Squad

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Será que SQUADs realmente funciona para organizar times?

Entenda como essas equipes multidisciplinares ajudam uma empresa a entregar mais 

Por Antonio Costa
Entenda como o formato de organizar times em SQUADs é benéfico para uma empresa entregar mais, ser mais eficiente e produtiva

Nós visitamos diversas áreas e empresas ao longo do nosso processo de consultoria, seja do setor de desenvolvimento de produtos, de programação, recursos humanos, financeiro, vendas, área de negócios, entre outras, e uma dúvida muito comum é:

Será que o formato de SQUADs realmente funciona para organizar times?

Se funciona, será que a forma como estamos fazendo realmente é eficaz? É possível melhorar algo? 

Basicamente, as SQUADs são uma estrutura organizacional de pessoas de diferentes habilidades, que possuem um objetivo muito claro: ter mais entrega de valor. Diferente do modelo Tradicional, SQUADS são times multidisciplinares, com menos silos, menos hierarquia, mais autonomia, focada em seus princípios e objetivos, que trabalham para resolver um problema ou desafio dentro de uma organização.

O Spotify criou esse modelo para resolver um desafio que eles tinham na época e, como se popularizou, muitas pessoas começaram a copiar esse formato de organização de pessoas. E assim virou uma manada, ganhou uma proporção gigante, muitos passaram a se organizar em SQUADS, mas sem ter o mínimo de noção de Agilidade, de desenvolvimento de Produtos, acreditando que ter SQUADs já as tornavam empresas ágeis. 

Como não existe um órgão que determina e regulamenta essa questão, neste texto, vamos abordar esse tema com base em nossa experiência sobre esse assunto. 

Os pilares para bons SQUADs

Mas, de fato, qual o propósito por trás delas? Como citamos acima, as SQUADs são focadas em maximizar a entrega de valor, para isso, são ancoradas por quatro pilares:

– Equipe multidisciplinar

Elas são compostas por pessoas de diferentes habilidades que, juntas, possuem a missão de resolver problemas em uma determinada área da empresa ou desafios no desenvolvimento de Produtos.

– Autonomia

Dentro de uma SQUAD, as pessoas possuem autonomia para dizer como elas resolvem determinado problema. É muito comum ver times nos quais os integrantes apenas executam diversas ações que o chefe determina. Se ainda existe um comando externo com muito controle, você está ferindo esse princípio da autonomia dentro de uma SQUAD.

A ideia é juntar pessoas de diferentes habilidades em um time, tornando-o mais produtivo e criativo possível, dando autonomia para essas pessoas resolverem um problema.

– Objetivo claro

Nada disso funciona se os objetivos não forem claros! Isso mesmo. É preciso ter o propósito dessa iniciativa bem explícito: “qual problema é preciso resolver?”. 

– Restrições

Esses limites devem ser criados para que as pessoas possam fazer o que elas quiserem, desde que não infrinjam alguma dessas restrições. Algumas restrições comuns são: determinar um tempo para criar e desenvolver aquele produto; ou quantidade de dinheiro; ou até uma restrição que não fira os princípios da organização. 

Leia também: As 5 disfunções de um time e como evitá-las para ter pessoas mais engajadas

Resumindo…

O conceito de SQUAD vem de esquadrão, pelotão – assim como em uma war room – você monta um esquadrão, no qual “missão dada é missão cumprida”. Ou seja, uma SQUAD no primeiro dia de trabalho é praticamente um “quarto de guerra”: você junta pessoas de diferentes habilidades, com um propósito muito claro, dá algumas restrições e elas trabalham para resolver esse problema.

Mas dá pra escalar esse formato para toda organização?

Sim! O modelo Spotify sugere diversas formas de como resolver um problema muito complexo, com várias SQUADS, através de outras estruturas como tribos, capítulos e guildas… Mas isso rende um outro artigo! Se você quer saber mais sobre como essa parte de escala do modelo Spotify funciona, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar sim sobre isso! 

