Scrum

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Treinamento ou consultoria? 8 dicas para descobrir a jornada para implementar os métodos ágeis

Saiba qual a melhor solução para o cenário que você se encontra e alcance os reais benefícios de ser ágil

Por Antonio Costa

Ter mais performance, mais produtividade e ser mais ágil é um dos principais objetivos de diversas pessoas atualmente, em qualquer área, não é mesmo? Você sabe que precisa trabalhar de forma diferente, quer ter entregas que atendam realmente o cliente e atingir da melhor forma os objetivos da organização… Mas o ponto é: para poder chegar até lá, é necessário o apoio de consultoria? Preciso treinar minha equipe, e em quais treinamentos? Como monto esse quebra cabeça entre treinamento, consultoria ou contratação?

E a nossa resposta é: depende muito do estágio que você está! Em alguns momentos é possível fazer alguns treinamentos e aprender técnicas e maneiras de resolver estes desafios. Em outros, é necessário ter um apoio de um especialista externo para ajudar a incorporar e colocar em prática todo esse ensinamento.

Treinamento ou consultoria 8 dicas para implementar métodos ágeis em uma empresa

Para ajudar a entender melhor, vou sugerir a seguir alguns cenários bem comuns para você tentar se identificar em alguma situação e entender em qual passo você está e como a Agilidade pode te auxiliar, seja com treinamento ou consultoria. Confira:

1 – “Ainda não conheço sobre métodos ágeis, só ouvi falar.”

Se você ouve muito falar sobre Agilidade mas não entende muito bem sobre esse assunto, existem algumas literaturas que podem te ajudar, como: “A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”, do Jeff Sutherland e “Scrum e XP direto das Trincheiras”, do Henrik Kniberg. Esses dois livros são indispensáveis para quem está começando nesse universo! Agora se você precisa de um material mais rico, e contar com o apoio de uma pessoa que te ensine na prática, sanando as dúvidas mais específicas, treinamentos como o Professional Scrum Foundations te proporcionarão esse conhecimento rápido e aplicável, e além disso, você ganha um voucher para fazer a prova PSMI oficial da Scrum.org.

2 – “Pesquisei sobre, sei um pouco, mas tenho dúvidas se funciona na minha realidade.”

Se os métodos e conceitos ágeis já não são mais um bicho de sete cabeças, mas você ainda sente dificuldade em incorporar ao seu dia a dia, você pode destravar essa oportunidade com a ajuda de um profissional experiente no assunto. Isso é bem comum de acontecer e pode ser facilmente resolvido com um diagnóstico rápido. Entre em contato com a gente, que agendamos uma reunião sem custo para fazer esse diagnóstico.

Outra forma de saber se aplica na sua realidade é ver esse vídeo – explicamos sobre como implementar os princípios ágeis em qualquer time, seja na área de Marketing, Recursos Humanos, Financeira, Jurídica, Operações, entre outras, principalmente fora da TI. Clique aqui e assista!

3 – “Li bastante, mas não sei se estou aplicando da melhor maneira.”

Você já reorganizou seu time para usar Scrum e outros conceitos ágeis, leu alguns livros e aprendeu algumas dinâmicas, mas ainda percebe que essa não tem sido a melhor maneira ou que tem itens a melhorar para deixar o time mais efetivo? Calma que dá pra melhorar e ajustar muito mais o método para o seu dia a dia. É ideal sim buscar esse conhecimento de forma empírica, aprendendo e melhorando diariamente, mas se você precisa acelerar esse processo para ter melhores resultados, minha dica é investir em conhecimento prático. 

E isso pode ocorrer de duas formas: com um curso de Fundamentos com técnicas práticas e avançadas para sua empresa, para capacitar um grupo de pessoas através de treinamentos in company. Ou ter o apoio de uma consultoria especializada para aumentar a maturidade ágil dos envolvidos. Dessas maneiras citadas, você vai descobrir o melhor jeito de implementar os métodos ágeis em seu dia a dia, tendo benefícios visíveis a curto prazo.

