Transformação Digital

by Thiago Fregni Thiago Fregni Nenhum comentário

A agilidade funciona para áreas como Marketing, RH, Jurídico ou Operação?

Entenda como é possível ter mais produtividade e entregas efetivas em qualquer área de sua empresa e tornando-los mais ágeis

Será que consigo aplicar agilidade em qualquer área da empresa?
A resposta é SIM, mas depende de alguns pontos.

Ser ágil hoje em dia deixou de ser uma particularidade de TI ou de Produtos Digitais. Grandes organizações possuem diversos projetos em todos os departamentos, que buscam:
– Antecipação do RoI
– Inovar mais
– Melhorar os processos existentes
– Atender melhor às necessidades e objetivos da área

Os projetos hoje em dia estão cercados de complexidade e não conseguimos prever antecipadamente tudo que precisamos fazer para atingir os objetivos, e nem como fazer os times produzirem e se comunicarem mais.

Os times acabam tendo problemas diversos como:

  • Muitas interferências externas
  • Mudanças de prioridade
  • Baixa visibilidade e transparências
  • Muitas incertezas com relação as necessidades do cliente

O problema não está muitas vezes no profissional – você tem pessoas boas que trabalham muito (às vezes, nem tanto), mas, no final surge o sentimento que algo está travado e que não conseguiram entregar o necessário para a empresa.

Os modelos tradicionais de gestão através de microgerenciamento focado eficiência/produtividade das pessoas, exigem cada vez mais e o resultados não chegam a lugar algum.

Além dos prejuízos financeiros, este cenário impacta diretamente na produtividade e moral do time e isto gera frustração para todos os envolvidos.

Você já se viu nesta situação? Se sim, fique calmo. Existe sim, uma luz no fim do túnel.

Nós podemos nos apoiar no método científico para isto e promover a agilidade em qualquer área da empresa. Ao utilizar um processo empírico conseguimos, através de ciclos curtos, validar uma hipótese, aprender com os feedbacks e adaptar o plano se necessário.

Veja como foi a adoção da Agilidade na Roche

Quando falamos de agilidade em qualquer área da empresa, na verdade estamos falando de organizações que aprendem!

O primeiro passo é prover transparência! Deixamos muito claro: 

  • quais são objetivos; 
  • as falhas;
  • o plano de ação;
  • os próximos entregáveis. 

Com a transparência, iniciamos ciclos curtos de inspeção e adaptação.
Isso gera confiança entre todos os envolvidos e abra caminho para melhoria contínua.

Muitas vezes temos uma equipe muito boa, mas, sem ferramental para entregar mais.

A agilidade provê as ferramentas para dar apoio para essas equipes brilharem. Os problemas cada vez mais se tornam visíveis e ações são tomadas para esta melhoria.

Em muitos casos temos problemas de falta de foco, cada pessoa do time tem metas diferentes, e em períodos de fechamento de ciclo cada um começa a olhar exclusivamente para sua meta e deixa a equipe em segundo plano.

Através dos ciclos de Transparência, Inspeção e Adaptação conseguimos entender o que está ocorrendo e fazemos as adaptações necessárias

Muitas vezes a própria organização crias essas barreiras que impedem o time de focar na geração de valor.

Em um dos projetos pelos quais passei um dos diretores disse:
“Ninguém nessa empresa imaginava que conseguiríamos fazer tudo isso em três meses!” Neste caso foi uma iniciativa de CRM, não havia desenvolvedores de softwares, na maior parte eram pessoas de áreas negócio como marketing e vendas.

O time teve que aprender a dizer não, ajudamos eles a definir um objetivo, claro de curto prazo e o time todo trabalhou focado neste objetivo.
E sabe o mais bacana de tudo isso? O time trabalhou em um ritmo sustentável, sem necessidade de horas extras.

Quer entender mais como este processo funciona e como podemos te ajudar a se tornar uma organização ágil? Clique aqui e entre em contato!

Teremos um imenso prazer em contar com mais detalhes em um bate-papo.

Um abraço!

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Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito

Seu time lança diversas funcionalidades, trabalha muito, mas os resultados não aparecem? Entenda agora as principais causas tudo isso

Por Filipe Machado e Thiago Fregni

Em qualquer negócio, seja ele um produto digital ou não, uma das principais preocupações é atender as necessidades dos stakeholders e isso acaba se tornando um dos grandes objetivos a serem cumpridos. Com isso, o time trabalha muito, se empenha em lançar várias funcionalidades, mas vai deixando de lado uma meta muito importante: a maximização de valor e o retorno de investimento daquela iniciativa.

Ou seja, por mais que a Agilidade tenha sido implantada e as entregas estejam acontecendo com mais velocidade, ainda há stakeholders super descontentes. “Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito.” Essa frase do Peter Drucker é uma daquelas que pode resumir de forma simples esse cenário. O time está trabalhando bem, com diversas funcionalidades em produção, mas será que estão fazendo algo realmente útil?