Além de todas as técnicas de escala, o modelo de SQUADs do Spotify também têm uma série de princípios como: 

  • Aversão ao desperdício – no qual buscam continuamente pontos de melhorias para evitar a perda de tempo ou dinheiro; 
  • 100% de previsibilidade é igual à  zero por cento de inovação – ou seja, se você quer fazer algo realmente inovador, não tem como ser totalmente previsível… É preciso permitir que as pessoas falhem, ou que a falha seja mais bem vista, desde que aconteça para em busca de resolver aquele determinado problema;
  • Entre outros princípios…

Se quiserem saber mais dos princípios, deixe sua sugestão aqui nos comentários que podemos falar também sobre isso!  

Não tente se encaixar em um modelo!

A grande mensagem que quero deixar para finalizar esse texto é a partir de um erro que vi em uma empresa e que cabe trazer aqui para exemplificar algo que você não deve fazer:  apenas mudar o nome de “time” para “squad” e não incorporar de verdade os princípios que o modelo possui.

Será que você também não está tentando encaixar sua área ou empresa numa caixa, num formato já pronto?

Não copie o Spotify! Entenda os princípios, os propósitos e aprenda com ele para criar o SEU MODELO, aquele que mais combina com sua realidade. O próprio Spotify não usaria este modelo hoje, pois eles aprenderam com esse formato, usaram várias técnicas como Scrum, Kanban e foram o adaptando para usar da forma que mais cabe atualmente, sempre focando no objetivo de desenvolver bons produtos, com eficiência e eficácia.

Quer alcançar esses resultados, assim como o Spotify, ser mais digital e entregar mais valor à sua organização, mas não sabe por onde começar, nós te ajudamos!

Leia mais:

Assista:

https://youtu.be/-GPItbQKp8M
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A Jornada do Agilista: qual o ciclo de vida desse papel dentro de um time?

Entenda melhor como é o começo, meio e o fim da atuação do especialista em Agilidade dentro de time de desenvolvimento de produtos digitais

Por Fabricio Pequeno e Ricardo Avigro
A Jornada do papel de Agilista e seu ciclo de vida dentro de um time Ágil

Considerada uma das 15 profissões emergentes de 2020 no Brasil – segundo um estudo publicado pelo LinkedIn, o Agilista, ou Agile Coach, ou Scrum Master, ou Agile Master, ou Agile Expert, entre outros nomes dados ao papel do especialista em Agilidade, é um dos trabalhos que mais cresce nos últimos tempos… Mas, você sabe como é a jornada do Agilista, seu desenvolvimento e/ou crescimento desta carreira? Ou qual o ciclo de vida desse papel dentro de um time?

Foi pensando nisso que, nós, Ricardo Avigro e Fabricio Pequeno, resolvemos escrever esse artigo! A ideia da Jornada do Agilista não surgiu para ser uma jornada definitiva, ela foi idealizada a partir do momento no qual foi perceptível um comportamento recorrente em times ágeis.

Não significa também que, seguindo essa jornada, você vai conseguir sucesso absoluto. Esse caminho defende que o Agilista tem um ciclo de vida a cumprir dentro de um time e expõe alguns marcos importantes, no qual devemos ficar atentos antes de cobrar maturidade e auto-organização das pessoas.

Pense que, por alguma vez, conversando com agilistas, você se deparou com dúvidas sobre “como é o nível de sucesso desta função?”. O papel de Agilista sempre deixou muito vago como você pode fazer as coisas e o quanto você pode fazê-las…. Não estamos aqui para limitar sua criatividade, nem o trabalho, muito menos o histórico de cada um, porém é muito importante que a gente tenha um rumo para seguir. E, com isso, nasceu a essa jornada, uma entre tantas outras que pode ser um bom caminho a ser tomado.

… Agora vamos ao que interessa, a Jornada do Agilista

Muita coisa acontecendo, correria, entregas parciais, atividades entrando no meio da sprint, desenvolve nessa sprint e na outra testa, “daily, para que isso?”, “retro só sai problemas direcionado a pessoas e não tem nada de positivo”, mas, no geral o time está bem, faz entregas e é auto-organizável para realizar suas atividades. 

