.

Testes de regressão

Também devemos “testar” (provar) o risoto a cada implementação. Ao adicionar sal, teste para ver se ficou salgado. Teste a consistência do arroz para ver se precisa de mais água e cozinhar mais.E coloque o sal e a água aos poucos. Se colocar uma quantidade fixa desses ingredientes, pode ficar salgado, virar uma canja ou ficar cru.

Trazendo esse exemplo para o desenvolvimento de softwares, teste-o por completo a cada nova implementação. E não faça implementações gigantescas, como colocar a quantidade final de sal e água juntos, por exemplo. Faça pequenos e constantes lançamentos, de somente uma funcionalidade, pois se der algo errado, fica mais fácil de consertar.

Testes de aceitação

Por último, deve ser realizado testes com o produto completo antes de ser servido. Não é aconselhável uma só pessoa testar, mesmo que tenha especificações detalhadas, pois o produto final será consumido por várias pessoas. Quanto mais pessoas provarem (testarem), mais qualidade seu produto final terá!

No caso do risoto, não é viável fazer um teste automatizado (utilizando uma análise química, por exemplo). Os testes tem que ser manuais e exploratórios, mas no caso de um software, os testes podem (e devem) ser automatizados, deixando os manuais para cenários que não valem a pena o esforço de automação.

Conclusão

Esse exemplo do risoto de sobras é uma maneira diferente que usamos para explicar a pirâmide de testes para pessoas sem base de programação, a importância de dividir e, principalmente, fazer testes durante o ciclo de desenvolvimento e não apenas no final.

Testar cada elemento de um produto digital antes de oferecer ao público pode realmente demorar um pouco mais. Entretanto, assegura que o produto tenha uma melhor qualidade e que os clientes finais fiquem mais satisfeitos.

Gostou do texto? Tem dúvidas sobre o processo de automação de testes? Deixe seu comentário aqui!

Ainda tem dúvidas de como implementar esses testes, marque um bate-papo conosco, nós podemos te ajudar!

 

Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

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Você sabe quais são os pilares para uma Transformação Digital correta?

Entenda agora as cinco bases necessárias para ter sucesso e vantagem competitiva nesse processo de Transformação Digital

Todos os dias podemos perceber o quanto o mundo está se transformando e como isso está acontecendo cada vez mais rápido. “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”, disse Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do World Economic Forum, sobre o futuro insondável, ambíguo e aberto da Quarta Revolução Industrial.

Neste cenário, a Transformação Digital acabou virando uma nova buzzword no mercado, no qual muitos dizem que fazem essa jornada de mudanças, mas poucos realmente realizam de forma eficiente, com uma visão holística do tema. 

Vale ressaltar que algumas empresas já nasceram na era Digital e de uma forma Digital, enquanto outras empresas nasceram Tradicional e só agora estão tentando migrar para um mundo Digital. Com isso, não é raro ver pessoas que tentaram transformar empresas tradicionais sem sucesso, se desligarem dessas corporações e criarem uma nova companhia, agora já com a cultura digital enraizada, desde seu nascimento. 

Por isso, atualmente, classificamos as empresas em dois grupos: 

  • Empresas que nasceram de forma tradicional e agora estão tentando migrar;
  • Empresas que já nasceram com a cultura digital.

Como já explicamos mais profundamente em um outro texto aqui do blog, entendemos por Transformação Digital como uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Para essa mudança acontecer, ou seja, a empresa sair do Tradicional e ser mais Digital, nós da Agile.Inc criamos um modelo que ajuda nesse processo de migração. Esse conceito foi desenvolvido pela nossa equipe, depois de muitos estudos e prática no dia a dia. 

Temos então cinco pilares para uma Transformação Digital correta:

Pilares para uma Transformação Digital correta

CULTURA

A mudança de cultura está como primeiro pilar para a verdadeira Transformação Digital acontecer, não por acaso. Afinal, tudo se resume em uma mudança cultural e de mindset. 

Entre as diversas mudanças de cultura, podemos destacar: 

  • Colocar realmente o cliente como ponto central do seu negócio;
  • Ter uma cultura de inovação aplicada;
  • Empoderar os times, mas com alto alinhamento;
  • Criar uma cultura de “não ter medo de falhas” e
  • ter mais transparência nas ações, decisões e planos

Esses são alguns exemplos de como a mudança cultural é o ponto primário da transformação.