Isso soa comum para você? Pois realmente acontece em muitos negócios que estão iniciando uma transformação digital e por três principais motivos:

  • Maximização de valor e o retorno de investimento

Geralmente, o Product Owner fica muito preocupado em atender os stakeholders e acaba deixando de lado uma das suas principais responsabilidades que é a maximização de retorno do investimento.

  • Senso de propósito

É comum o time (Agilista, PO e Devs) não saber de forma clara qual o objetivo do produto ou não ter visão sob o motivo de estarem trabalhando em determinada demanda. Sabem o que é, como deve ser feito, mas não o por quê – não possuem senso de propósito!

  • Discovery/Ideação/Upstream 

A maximização de valor do produto, ou seja, aquilo que o cliente recebe na ponta, precisa passar por um processo de discovery e refinamento, antes de iniciar o desenvolvimento. E não é sempre que isso acontece!

Mas qual é a causa raiz desse problema?

É possível identificar alguns sinais que ocasionam essas situações descritas acima. Os principais são: 

  • Baixa autonomia do Product Owner, que depende de outras pessoas para tomar decisões e esclarecer detalhes;
  • Product Owner que não tem a competência correta;
  • PO tirador de pedido (PO Proxy/Escriba), que não tem ownership do produto. Anota os pedidos sem entender o porquê da solicitação e quais os resultados esperados;
  • Time se preocupa em encher o capacity. Ou seja, durante reuniões de Planejamento, existe uma preocupação maior em “arrumar” backlog suficiente para deixar todos ocupados, do que gerar realmente valor para o cliente;
  • PO que não sabe quanto custa cada PBI e não tem noção do custo do time, o que o impossibilita de fazer trade-offs baseados no RoI;
  • Times que não possui objetivos claros, impossibilitando-os de fazer escolhas e manter o foco no que mais gera valor;
  • Não possui Discovery (UX). Ou seja, assim que a solicitação chega, vai direto para o time desenvolver. Não existe um processo no qual o cliente é envolvido e hipóteses são tratadas como verdades;
  • Não existe uma visão Customer Centric, focada no consumidor/usuário.

Bom, se você tiver identificado alguns desses pontos acima em seu time de transformação, você está cometendo esse erro. E isso pode ser nítido em um time ágil que ainda está no paradigma tradicional de trabalho.

Resolvendo essas questões 

Quando identificamos esse cenário – que é bem comum, fazemos um trabalho bem intenso de coaching com o Product Owner, com o Scrum Master e com os stakeholders. Para isso, executamos técnicas como:

Criar um time de discovery: a fim de descobrir que funcionalidades devem ser implementadas para atender as necessidades dos usuários;

Técnicas de ordenação de backlog: o backlog deve estar ordenado e tais técnicas nos ajudam a ordená-los de acordo com os objetivos a serem alcançados;

Criar bem claramente um esteira ágil utilizando Flight Levels: esta técnica dá visibilidade de portfólio até chegar na mão do usuário final;

Organizamos os times por Value Stream ligados ao usuários, com objetivos claros, utilizando OKR´s, por exemplo;

Definição de objetivo do produto e deixar o claro qual o valor (aumentar 10% as vendas, aumentar a taxa de conversão em 5%, entre outros) esperado a ser atingido por aquele item, mais valor de itens;

Roadmap: uma visão geral dos próximos passos do produto;

Utilizar dados para tomada de decisão em itens de backlog;

Criação de conceitos de hipóteses: uma ótima forma de trabalho que ajuda a validar as hipóteses é chamada HDD (Hypothesis Driven Development). Este método auxilia na escrita do nosso backlog, orientado à validação de hipóteses.

No geral, tentamos dar o correto propósito para o time como um todo, ligado a valor para o cliente ou negócio… Por que, quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. E, por isso, o trabalho se torna eficiente, mas não realmente eficaz!

Mais valor entregue, com menor investimento

Solucionando essas falhas durante o processo de desenvolvimento de um produto com um time ágil, é possível ter diversos benefícios, entre eles:

  • Conseguir trabalhar no processo empírico, focando sempre no objetivo desejado;
  • Se torna mais fácil gerenciar a ansiedade dos stakeholders quanto aos resultados;
  • O stakeholder fica mais contente com a entrega, pois ela está ligada ao propósito, com foco em gerar realmente valor com a iniciativa;
  • O clima de confiança do stakeholder com o time melhora;
  • Resumindo, mais valor entregue, com menor investimento e foco na maximização de valor e o retorno de investimento da iniciativa.

Esperamos que você consiga aplicar essas sugestões em seu dia a dia. Qualquer dúvida, estamos à disposição para ajudar… É só entrar em contato conosco!