4 – “Quero aprender mais, mas tenho dinheiro limitado.”

Ok, se o momento não é apropriado para um grande investimento em capacitação de pessoas dentro de sua empresa, há diversas opções de treinamentos individuais que podem ser feitos de acordo com a área de atuação de cada pessoa. Esse é o momento de escolher algumas pessoas da sua equipe, ou você mesmo, e buscar a profissionalização dos mesmos. 

Além do curso de Scrum Foundations – essencial para todos que estão começando na Agilidade, você pode dar um passo a mais e se especializar fazendo os treinamentos de Product Owner ou de Scrum Master, por exemplo e replicar todo esse conhecimento internamente, em sua organização. Se você é um líder da sua organização, o PAL-E é uma ótima forma de aprender mais sobre como deixar os times mais ágeis.

5 – “Sei que posso ter benefícios e que se aplica em minha realidade, mas não sei quais, nem sei como…”

Nesta fase, para ter esses resultados de forma mais rápida e assertiva é essencial apostar num bom diagnóstico para ter uma solução focada em sua realidade. Para esses novos conceitos realmente gerarem valor, é preciso incorporá-los de maneira profunda, profissional e customizada às suas necessidades. Não corra o risco de implantar a Agilidade em sua área de forma mecânica! Em um diagnóstico gratuito e de apenas 2 horas, podemos te ajudar a entender qual o melhor processo ágil para o seu time ter mais resultados e mais produtividade. 

Clique aqui e tenha seu diagnóstico rápido 

6 – “Já tentei usar as práticas, mas sinto que ainda faço coisas erradas e por isso não tenho todos os benefícios.”

Se esse é o seu desafio atualmente, é importante ter pessoas chaves para se capacitar e fazer treinamentos de acordo com sua área de atuação e levar esse conhecimento para outras camadas da empresa, como líderes, gerentes e diretores, para assim o impacto desse novo conhecimento ser muito maior e proporcionar mais resultados em diversas áreas. 

Conheça os treinamentos de Scrum Master, Agile Leadership Essentials e Scaled Professional Scrum.

Mas, se ainda assim é difícil para você enxergar como esses métodos te ajudam a ser mais ágil, a ter mais produtividade e melhores entregas, busque uma consultoria que vai te ajudar a identificar as melhores práticas para a sua realidade e remover amarras do sistema que você possui hoje.

7 – “Já faço muitas práticas ágeis, mas sinto que minha empresa ainda tem amarras…”

É isso! Se você já consegue identificar os impedimentos que atrapalham o desempenho do time e as entregas, mas ainda assim não consegue removê-los, é preciso trabalhar na cultura, nas práticas, no produto e nas pessoas, de forma que todo o mindset seja transformado, seja realmente ágil.

Entenda como funciona nossa Consultoria Enterprise

8 – “Tenho profissionais que ainda precisam evoluir em suas áreas de especialização.”

Sem dúvida nenhuma, nessa situação é preciso treinar! É muito comum vermos no mercado, diversos Scrum Masters e/ou Product Owners imaturos, atuando de forma mecânica e que precisam aprender o verdadeiro ágil. Se este é o cenário que você se encontra, a capacitação é a melhor escolha. Confira os treinamentos oficiais da Scrum.org no Brasil e veja qual mais se encaixa em seu papel e dia a dia.

Mas qual é a melhor solução?

Se sua dor não é uma das descritas acima ou se ainda está em dúvida sobre todo esse processo, nos envie uma mensagem, teremos o maior prazer em lhe ajudar.  Vale ressaltar que o fator financeiro também é determinante nestas escolhas… E investir um pouco mais – seja em treinamentos ou consultoria – te ajuda a ter os reais benefícios a curto prazo, com muito mais chances de sucesso.

Se já descobriu que precisa de treinamento – cuidado com os cursos que te ensinam apenas o básico. Aprenda direto com quem trabalha com os criadores e aprenda o verdadeiro ágil. Se o seu caso precisa de um apoio de consultoria, podemos bater um papo sobre como te ajudar nesse processo!

