Transformação Ágil

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Contratar mais pessoas ou revisar o processo?

Entenda como organizar melhor sua equipe para ter mais eficiência e resultados

Por Antonio Costa

Durante nossos processos de consultoria e coaching, muitas vezes nos deparamos com um cenário no qual surgem frases ou dúvidas como:

– Quero tentar mudar alguma coisa, mas não sei o quê… 

– Da forma como estou fazendo não sou tão efetivo, mas o que mudar?

– Já consumimos muito conteúdo, mas será que é o suficiente?

– Acho que preciso de mais gente na equipe, mas como convencer a diretoria a fornecer budget? 

– Quais os papéis necessários para que eu tenha um time adequado?

Basicamente, os líderes querem entregar mais resultado, ter times eficientes e eficazes, e sempre surge a hipótese de que métodos ágeis ajudariam nessa produtividade. Mas não sabem como e nem em qual ordem: “Primeiro contrato ou arrumo o processo?”; “Se tenho que ter pessoas, qual o papel que tenho que contratar?”; “Ou antes eu revisito o processo?”; “O que vem primeiro?”.

Então, o que fazer?

Não tem uma resposta pronta e vou falar de forma geral, pois cada caso é um caso.

Primeiro ponto é que, às vezes, é muito nítido que tem uma skill faltando. O problema é tão grande, tão gritante, que nem é preciso rever o processo, mas sim já contratar uma pessoa. Veja se você tem algum caso gritante!

Caso contrário, quando não é tão nítido a falta de uma pessoa:

Primeiro aconselhamos a empresa analisar seu processo atual – entender o que está acontecendo, se dá para fazer mais resultado com as mesmas pessoas. E, somente depois, analisar a necessidade de contratar mais pessoas.

Duas pessoas sentadas num ambiente de trabalho, usando um computador

Por que revisitar o modo de trabalhar é importante?

Muitas vezes as empresas não tem um processo bem definido e esse, por sua vez, possui gaps, gargalos, indefinições e desperdícios. Uma outra dúvida muito comum é: “E se contratar mais pessoas e continuar tendo dificuldades de entrega?”

Bom, se não tiver o processo correto e bem definido, existe a chance de colocar mais pessoas e amplificar ou “mascarar” o problema, por exemplo:

  • Mascarar o problema: você coloca 160h (1 pessoa) a mais, mas no final você aumenta sua produtividade real em 40h. Sendo que as outras 120h acaba sendo improdutivas – isso acaba mascarando o problema
  • Amplificar o problema: você coloca mais pessoas no time e a produtividade cai no final, pois a complexidade do time aumenta e algo que não estava bom, fica pior.

Em outras palavras, rever o modo de trabalho consiste em ter uma jornada ágil para sua área, com processos ágeis bem desenhados e definidos, para seu time entregar mais.

Como funciona normalmente?

Durante a revisão do processo, o primeiro ponto que tentamos responder é: “hoje, é claro nosso processo? Ele está bem definido?” Ou seja, é preciso ter clareza do processo e não estou dizendo que tem que ser engessado, mas sim, claro para todos.

Outra pergunta que fazemos é: “Seu processo é burocrático? Tem como ser mais Lean, ou seja, mais enxuto?”

Com essas perguntas, começamos a revisão propriamente dita, a fim de descobrir a eficiência atual com métricas e identificar os principais gargalos. Em nossa consultoria, nós definimos o modelo AS IS (como funciona hoje) e o TO BE (como deve ser um processo no futuro, bem definido e ágil, com um fluxo mais otimizado).

Pontos chaves durante a revisão de um processo, que fazem um time produzir mais:

  • PRIORIZAÇÃO E GESTÃO DE DEMANDAS

Durante a revisão do processo, é comum identificarmos, por exemplo, que pelo menos 50% dos requisitos solicitados por Negócios não são necessários. A correta priorização dos requisitos é fundamental, para depois você alocar um time para desenvolver o sistema. Para cada requisito, devemos ter com relativa clareza o propósito do negócio, qual o valor de negócios que se busca, para o desenvolvimento criar o código.

  • REFINAMENTO

Os itens requisitados não estão em uma boa granularidade, na qual o DEV precisa perder tempo tentando entender o que tem que fazer e obtendo mais retrabalho.

  • QUALIDADE

“Tem pontos que preciso melhorar na minha política de qualidade, para eu ter menos retrabalho?”; “O produto acaba tendo muitos bugs e o backlog de correção e sustentação é grande?”; Identificar essas questões melhoraram o aspecto da qualidade e ajuda muito na economia de trabalho.

  • ARQUITETURA

“Tenho problemas arquiteturais no meu sistema, o que faz que eu demore para desenvolver algo?” Esse é o famoso cenário de backlog técnico, no qual é tão necessário um refractories.

  • OTIMIZAÇÃO

Tem alguém com alto índice de retrabalho, ou sobrecarregado, ou com partes do processo desnecessários? Tem etapas onde está demorando muito a execução das tarefas? Esse também é um ponto muito importante a ser revisado!

Aí então, busque a contratação

Tendo mais controle sobre o processo e ele sendo otimizado e ágil, aí chega o momento de você buscar saber como fazer mais:

– Contratar mais pessoas, novos skills

Durante essa análise, você pode identificar que o time precisa de uma competência inexistente para ser mais produtivo. Por exemplo, ter uma pessoa Engenheira de QA ou Devops. Nessa fase, você consegue saber quais papeis precisa para ter uma equipe multidisciplinar produtiva, com skills que não podem faltar. 

– Colocando mais pessoas – mesmo skill para ganhar mais vazão

Acontece quando você otimizou seu processo e apresenta um cenário no qual o time consegue atacar X coisas por mês, mas a necessidade de Negócios é de mais de X. Neste caso, você contrata pessoas com os mesmos skills, para ganhar mais vazão.

Formação da equipe também é algo importante

Às vezes é necessário até mexer na estrutura organizacional da empresa ou mexer na organização dos times… Mas isso é feito de forma gradual. 

“Ter um component team ou um feature team?”; “Organizar por value stream?”; “Juntar ou separar os skills?”; “Separa novos desenvolvimentos do time de suporte?”… Se a sua dúvida é alguma dessas (como estruturar seu time), você precisa repensar a formação da sua equipe.

Conclusão

A decisão de contratar mais pessoas ou revisar o processo, depende muito de cenário para cenário, mas, primeiro, aconselhamos você definir a sua jornada ágil, revisitar seu processo, e depois dessa otimização, aí você pensa em contratação de pessoas.

Se quiser ajuda com a sua jornada ágil,revisar o processo ou até mesmo ter pessoas qualificadas para ter um time mais eficiente, podemos te ajudar! 

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https://old.agile.whit.digital/treinamento-ou-consultoria-8-dicas-para-descobrir-a-jornada-para-implementar-os-metodos-ageis/
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Treinamento ou consultoria? 8 dicas para descobrir a jornada para implementar os métodos ágeis

Saiba qual a melhor solução para o cenário que você se encontra e alcance os reais benefícios de ser ágil

Por Antonio Costa

Ter mais performance, mais produtividade e ser mais ágil é um dos principais objetivos de diversas pessoas atualmente, em qualquer área, não é mesmo? Você sabe que precisa trabalhar de forma diferente, quer ter entregas que atendam realmente o cliente e atingir da melhor forma os objetivos da organização… Mas o ponto é: para poder chegar até lá, é necessário o apoio de consultoria? Preciso treinar minha equipe, e em quais treinamentos? Como monto esse quebra cabeça entre treinamento, consultoria ou contratação?