Identificou alguma coincidência com algo citado? Bom, nós já passamos por algumas situações assim, e aí pensamos: “O que fazer? Por onde começo? Como agir?”. Pensando nisso, mapeamos o que chamamos de “Jornada do Agilista”, com base em nossas experiências que deram certo. 

Etapa 1 – ENTENDIMENTO

Cheguei em um time, e agora? Entendemos que é preciso fazer uma leitura do ambiente. Ok! Você já leu isso em todos os lugares, por isso, vamos lá… Como fazer essa leitura ou como chamamos, “Entendimento”, que é dividido em quatro etapas:

Fluxo para explicar a fase de entendimento de times ágeis

1 – Entenda quem é o seu time, quem são as pessoas, converse com cada um e ouça seus desafios, seu momento e suas dificuldades, sem julgamentos! Entenda o perfil técnico também, isso é muito importante. Não precisa entrar no detalhe de código, mas é bom saber minimamente;

2 – Analise o fluxo de trabalho atual. Alguns times acham que tem um fluxo de trabalho quando na verdade é um go horse disfarçado e, na loucura do dia a dia, não conseguem ver o quanto geram de retrabalho para eles mesmo. Examine também as restrições, pois muitas empresas têm processos originados do modelo tradicional e, algumas vezes, precisamos conviver com isso por um certo tempo.

3 – Entenda o backlog do produto e sua priorização. Sim, o Agilista pode ajudar o Product Owner com o backlog, questionar as priorizações e ajudar a gerar mais valor nas entregas, e isso influencia diretamente no próximo ponto.

4 – Saiba o propósito do time. Um time sem propósito vira um time tarefeiro, uma fábrica de software e isso desmotiva as pessoas.

Não existe um tempo ou uma ordem para toda essa análise, colocamos assim pois foram os pontos que achávamos mais importante e que davam base para a ação seguinte.

Etapa 2 – AÇÕES 

Depois que você tiver todo esse entendimento, chega o momento mais desafiador e pode ser contraditório com algumas literaturas, mas, é o momento de “AGIR”!

  • Identifique os problemas, monte uma proposta e apresente para a hierarquia da empresa – é muito importante estar sempre alinhado com seus superiores.
  • Apresente essa proposta para o time e busque aliados para implantação deste plano. Embora muitos falem o contrário e na agilidade pregamos que as mudanças fazem parte, as pessoas tendem a resistir à elas, por isso, quanto mais aliados você tiver, melhor para a implantação da proposta.
  • Deixe essa proposta visível para todos, compartilhe a jornada de desenvolvimento, acordos de trabalho e o que mais achar necessário.

Um dos pontos mais difíceis e cruciais desta etapa é identificar os sabotadores. Nem todos estão preparados para a mudança, seja por qual motivo for – e, sim, sabotadores existem e temos que lidar com eles. Como? Elimine-os!

Nem sempre um sabotador será uma pessoa, às vezes pode ser um processo não muito inteligente que gere desperdício, mas no geral são pessoas, e podem ser pessoas do time, de outras equipes que temos dependência ou até mesmo um gestor desconfiado e centralizador.

Essa é a parte mais complicada, pois não lemos isso (pelo menos nunca li diretamente). Mas, na prática, o sabotador se tornou um impedimento na melhora do fluxo de trabalho, implementação da proposta e/ou dia a dia do time. E falando em impedimento, nós, Agilistas, removemos como ninguém!

Para cada tipo de sabotador, temos um tipo ação a ser tomada:

  • Uma Pessoa do Time: Já li que o time deve ou não permitir uma determinada pessoa ali e, nós como Agilistas, só atuamos quando o time sinaliza. Porém, algumas vezes o time não tem maturidade para isso ou ainda não percebeu que determinada pessoa é um sabotador. Por isso, você Agilista, sim, você mesmo, deve colocar seu casaco de “general” e determinar que o sabotador seja retirado do time. (a forma de fazer isso dependerá da autonomia que terá dentro da organização, porém deve reportar o caso ao gestor direto da pessoa para que a ação seja tomada. Lembrando que deve sempre ter exemplos das situações que o levaram a tomar essa decisão e após feedbacks com esse “sabotador”.)
  • Gestor centralizador: O ideal é entender e minimizar o medo ou insegurança que ele tenha sobre o trabalho, seja falta de visibilidade, achar que o time faz muita reunião e “coda” pouco, achar que a falta de um cronograma prejudica a visão, enfim o ideal é entender e remover esse “sabotador”, pois mesmo de forma inconsciente ou indireta essas atitudes atrapalham o andamento do fluxo e consequentemente as entregas.