“Você comete muitos erros ao longo do caminho, mas tudo bem. Não há problema em cometer erros, contanto que você aprenda com eles. (Meu pai e CEO) Vince tem uma expressão: ‘Tudo bem cometer erros, mas nunca cometer o mesmo erro duas vezes.’” – Stephanie McMahon, diretora de marca da WWE durante debate, em 2018. – https://www.istoedinheiro.com.br/confira-10-frases-inspiradoras-do-forum-economico-mundial-de-davos/

CAPACIDADES INTERNAS

Além da cultura, as empresas precisam de novas capacidades internas, ou seja, os times precisam ter novas habilidades para resolver problemas mais complexos. 

Entre essas competências, podemos ressaltar algumas como:

  • Trabalhar com novas tecnologias (Big Data, Blockchain, Machine Learning, entre outras);
  • Agilidade no desenvolvimento de produtos,
  • Gestão lean na concepção de produtos;
  • Uso do Design de maneira estratégica.

Esses são apenas alguns exemplos de capacidades internas que precisam ser desenvolvidas, dependendo do contexto de cada negócio.

ESTRUTURA E GOVERNANÇA

Esse pilar consiste em repensar a forma como a empresa está organizada. Empresas que já são digitais, se organizam de forma diferente das tradicionais:

  • Como as áreas da empresa estão estruturadas?
  • Como quebrar os silos da organização?
  • Como o budget é definido?
  • Como as iniciativas são priorizadas?
  • Como o acompanhamento do trabalho é feito de forma transparente?
  • Como criar maior eficiência operacional, por exemplo, com automação?

Novamente, esses são alguns exemplos de questionamentos que são abordados durante essa transição de empresas Tradicional para a era Digital, no que se refere a estrutura e governança, variando muito para cada tipo de negócio.

PESSOAS

Ter as pessoas certas, nos lugares certos e com o correto direcionamento é fundamental. Nesse pilar da verdadeira Transformação Digital, olhamos:

  • Papéis e responsabilidades (destacando que, não adianta estar apenas definido, mas deve ser seguido e monitorado de forma natural por todos), 
  • Como está a motivação das pessoas;
  • E qual modelo de liderança a ser aplicado.

Como pensamos aqui na Agile.Inc – no final do dia, são sempre pessoas trabalhando com pessoas para criar produtos para outras pessoas

Mas, infelizmente, ainda vemos muitas empresas tratando pessoas como recursos, de uma forma bem “comoditizada”, no qual basta apenas contratar colaboradores da consultoria que for mais barata, por exemplo.

MODELOS DE NEGÓCIOS

O quinto pilar da Transformação Digital consiste em pensar em novos modelos de negócios para o mundo VUCA. A forma como as pessoas compram e consomem serviços está mudando e as empresas precisam se adaptar o mais rápido possível.

Por exemplo, o típico caso do banco que começa a cobrar algo sem que você veja e saiba, já não é mais aceito por todos. Se isso acontece, as pessoas logo vão para as redes sociais ou sites de reclamação falar sobre isso, gerando problemas para a imagem da instituição. Surge então com mais frequência novos modelos de serviços, como os de Assinatura, Freemium, OnDemand, entre outros, visando sempre a experiência do usuário.

O trabalho consiste então em desenvolver esses cinco pilares para uma Transformação Digital correta nas organizações. Sentimos que cada empresa possui um dos pilares mais ou menos desenvolvido, ou com a necessidade de desenvolvimento de um pilar primeiro, etc.

Entretanto, acreditamos muito que alguns pontos são alavancas propulsoras para a transformação, ou seja, nem tudo vai acontecer ao mesmo tempo. As alavancas são:

  • Desenvolver a liderança
  • Capacitar os times
  • Aplicar conceitos de Agilidade

Se começarmos por esses três pontos, todo o resto acaba sendo incentivado de forma positiva. Conte conosco nesse processo de transformação – queremos cada vez mais levar a verdadeira transformação digital para as empresas e pessoas. 