E a nossa resposta é: depende muito do estágio que você está! Em alguns momentos é possível fazer alguns treinamentos e aprender técnicas e maneiras de resolver estes desafios. Em outros, é necessário ter um apoio de um especialista externo para ajudar a incorporar e colocar em prática todo esse ensinamento.

Treinamento ou consultoria 8 dicas para implementar métodos ágeis em uma empresa

Para ajudar a entender melhor, vou sugerir a seguir alguns cenários bem comuns para você tentar se identificar em alguma situação e entender em qual passo você está e como a Agilidade pode te auxiliar, seja com treinamento ou consultoria. Confira:

1 – “Ainda não conheço sobre métodos ágeis, só ouvi falar.”

Se você ouve muito falar sobre Agilidade mas não entende muito bem sobre esse assunto, existem algumas literaturas que podem te ajudar, como: “A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”, do Jeff Sutherland e “Scrum e XP direto das Trincheiras”, do Henrik Kniberg. Esses dois livros são indispensáveis para quem está começando nesse universo! Agora se você precisa de um material mais rico, e contar com o apoio de uma pessoa que te ensine na prática, sanando as dúvidas mais específicas, treinamentos como o Professional Scrum Foundations te proporcionarão esse conhecimento rápido e aplicável, e além disso, você ganha um voucher para fazer a prova PSMI oficial da Scrum.org.

2 – “Pesquisei sobre, sei um pouco, mas tenho dúvidas se funciona na minha realidade.”

Se os métodos e conceitos ágeis já não são mais um bicho de sete cabeças, mas você ainda sente dificuldade em incorporar ao seu dia a dia, você pode destravar essa oportunidade com a ajuda de um profissional experiente no assunto. Isso é bem comum de acontecer e pode ser facilmente resolvido com um diagnóstico rápido. Entre em contato com a gente, que agendamos uma reunião sem custo para fazer esse diagnóstico.

Outra forma de saber se aplica na sua realidade é ver esse vídeo – explicamos sobre como implementar os princípios ágeis em qualquer time, seja na área de Marketing, Recursos Humanos, Financeira, Jurídica, Operações, entre outras, principalmente fora da TI. Clique aqui e assista!

3 – “Li bastante, mas não sei se estou aplicando da melhor maneira.”

Você já reorganizou seu time para usar Scrum e outros conceitos ágeis, leu alguns livros e aprendeu algumas dinâmicas, mas ainda percebe que essa não tem sido a melhor maneira ou que tem itens a melhorar para deixar o time mais efetivo? Calma que dá pra melhorar e ajustar muito mais o método para o seu dia a dia. É ideal sim buscar esse conhecimento de forma empírica, aprendendo e melhorando diariamente, mas se você precisa acelerar esse processo para ter melhores resultados, minha dica é investir em conhecimento prático. 

E isso pode ocorrer de duas formas: com um curso de Fundamentos com técnicas práticas e avançadas para sua empresa, para capacitar um grupo de pessoas através de treinamentos in company. Ou ter o apoio de uma consultoria especializada para aumentar a maturidade ágil dos envolvidos. Dessas maneiras citadas, você vai descobrir o melhor jeito de implementar os métodos ágeis em seu dia a dia, tendo benefícios visíveis a curto prazo.

4 – “Quero aprender mais, mas tenho dinheiro limitado.”

Ok, se o momento não é apropriado para um grande investimento em capacitação de pessoas dentro de sua empresa, há diversas opções de treinamentos individuais que podem ser feitos de acordo com a área de atuação de cada pessoa. Esse é o momento de escolher algumas pessoas da sua equipe, ou você mesmo, e buscar a profissionalização dos mesmos. 

Além do curso de Scrum Foundations – essencial para todos que estão começando na Agilidade, você pode dar um passo a mais e se especializar fazendo os treinamentos de Product Owner ou de Scrum Master, por exemplo e replicar todo esse conhecimento internamente, em sua organização. Se você é um líder da sua organização, o PAL-E é uma ótima forma de aprender mais sobre como deixar os times mais ágeis.

5 – “Sei que posso ter benefícios e que se aplica em minha realidade, mas não sei quais, nem sei como…”

Nesta fase, para ter esses resultados de forma mais rápida e assertiva é essencial apostar num bom diagnóstico para ter uma solução focada em sua realidade. Para esses novos conceitos realmente gerarem valor, é preciso incorporá-los de maneira profunda, profissional e customizada às suas necessidades. Não corra o risco de implantar a Agilidade em sua área de forma mecânica! Em um diagnóstico gratuito e de apenas 2 horas, podemos te ajudar a entender qual o melhor processo ágil para o seu time ter mais resultados e mais produtividade. 

Clique aqui e tenha seu diagnóstico rápido 

6 – “Já tentei usar as práticas, mas sinto que ainda faço coisas erradas e por isso não tenho todos os benefícios.”

Se esse é o seu desafio atualmente, é importante ter pessoas chaves para se capacitar e fazer treinamentos de acordo com sua área de atuação e levar esse conhecimento para outras camadas da empresa, como líderes, gerentes e diretores, para assim o impacto desse novo conhecimento ser muito maior e proporcionar mais resultados em diversas áreas. 

Conheça os treinamentos de Scrum Master, Agile Leadership Essentials e Scaled Professional Scrum.

Mas, se ainda assim é difícil para você enxergar como esses métodos te ajudam a ser mais ágil, a ter mais produtividade e melhores entregas, busque uma consultoria que vai te ajudar a identificar as melhores práticas para a sua realidade e remover amarras do sistema que você possui hoje.

7 – “Já faço muitas práticas ágeis, mas sinto que minha empresa ainda tem amarras…”

É isso! Se você já consegue identificar os impedimentos que atrapalham o desempenho do time e as entregas, mas ainda assim não consegue removê-los, é preciso trabalhar na cultura, nas práticas, no produto e nas pessoas, de forma que todo o mindset seja transformado, seja realmente ágil.

Entenda como funciona nossa Consultoria Enterprise

8 – “Tenho profissionais que ainda precisam evoluir em suas áreas de especialização.”

Sem dúvida nenhuma, nessa situação é preciso treinar! É muito comum vermos no mercado, diversos Scrum Masters e/ou Product Owners imaturos, atuando de forma mecânica e que precisam aprender o verdadeiro ágil. Se este é o cenário que você se encontra, a capacitação é a melhor escolha. Confira os treinamentos oficiais da Scrum.org no Brasil e veja qual mais se encaixa em seu papel e dia a dia.

Mas qual é a melhor solução?