O que queremos dizer aqui é que, independente do que ou quem esteja atrapalhando, o andamento do fluxo e proposta estabelecida, deve ser removido.

Outro ponto importante é sempre estimular o time para ações que garantam o fluxo da jornada de desenvolvimento, uma vez estabelecido, ele deve ser cumprido. Considere sempre, os refinamentos e tenha as dependências mapeadas. Elas serão extremamente importantes para o engajamento do time em relação a Qualidade e Entrega – são coisas que não podem ser negociadas e uma não caminha sem a outra.

Nesse ponto que entraremos a seguir – que também é polêmico, pois muitos dizem que a área de Produto não faz parte do papel do Agilista, mas, na prática, como trabalhamos junto com a pessoa que energiza o papel de  Product Owner, é muito importante orientar e ajudar. E como podemos fazer isso?

  • Primeiro, é preciso garantir que o backlog esteja claro, disponível e entendido pelo time, e depois para toda a empresa. 
  • Em seguida, devemos também deixar transparente para todos as entregas do time.

Etapa 3 – DISSEMINAÇÕES 

Tendo a visibilidade do backlog e das entregas do time, começamos a entender e questionar se essas entregas estão alinhadas com o propósito do produto. E, para que isso seja possível, precisamos entender e conhecer nosso cliente, olhar pela ótica de UX e UI, para saber como é sua jornada e sua experiência usando este produto. 

Neste momento, é muito importante que você e a pessoa que atua como PO fiquem próximas de que faz o papel de Designer e do especialista da Área de Produtos. Aliás, essa parceria é essencial em todas as etapas e, levar todo esse entendimento para o time para que participem das decisões estratégicas, traz um senso de “dono do produto”, e você verá que isso fará toda a diferença. 

Por fim, pensando sempre em visibilidade, criamos um painel no qual é possível mostrar todas as entregas do produto, voltadas para as experiências do usuário, independente de times.

Literatura x Realidade

Algumas literaturas trazem modelos do que devemos seguir, eventos com sequências nas quais, independente de serem eficazes ou não, são importantes de se fazer. Não achamos que isto está errado, a questão é que poucas vezes vimos uma orientação realmente voltada ao Agilista nisso tudo…. 

Subentende-se que o Agilista deverá saber como se comportar e que a evolução do time irá acontecer perfeitamente como descrito a partir das situações propostas. O entendimento dos ciclos em muitas vezes é aplicado para produtos e para a maturidade do time, porém não é aplicado para a evolução do Agilista sobre a ótica de progresso do time como um todo. 

Nossa proposta é de conscientizar a todos que existe um ciclo de vida para a atuação do Agilista dentro de um time e que, esse ciclo, a partir de sua completude, não indica que uma deverá ter uma promoção e sim um critério de sucesso, visando o direcionamento de carreira. Assim, podemos buscar um outro time no qual nossa atuação terá resultados mais expressivos – visando a maturidade como um todo em uma empresa.

Essas foram algumas ações que adotamos e nos fizeram alcançar sucesso nos projetos que atuamos. Claro que nem sempre acertamos e aqui contamos apenas o que funcionou…

Deixe nos comentários se já passou por algo parecido e o quanto essa jornada se aplica a sua realidade. Valeu, até a próxima!

 
 
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Erros comuns durante a Transformação Digital

Maturidade, visão de produto e habilidades corretas são três de algumas das principais falhas que acontecem nesse processo de mudanças e inovação da transformação digital

A Transformação Digital não é mais uma opção e as empresas que ainda não iniciaram esse processo estão ficando para trás. Entretanto, na corrida para mudar, alguns erros cruciais acontecem, seja por falta de objetivo ou maturidade, de estratégia e visão do negócio ou até por falta de ferramentas básicas para estruturar essa revolução.