Leia também:

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O que de fato é a Transformação Digital?

Enquanto você não entender em detalhes o que é a Transformação Digital, seu time vai continuar tendo grandes esforços com baixos resultados. Entenda de vez e saia na frente!

Será que a transformação digital pode me ajudar a fazer mais com menos? Consigo entregar mais resultados em minha empresa? Trabalhar de forma mais eficiente, que gere mais entregas? O que posso melhorar no meu dia a dia, para ser mais digital? 

Essas são algumas das várias dúvidas que chegam até nós, todos os dias, sobre o que é e quais os benefícios dessa tal transformação digital… Entretanto, ainda existe muita nebulosidade sobre o tema, tanto por falta de informação consistente, quanto por modismo de muitos tentando vender esse tipo de serviço ou realizar essas mudanças, cada um à sua maneira.

Como várias outras modas do passado e outras que aparecerão no futuro, elas podem ser exageradas em algum momento por quem não entende do tema. Contudo, as dúvidas mencionadas acima permanecem na cabeça das pessoas.

Bom, mas o fato é que não basta as empresas seguirem a moda ou fazerem algo apenas “para inglês ver”, de forma mecânica… Como diz Antonio Costa, sócio da Agile.Inc: “No final do dia, o cliente vai comprar seu produto ou serviço, não por que você usa Agilidade ou por que você faz a Transformação Digital. O cliente vai comprar seu produto porque você realmente gera algum valor para a vida dele.

O que está acontecendo no mercado?

Basicamente, boa parte da transformação digital está pautada na Quarta Revolução Industrial, que está acontecendo no mercado, nos dias atuais. 

  • A Primeira Revolução Industrial usou a energia da água e vapor para mecanizar a produção. 
  • A Segunda usava energia elétrica para criar produção em massa. 
  • A Terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. 
  • Agora, a Quarta Revolução Industrial está se consolidando na Terceira – a revolução digital que ocorre desde meados do século passado. É caracterizada por uma fusão de tecnologias que está desfocando as linhas entre as esferas física, digital e biológica.

Fonte: https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

A forma como as pessoas estão conectadas por celulares, as novas gerações que surgem de clientes, de colaboradores que já nasceram num mundo digital e se comportam totalmente diferente, o poder de novas tecnologias como impressão 3D, nanotecnologia, IoT, IA, entre outros, tudo isso faz com que o mundo e os negócios se tornem muito mais complexos e dinâmicos, dentro do cenário VUCA, como é amplamente falado. 

Ou seja, as empresas precisam estar adaptadas a essa nova realidade! Como diz  Fernando De La Riva: “Estamos usando teorias de administração do século 19, com estruturas organizacionais e de incentivo do século 20, num ambiente de negócios do século 21. VUCA é o novo normal do ambiente de negócios”.

O que de fato não é a Transformação Digital?

Diante deste cenário de mercado, vamos entender primeiro o que não é Transformação Digital:

– Não é algo prescritivo que você compra e vêm em uma caixinha, bastando apenas instalar;

– Não é uma bala de prata;

– Não é apenas “colocar uma roupa ágil” e cometer erros básicos muito comuns;

– Definitivamente, não é digitalização de canais;

– Não é pagar treinamentos para a equipe, quando tem budget sobrando, para seguir uma tendência e evolução de mercado.

Mas, e o que é a tal Transformação Digital?

Transformação Digital é um processo de mudanças com o objetivo de ajudar as empresas a obterem mais resultados, a entregar mais valor constante, a trabalhar de uma forma mais responsiva, produzindo mais e mais aderente às necessidades atuais dos clientes e dos funcionários.

Nós, da Agile.Inc, entendemos por Transformação Digital como: 

Uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Esse conceito consiste em vários pontos, tais como:

– Mudar a forma com que as áreas de uma empresa se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente suportando as áreas de negócios;

– Realmente colocar o cliente no centro das tomadas de decisão;

– Ter mais transparência e dar visibilidade ao que está acontecendo para todos;

– Priorizar as entregas e se perguntar sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”;

– Integrar o mindset Ágil em uma base diária dentro dos times;

– Descentralizar decisões, mas com alto alinhamento;

O risco de não fazer direito é muito latente

Muitas dúvidas podem estar passando por sua mente agora, especialmente aquela sensação de não estar fazendo e nem se preparando para a transformação digital ainda. E isso é muito arriscado! Em recentes pesquisas, identificou-se que o risco de não fazer a Transformação Digital corretamente é a ameaça número 1 apontada por diretores, executivos e C-levels, em 2019. 