Se sua dor não é uma das descritas acima ou se ainda está em dúvida sobre todo esse processo, nos envie uma mensagem, teremos o maior prazer em lhe ajudar.  Vale ressaltar que o fator financeiro também é determinante nestas escolhas… E investir um pouco mais – seja em treinamentos ou consultoria – te ajuda a ter os reais benefícios a curto prazo, com muito mais chances de sucesso.

Se já descobriu que precisa de treinamento – cuidado com os cursos que te ensinam apenas o básico. Aprenda direto com quem trabalha com os criadores e aprenda o verdadeiro ágil. Se o seu caso precisa de um apoio de consultoria, podemos bater um papo sobre como te ajudar nesse processo!

De forma macro, você pode investir em treinamentos individuais, treinamentos in company, ter um diagnóstico rápido para entender mais, ter um diagnóstico mais aprofundado para saber como vai ser aplicado no seu caso, ou já ter o apoio da consultoria nessa jornada. Essas são as ferramentas que você pode usar para te apoiar na sua jornada ágil.

Montar essa quebra cabeça é complexo e difícil… Mas as coisas certas, nos lugares certos, fazem você ganhar mais o jogo e atingir uma maturidade ágil elevada e um novo mindset.

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Aumente as chances de sucesso na transformação ágil com essa dica

Aprenda com a dinâmica “Why Agile” a entender os reais motivos pelos quais você quer ser mais ágil e extrair ao máximo os benefícios desse processo 

Por Antonio Costa

Uma das técnicas que aprendemos com a Scrum.org e aplicamos em todos processos de consultoria que fazemos é a “Why Agile?”. Essa prática é o ponto inicial dos nossos trabalhos dentro de uma organização e você pode aplicar também em seu dia a dia para ter mais sucesso na transformação ágil.

Mas por quê a resposta do “Why Agile?” é tão importante? Porque se você não definir claramente o motivo pelo qual está buscando Agilidade para sua empresa; se você não estabelecer quais são os benefícios esperados dessa iniciativa, a grande chance é que este trabalho será feito apenas pelo método e não pelos resultados.

Por isso, quando nós começamos um processo de transformação ágil dentro de uma organização, fazemos uma série de dinâmicas e isso envolve várias etapas, reunindo vários stakeholders para entender o “por que ágil?”.

Num primeiro momento, não existe um consenso, nem muita clareza do motivo, e essas é uma das dinâmicas que nos ajudam à ir construindo isso, consolidando e aterrizando…

Foto conceitual com carros ágeis

Cinco motivos comuns de quem busca a Agilidade

Entre as diversas respostas que ouvimos quando aplicamos essa dinâmica do “Why Agile?”, neste texto, quero te apresentar as cinco mais comuns e que podem te ajudar a ter mais sucesso na transformação ágil. Confira:

“Porque o mercado está fazendo isso, outras empresas também e eu preciso fazer.”

O “porque está na moda” é uma das respostas que mais ouvimos ao perguntar o motivo pelo qual se está querendo implementar Agilidade em uma organização. Talvez não seja essa a resposta que mais gostamos de ouvir, mas, sem julgamento, é um motivo bem comum.

“Porque eu quero ser mais ágil.”

Ok, mas o que é ser mais ágil para você? Essa é uma outra resposta comum, mas na qual muitas pessoas não tem uma definição clara do que é “ser mais ágil”. Para entender melhor esse cenário, fazemos um processo de coaching para entender o real motivo por trás dessa resposta.

Ser mais ágil é entregar mais valor? É entregar mais tarefas em menos tempo? É ter mais produtividade? Com esses feedbacks, é possível definir melhor o que é Agilidade para aquela organização e para aquele grupo de lideranças. A maior parte das pessoas querem ser mais ágeis para serem mais produtivas e entregar mais valor. 

“Porque eu quero ter melhores entregas.”

É comum ouvirmos que os times trabalham demais, fazem várias horas extras, possuem uma rotina super desgastante e alguns acabam até se desligando da empresa. Isso traz um impacto imenso nas entregas, que poderiam ser melhores e com menos sofrimento. Por isso, querem implementar a Agilidade para ter uma rotina mais fluida e entregas com mais qualidade.

“Com a agilidade eu vou conseguir governar melhor os times e projetos.”

Em muitas empresas, o motivo principal pelo qual se está buscando a Agilidade é para ter mais transparência, mais visibilidade, remover os impedimentos e conseguir ajudar a destravar o potencial das pessoas, e fazer com que as coisas fluam melhor.

“Quero mitigar os riscos da minha área.”

Por fim, essa também é uma resposta bem comum… Muitos líderes querem ser mais ágeis para ter controle dos riscos. Da mesma forma, querem ter entregas mais curtas, precisam de uma definição de objetivo do produto mais clara e de uma boa interação entre os stakeholders.

Esses são os principais motivos que vemos em nosso dia a dia pelos quais empresas buscam transformação ágil. Em resumo, quando você define claramente o que é o ponto B, ou seja, aquele lugar onde se deseja chegar e o você espera de resultados, é muito mais fácil traçar o caminho para chegar lá.

“Se você não tem clareza para onde quer ir, qualquer caminho serve.”

https://www.youtube.com/watch?v=lTVQ6y_wnXI&feature=youtu.be

Replique essa técnica em seu processo

Espero que essa técnica consiga te ajudar a começar seu processo de transformação ágil. Se você quer um pouco mais de detalhes sobre essa dinâmica, como fazemos e quanto tempo leva, ou sobre alguma outra relacionada, mande uma mensagem aqui para nós

Ter essa resposta é muito importante para te ajudar não apenas para ter um propósito claro ao implementar a agilidade em sua organização, mas a chegar num outro nível de produtividade e obter ao máximo os benefícios desse processo, de uma forma muito mais simplificada.

Agora, se você quer aplicar essa técnica em sua área para saber realmente o seu objetivo com o ágil – e com isso encurtar o caminho para a transformação, fornecemos consultoria especializada que te ajudará a fazer a transformação ágil com sucesso, obtendo mais valor com menos dor.


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7 maiores erros em um processo de Transformação Ágil

Entenda como essas falhas estão atrapalhando os resultados de sua empresa durante o processo de Transformação Ágil

Por Antonio Costa

Muitas empresas querem fazer a transformação ágil para que consigam organizar melhor seus times, com o intuito de entregar mais valor e garantir mais vantagem competitiva para a organização. Entretanto, ao longo desse movimento de mudanças, ao passarmos por diversas empresas com nosso processo de consultoria ou montagem de squads, identificamos alguns comportamentos bem comuns.

E resolvemos agrupar esses principais erros durante uma transformação ágil, que estão atrapalhando as empresas a atingirem os resultados e extrair ao máximo os benefícios desse processo. Confira:

Não ter entregas curtas 

Tanto no processo de transformação (executamos o processo de Transformação Ágil, de forma Ágil / incremental – clique aqui e saiba mais), quanto no dia a dia dos próprios times que atuam no desenvolvimento do Produto, é essencial ter entregar curtas para ser realmente ágil. São essas entregas, feitas com o fatiamento e a priorização correta, que promovem o mecanismo de inspecionar e adaptar – um dos principais pilares da agilidade.