Estamos realmente prontos para a Transformação Digital?

Essa é uma pergunta que toda empresa deve se fazer antes de tudo. Estamos vivendo um momento no qual tudo é pra ontem e, com isso, algumas corporações não dedicam o tempo suficiente para entender o que realmente é necessário fazer quando o assunto é transformação digital. Vemos muitas pessoas querendo soluções prontas, como uma “receita de bolo”, mas nem sempre a solução descritiva atende às necessidades existentes. 

Para saber se você está realmente pronto para a Transformação Digital, é preciso ter um propósito transparente para passar por essa mudança, pois é um momento delicado, no qual será necessário envolver todos os colaboradores e ter objetivos claros para que todos sigam para a mesma direção. 

A falta de alinhamento de estratégia dentro de uma empresa, pode gerar várias falhas, como muito esforço dedicado à tarefas ou iniciativas que não geram valor nenhum para a transformação digital; desentendimentos ou discussões infundadas entre áreas de negócios ou times de produtos; além de entregas desconexas ou postergação das mesmas.

Este produto realmente resolve o problema do cliente?

Antes de você investir em uma idéia é extremamente importante que o propósito e o valor que seu produto irá gerar para seu cliente estejam claros. Ou seja, qual problema do seu cliente este produto vai resolver? Quando um produto não tem um propósito definido qualquer idéia pode ser boa, mas com isso o foco se perde e investimentos tornam-se prejuízos.

Uma das características dessa transformação digital é o cliente estar realmente no centro, ou seja, a empresa deve ser customer centric e não mais stakeholder centric.

Conhecer seu usuário/cliente, seus concorrentes e ter um objetivo definido para seu produto, muitas vezes evita o cenário acima. Mas, isso depende muito da dedicação na análise de dados e pesquisas pra você ter realmente autonomia sobre seu produto. 

Outra situação muito comum é quando a estratégia está atrelada à um objetivo pessoal – que pode ou não estar alinhado com o da empresa – no qual as conquistas estão focadas em entregar apenas funcionalidades, sem saber o quanto são úteis para o cliente. Nesse caso o foco é quantitativo, deixando o qualitativo de lado e fazendo com que o produto perca a qualidade e confiabilidade para o cliente. Na maioria das vezes, esses objetivos estão desconectados com a estratégia da empresa e da transformação digital.

Foco no alvo

Temos as pessoas certas para essa jornada de transformações?

Para realizar uma grande mudança dentro de uma empresa é necessário que todos estejam realmente envolvidos com o objetivo dessa transformação. As pessoas precisam ter em mente o porque a empresa optou por essa iniciativa, quais benefícios serão gerados, os riscos mitigados, etc. Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Em alguns casos, a notícia chega para os colaboradores de uma forma “distorcida” ou como uma ordem e aí o caos reina na empresa. Brincadeiras à parte, mas é quase isso!

A falta de capacitação e o conhecimento necessário para implantar as novas iniciativas pode gerar muitas frustrações, devido ao tempo gasto neste processo e pela demora em obter o retorno sobre o investimento. Como consequência disso, a pressão sobre os colaboradores aumentará de uma forma na qual eles se sentirão sobrecarregados e desmotivados, fazendo com que diminuam sua produtividade ou decidam se desligar.

Toda mudança gera desconfortos, pois as pessoas terão que sair do seu status quo tanto para realizar tarefas de uma forma diferente, quanto para buscar conhecimento. 

Nesse momento, a empresa precisa incentivar as pessoas e proporcionar mais capacitação à elas, mostrando o quão impactante e importante é o processo de transformação digital, além de alinhar e nivelar o conhecimento de todos os envolvidos. 