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Seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil

Como esclarecemos os principais questionamentos que surgem nesse processo inicial de implementação da agilidade numa empresa

Por Eduardo Alcaraz

Iniciar uma transformação numa empresa, seja ela ágil, digital ou cultural, realmente é uma decisão muito significativa, levando em conta o impacto que causa. Mesmo que positiva e com tantos benefícios, essa jornada de mudanças ainda gera muitos questionamentos na mente de líderes. E, por isso, vamos compartilhar algumas das  dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil que ouvimos nos últimos tempos.

“Escopo aberto é cheque em branco?”

Essa é a primeira das seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil, principalmente partindo de gerentes de TI: “escopo aberto é cheque em branco?”. É comum que a Agilidade seja confundida com bagunça e falta de comprometimento com os objetivos da entrega. Por isso, a primeira maneira de mitigar este estigma é justamente entender o propósito do que deve ser feito

Em seguida, apresentamos uma das diferenças entre a entrega features e entrega de valor:

Uma outra característica que é muito importante no SCRUM é a entrega de incremento de valor em cada Sprint. Um projeto que, a cada 14 dias tem uma entrega de software rodando, gera muito mais transparência ao cliente.

Falando nisso, outra característica que deve ser levada em conta na hora que surgem essas dúvidas ao implementar uma transformação ágil é a transparência. Um projeto de escopo apresenta rapidamente os típicos blocks, que impedem que um software vá para a produção. Proceder nesses pontos de maneira honesta e, não personificada, faz com que os stakeholders possam agir e resolver tais blocks para que o projeto todo tenha sucesso.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto pode sofrer várias adaptações. Seja pela mudança de target do projeto, de algum block ou de uma mudança no mercado. O escopo aberto não se esconde atrás de um contrato pré-definido, mas engaja cliente e fornecedor em torno de um objetivo: entrega em produção.

“Mas o que vou receber?”

Falamos um pouco das diferenças entre escopo e valor. Invariavelmente, este valor significa software em produção – e rápido. Sendo assim, surge essa segunda questão, bem frequente entre as dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil.

A Agilidade oferece essa entrega de valor de uma maneira muito simples. Os times engajados no propósito são capazes de fazer pequenas entregas em produção, sempre. E essas pequenas entregas servem para manter o cliente e os times engajados, e dá a possibilidade de priorizar próximos passos com o “software na mão”. 

Então, as pequenas entregas em produção dão ao cliente o conforto de saber o que está sendo feito, a qualquer tempo.

“Como eu acompanho a evolução do desenvolvimento?”

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos! Por isso, é importante ressaltar que o cliente faz parte do time, seja como Product Owner, seja como stakeholder. Logo, o acompanhamento é automático e fluido.

Sendo assim, o cliente é parte integrante do status report. Ele, como o restante do time, tem a responsabilidade de mitigar, adaptar e dar publicidade diariamente.

Vale aqui a menção do antigo PMO (Project Management Office) para projetos de escopo fechado. O PMO tradicional cobra e entrega um status report. E esse status não costuma apresentar exatamente o que está acontecendo no projeto.

“Meu chefe não me deixa fazer isso.”

Essa é outra fala que  faz parte das dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil. Entretanto, acreditamos que esta posição de “chefe” está lá por um ótimo motivo. Ou ele ficou muitos anos em sua empresa, galgando posições e conquistou seu espaço. Ou ele é muito competente no que faz e foi trazido para liderar e resolver problemas na sua organização.

Nesta situação, o ideal é entender as motivações dele para se manter no modelo tradicional. Geralmente há dois grandes motivos:

– Para multinacionais, pode ser uma diretriz da matriz (apesar de pouquíssimo frequente);

– A empresa está acostumada a “ter alguém para colocar a culpa”, caso o projeto dê errado.

No primeiro caso, a saída mais óbvia é começar a criar a cultura de agilidade dentro da organização. E o departamento de Recursos Humanos pode te auxiliar nisso!

Na segundo cenário, temos uma porção de argumentos reais que fazem a Agilidade ser uma boa saída para a transição do modelo tradicional para entregas com mais sentido e mais valor agregado. 

“E quais são as minhas garantias?”

A principal garantia do cliente é justamente a entrega contínua de valor. Sabemos que a Agilidade expõe os fatos rapidamente e o cliente é constantemente informado – levando em conta que o cliente faz parte do projeto, como PO.

E aí surge o questionamento: “mas se o software não ficar pronto na data?”

Deparamos a todo momento com datas fatais: dias das mães, dia dos pais, Natal, lançamento de marca, rodada de investimentos, entre outras. A principal ferramenta para mitigar a entrega é a priorização. Avaliar o que é mais importante, trabalhar em pequenos ciclos de entrega, se adaptando a todo momento, focado em entregar o melhor produto na data… Essa é a melhor técnica de sucesso para cumprirmos a tal data!

“Ainda somos muito tradicionais e Agilidade não é para nós.”