“As operações existentes e a infraestrutura de tecnologia legada representam um risco para as empresas que não conseguem se transformar com rapidez suficiente para competir com as que ‘nasceram digitais’”, revela um estudo realizado pela Iniciativa de Gerenciamento de Riscos da Universidade da Carolina do Norte e pela empresa de consultoria de gerenciamento Protiviti Inc.

Fonte: https://blogs.wsj.com/riskandcompliance/2018/12/05/businesses-predict-digital-transformation-to-be-biggest-risk-factors-in-2019/

Ou seja, caso a empresa não consiga fazer a correta Transformação Digital, ela vai perder espaço no mercado para as organizações que estão conseguindo fazer o processo da maneira adequada. Levando em conta que algumas empresas já nasceram digitais, já são customers centric e conquistaram a preferência de seus clientes; e possuem uma cultura forte e um mindset de inovação e melhoria contínua, desde a escolha dos funcionários, processos internos, até a postura de sua liderança.

Conclusão

Diante de todos esses fatos e explicações sobre um dos assuntos mais falados dos últimos tempos, você se sente preparado para fazer essa mudança fundamental na forma como sua organização trabalha? Como fazer essa transformação acontecer da melhor forma possível, de modo que a empresa possa sair na frente? Como não ficar para trás e ser obrigado a reagir de forma desesperada no futuro?

Essas são perguntas que muitos executivos possuem e para responder esses questionamentos que nós da Agile.Inc trabalhamos.

Tem alguma outra dúvida? Conte-nos aqui nos comentários!

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A adoção da Agilidade na Roche

400 funcionários treinados e certificados e acompanhamento de 28 projetos ágeis

DESAFIO

No começo de 2018, a Roche – uma das principais farmacêuticas do mundo, lançou de forma global uma diretriz na qual todas as suas equipes de TI deveriam começar a trabalhar no modelo ágil até meados daquele ano. Na mesma ocasião, lançaram um guideline de todas as práticas que os times deveriam seguir. 

Entretanto, na divisão farmacêutica da Roche no Brasil – a sexta maior afiliada do grupo no mundo, houve resistência em dois grandes pontos: as práticas não eram completamente aderentes à realidade brasileira e faltavam ações para fazer a transição entre o modelo tradicional e o framework Agile

SOLUÇÕES

Junto ao departamento de Recursos Humanos, identificamos a necessidade de certificar os profissionais nas roles de Product Owner, Scrum Master e Agilista, além do Management 3.0 para as lideranças.

Para isso, rodamos pequenas entrevistas para delimitar um modelo que os auxiliasse a atingir os objetivos. E chegamos a conclusão que o plano seria:

  • Rodar dinâmicas com os gestores e diretores para determinar os projetos e times prioritários para mudarem de modelo;
  • Realizar treinamentos personalizados para dar capacidade técnica para esses times executarem os trabalhos no modelo ágil;
  • Acompanhar esses times, no modelo hands-on, presencialmente em suas rotinas.

RESULTADOS

Nasceu o “jeito Roche” de adoção do Ágil na prática;

Criação de rotinas fáceis de contratação de treinamentos e certificações;

Maior engajamento dos times no novo modelo de trabalho;

Independência da organização para criação de seus próprios times.

400 funcionários treinados e certificados;
Acompanhamento de 28 projetos ágeis;
Criação da role de agilista no dia a dia.
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Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

Toda semana visito diferentes empresas e tenho acompanhado bem de perto dois temas “da moda” e que de certa forma se tornaram interdependentes: agilidade e transformação digital. É nítido que muitas empresas estão falhando em compreender a agilidade e, isso por sua vez, está pouco contribuindo para a transformação digital, tão relevante no atual cenário. Isso acontece porque algumas não entenderam que “Ágil” não significa um processo novo, mas sim uma mudança cultural, uma mudança de paradigma…

Foto estilizada de uma cidade, com luzes velozes, demonstrando mudança, rapidez, velocidade

Mas, qual a mudança de paradigma?