Pensar somente em processo e esquecer da Engenharia

Outro erro típico que vemos dentro de empresas que estão passando por uma transformação ágil é dar muito foco para o processo e deixar de lado a engenharia de software. Para extrair ao máximo os benefícios dessa jornada de mudanças, é necessário dedicar atenção à qualidade de sua engenharia.

Um dos itens do Manifesto Ágil é justamente ter uma boa arquitetura de software e um design adequado para habilitar as equipes a terem mais entregas mais curtas e que consigam fazer os conceitos de Agilidade ser bem usados dentro da rotina dos times.

Fazer o mecânico e achar que está bom

Outra falha que acontece bastante é achar que os conceitos e pilares da Transformação Ágil ou Digital são apenas mais processos e não dar a correta profundidade que eles possuem. Não dá para ter uma mentalidade tradicional (waterfall), usando apenas algumas técnicas ou processos mecânicos dos frameworks ágeis e atingir os resultados estimados. É preciso ter uma mudança verdadeira de mindset!

Quer realmente mudar o mindset de sua organização e ter times mais engajados e com mais produtividade? Clique aqui e agende uma conversa conosco.

Escalar muito cedo

Falando ainda sobre profundidade, se você ainda não conseguiu fazer essa transformação em uma célula pequena dentro de sua empresa, não comece a escalar essa iniciativa para toda a organização. Esse processo de transformações, seja ele ágil ou digital, é fundamentado por uma mudança cultural, de virada de chave do pensamento das pessoas… E essa mudança pede que sejam feitas as corretas capacitações, a quebra de amarras que existem no dia a dia dos times – que fazem com que eles não tenham a performance necessária, entre outras características, que levam tempo para serem modificadas. Portanto, é importante saber a hora certa de começar a escalar!

Não medir e aprender durante a transformação

O quinto erro que mais identificamos nas empresas durante a transformação ágil é não medir e não aprender ao longo deste processo. As entregas estão sendo curtas, a engenharia de software está tendo a correta atenção, você está colocando em prática os princípios ágeis da forma certa, está escalando no momento correto, mas, você tem indicadores de tudo isso? 

É preciso ser data driven e usar os dados para medir o que está acontecendo. Isso vai te ajudar a saber se você está realmente entregando mais valor para a organização com essas iniciativas. Será que a produtividade dos times está maior? Será que a quantidade de impedimentos está diminuindo? Será que o lead time está diminuindo? Será que os usuários e clientes estão satisfeitos com o produto? Esses são alguns questionamentos que precisam de respostas, dados e análises para te ajudar a medir e aprender com esse processo de transformação.

Pouco foco no produto e no cliente

Quando falamos em transformação ágil, temos três grandes pilares: processos e/ou gestão, engenharia e produto/cliente. Quando você não dá o devido foco no produto e no cliente, você não possui, por exemplo, técnicas de priorização e não sabe o que é realmente valor e o que é sucesso para um projeto. Você pode trabalhar com qualquer método, mas se não dar a devida atenção para o produto e seu usuário, provavelmente, você está gerando muito desperdício no desenvolvimento deste negócio.

Leia mais: Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Achar que o Ágil é um fim e não um meio

O sétimo erro que mais vemos em processos de transformação ágil praticamente consolida todas as falhas anteriores, que é achar que o Agile é um fim e não um meio. Isso é muito comum! Durante nossas consultorias, ouvimos muito as pessoas dizerem que querem ser mais ágeis, querem implantar o modelo Spotify, etc… Mas o que as organizações devem desejar não são esses formatos e sim:

  • Ter mais resultados
  • Fazer mais com menos
  • Aumentar a eficiência e a eficácia 
  • Vantagem competitiva
  • Fazer com que a área de tecnologia seja protagonista dentro da organização
  • Entregar mais valor para o negócio

E, para atingir os objetivos acima, a Agilidade entra como um meio! Se para isso, seja preciso usar outros princípios e conceitos diferentes dos Ágeis, tudo bem. O importante nessa iniciativa de transformação é alcançar os objetivos, esse é o fim. 

Se você identificou alguns desses erros em seu dia a dia e quer corrigi-los, fale conosco. Podemos fazer esse diagnóstico em sua empresa e ajudá-la a ter mais resultados!

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Você sabe qual a diferença do QA Tradicional e do QA Ágil?

Entenda como o papel do Analista de Testes ou QA é determinante para a qualidade de produtos digitais

Por Rodrigo Matola
Pessoa digitando num computador

A maneira como desenvolvemos produtos está mudando constantemente. Atualmente empresas em todo mundo estão adotando o desenvolvimento ágil de produtos, utilizando alguns de seus frameworks (Scrum, Kanban, Lean…).

Essa nova maneira de trabalho afeta todos os cargos tradicionais, incluindo Analistas de Testes, ou QA (Quality Assurance).

Neste artigo, vamos falar de uma maneira básica sobre as diferenças entre QAs tradicionais e QAs Ágeis, além de um breve conceito sobre agilidade e o framework Scrum.

Contexto tradicional x Contexto ágil

Em um contexto tradicional, os passos do projeto são planejados com antecedência, antes do seu início. O escopo é definido e não pode ser alterado após iniciado o desenvolvimento. Qualquer mudança requer uma aprovação e um novo contrato entre as partes. A data de entrega também é definida.

Para passar de um estágio para o próximo, é necessário inspeção e aprovação. Esse contexto também é chamado de cascata (waterfall), e geralmente segue o modelo da figura abaixo:

No modelo ágil, o software é entregue em pequenos pedaços, geralmente já funcionais, em um prazo que varia de uma semana a um mês, no caso do framework Scrum. Com estes pequenos incrementos funcionais, é possível se adaptar rapidamente a mudanças. Ser ágil não é ser rápido, mas ser adaptativo!

QA tradicional

Com base a figura acima, vemos que os testes só acontecem no quarto estágio do projeto. Nesta etapa, o software está praticamente pronto.

Geralmente, no contexto tradicional, QAs não têm contato direto com os desenvolvedores. Nesta situação, QAs praticamente caçam bugs, às vezes sendo a quantidade de bugs encontrados, uma medida de desempenho.

Nestas circunstâncias, somente QAs são responsáveis pela qualidade do produto. São eles  que garantem que os requisitos foram atendidos corretamente. Qualquer erro no software, ou não conformidade com os requisitos, a responsabilidade é exclusiva da pessoa QA.

O Manifesto dos Testes

O Manifesto Ágil foi criado por um grupo de pessoas que queriam mudar a maneira de como softwares eram desenvolvidos. Alguns anos depois, seguindo os passos do Manifesto Ágil, foi criado o Manifesto dos Testes:

  • Testar por todas as etapas MAIS QUE testar no final;
  • Prevenir bugs MAIS QUE encontrar bugs;
  • Testar o entendimento MAIS QUE checar funcionalidades;
  • Construir o melhor sistema MAIS QUE quebrar o sistema;
  • Time responsável pela qualidade MAIS QUE responsabilidade exclusiva de QAs.