Além de todas essas questões, por fim, ainda ouvimos muito essa afirmação durante a negociação de uma transformação tão grande como essa. 

Mas, mais uma vez, é preciso entender que o mundo mudou. Não só por conta de um vírus desconhecimento que ocasiona a COVID-19, mas pela ânsia dos profissionais em serem mais felizes em seus trabalhos, em todas as escalas.

  • As organizações cartesianas (aquelas “meu chefe manda e eu executo”), está cada vez mais em decadência.
  • As entregas contínuas fazem cada vez mais sentido nesse mundo VUCA, no qual já falamos muito neste artigo aqui.
  • Então, a nossa resposta é: “SIM, a Agilidade é para todo o mundo!”

Tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato conosco que vamos te ajudar.

Conheça alguns dos nossos cases de sucesso.

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Você sabe quais são os pilares para uma Transformação Digital correta?

Entenda agora as cinco bases necessárias para ter sucesso e vantagem competitiva nesse processo de Transformação Digital

Todos os dias podemos perceber o quanto o mundo está se transformando e como isso está acontecendo cada vez mais rápido. “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”, disse Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do World Economic Forum, sobre o futuro insondável, ambíguo e aberto da Quarta Revolução Industrial.

Neste cenário, a Transformação Digital acabou virando uma nova buzzword no mercado, no qual muitos dizem que fazem essa jornada de mudanças, mas poucos realmente realizam de forma eficiente, com uma visão holística do tema. 

Vale ressaltar que algumas empresas já nasceram na era Digital e de uma forma Digital, enquanto outras empresas nasceram Tradicional e só agora estão tentando migrar para um mundo Digital. Com isso, não é raro ver pessoas que tentaram transformar empresas tradicionais sem sucesso, se desligarem dessas corporações e criarem uma nova companhia, agora já com a cultura digital enraizada, desde seu nascimento. 

Por isso, atualmente, classificamos as empresas em dois grupos: 

  • Empresas que nasceram de forma tradicional e agora estão tentando migrar;
  • Empresas que já nasceram com a cultura digital.

Como já explicamos mais profundamente em um outro texto aqui do blog, entendemos por Transformação Digital como uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Para essa mudança acontecer, ou seja, a empresa sair do Tradicional e ser mais Digital, nós da Agile.Inc criamos um modelo que ajuda nesse processo de migração. Esse conceito foi desenvolvido pela nossa equipe, depois de muitos estudos e prática no dia a dia. 

Temos então cinco pilares para uma Transformação Digital correta:

Pilares para uma Transformação Digital correta

CULTURA

A mudança de cultura está como primeiro pilar para a verdadeira Transformação Digital acontecer, não por acaso. Afinal, tudo se resume em uma mudança cultural e de mindset. 

Entre as diversas mudanças de cultura, podemos destacar: 

  • Colocar realmente o cliente como ponto central do seu negócio;
  • Ter uma cultura de inovação aplicada;
  • Empoderar os times, mas com alto alinhamento;
  • Criar uma cultura de “não ter medo de falhas” e
  • ter mais transparência nas ações, decisões e planos

Esses são alguns exemplos de como a mudança cultural é o ponto primário da transformação.

“Você comete muitos erros ao longo do caminho, mas tudo bem. Não há problema em cometer erros, contanto que você aprenda com eles. (Meu pai e CEO) Vince tem uma expressão: ‘Tudo bem cometer erros, mas nunca cometer o mesmo erro duas vezes.’” – Stephanie McMahon, diretora de marca da WWE durante debate, em 2018. – https://www.istoedinheiro.com.br/confira-10-frases-inspiradoras-do-forum-economico-mundial-de-davos/

CAPACIDADES INTERNAS

Além da cultura, as empresas precisam de novas capacidades internas, ou seja, os times precisam ter novas habilidades para resolver problemas mais complexos. 

Entre essas competências, podemos ressaltar algumas como:

  • Trabalhar com novas tecnologias (Big Data, Blockchain, Machine Learning, entre outras);
  • Agilidade no desenvolvimento de produtos,
  • Gestão lean na concepção de produtos;
  • Uso do Design de maneira estratégica.

Esses são apenas alguns exemplos de capacidades internas que precisam ser desenvolvidas, dependendo do contexto de cada negócio.

ESTRUTURA E GOVERNANÇA

Esse pilar consiste em repensar a forma como a empresa está organizada. Empresas que já são digitais, se organizam de forma diferente das tradicionais:

  • Como as áreas da empresa estão estruturadas?
  • Como quebrar os silos da organização?
  • Como o budget é definido?
  • Como as iniciativas são priorizadas?
  • Como o acompanhamento do trabalho é feito de forma transparente?
  • Como criar maior eficiência operacional, por exemplo, com automação?