Esses são os três erros que normalmente encontramos dentro de uma empresa que está passando por transformação digital: a empresa não está pronta e não tem a base necessária para iniciar, não ter a visão correta de produto e não investir nas pessoas certas para iniciar o processo. Investindo nesses pontos ao iniciar sua jornada de mudanças, acreditamos que suas chances de sucesso vão aumentar exponencialmente.

Se você está passando por um processo de transformação digital e está vendo algumas dessas situações rolando, conversa aqui com a gente! Teremos muito prazer em ajudar.

Um abraço!


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Como lançar um produto em pouco tempo se sua empresa é lenta?

Entenda como ter mais dinamismo e menos burocracia para lançar seus produtos de forma mais rápida e ter crescimentos exponenciais

Ouço muito a pergunta de gestores e administradores de empresas: “Como lançar um produto em pouco tempo se minha empresa é lenta?” ou “Será que é possível minha organização lançar rapidamente um produto e sair na frente?”

Atualmente as startups jogam um jogo muito diferente das empresas grandes ou tradicionais. Elas tem muito mais dinamismo, menos burocracia e, por isso, conseguem lançar um produto em pouco tempo, mais rápido e ter crescimentos exponenciais, chegando até a ameaçar os grandes players.

Muitas vezes o desejo da diretoria é ter um projeto que já dê algum tipo de retorno de curto prazo (talvez em 3 meses por exemplo), mas o projeto geralmente vai demorar de 1 ano a 1 ano e meio. Você acaba perdendo o time-to-market e não sai na frente. Isso ainda quando consegue lançar um produto bom.

As empresas até possuem ótimos profissionais, mas que não conseguem jogar o jogo e lançar o produto bom e rápido. O que acontece?

Geralmente, a empresa está uma cultura, um status quo tradicional, e mudar isso é difícil e muitas vezes demorado. Alguns sinais de um status quo tradicional:

  • Muitos projetos em paralelo, tirando o foco das pessoas
  • Baixa transparência do que está acontecendo nos projetos
  • Equipe acostumada com o status quo atual e quer fazer um produto 100% perfeito para lançar, com uma perfeição técnica absurda
  • Medo de desafios. “E se der alguma coisa errada no caminho?” muitos pensam, e acabam nem se mexendo.
  • Algumas empresas iniciam o processo de contratação de pessoas, mas até achar no mercado, fazer o onboarding, e depois começar a mudar o mindset do time, já se passou muito tempo.

Conversamos com empresas diariamente, como vemos que as pessoas estão conseguindo quebrar essas barreiras e lançar um produto rápido?

Basicamente vemos dois grandes modelos de sucesso:

1) Criar uma célula separada, dentro da organização.

Essa célula pode ser mais ou menos acoplada na organização.
– Uma célula mais acoplada pode ser como uma área de inovação.
– Uma célula menos acoplada, acaba até sendo um spin-off, as vezes até com outra marca.
Em ambos os casos é vital ter profissionais que consigam conduzir essa equipe com a agilidade. Ter um Agile Coach que consiga auxiliar com ferramentas e mindset ágil pode definir o sucesso ou fracasso da iniciativa. Caso contrário, o time não fará muito diferente.

2) Contratar um time de especialista, um SQUAD, que já esta acostumado com estes desafios e resolve este tipo de problema mais rápido. É importante escolher o fornecedor correto e mesclar o time externo com algumas pessoas internas, principalmente pessoas sênior de negócios e TI.

Em ambos os casos, lançar um produto em pouco pode variar de alguns poucos meses, até 1 ano. Tudo depende de quanto se conhece o mercado. Em projetos com menos conhecimento do mercado, no começo, time será composto por mais pessoas de pesquisa (Research). Se o time já conhece bem o mercado o lançamento acaba sendo em um espaço menor de tempo.
Mas independente disso, é essencial a validação das hipóteses do problema junto aos clientes potenciais, com soluções tipo MVP. Somente depois disso, deixar o produto mais robusto e mais escalável.

A agile.inc é especialista em ambos os casos, ajudando as empresas a lançarem melhores produtos, que de vantagem competitiva nesse mercado tão complexo.

Quer entender melhor como funciona nosso trabalho? Clique aqui e entre em contato!

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