QA Ágil

Pegando como referência o Manifestos dos Testes, vamos aqui descrever um pouco de como deve ser o comportamento de QAs Ágeis. Assim como no Manifesto Ágil, valoriza-se mais o item à esquerda que o item à direita – não é uma substituição, você vai continuar fazendo o que está à direita, entretanto, vai priorizar a esquerda (não confundir com política ok!?). Sendo assim, o QA Ágil deve:

Testar por todas as etapas [mais que] testar no final

Os testes devem começar já na reunião de planejamento. A partir dos critérios de aceite definidos, já é possível pensar nos casos/cenários de testes que serão feitos. 

Se o time já tem mentalidade voltada a testes e realizam TDD, BDD ou outra técnica, é hora de combinar a divisão dos testes (aplicação da pirâmide ou outra estratégia); definir o que vale a pena ser automatizado; como será a integração contínua, etc.

Também é recomendado que QAs façam code review e pair programming. Muitos bugs e inconsistências podem ser pegos durante o desenvolvimento somente observando o código, o que leva ao próximo tópico…

Prevenir bugs [mais que] encontrar bugs

Com os testes sendo feitos durante o desenvolvimento, a chance de um bug ir para produção é muito menor. Nessa fase a correção do bug pode ser imediata, pois o time de desenvolvimento está trabalhando na funcionalidade.

Dependendo do conhecimento, no momento que o bug é descoberto, a própria pessoa QA pode corrigi-lo.

Testar o entendimento [mais que] checar funcionalidades

A qualidade vai além de verificar se o software funciona como foi descrito. Isso pode ser feito por um robô.

Qualidade também engloba o entendimento da necessidade do usuário e garantir que essa necessidade é realmente o que o usuário precisa. Para isso o usuário também deve participar junto com o time no desenvolvimento, dentro do possível.

Construir o melhor sistema [mais que] quebrar o sistema

Como parte de um time, apontar defeitos e encontrar meios de quebrar o sistema vai contra o objetivo de entregar o melhor software possível. Temos que ter em mente que um software sem defeitos, nem sempre significa um software de qualidade.

O melhor sistema é aquele que resolve as dores de seus usuários. Trabalhe para isso.

Leia também: O que é de fato a Transformação Digital?

Time responsável pela qualidade [mais que] responsabilidade exclusiva de QAs

Colocar a responsabilidade da qualidade em apenas uma pessoa ou área é isentar outras pessoas envolvidas no processo de qualquer problema que será identificado. 

Todos que fazem parte, direta ou indiretamente, do desenvolvimento de uma solução devem ser responsáveis por entregar o melhor possível dentro do seu papel.

QAs podem não ser desenvolvedores no sentido de serem a pessoa que codifica a aplicação, mas desenvolvem testes e fazem parte do time de desenvolvimento. Todos que contribuem com o desenvolvimento do produto, incluindo designers/UX, são desenvolvedores e devem se responsabilizar pela qualidade do que vai ser entregue.

Trabalho em conjunto

Como o time é responsável pela qualidade, QAs devem estar presentes em todas as etapas do desenvolvimento, ajudando o time a entregar o melhor produto. A figura abaixo mostra como, em cada etapa da Sprint, QAs podem contribuir com suas próprias responsabilidades e ajudando membros do time.

E também, como parte do time:

  • ajudam a descobrir o produto certo;
  • colaboram para especificar;
  • pensam em exemplos;
  • refinam as especificações criadas pelo time;
  • automatizam as especificações;
  • ajudam a manter a Integração Contínua;
  • ajudam a manter a Documentação Viva atualizada e acessível.

QAs tradicionais x QAs Ágeis

Resumindo em tópicos as diferenças entre QAs tradicionais e QAs Ágeis são:

Além disso, QAs Ágeis:

  • estão sempre aprendendo novas habilidades e tecnologias, se adaptando a mudanças;
  • praticam comunicação clara e efetiva, colaborando com pessoas técnicas e não técnicas;
  • entendem do negócio, defendem o produto e colaboram com o cliente;
  • disseminam a cultura de qualidade e cuidam da saúde do time;
  • promovem e obtém feedbacks, tendo coragem de expor o que errado e elogiando o que está certo;
  • se mantém simples e auto-organizado, não dependendo de instruções para realizar suas atividades;
  • gostam do que fazem 🙂

E você, está no contexto tradicional ou ágil? Se no tradicional, gostaria de ir para o ágil? Se no ágil, faz o foi descrito no texto ou já está além? Deixe um comentário aqui!

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito

Seu time lança diversas funcionalidades, trabalha muito, mas os resultados não aparecem? Entenda agora as principais causas tudo isso

Por Filipe Machado e Thiago Fregni

Em qualquer negócio, seja ele um produto digital ou não, uma das principais preocupações é atender as necessidades dos stakeholders e isso acaba se tornando um dos grandes objetivos a serem cumpridos. Com isso, o time trabalha muito, se empenha em lançar várias funcionalidades, mas vai deixando de lado uma meta muito importante: a maximização de valor e o retorno de investimento daquela iniciativa.

Ou seja, por mais que a Agilidade tenha sido implantada e as entregas estejam acontecendo com mais velocidade, ainda há stakeholders super descontentes. “Não há nada tão inútil do que fazer com grande eficiência, aquilo que não deveria ser feito.” Essa frase do Peter Drucker é uma daquelas que pode resumir de forma simples esse cenário. O time está trabalhando bem, com diversas funcionalidades em produção, mas será que estão fazendo algo realmente útil?

Isso soa comum para você? Pois realmente acontece em muitos negócios que estão iniciando uma transformação digital e por três principais motivos:

  • Maximização de valor e o retorno de investimento

Geralmente, o Product Owner fica muito preocupado em atender os stakeholders e acaba deixando de lado uma das suas principais responsabilidades que é a maximização de retorno do investimento.

  • Senso de propósito

É comum o time (Agilista, PO e Devs) não saber de forma clara qual o objetivo do produto ou não ter visão sob o motivo de estarem trabalhando em determinada demanda. Sabem o que é, como deve ser feito, mas não o por quê – não possuem senso de propósito!

  • Discovery/Ideação/Upstream 

A maximização de valor do produto, ou seja, aquilo que o cliente recebe na ponta, precisa passar por um processo de discovery e refinamento, antes de iniciar o desenvolvimento. E não é sempre que isso acontece!

Mas qual é a causa raiz desse problema?

É possível identificar alguns sinais que ocasionam essas situações descritas acima. Os principais são: 

  • Baixa autonomia do Product Owner, que depende de outras pessoas para tomar decisões e esclarecer detalhes;
  • Product Owner que não tem a competência correta;
  • PO tirador de pedido (PO Proxy/Escriba), que não tem ownership do produto. Anota os pedidos sem entender o porquê da solicitação e quais os resultados esperados;
  • Time se preocupa em encher o capacity. Ou seja, durante reuniões de Planejamento, existe uma preocupação maior em “arrumar” backlog suficiente para deixar todos ocupados, do que gerar realmente valor para o cliente;
  • PO que não sabe quanto custa cada PBI e não tem noção do custo do time, o que o impossibilita de fazer trade-offs baseados no RoI;
  • Times que não possui objetivos claros, impossibilitando-os de fazer escolhas e manter o foco no que mais gera valor;
  • Não possui Discovery (UX). Ou seja, assim que a solicitação chega, vai direto para o time desenvolver. Não existe um processo no qual o cliente é envolvido e hipóteses são tratadas como verdades;
  • Não existe uma visão Customer Centric, focada no consumidor/usuário.