Novamente, esses são alguns exemplos de questionamentos que são abordados durante essa transição de empresas Tradicional para a era Digital, no que se refere a estrutura e governança, variando muito para cada tipo de negócio.

PESSOAS

Ter as pessoas certas, nos lugares certos e com o correto direcionamento é fundamental. Nesse pilar da verdadeira Transformação Digital, olhamos:

  • Papéis e responsabilidades (destacando que, não adianta estar apenas definido, mas deve ser seguido e monitorado de forma natural por todos), 
  • Como está a motivação das pessoas;
  • E qual modelo de liderança a ser aplicado.

Como pensamos aqui na Agile.Inc – no final do dia, são sempre pessoas trabalhando com pessoas para criar produtos para outras pessoas

Mas, infelizmente, ainda vemos muitas empresas tratando pessoas como recursos, de uma forma bem “comoditizada”, no qual basta apenas contratar colaboradores da consultoria que for mais barata, por exemplo.

MODELOS DE NEGÓCIOS

O quinto pilar da Transformação Digital consiste em pensar em novos modelos de negócios para o mundo VUCA. A forma como as pessoas compram e consomem serviços está mudando e as empresas precisam se adaptar o mais rápido possível.

Por exemplo, o típico caso do banco que começa a cobrar algo sem que você veja e saiba, já não é mais aceito por todos. Se isso acontece, as pessoas logo vão para as redes sociais ou sites de reclamação falar sobre isso, gerando problemas para a imagem da instituição. Surge então com mais frequência novos modelos de serviços, como os de Assinatura, Freemium, OnDemand, entre outros, visando sempre a experiência do usuário.

O trabalho consiste então em desenvolver esses cinco pilares para uma Transformação Digital correta nas organizações. Sentimos que cada empresa possui um dos pilares mais ou menos desenvolvido, ou com a necessidade de desenvolvimento de um pilar primeiro, etc.

Entretanto, acreditamos muito que alguns pontos são alavancas propulsoras para a transformação, ou seja, nem tudo vai acontecer ao mesmo tempo. As alavancas são:

  • Desenvolver a liderança
  • Capacitar os times
  • Aplicar conceitos de Agilidade

Se começarmos por esses três pontos, todo o resto acaba sendo incentivado de forma positiva. Conte conosco nesse processo de transformação – queremos cada vez mais levar a verdadeira transformação digital para as empresas e pessoas. 

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O que de fato é a Transformação Digital?

Enquanto você não entender em detalhes o que é a Transformação Digital, seu time vai continuar tendo grandes esforços com baixos resultados. Entenda de vez e saia na frente!

Será que a transformação digital pode me ajudar a fazer mais com menos? Consigo entregar mais resultados em minha empresa? Trabalhar de forma mais eficiente, que gere mais entregas? O que posso melhorar no meu dia a dia, para ser mais digital? 

Essas são algumas das várias dúvidas que chegam até nós, todos os dias, sobre o que é e quais os benefícios dessa tal transformação digital… Entretanto, ainda existe muita nebulosidade sobre o tema, tanto por falta de informação consistente, quanto por modismo de muitos tentando vender esse tipo de serviço ou realizar essas mudanças, cada um à sua maneira.

Como várias outras modas do passado e outras que aparecerão no futuro, elas podem ser exageradas em algum momento por quem não entende do tema. Contudo, as dúvidas mencionadas acima permanecem na cabeça das pessoas.

Bom, mas o fato é que não basta as empresas seguirem a moda ou fazerem algo apenas “para inglês ver”, de forma mecânica… Como diz Antonio Costa, sócio da Agile.Inc: “No final do dia, o cliente vai comprar seu produto ou serviço, não por que você usa Agilidade ou por que você faz a Transformação Digital. O cliente vai comprar seu produto porque você realmente gera algum valor para a vida dele.

O que está acontecendo no mercado?

Basicamente, boa parte da transformação digital está pautada na Quarta Revolução Industrial, que está acontecendo no mercado, nos dias atuais. 

  • A Primeira Revolução Industrial usou a energia da água e vapor para mecanizar a produção. 
  • A Segunda usava energia elétrica para criar produção em massa. 
  • A Terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. 
  • Agora, a Quarta Revolução Industrial está se consolidando na Terceira – a revolução digital que ocorre desde meados do século passado. É caracterizada por uma fusão de tecnologias que está desfocando as linhas entre as esferas física, digital e biológica.

Fonte: https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

A forma como as pessoas estão conectadas por celulares, as novas gerações que surgem de clientes, de colaboradores que já nasceram num mundo digital e se comportam totalmente diferente, o poder de novas tecnologias como impressão 3D, nanotecnologia, IoT, IA, entre outros, tudo isso faz com que o mundo e os negócios se tornem muito mais complexos e dinâmicos, dentro do cenário VUCA, como é amplamente falado. 