De forma macro, você pode investir em treinamentos individuais, treinamentos in company, ter um diagnóstico rápido para entender mais, ter um diagnóstico mais aprofundado para saber como vai ser aplicado no seu caso, ou já ter o apoio da consultoria nessa jornada. Essas são as ferramentas que você pode usar para te apoiar na sua jornada ágil.

Montar essa quebra cabeça é complexo e difícil… Mas as coisas certas, nos lugares certos, fazem você ganhar mais o jogo e atingir uma maturidade ágil elevada e um novo mindset.

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Como as metodologias ágeis podem organizar processos de trabalho

Entenda agora como funciona a aplicação de metodologias ágeis na prática para ter um time mais eficiente e ágil

Muito se fala sobre os benefícios do uso de metodologias ágeis, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras como Marketing, RH, Vendas, Financeira, etc… Entretanto, uma das dúvidas mais frequentes relacionada à esse assunto é “como um processo ágil organizado funciona de verdade na prática?”. Também surgem perguntas como: “Ok, eu quero ser mais ágil, mas como isso pode funcionar pra mim?”

Antes de responder essa pergunta, vale ressaltar que, se você não possui um processo de trabalho bem estruturado e bem implantado, provavelmente seu time deve estar com desperdícios ou sendo muito improdutivo no dia a dia. E isso acontece por diversos motivos:

  • Falta de objetivo claro e propósito
  • Falta de clareza sobre papéis e responsabilidades 
  • Incertezas perante à organização
  • Muito retrabalho e desperdícios

Ou seja, não adianta ter um processo de trabalho organizado, armazenado num documento dentro de uma rede, e não implantado, que as pessoas não vivam em uma base diária.

Benefícios de um time ágil

Além disso, se você tem um processo bem definido e ele não for tradicional, se ele tiver conceitos ágeis incorporados, e for praticado por cada pessoa, no dia a dia do time, os benefícios são imensos. 

Ao implementar os conceitos e metodologias ágeis em um time, ele passa a:

  • Ter chances de produzir muito mais
  • Ser mais assertivo nas tarefas 
  • Entrar em ciclos de melhoria contínua
  • Evitar o desperdício e o retrabalho
  • Ter mais coordenação e dar mais visibilidade para a liderança
  • Melhorar a comunicação entre todos os envolvidos
  • Ser mais eficaz e eficiente como um todo

Como implementar essas mudanças na prática

Tudo parece lindo na teoria, mas e na prática? Para deixar seu time mais ágil e com um processo melhor estruturado, primeiramente, é necessário entender que cada time e empresa vai ter uma solução diferente. Ou seja, não existe certo ou errado, mas sim um método organizado para atender às SUAS necessidades e te ajudar a atingir os SEUS objetivos.

Esse é o nosso modelo de implementação de um processo ágil para uma área de marketing, neste caso. Não necessariamente é o que vai funcionar para você, mas já pode servir como base e te auxiliar a descobrir o seu formato ideal. 

Foto de um modelo de Processo Ágil Organizado usado em uma área de Marketing
Foto de um modelo usado em uma área de Marketing

Para te ajudar nesse processo, selecionamos os principais pontos de uma implementação de um processo ágil:

Definir os objetivos de forma clara 

Não adianta querer usar novos conceitos de trabalho dentro de um time, se ele não tem uma visão bem clara de qual o propósito das iniciativas. As técnicas de OKR são ideais para definir os objetivos e resultados-chaves para atingir as metas  e ter clareza do que está acontecendo no dia a dia de trabalho.

“Se você não sabe para onde ir, provavelmente seu time estará sempre perdendo.”

Estruturando a lista de tarefas 

Quando definimos a visão do projeto ou produto, começamos uma estruturação do backlog, ou seja, criamos uma lista ordenada de tarefas a serem executadas para atingir determinado objetivo. Usamos diversas dinâmicas e técnicas para selecionar esses itens (Design Sprint, Lean Inception, etc) e assim criamos o Product Backlog.