Bom, se você tiver identificado alguns desses pontos acima em seu time de transformação, você está cometendo esse erro. E isso pode ser nítido em um time ágil que ainda está no paradigma tradicional de trabalho.

Resolvendo essas questões 

Quando identificamos esse cenário – que é bem comum, fazemos um trabalho bem intenso de coaching com o Product Owner, com o Scrum Master e com os stakeholders. Para isso, executamos técnicas como:

Criar um time de discovery: a fim de descobrir que funcionalidades devem ser implementadas para atender as necessidades dos usuários;

Técnicas de ordenação de backlog: o backlog deve estar ordenado e tais técnicas nos ajudam a ordená-los de acordo com os objetivos a serem alcançados;

Criar bem claramente um esteira ágil utilizando Flight Levels: esta técnica dá visibilidade de portfólio até chegar na mão do usuário final;

Organizamos os times por Value Stream ligados ao usuários, com objetivos claros, utilizando OKR´s, por exemplo;

Definição de objetivo do produto e deixar o claro qual o valor (aumentar 10% as vendas, aumentar a taxa de conversão em 5%, entre outros) esperado a ser atingido por aquele item, mais valor de itens;

Roadmap: uma visão geral dos próximos passos do produto;

Utilizar dados para tomada de decisão em itens de backlog;

Criação de conceitos de hipóteses: uma ótima forma de trabalho que ajuda a validar as hipóteses é chamada HDD (Hypothesis Driven Development). Este método auxilia na escrita do nosso backlog, orientado à validação de hipóteses.

No geral, tentamos dar o correto propósito para o time como um todo, ligado a valor para o cliente ou negócio… Por que, quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. E, por isso, o trabalho se torna eficiente, mas não realmente eficaz!

Mais valor entregue, com menor investimento

Solucionando essas falhas durante o processo de desenvolvimento de um produto com um time ágil, é possível ter diversos benefícios, entre eles:

  • Conseguir trabalhar no processo empírico, focando sempre no objetivo desejado;
  • Se torna mais fácil gerenciar a ansiedade dos stakeholders quanto aos resultados;
  • O stakeholder fica mais contente com a entrega, pois ela está ligada ao propósito, com foco em gerar realmente valor com a iniciativa;
  • O clima de confiança do stakeholder com o time melhora;
  • Resumindo, mais valor entregue, com menor investimento e foco na maximização de valor e o retorno de investimento da iniciativa.

Esperamos que você consiga aplicar essas sugestões em seu dia a dia. Qualquer dúvida, estamos à disposição para ajudar… É só entrar em contato conosco!

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Seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil

Como esclarecemos os principais questionamentos que surgem nesse processo inicial de implementação da agilidade numa empresa

Por Eduardo Alcaraz

Iniciar uma transformação numa empresa, seja ela ágil, digital ou cultural, realmente é uma decisão muito significativa, levando em conta o impacto que causa. Mesmo que positiva e com tantos benefícios, essa jornada de mudanças ainda gera muitos questionamentos na mente de líderes. E, por isso, vamos compartilhar algumas das  dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil que ouvimos nos últimos tempos.

“Escopo aberto é cheque em branco?”

Essa é a primeira das seis dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil, principalmente partindo de gerentes de TI: “escopo aberto é cheque em branco?”. É comum que a Agilidade seja confundida com bagunça e falta de comprometimento com os objetivos da entrega. Por isso, a primeira maneira de mitigar este estigma é justamente entender o propósito do que deve ser feito

Em seguida, apresentamos uma das diferenças entre a entrega features e entrega de valor:

Uma outra característica que é muito importante no SCRUM é a entrega de incremento de valor em cada Sprint. Um projeto que, a cada 14 dias tem uma entrega de software rodando, gera muito mais transparência ao cliente.

Falando nisso, outra característica que deve ser levada em conta na hora que surgem essas dúvidas ao implementar uma transformação ágil é a transparência. Um projeto de escopo apresenta rapidamente os típicos blocks, que impedem que um software vá para a produção. Proceder nesses pontos de maneira honesta e, não personificada, faz com que os stakeholders possam agir e resolver tais blocks para que o projeto todo tenha sucesso.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto pode sofrer várias adaptações. Seja pela mudança de target do projeto, de algum block ou de uma mudança no mercado. O escopo aberto não se esconde atrás de um contrato pré-definido, mas engaja cliente e fornecedor em torno de um objetivo: entrega em produção.

“Mas o que vou receber?”

Falamos um pouco das diferenças entre escopo e valor. Invariavelmente, este valor significa software em produção – e rápido. Sendo assim, surge essa segunda questão, bem frequente entre as dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil.

A Agilidade oferece essa entrega de valor de uma maneira muito simples. Os times engajados no propósito são capazes de fazer pequenas entregas em produção, sempre. E essas pequenas entregas servem para manter o cliente e os times engajados, e dá a possibilidade de priorizar próximos passos com o “software na mão”. 

Então, as pequenas entregas em produção dão ao cliente o conforto de saber o que está sendo feito, a qualquer tempo.

“Como eu acompanho a evolução do desenvolvimento?”

Essa é uma das perguntas que mais ouvimos! Por isso, é importante ressaltar que o cliente faz parte do time, seja como Product Owner, seja como stakeholder. Logo, o acompanhamento é automático e fluido.

Sendo assim, o cliente é parte integrante do status report. Ele, como o restante do time, tem a responsabilidade de mitigar, adaptar e dar publicidade diariamente.

Vale aqui a menção do antigo PMO (Project Management Office) para projetos de escopo fechado. O PMO tradicional cobra e entrega um status report. E esse status não costuma apresentar exatamente o que está acontecendo no projeto.

“Meu chefe não me deixa fazer isso.”

Essa é outra fala que  faz parte das dúvidas comuns ao implementar uma transformação ágil. Entretanto, acreditamos que esta posição de “chefe” está lá por um ótimo motivo. Ou ele ficou muitos anos em sua empresa, galgando posições e conquistou seu espaço. Ou ele é muito competente no que faz e foi trazido para liderar e resolver problemas na sua organização.

Nesta situação, o ideal é entender as motivações dele para se manter no modelo tradicional. Geralmente há dois grandes motivos:

– Para multinacionais, pode ser uma diretriz da matriz (apesar de pouquíssimo frequente);

– A empresa está acostumada a “ter alguém para colocar a culpa”, caso o projeto dê errado.

No primeiro caso, a saída mais óbvia é começar a criar a cultura de agilidade dentro da organização. E o departamento de Recursos Humanos pode te auxiliar nisso!

Na segundo cenário, temos uma porção de argumentos reais que fazem a Agilidade ser uma boa saída para a transição do modelo tradicional para entregas com mais sentido e mais valor agregado. 

“E quais são as minhas garantias?”

A principal garantia do cliente é justamente a entrega contínua de valor. Sabemos que a Agilidade expõe os fatos rapidamente e o cliente é constantemente informado – levando em conta que o cliente faz parte do projeto, como PO.