Ou seja, as empresas precisam estar adaptadas a essa nova realidade! Como diz  Fernando De La Riva: “Estamos usando teorias de administração do século 19, com estruturas organizacionais e de incentivo do século 20, num ambiente de negócios do século 21. VUCA é o novo normal do ambiente de negócios”.

O que de fato não é a Transformação Digital?

Diante deste cenário de mercado, vamos entender primeiro o que não é Transformação Digital:

– Não é algo prescritivo que você compra e vêm em uma caixinha, bastando apenas instalar;

– Não é uma bala de prata;

– Não é apenas “colocar uma roupa ágil” e cometer erros básicos muito comuns;

– Definitivamente, não é digitalização de canais;

– Não é pagar treinamentos para a equipe, quando tem budget sobrando, para seguir uma tendência e evolução de mercado.

Mas, e o que é a tal Transformação Digital?

Transformação Digital é um processo de mudanças com o objetivo de ajudar as empresas a obterem mais resultados, a entregar mais valor constante, a trabalhar de uma forma mais responsiva, produzindo mais e mais aderente às necessidades atuais dos clientes e dos funcionários.

Nós, da Agile.Inc, entendemos por Transformação Digital como: 

Uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Esse conceito consiste em vários pontos, tais como:

– Mudar a forma com que as áreas de uma empresa se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente suportando as áreas de negócios;

– Realmente colocar o cliente no centro das tomadas de decisão;

– Ter mais transparência e dar visibilidade ao que está acontecendo para todos;

– Priorizar as entregas e se perguntar sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”;

– Integrar o mindset Ágil em uma base diária dentro dos times;

– Descentralizar decisões, mas com alto alinhamento;

O risco de não fazer direito é muito latente

Muitas dúvidas podem estar passando por sua mente agora, especialmente aquela sensação de não estar fazendo e nem se preparando para a transformação digital ainda. E isso é muito arriscado! Em recentes pesquisas, identificou-se que o risco de não fazer a Transformação Digital corretamente é a ameaça número 1 apontada por diretores, executivos e C-levels, em 2019. 

“As operações existentes e a infraestrutura de tecnologia legada representam um risco para as empresas que não conseguem se transformar com rapidez suficiente para competir com as que ‘nasceram digitais’”, revela um estudo realizado pela Iniciativa de Gerenciamento de Riscos da Universidade da Carolina do Norte e pela empresa de consultoria de gerenciamento Protiviti Inc.

Fonte: https://blogs.wsj.com/riskandcompliance/2018/12/05/businesses-predict-digital-transformation-to-be-biggest-risk-factors-in-2019/

Ou seja, caso a empresa não consiga fazer a correta Transformação Digital, ela vai perder espaço no mercado para as organizações que estão conseguindo fazer o processo da maneira adequada. Levando em conta que algumas empresas já nasceram digitais, já são customers centric e conquistaram a preferência de seus clientes; e possuem uma cultura forte e um mindset de inovação e melhoria contínua, desde a escolha dos funcionários, processos internos, até a postura de sua liderança.

Conclusão

Diante de todos esses fatos e explicações sobre um dos assuntos mais falados dos últimos tempos, você se sente preparado para fazer essa mudança fundamental na forma como sua organização trabalha? Como fazer essa transformação acontecer da melhor forma possível, de modo que a empresa possa sair na frente? Como não ficar para trás e ser obrigado a reagir de forma desesperada no futuro?

Essas são perguntas que muitos executivos possuem e para responder esses questionamentos que nós da Agile.Inc trabalhamos.

Tem alguma outra dúvida? Conte-nos aqui nos comentários!

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Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

Toda semana visito diferentes empresas e tenho acompanhado bem de perto dois temas “da moda” e que de certa forma se tornaram interdependentes: agilidade e transformação digital. É nítido que muitas empresas estão falhando em compreender a agilidade e, isso por sua vez, está pouco contribuindo para a transformação digital, tão relevante no atual cenário. Isso acontece porque algumas não entenderam que “Ágil” não significa um processo novo, mas sim uma mudança cultural, uma mudança de paradigma…

Foto estilizada de uma cidade, com luzes velozes, demonstrando mudança, rapidez, velocidade

Mas, qual a mudança de paradigma?

Gosto muito da forma como parceiros da Scrum.org descrevem tal mudança de paradigma, que consiste em sair de um modo Taylorista de pensar, indo para uma abordagem mais focada em resultados, ou um modo Ágil de pensar.