Gosto muito da forma como parceiros da Scrum.org descrevem tal mudança de paradigma, que consiste em sair de um modo Taylorista de pensar, indo para uma abordagem mais focada em resultados, ou um modo Ágil de pensar.

Modelo Taylorista

Basicamente, no início do século passado eram necessárias linhas de produção mais eficientes. E Taylor foi um grande revolucionário para sua época, implementando ideias como:

  • Separação entre pensadores e executores. Frases como “I have you for your strength and mechanical ability. We have other men paid for thinking” (“Eu tenho você por sua força e habilidade mecânica. Temos outros homens pagos para pensar”), faziam parte de seus conceitos;
  • Cada trabalhador se ocupavam em resolver uma pequena parcela do problema;
  • Não era necessária criatividade ou senso crítico, apenas disciplina para seguir regras;
  • O que fazia de cada pessoa um recurso, substituível e, muitas vezes, que era automatizado (trocada por máquinas);
  • A solução para o usuário já era pré-concebida desde o princípio, bastando apenas ter eficiência na execução do processo;
  • Para maior produtividade do trabalhador, dê mais dinheiro, bônus e benefícios – essa é sua principal motivação;
  • Estrutura de comando e controle era utilizada para gerenciar. Ou seja, se tudo está sob controle é o melhor modelo de liderança;
  • Grandes planejamentos prévios e prescritivos;
  • Entre outros pontos.

Agora, leia novamente o texto acima, mas analisando o contexto de desenvolvimento de produtos digitais. Será que todos esses tópicos não estão sendo aplicados hoje em dia, mas para resolver um problema diferente?

Acontece que, atualmente, estamos em um cenário de quarta revolução industrial, que é a Revolução Digital. O avanço da tecnologia nos proporcionou um novo universo, novas regras na sociedade e nos negócios, inovações que estão fundindo o mundo físico e virtual, mudando o tempo todo áreas como:

– A forma como as pessoas se relacionam e vivem estão se modificando;

– Novos negócios estão sendo criados;

– Existe cada vez mais uma conectividade global, ou seja, acontece algo em uma parte do planeta, você tem a informação quase que instantânea através de seu celular;

– Pessoas da geração digital já não se contentam com qualquer produto/solução.

Isso torna o mundo ficar mais complexo, criando um ambiente chamado de VUCA acrônimo para: Volatility (Volátil), Uncertainty (Incerto), Complexity (Complexo) e Ambiguity, (Ambíguo). Como alguns dizem, “esse é o novo normal”. Por exemplo, uma empresa digital (Airbnb, Uber, entre outras) atingir altos valores de mercado, desbancando gigantes e grandes players do passado é um efeito desse mundo VUCA.

Basicamente, as empresas que tentarem resolver os problemas atuais, do mundo VUCA, com a abordagem Taylorista, mesmo que usando uma “roupagem Ágil”, vão falhar. E, nessa corrida para a transformação digital, é isso que muitas estão fazendo: apenas vestindo a roupa ágil, mas com o mesmo mindset anterior, sem uma mudança cultural, sem uma transformação de paradigma.

É importante destacar que Frederick Winslow Taylor criou a Scientific Management em 1882 – ele foi revolucionário para a época. O que questionamos é usar esses mesmos conceitos que foram benéficos para aquela época, na criação dos produtos atuais, complexos e digitais. Isso é como usar uma ferramenta errada, a velha metáfora do martelo para apertar um parafuso.

Pensamento Tradicional x Ágil

Numa abordagem onde o pensamento “Tradicional” (Taylorista) prevalece na criação de produtos e serviços, mas que se “diz Ágil”, geralmente acontecem problemas como:

  • O sucesso de um projeto é resolver o escopo definido, dentro do tempo estipulado e sem estourar o orçamento. Mesmo se o cliente não comprar o produto, o projeto foi um sucesso;
  • As pessoas que estão no desenvolvimento do projeto estão anos luz desconectados do cliente e do serviço a ser prestado para esse usuário;
  • Muitas vezes, essas empresas acabam somente sendo uma “fábrica de software” (fábrica = taylorista);
  • As motivações e engajamento das pessoas, são feitos com remuneração ou demissão; 
  • Problemas complexos são resolvidos com mais planejamento. Ou seja, aumenta a prescrição;
  • O time é Ágil mas a gestão é imposta, precisa de alguém comandando.