E aí surge o questionamento: “mas se o software não ficar pronto na data?”

Deparamos a todo momento com datas fatais: dias das mães, dia dos pais, Natal, lançamento de marca, rodada de investimentos, entre outras. A principal ferramenta para mitigar a entrega é a priorização. Avaliar o que é mais importante, trabalhar em pequenos ciclos de entrega, se adaptando a todo momento, focado em entregar o melhor produto na data… Essa é a melhor técnica de sucesso para cumprirmos a tal data!

“Ainda somos muito tradicionais e Agilidade não é para nós.”

Além de todas essas questões, por fim, ainda ouvimos muito essa afirmação durante a negociação de uma transformação tão grande como essa. 

Mas, mais uma vez, é preciso entender que o mundo mudou. Não só por conta de um vírus desconhecimento que ocasiona a COVID-19, mas pela ânsia dos profissionais em serem mais felizes em seus trabalhos, em todas as escalas.

  • As organizações cartesianas (aquelas “meu chefe manda e eu executo”), está cada vez mais em decadência.
  • As entregas contínuas fazem cada vez mais sentido nesse mundo VUCA, no qual já falamos muito neste artigo aqui.
  • Então, a nossa resposta é: “SIM, a Agilidade é para todo o mundo!”

Tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato conosco que vamos te ajudar.

Conheça alguns dos nossos cases de sucesso.

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O que de fato é a Transformação Digital?

Enquanto você não entender em detalhes o que é a Transformação Digital, seu time vai continuar tendo grandes esforços com baixos resultados. Entenda de vez e saia na frente!

Será que a transformação digital pode me ajudar a fazer mais com menos? Consigo entregar mais resultados em minha empresa? Trabalhar de forma mais eficiente, que gere mais entregas? O que posso melhorar no meu dia a dia, para ser mais digital? 

Essas são algumas das várias dúvidas que chegam até nós, todos os dias, sobre o que é e quais os benefícios dessa tal transformação digital… Entretanto, ainda existe muita nebulosidade sobre o tema, tanto por falta de informação consistente, quanto por modismo de muitos tentando vender esse tipo de serviço ou realizar essas mudanças, cada um à sua maneira.

Como várias outras modas do passado e outras que aparecerão no futuro, elas podem ser exageradas em algum momento por quem não entende do tema. Contudo, as dúvidas mencionadas acima permanecem na cabeça das pessoas.

Bom, mas o fato é que não basta as empresas seguirem a moda ou fazerem algo apenas “para inglês ver”, de forma mecânica… Como diz Antonio Costa, sócio da Agile.Inc: “No final do dia, o cliente vai comprar seu produto ou serviço, não por que você usa Agilidade ou por que você faz a Transformação Digital. O cliente vai comprar seu produto porque você realmente gera algum valor para a vida dele.

O que está acontecendo no mercado?

Basicamente, boa parte da transformação digital está pautada na Quarta Revolução Industrial, que está acontecendo no mercado, nos dias atuais. 

  • A Primeira Revolução Industrial usou a energia da água e vapor para mecanizar a produção. 
  • A Segunda usava energia elétrica para criar produção em massa. 
  • A Terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. 
  • Agora, a Quarta Revolução Industrial está se consolidando na Terceira – a revolução digital que ocorre desde meados do século passado. É caracterizada por uma fusão de tecnologias que está desfocando as linhas entre as esferas física, digital e biológica.

Fonte: https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

A forma como as pessoas estão conectadas por celulares, as novas gerações que surgem de clientes, de colaboradores que já nasceram num mundo digital e se comportam totalmente diferente, o poder de novas tecnologias como impressão 3D, nanotecnologia, IoT, IA, entre outros, tudo isso faz com que o mundo e os negócios se tornem muito mais complexos e dinâmicos, dentro do cenário VUCA, como é amplamente falado. 

Ou seja, as empresas precisam estar adaptadas a essa nova realidade! Como diz  Fernando De La Riva: “Estamos usando teorias de administração do século 19, com estruturas organizacionais e de incentivo do século 20, num ambiente de negócios do século 21. VUCA é o novo normal do ambiente de negócios”.

O que de fato não é a Transformação Digital?

Diante deste cenário de mercado, vamos entender primeiro o que não é Transformação Digital:

– Não é algo prescritivo que você compra e vêm em uma caixinha, bastando apenas instalar;

– Não é uma bala de prata;

– Não é apenas “colocar uma roupa ágil” e cometer erros básicos muito comuns;

– Definitivamente, não é digitalização de canais;

– Não é pagar treinamentos para a equipe, quando tem budget sobrando, para seguir uma tendência e evolução de mercado.

Mas, e o que é a tal Transformação Digital?

Transformação Digital é um processo de mudanças com o objetivo de ajudar as empresas a obterem mais resultados, a entregar mais valor constante, a trabalhar de uma forma mais responsiva, produzindo mais e mais aderente às necessidades atuais dos clientes e dos funcionários.

Nós, da Agile.Inc, entendemos por Transformação Digital como: 

Uma mudança fundamental na forma como a empresa se organiza, com uso de tecnologia, pessoas, processos e modelos de negócios, visando estar adaptado à um universo mais complexo e dinâmico, onde é fundamental ter foco na geração de valor ao cliente. Isso será decisivo na vida das empresas: quanto mais mindset digital a organização possuir, maior vantagem competitiva no mercado ela terá nesse novo mundo VUCA.

Esse conceito consiste em vários pontos, tais como:

– Mudar a forma com que as áreas de uma empresa se conectam ao trabalharem em conjunto, principalmente suportando as áreas de negócios;

– Realmente colocar o cliente no centro das tomadas de decisão;

– Ter mais transparência e dar visibilidade ao que está acontecendo para todos;

– Priorizar as entregas e se perguntar sempre “será que estamos fazendo a coisa certa?”;

– Integrar o mindset Ágil em uma base diária dentro dos times;

– Descentralizar decisões, mas com alto alinhamento;

O risco de não fazer direito é muito latente

Muitas dúvidas podem estar passando por sua mente agora, especialmente aquela sensação de não estar fazendo e nem se preparando para a transformação digital ainda. E isso é muito arriscado! Em recentes pesquisas, identificou-se que o risco de não fazer a Transformação Digital corretamente é a ameaça número 1 apontada por diretores, executivos e C-levels, em 2019. 

“As operações existentes e a infraestrutura de tecnologia legada representam um risco para as empresas que não conseguem se transformar com rapidez suficiente para competir com as que ‘nasceram digitais’”, revela um estudo realizado pela Iniciativa de Gerenciamento de Riscos da Universidade da Carolina do Norte e pela empresa de consultoria de gerenciamento Protiviti Inc.

Fonte: https://blogs.wsj.com/riskandcompliance/2018/12/05/businesses-predict-digital-transformation-to-be-biggest-risk-factors-in-2019/

Ou seja, caso a empresa não consiga fazer a correta Transformação Digital, ela vai perder espaço no mercado para as organizações que estão conseguindo fazer o processo da maneira adequada. Levando em conta que algumas empresas já nasceram digitais, já são customers centric e conquistaram a preferência de seus clientes; e possuem uma cultura forte e um mindset de inovação e melhoria contínua, desde a escolha dos funcionários, processos internos, até a postura de sua liderança.