Modelo Taylorista

Basicamente, no início do século passado eram necessárias linhas de produção mais eficientes. E Taylor foi um grande revolucionário para sua época, implementando ideias como:

  • Separação entre pensadores e executores. Frases como “I have you for your strength and mechanical ability. We have other men paid for thinking” (“Eu tenho você por sua força e habilidade mecânica. Temos outros homens pagos para pensar”), faziam parte de seus conceitos;
  • Cada trabalhador se ocupavam em resolver uma pequena parcela do problema;
  • Não era necessária criatividade ou senso crítico, apenas disciplina para seguir regras;
  • O que fazia de cada pessoa um recurso, substituível e, muitas vezes, que era automatizado (trocada por máquinas);
  • A solução para o usuário já era pré-concebida desde o princípio, bastando apenas ter eficiência na execução do processo;
  • Para maior produtividade do trabalhador, dê mais dinheiro, bônus e benefícios – essa é sua principal motivação;
  • Estrutura de comando e controle era utilizada para gerenciar. Ou seja, se tudo está sob controle é o melhor modelo de liderança;
  • Grandes planejamentos prévios e prescritivos;
  • Entre outros pontos.

Agora, leia novamente o texto acima, mas analisando o contexto de desenvolvimento de produtos digitais. Será que todos esses tópicos não estão sendo aplicados hoje em dia, mas para resolver um problema diferente?

Acontece que, atualmente, estamos em um cenário de quarta revolução industrial, que é a Revolução Digital. O avanço da tecnologia nos proporcionou um novo universo, novas regras na sociedade e nos negócios, inovações que estão fundindo o mundo físico e virtual, mudando o tempo todo áreas como:

– A forma como as pessoas se relacionam e vivem estão se modificando;

– Novos negócios estão sendo criados;

– Existe cada vez mais uma conectividade global, ou seja, acontece algo em uma parte do planeta, você tem a informação quase que instantânea através de seu celular;

– Pessoas da geração digital já não se contentam com qualquer produto/solução.

Isso torna o mundo ficar mais complexo, criando um ambiente chamado de VUCA acrônimo para: Volatility (Volátil), Uncertainty (Incerto), Complexity (Complexo) e Ambiguity, (Ambíguo). Como alguns dizem, “esse é o novo normal”. Por exemplo, uma empresa digital (Airbnb, Uber, entre outras) atingir altos valores de mercado, desbancando gigantes e grandes players do passado é um efeito desse mundo VUCA.

Basicamente, as empresas que tentarem resolver os problemas atuais, do mundo VUCA, com a abordagem Taylorista, mesmo que usando uma “roupagem Ágil”, vão falhar. E, nessa corrida para a transformação digital, é isso que muitas estão fazendo: apenas vestindo a roupa ágil, mas com o mesmo mindset anterior, sem uma mudança cultural, sem uma transformação de paradigma.

É importante destacar que Frederick Winslow Taylor criou a Scientific Management em 1882 – ele foi revolucionário para a época. O que questionamos é usar esses mesmos conceitos que foram benéficos para aquela época, na criação dos produtos atuais, complexos e digitais. Isso é como usar uma ferramenta errada, a velha metáfora do martelo para apertar um parafuso.

Pensamento Tradicional x Ágil

Numa abordagem onde o pensamento “Tradicional” (Taylorista) prevalece na criação de produtos e serviços, mas que se “diz Ágil”, geralmente acontecem problemas como:

  • O sucesso de um projeto é resolver o escopo definido, dentro do tempo estipulado e sem estourar o orçamento. Mesmo se o cliente não comprar o produto, o projeto foi um sucesso;
  • As pessoas que estão no desenvolvimento do projeto estão anos luz desconectados do cliente e do serviço a ser prestado para esse usuário;
  • Muitas vezes, essas empresas acabam somente sendo uma “fábrica de software” (fábrica = taylorista);
  • As motivações e engajamento das pessoas, são feitos com remuneração ou demissão; 
  • Problemas complexos são resolvidos com mais planejamento. Ou seja, aumenta a prescrição;
  • O time é Ágil mas a gestão é imposta, precisa de alguém comandando.

Já numa abordagem Ágil, o mindset estabelece uma visão de produto, uma visão de valor de entrega:

  • Objetivos de negócios ligados ao cliente são definidos muitas vezes em hipóteses e, tenta-se investir o mínimo para validá-la antes de escalar a solução;
  • Times são criados com alto alinhamento e autonomia para resolver problemas complexos;
  • O sucesso do time é resolver o problema com a menor solução (ou melhor) possível;
  • A estrutura da empresa é customer centric e não apenas áreas em silos, rodando através dos processos ágeis;
  • Problemas complexos são resolvidos com mais experimentos, que geram mais aprendizado (empirismo);
  • O melhor estilo de liderança é o líder servidor;

E esta lista é imensa! Os pontos acima são apenas alguns exemplos… Ou seja, muitas empresas estão rodando um processo com roupagem Ágil, mas com o mesmo mindset Tradicional (Taylorista) de sempre. Isso é tão enraizado que, muitas consultorias que julgam executar uma transformação digital, implantam a agilidade de uma forma bem tradicional. Elas ensinam sua empresa a estabelecer personas, por exemplo, mas elas não utilizam essa técnica em seus próprios negócios.