Já numa abordagem Ágil, o mindset estabelece uma visão de produto, uma visão de valor de entrega:

  • Objetivos de negócios ligados ao cliente são definidos muitas vezes em hipóteses e, tenta-se investir o mínimo para validá-la antes de escalar a solução;
  • Times são criados com alto alinhamento e autonomia para resolver problemas complexos;
  • O sucesso do time é resolver o problema com a menor solução (ou melhor) possível;
  • A estrutura da empresa é customer centric e não apenas áreas em silos, rodando através dos processos ágeis;
  • Problemas complexos são resolvidos com mais experimentos, que geram mais aprendizado (empirismo);
  • O melhor estilo de liderança é o líder servidor;

E esta lista é imensa! Os pontos acima são apenas alguns exemplos… Ou seja, muitas empresas estão rodando um processo com roupagem Ágil, mas com o mesmo mindset Tradicional (Taylorista) de sempre. Isso é tão enraizado que, muitas consultorias que julgam executar uma transformação digital, implantam a agilidade de uma forma bem tradicional. Elas ensinam sua empresa a estabelecer personas, por exemplo, mas elas não utilizam essa técnica em seus próprios negócios.

Por mais que fazer a adoção de processos ágeis seja um avanço, mesmo que de forma mecânica, é importante saber que ainda falta muito para a tão falada transformação digital. Não se contente com apenas uma roupagem ágil, busque o mindset verdadeiro da agilidade para colher todos os benefícios da transformação digital.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

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Erros comuns durante a Transformação Digital

Maturidade, visão de produto e habilidades corretas são três de algumas das principais falhas que acontecem nesse processo de mudanças e inovação da transformação digital

A Transformação Digital não é mais uma opção e as empresas que ainda não iniciaram esse processo estão ficando para trás. Entretanto, na corrida para mudar, alguns erros cruciais acontecem, seja por falta de objetivo ou maturidade, de estratégia e visão do negócio ou até por falta de ferramentas básicas para estruturar essa revolução.

Estamos realmente prontos para a Transformação Digital?

Essa é uma pergunta que toda empresa deve se fazer antes de tudo. Estamos vivendo um momento no qual tudo é pra ontem e, com isso, algumas corporações não dedicam o tempo suficiente para entender o que realmente é necessário fazer quando o assunto é transformação digital. Vemos muitas pessoas querendo soluções prontas, como uma “receita de bolo”, mas nem sempre a solução descritiva atende às necessidades existentes. 

Para saber se você está realmente pronto para a Transformação Digital, é preciso ter um propósito transparente para passar por essa mudança, pois é um momento delicado, no qual será necessário envolver todos os colaboradores e ter objetivos claros para que todos sigam para a mesma direção. 

A falta de alinhamento de estratégia dentro de uma empresa, pode gerar várias falhas, como muito esforço dedicado à tarefas ou iniciativas que não geram valor nenhum para a transformação digital; desentendimentos ou discussões infundadas entre áreas de negócios ou times de produtos; além de entregas desconexas ou postergação das mesmas.

Este produto realmente resolve o problema do cliente?

Antes de você investir em uma idéia é extremamente importante que o propósito e o valor que seu produto irá gerar para seu cliente estejam claros. Ou seja, qual problema do seu cliente este produto vai resolver? Quando um produto não tem um propósito definido qualquer idéia pode ser boa, mas com isso o foco se perde e investimentos tornam-se prejuízos.

Uma das características dessa transformação digital é o cliente estar realmente no centro, ou seja, a empresa deve ser customer centric e não mais stakeholder centric.

Conhecer seu usuário/cliente, seus concorrentes e ter um objetivo definido para seu produto, muitas vezes evita o cenário acima. Mas, isso depende muito da dedicação na análise de dados e pesquisas pra você ter realmente autonomia sobre seu produto. 