Conclusão

Diante de todos esses fatos e explicações sobre um dos assuntos mais falados dos últimos tempos, você se sente preparado para fazer essa mudança fundamental na forma como sua organização trabalha? Como fazer essa transformação acontecer da melhor forma possível, de modo que a empresa possa sair na frente? Como não ficar para trás e ser obrigado a reagir de forma desesperada no futuro?

Essas são perguntas que muitos executivos possuem e para responder esses questionamentos que nós da Agile.Inc trabalhamos.

Tem alguma outra dúvida? Conte-nos aqui nos comentários!

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Por que os processos Ágeis não estão ajudando na Transformação Digital?

Toda semana visito diferentes empresas e tenho acompanhado bem de perto dois temas “da moda” e que de certa forma se tornaram interdependentes: agilidade e transformação digital. É nítido que muitas empresas estão falhando em compreender a agilidade e, isso por sua vez, está pouco contribuindo para a transformação digital, tão relevante no atual cenário. Isso acontece porque algumas não entenderam que “Ágil” não significa um processo novo, mas sim uma mudança cultural, uma mudança de paradigma…

Foto estilizada de uma cidade, com luzes velozes, demonstrando mudança, rapidez, velocidade

Mas, qual a mudança de paradigma?

Gosto muito da forma como parceiros da Scrum.org descrevem tal mudança de paradigma, que consiste em sair de um modo Taylorista de pensar, indo para uma abordagem mais focada em resultados, ou um modo Ágil de pensar.

Modelo Taylorista

Basicamente, no início do século passado eram necessárias linhas de produção mais eficientes. E Taylor foi um grande revolucionário para sua época, implementando ideias como:

  • Separação entre pensadores e executores. Frases como “I have you for your strength and mechanical ability. We have other men paid for thinking” (“Eu tenho você por sua força e habilidade mecânica. Temos outros homens pagos para pensar”), faziam parte de seus conceitos;
  • Cada trabalhador se ocupavam em resolver uma pequena parcela do problema;
  • Não era necessária criatividade ou senso crítico, apenas disciplina para seguir regras;
  • O que fazia de cada pessoa um recurso, substituível e, muitas vezes, que era automatizado (trocada por máquinas);
  • A solução para o usuário já era pré-concebida desde o princípio, bastando apenas ter eficiência na execução do processo;
  • Para maior produtividade do trabalhador, dê mais dinheiro, bônus e benefícios – essa é sua principal motivação;
  • Estrutura de comando e controle era utilizada para gerenciar. Ou seja, se tudo está sob controle é o melhor modelo de liderança;
  • Grandes planejamentos prévios e prescritivos;
  • Entre outros pontos.

Agora, leia novamente o texto acima, mas analisando o contexto de desenvolvimento de produtos digitais. Será que todos esses tópicos não estão sendo aplicados hoje em dia, mas para resolver um problema diferente?

Acontece que, atualmente, estamos em um cenário de quarta revolução industrial, que é a Revolução Digital. O avanço da tecnologia nos proporcionou um novo universo, novas regras na sociedade e nos negócios, inovações que estão fundindo o mundo físico e virtual, mudando o tempo todo áreas como:

– A forma como as pessoas se relacionam e vivem estão se modificando;

– Novos negócios estão sendo criados;

– Existe cada vez mais uma conectividade global, ou seja, acontece algo em uma parte do planeta, você tem a informação quase que instantânea através de seu celular;

– Pessoas da geração digital já não se contentam com qualquer produto/solução.

Isso torna o mundo ficar mais complexo, criando um ambiente chamado de VUCA acrônimo para: Volatility (Volátil), Uncertainty (Incerto), Complexity (Complexo) e Ambiguity, (Ambíguo). Como alguns dizem, “esse é o novo normal”. Por exemplo, uma empresa digital (Airbnb, Uber, entre outras) atingir altos valores de mercado, desbancando gigantes e grandes players do passado é um efeito desse mundo VUCA.

Basicamente, as empresas que tentarem resolver os problemas atuais, do mundo VUCA, com a abordagem Taylorista, mesmo que usando uma “roupagem Ágil”, vão falhar. E, nessa corrida para a transformação digital, é isso que muitas estão fazendo: apenas vestindo a roupa ágil, mas com o mesmo mindset anterior, sem uma mudança cultural, sem uma transformação de paradigma.

É importante destacar que Frederick Winslow Taylor criou a Scientific Management em 1882 – ele foi revolucionário para a época. O que questionamos é usar esses mesmos conceitos que foram benéficos para aquela época, na criação dos produtos atuais, complexos e digitais. Isso é como usar uma ferramenta errada, a velha metáfora do martelo para apertar um parafuso.

Pensamento Tradicional x Ágil

Numa abordagem onde o pensamento “Tradicional” (Taylorista) prevalece na criação de produtos e serviços, mas que se “diz Ágil”, geralmente acontecem problemas como:

  • O sucesso de um projeto é resolver o escopo definido, dentro do tempo estipulado e sem estourar o orçamento. Mesmo se o cliente não comprar o produto, o projeto foi um sucesso;
  • As pessoas que estão no desenvolvimento do projeto estão anos luz desconectados do cliente e do serviço a ser prestado para esse usuário;
  • Muitas vezes, essas empresas acabam somente sendo uma “fábrica de software” (fábrica = taylorista);
  • As motivações e engajamento das pessoas, são feitos com remuneração ou demissão; 
  • Problemas complexos são resolvidos com mais planejamento. Ou seja, aumenta a prescrição;
  • O time é Ágil mas a gestão é imposta, precisa de alguém comandando.

Já numa abordagem Ágil, o mindset estabelece uma visão de produto, uma visão de valor de entrega:

  • Objetivos de negócios ligados ao cliente são definidos muitas vezes em hipóteses e, tenta-se investir o mínimo para validá-la antes de escalar a solução;
  • Times são criados com alto alinhamento e autonomia para resolver problemas complexos;
  • O sucesso do time é resolver o problema com a menor solução (ou melhor) possível;
  • A estrutura da empresa é customer centric e não apenas áreas em silos, rodando através dos processos ágeis;
  • Problemas complexos são resolvidos com mais experimentos, que geram mais aprendizado (empirismo);
  • O melhor estilo de liderança é o líder servidor;

E esta lista é imensa! Os pontos acima são apenas alguns exemplos… Ou seja, muitas empresas estão rodando um processo com roupagem Ágil, mas com o mesmo mindset Tradicional (Taylorista) de sempre. Isso é tão enraizado que, muitas consultorias que julgam executar uma transformação digital, implantam a agilidade de uma forma bem tradicional. Elas ensinam sua empresa a estabelecer personas, por exemplo, mas elas não utilizam essa técnica em seus próprios negócios.

Por mais que fazer a adoção de processos ágeis seja um avanço, mesmo que de forma mecânica, é importante saber que ainda falta muito para a tão falada transformação digital. Não se contente com apenas uma roupagem ágil, busque o mindset verdadeiro da agilidade para colher todos os benefícios da transformação digital.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

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