Por mais que fazer a adoção de processos ágeis seja um avanço, mesmo que de forma mecânica, é importante saber que ainda falta muito para a tão falada transformação digital. Não se contente com apenas uma roupagem ágil, busque o mindset verdadeiro da agilidade para colher todos os benefícios da transformação digital.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

by Agile.Inc Agile.Inc 1 comentário

Erros comuns durante a Transformação Digital

Maturidade, visão de produto e habilidades corretas são três de algumas das principais falhas que acontecem nesse processo de mudanças e inovação da transformação digital

A Transformação Digital não é mais uma opção e as empresas que ainda não iniciaram esse processo estão ficando para trás. Entretanto, na corrida para mudar, alguns erros cruciais acontecem, seja por falta de objetivo ou maturidade, de estratégia e visão do negócio ou até por falta de ferramentas básicas para estruturar essa revolução.

Estamos realmente prontos para a Transformação Digital?

Essa é uma pergunta que toda empresa deve se fazer antes de tudo. Estamos vivendo um momento no qual tudo é pra ontem e, com isso, algumas corporações não dedicam o tempo suficiente para entender o que realmente é necessário fazer quando o assunto é transformação digital. Vemos muitas pessoas querendo soluções prontas, como uma “receita de bolo”, mas nem sempre a solução descritiva atende às necessidades existentes. 

Para saber se você está realmente pronto para a Transformação Digital, é preciso ter um propósito transparente para passar por essa mudança, pois é um momento delicado, no qual será necessário envolver todos os colaboradores e ter objetivos claros para que todos sigam para a mesma direção. 

A falta de alinhamento de estratégia dentro de uma empresa, pode gerar várias falhas, como muito esforço dedicado à tarefas ou iniciativas que não geram valor nenhum para a transformação digital; desentendimentos ou discussões infundadas entre áreas de negócios ou times de produtos; além de entregas desconexas ou postergação das mesmas.

Este produto realmente resolve o problema do cliente?

Antes de você investir em uma idéia é extremamente importante que o propósito e o valor que seu produto irá gerar para seu cliente estejam claros. Ou seja, qual problema do seu cliente este produto vai resolver? Quando um produto não tem um propósito definido qualquer idéia pode ser boa, mas com isso o foco se perde e investimentos tornam-se prejuízos.

Uma das características dessa transformação digital é o cliente estar realmente no centro, ou seja, a empresa deve ser customer centric e não mais stakeholder centric.

Conhecer seu usuário/cliente, seus concorrentes e ter um objetivo definido para seu produto, muitas vezes evita o cenário acima. Mas, isso depende muito da dedicação na análise de dados e pesquisas pra você ter realmente autonomia sobre seu produto. 

Outra situação muito comum é quando a estratégia está atrelada à um objetivo pessoal – que pode ou não estar alinhado com o da empresa – no qual as conquistas estão focadas em entregar apenas funcionalidades, sem saber o quanto são úteis para o cliente. Nesse caso o foco é quantitativo, deixando o qualitativo de lado e fazendo com que o produto perca a qualidade e confiabilidade para o cliente. Na maioria das vezes, esses objetivos estão desconectados com a estratégia da empresa e da transformação digital.

Foco no alvo

Temos as pessoas certas para essa jornada de transformações?

Para realizar uma grande mudança dentro de uma empresa é necessário que todos estejam realmente envolvidos com o objetivo dessa transformação. As pessoas precisam ter em mente o porque a empresa optou por essa iniciativa, quais benefícios serão gerados, os riscos mitigados, etc. Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Em alguns casos, a notícia chega para os colaboradores de uma forma “distorcida” ou como uma ordem e aí o caos reina na empresa. Brincadeiras à parte, mas é quase isso!

A falta de capacitação e o conhecimento necessário para implantar as novas iniciativas pode gerar muitas frustrações, devido ao tempo gasto neste processo e pela demora em obter o retorno sobre o investimento. Como consequência disso, a pressão sobre os colaboradores aumentará de uma forma na qual eles se sentirão sobrecarregados e desmotivados, fazendo com que diminuam sua produtividade ou decidam se desligar.

Toda mudança gera desconfortos, pois as pessoas terão que sair do seu status quo tanto para realizar tarefas de uma forma diferente, quanto para buscar conhecimento. 

Nesse momento, a empresa precisa incentivar as pessoas e proporcionar mais capacitação à elas, mostrando o quão impactante e importante é o processo de transformação digital, além de alinhar e nivelar o conhecimento de todos os envolvidos. 

Esses são os três erros que normalmente encontramos dentro de uma empresa que está passando por transformação digital: a empresa não está pronta e não tem a base necessária para iniciar, não ter a visão correta de produto e não investir nas pessoas certas para iniciar o processo. Investindo nesses pontos ao iniciar sua jornada de mudanças, acreditamos que suas chances de sucesso vão aumentar exponencialmente.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

Um abraço!


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