Outra situação muito comum é quando a estratégia está atrelada à um objetivo pessoal – que pode ou não estar alinhado com o da empresa – no qual as conquistas estão focadas em entregar apenas funcionalidades, sem saber o quanto são úteis para o cliente. Nesse caso o foco é quantitativo, deixando o qualitativo de lado e fazendo com que o produto perca a qualidade e confiabilidade para o cliente. Na maioria das vezes, esses objetivos estão desconectados com a estratégia da empresa e da transformação digital.

Foco no alvo

Temos as pessoas certas para essa jornada de transformações?

Para realizar uma grande mudança dentro de uma empresa é necessário que todos estejam realmente envolvidos com o objetivo dessa transformação. As pessoas precisam ter em mente o porque a empresa optou por essa iniciativa, quais benefícios serão gerados, os riscos mitigados, etc. Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Em alguns casos, a notícia chega para os colaboradores de uma forma “distorcida” ou como uma ordem e aí o caos reina na empresa. Brincadeiras à parte, mas é quase isso!

A falta de capacitação e o conhecimento necessário para implantar as novas iniciativas pode gerar muitas frustrações, devido ao tempo gasto neste processo e pela demora em obter o retorno sobre o investimento. Como consequência disso, a pressão sobre os colaboradores aumentará de uma forma na qual eles se sentirão sobrecarregados e desmotivados, fazendo com que diminuam sua produtividade ou decidam se desligar.

Toda mudança gera desconfortos, pois as pessoas terão que sair do seu status quo tanto para realizar tarefas de uma forma diferente, quanto para buscar conhecimento. 

Nesse momento, a empresa precisa incentivar as pessoas e proporcionar mais capacitação à elas, mostrando o quão impactante e importante é o processo de transformação digital, além de alinhar e nivelar o conhecimento de todos os envolvidos. 

Esses são os três erros que normalmente encontramos dentro de uma empresa que está passando por transformação digital: a empresa não está pronta e não tem a base necessária para iniciar, não ter a visão correta de produto e não investir nas pessoas certas para iniciar o processo. Investindo nesses pontos ao iniciar sua jornada de mudanças, acreditamos que suas chances de sucesso vão aumentar exponencialmente.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

Um abraço!


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Agilidade além da TI no Grupo Marista

Como o Grupo Marista incorporou uma nova cultura de entregas e projetos mais adaptativos e ágeis 

DESAFIO

Promovendo um mundo melhor através dos valores Maristas nas áreas da Saúde e Educação desde 1817, o Grupo Marista precisava ser mais ágil e adaptativo em suas obras e projetos de engenharia, juntamente com o RH, com mais foco no valor ao cliente.

Alguns departamentos já rodavam algumas técnicas ágeis, mas de forma isolada e não tão incorporada, culturalmente. Não existia uma base concreta entre todos os times e faltava uma cultura mais apurada.

SOLUÇÕES

Para isso, decidimos em conjunto com a organização que era preciso aplicar um treinamento exclusivo, baseado nas necessidades da empresa. O foco era capacitar áreas corporativas (coordenadores de obras e projetos, engenheiros e o RH) focando em na efetividade do conteúdo para o dia a dia, e não visando certificações.

  • Fizemos um alinhamento prévio para adequar o treinamento para a realidade da áreas, através de entrevistas com pessoas da organização, buscando identificar qual seria o critério de sucesso da iniciativa;
  • Explicamos a metodologia para os líderes aplicarem no dia a dia (de forma pragmática) para serem mais ágeis, adaptáveis à mudança, e gerar mais valor para o cliente deles;
  • Com base nas entrevistas, adaptamos o treinamento “Ágil – Além da TI”;

  • O foco do treinamento foi em passagem de conhecimento e criação conjunta de cenários reais, durante a aula, para que o time incorporasse bem o modelo.

RESULTADOS

  • Aplicamos o treinamento “Ágil – Além da TI” em dois dias de curso, para 25 líderes;
  • Formulário de NPS, com a pergunta: Quanto o treinamento te ajudará a aplicar os conceitos ágeis de forma prática, no seu dia a dia? Resultado 9.2 de 10
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