Em seguida, é muito importante fazer a correta priorização e ordenação desse backlog, começando os trabalhos pelas tarefas mais importantes, ou pelas que possuem mais dependência, identificando e removendo os impedimentos, etc.

Começando as Sprints

Depois de refinar os itens e definir o Sprint Backlog e começamos a trabalhar nas Sprints – que são ciclos constantes com períodos pré-definidos para desenvolver as entregas. Neste exemplo da campanha de marketing, como o time era muito volátil, fizemos Sprints de uma semana, pois além do cenário ainda incerto, tudo era adaptação e as pessoas estavam sendo treinadas e trabalhando neste novo formato, ao mesmo tempo.

Quadro Kanban para gestão visual em um time ágil em uma área de Marketing

Nesse primeiro ciclo, o time deve trabalhar focado no Sprint Goal (objetivo daquele período) e, ao final de cada Sprint, chamamos uma série de stakeholders para falar das entregas, dos resultados, ter o momento dos feedbacks e ajustar qualquer item para o próximo ciclo de trabalho.

Vale ressaltar aqui que a transparência e a gestão visual são essenciais nesse novo formato de trabalho. Usamos diversas técnicas e conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0, entre outras.

Entre num processo de melhoria contínua

Ao final desse novo ciclo de trabalho, pare e pense: se você pudéssemos voltar no passado e fazer tudo de novo, faríamos tudo igual? Ou teríamos feito algo diferente? Nessa retrospectiva, é possível identificar e selecionar um ponto de melhoria, e ter um plano de ação para trabalhar nele, junto com os outros itens do backlog, na Sprint seguinte… Iniciando assim um processo de melhoria contínua.

Treine as pessoas

Uma das fases mais importantes de uma implementação de metodologias ágeis é a de aculturamento. Esse é o momento no qual as pessoas passam por uma série de treinamentos, com objetivo de não apenas aprender novos conceitos, mas de realmente mudar o paradigma e atingir os objetivos. Aplicamos diversos treinamentos oficiais (com certificação) para elevar o nível de conhecimento e de experiência prática das pessoas. 

Tenha métricas e dados 

De nada adianta esse novo formato de trabalho, se não é possível mensurar! Tenha dados e métricas, tanto métricas de resultado (outcome), como de tarefas (output). Elas servem para entender o quanto essa iniciativa está sendo positiva ou precisa de ajustes. São esses indicadores que ajudam a guiar o time para ser melhor a cada Sprint!

Lembrando que, se você não tiver as pessoas corretas para te ajudar, toda essa iniciativa para ter um processo ágil, mais organizado e estruturado, pode fracassar. Se você ainda tem alguma dúvida sobre essa transformação, fale com um de nossos consultores e solicite um diagnóstico para saber se as metodologias ágeis vão funcionar para o seu time.

Quer que seu time trabalhe de forma mais ágil e estruturada?

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A Jornada do Agilista: qual o ciclo de vida desse papel dentro de um time?

Entenda melhor como é o começo, meio e o fim da atuação do especialista em Agilidade dentro de time de desenvolvimento de produtos digitais

Por Fabricio Pequeno e Ricardo Avigro
A Jornada do papel de Agilista e seu ciclo de vida dentro de um time Ágil

Considerada uma das 15 profissões emergentes de 2020 no Brasil – segundo um estudo publicado pelo LinkedIn, o Agilista, ou Agile Coach, ou Scrum Master, ou Agile Master, ou Agile Expert, entre outros nomes dados ao papel do especialista em Agilidade, é um dos trabalhos que mais cresce nos últimos tempos… Mas, você sabe como é a jornada do Agilista, seu desenvolvimento e/ou crescimento desta carreira? Ou qual o ciclo de vida desse papel dentro de um time?

