Porque as pessoas NÃO estão fazendo o dobro na metade do tempo com o Scrum

by Rodrigo Pinto

Porque as pessoas NÃO estão fazendo o dobro na metade do tempo com o Scrum

by Rodrigo Pinto

by Rodrigo Pinto

O mundo está mudando em uma velocidade muito grande, as organizações estão cada vez mais tentando atender às necessidades do mercado e se diferenciar em um cenário competitivo. Para isso, são executados projetos e mais projetos a fim de atingir o único objetivo de atender as necessidades do mercado e/ou das pessoas. E o Scrum, pode te ajudar.

 

Scrum: arte de fazer o dobro na metade do tempo.

Em meados da década de 1990, Jeff Sutherland e Ken Schwaber criaram o método Scrum, com o objetivo de solucionar problemas comuns das organizações, garantindo o foco no que realmente gera resultados.

Com o objetivo de explicar os benefícios do Scrum, sua aplicação de forma a obter maior produtividade, Jeff escreveu um livro chamado “Scrum: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”.

Neste livro, ele conta como utilizou o Scrum em suas experiências pessoais para dar clareza dos problemas e assim atuar sobre eles, de forma a ajudar pessoas e empresas a planejar melhor, ter foco no cliente e na melhoria contínua.

 

Como surgiu o termo método ágil?

O termo método ágil surgiu com o Manifesto Ágil, criado no ano 2001. Esse pequeno documento ficou conhecido por seus 4 valores:

  • Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano.

 

Todos os métodos ágeis, desde o Scrum e o XP (os mais conhecidos) são baseados nestes 4 valores.

O principal objetivo dos métodos ágeis é satisfazer o cliente por meio de entregas pequenas e recorrentes de valor, por meio de ciclos curtos e contínuos de desenvolvimento.

 

Como aplicar a metodologia ágil?

Para implementar os métodos ágeis nas empresas, é muito provável que seja necessária uma mudança da cultura organizacional.

Essa metodologia utiliza os princípios de adaptação constante. Têm como objetivo também eliminar e reduzir os desperdícios e ineficiências causados por ruídos da comunicação, burocracia e obstáculos técnicos.

A metodologia ágil funciona em empresas que atuam com alto nível de colaboração, onde os membros contribuem para o desenvolvimento dos projetos/produtos por meio de times pequenos. Vamos conferir algumas mudanças que são geralmente necessárias para tornar as empresas mais ágeis:

  • O objetivo da empresa deve ser agradar ao cliente e entregar o melhor produto para a demanda estabelecida, com total eficiência.
  • O trabalho deve ser feito em times que se auto-organizam, em que o gerenciamento ocorre de forma a capacitar os colaboradores a contribuírem ao máximo.
  • O trabalho deve ser coordenado por metodologias ágeis a partir de ciclos iterativos e feedbacks de clientes e stakeholders.
  • Transparência e melhoria contínua precisam ser valores predominantes.
  • A tomada de decisão na empresa deve ocorrer predominantemente de modo horizontal.

 

Por que as pessoas não estão produzindo?

Agora que já conhecemos o Scrum e sabemos um pouco de princípios para implementar os métodos ágeis, vamos entender melhor sobre erros comuns da aplicação das metodologia ágil, principalmente do Scrum. O grande desafio aqui está nas pessoas compreenderem que não é simplesmente pela mudança de nomes, funções e reuniões que os resultados acontecerão. É necessária uma compreensão mais aprofundada da Agilidade e sua verdadeira aplicação.

 

Erro #1: Pensar que fazer uma reunião diária (Daily Scrum) faz com que você seja ágil

A Daily Scrum é uma parte vital do Scrum, mas apenas fazê-la por fazer não ajuda em nada. 

O objetivo da Daily Scrum é que os desenvolvedores revisem e planejem seu progresso em direção ao objetivo da Sprint (Sprint Goal). É também um fórum para permitir identificar problemas em potencial e lidar com eles rapidamente ou posteriormente. 

Foi projetada para ser um reunião de curta duração, para resolver problemas e garantir (no mínimo) um nível contínuo de comunicação e planejamento da equipe à medida que a Sprint progride.

 

Erro #2: Pensar que um Scrum Master é um gerente de projeto

O Scrum Master tem o papel de suportar a implementação do Scrum em suas práticas de trabalho.

Algumas pessoas assumem que um Scrum Master é o mesmo que um gerente de projeto, porém o Scrum Master provavelmente é um papel novo, talvez nunca visto por alguns, por isso é falho fazer qualquer tipo de paralelos. 

Nas práticas da atuação de um SM, é comum agir como um professor, facilitador, coach e mentor. Tecnicamente, ele não gerencia a equipe. O Scrum Master oferece orientação e aconselhamento aos membros do Time Scrum, especialmente em questões relacionadas às regras de execução framework e cumprimento dos papéis.

 

Erro #3: Deixar o Time Scrum muito grande

Idealmente, um Time Scrum deve ser uma pequena unidade dedicada trabalhando próximos e se auto-organizando. Para que isso aconteça de forma eficiente, ela não pode ser muito grande. O tamanho máximo não deveria superar 10 pessoas, sendo ideal por volta de 8 integrantes.

Jeff Bezos faz uma brincadeira com esse tema dizendo que o tamanho ideal de uma equipe é um número de pessoas que podem ser alimentadas por duas pizzas. Cabe a você determinar o nível de fome e, portanto, o tamanho da pizza. 🙂

 

Erro #4: Fixar o Backlog do Produto

Product Backlog são o que chamamos de artefatos-vivos. Isso significa que eles vão sendo criados e alterados a todo momento, no decorrer da criação do produto e execução das Sprints.

Algumas pessoas que vieram do paradigma tradicional, muito conhecido pelo modelo waterfall, têm certa dificuldade em compreender esse conceito. Elas associam o Product Backlog com o escopo fechado de um projeto e isso está completamente incorreto!

A premissa do Backlog é ser flexível, ou seja, com os aprendizados adquiridos a cada Sprint, o time (na pessoa do Product Owner) vai adaptando o Product Backlog para que o mesmo estaja cada vez mais aderente ao que o cliente necessita. 

 

Erro #5: não ter paciência para seguir o processo

É necessário entender que na Agilidade não existe uma solução única para todos e não há uma receita pronta de como deve funcionar, ou seja, pode ser que algumas práticas e ferramentas sirvam para você e outras não. 

Cada time e empresa deve buscar trilhar seu próprio caminho de aprendizado. Um princípio básico que fecha todo nosso conceitual teórico é a melhoria contínua. Um time não pode se dizer ágil se faz as mesmas coisas, da mesma maneira durante muito tempo.

Logo ao aplicar as primeiras ferramentas, alguns times não tem a paciência necessária para corrigir os erros, aprender, formar melhor as pessoas e permitir que os princípios de melhoria surtam efeito.

 

Conclusão

Por fim, espera-se que o verdadeiro entendimento dos princípios ágeis sejam suficientes para que os times geralmente colham os benefícios que a Agilidade visa entregar. Conforme os dias vão passando, os times ágeis devem crescer nesse entendimento (que é novo para muitos) encontrando, testando e validando formas melhores de trabalhar. Isso promove o crescimento da produtividade da equipe e maximiza a entrega de valor.

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