Foi pensando nisso que, nós, Ricardo Avigro e Fabricio Pequeno, resolvemos escrever esse artigo! A ideia da Jornada do Agilista não surgiu para ser uma jornada definitiva, ela foi idealizada a partir do momento no qual foi perceptível um comportamento recorrente em times ágeis.

Não significa também que, seguindo essa jornada, você vai conseguir sucesso absoluto. Esse caminho defende que o Agilista tem um ciclo de vida a cumprir dentro de um time e expõe alguns marcos importantes, no qual devemos ficar atentos antes de cobrar maturidade e auto-organização das pessoas.

Pense que, por alguma vez, conversando com agilistas, você se deparou com dúvidas sobre “como é o nível de sucesso desta função?”. O papel de Agilista sempre deixou muito vago como você pode fazer as coisas e o quanto você pode fazê-las…. Não estamos aqui para limitar sua criatividade, nem o trabalho, muito menos o histórico de cada um, porém é muito importante que a gente tenha um rumo para seguir. E, com isso, nasceu a essa jornada, uma entre tantas outras que pode ser um bom caminho a ser tomado.

… Agora vamos ao que interessa, a Jornada do Agilista

Muita coisa acontecendo, correria, entregas parciais, atividades entrando no meio da sprint, desenvolve nessa sprint e na outra testa, “daily, para que isso?”, “retro só sai problemas direcionado a pessoas e não tem nada de positivo”, mas, no geral o time está bem, faz entregas e é auto-organizável para realizar suas atividades. 

Identificou alguma coincidência com algo citado? Bom, nós já passamos por algumas situações assim, e aí pensamos: “O que fazer? Por onde começo? Como agir?”. Pensando nisso, mapeamos o que chamamos de “Jornada do Agilista”, com base em nossas experiências que deram certo. 

Etapa 1 – ENTENDIMENTO

Cheguei em um time, e agora? Entendemos que é preciso fazer uma leitura do ambiente. Ok! Você já leu isso em todos os lugares, por isso, vamos lá… Como fazer essa leitura ou como chamamos, “Entendimento”, que é dividido em quatro etapas:

Fluxo para explicar a fase de entendimento de times ágeis

1 – Entenda quem é o seu time, quem são as pessoas, converse com cada um e ouça seus desafios, seu momento e suas dificuldades, sem julgamentos! Entenda o perfil técnico também, isso é muito importante. Não precisa entrar no detalhe de código, mas é bom saber minimamente;

2 – Analise o fluxo de trabalho atual. Alguns times acham que tem um fluxo de trabalho quando na verdade é um go horse disfarçado e, na loucura do dia a dia, não conseguem ver o quanto geram de retrabalho para eles mesmo. Examine também as restrições, pois muitas empresas têm processos originados do modelo tradicional e, algumas vezes, precisamos conviver com isso por um certo tempo.

3 – Entenda o backlog do produto e sua priorização. Sim, o Agilista pode ajudar o Product Owner com o backlog, questionar as priorizações e ajudar a gerar mais valor nas entregas, e isso influencia diretamente no próximo ponto.

4 – Saiba o propósito do time. Um time sem propósito vira um time tarefeiro, uma fábrica de software e isso desmotiva as pessoas.

Não existe um tempo ou uma ordem para toda essa análise, colocamos assim pois foram os pontos que achávamos mais importante e que davam base para a ação seguinte.

Etapa 2 – AÇÕES 

Depois que você tiver todo esse entendimento, chega o momento mais desafiador e pode ser contraditório com algumas literaturas, mas, é o momento de “AGIR”!

  • Identifique os problemas, monte uma proposta e apresente para a hierarquia da empresa – é muito importante estar sempre alinhado com seus superiores.
  • Apresente essa proposta para o time e busque aliados para implantação deste plano. Embora muitos falem o contrário e na agilidade pregamos que as mudanças fazem parte, as pessoas tendem a resistir à elas, por isso, quanto mais aliados você tiver, melhor para a implantação da proposta.
  • Deixe essa proposta visível para todos, compartilhe a jornada de desenvolvimento, acordos de trabalho e o que mais achar necessário.

Um dos pontos mais difíceis e cruciais desta etapa é identificar os sabotadores. Nem todos estão preparados para a mudança, seja por qual motivo for – e, sim, sabotadores existem e temos que lidar com eles. Como? Elimine-os!

Nem sempre um sabotador será uma pessoa, às vezes pode ser um processo não muito inteligente que gere desperdício, mas no geral são pessoas, e podem ser pessoas do time, de outras equipes que temos dependência ou até mesmo um gestor desconfiado e centralizador.

Essa é a parte mais complicada, pois não lemos isso (pelo menos nunca li diretamente). Mas, na prática, o sabotador se tornou um impedimento na melhora do fluxo de trabalho, implementação da proposta e/ou dia a dia do time. E falando em impedimento, nós, Agilistas, removemos como ninguém!

Para cada tipo de sabotador, temos um tipo ação a ser tomada:

  • Uma Pessoa do Time: Já li que o time deve ou não permitir uma determinada pessoa ali e, nós como Agilistas, só atuamos quando o time sinaliza. Porém, algumas vezes o time não tem maturidade para isso ou ainda não percebeu que determinada pessoa é um sabotador. Por isso, você Agilista, sim, você mesmo, deve colocar seu casaco de “general” e determinar que o sabotador seja retirado do time. (a forma de fazer isso dependerá da autonomia que terá dentro da organização, porém deve reportar o caso ao gestor direto da pessoa para que a ação seja tomada. Lembrando que deve sempre ter exemplos das situações que o levaram a tomar essa decisão e após feedbacks com esse “sabotador”.)
  • Gestor centralizador: O ideal é entender e minimizar o medo ou insegurança que ele tenha sobre o trabalho, seja falta de visibilidade, achar que o time faz muita reunião e “coda” pouco, achar que a falta de um cronograma prejudica a visão, enfim o ideal é entender e remover esse “sabotador”, pois mesmo de forma inconsciente ou indireta essas atitudes atrapalham o andamento do fluxo e consequentemente as entregas.

O que queremos dizer aqui é que, independente do que ou quem esteja atrapalhando, o andamento do fluxo e proposta estabelecida, deve ser removido.

Outro ponto importante é sempre estimular o time para ações que garantam o fluxo da jornada de desenvolvimento, uma vez estabelecido, ele deve ser cumprido. Considere sempre, os refinamentos e tenha as dependências mapeadas. Elas serão extremamente importantes para o engajamento do time em relação a Qualidade e Entrega – são coisas que não podem ser negociadas e uma não caminha sem a outra.

Nesse ponto que entraremos a seguir – que também é polêmico, pois muitos dizem que a área de Produto não faz parte do papel do Agilista, mas, na prática, como trabalhamos junto com a pessoa que energiza o papel de  Product Owner, é muito importante orientar e ajudar. E como podemos fazer isso?

  • Primeiro, é preciso garantir que o backlog esteja claro, disponível e entendido pelo time, e depois para toda a empresa. 
  • Em seguida, devemos também deixar transparente para todos as entregas do time.

Etapa 3 – DISSEMINAÇÕES 

Tendo a visibilidade do backlog e das entregas do time, começamos a entender e questionar se essas entregas estão alinhadas com o propósito do produto. E, para que isso seja possível, precisamos entender e conhecer nosso cliente, olhar pela ótica de UX e UI, para saber como é sua jornada e sua experiência usando este produto. 

Neste momento, é muito importante que você e a pessoa que atua como PO fiquem próximas de que faz o papel de Designer e do especialista da Área de Produtos. Aliás, essa parceria é essencial em todas as etapas e, levar todo esse entendimento para o time para que participem das decisões estratégicas, traz um senso de “dono do produto”, e você verá que isso fará toda a diferença. 

Por fim, pensando sempre em visibilidade, criamos um painel no qual é possível mostrar todas as entregas do produto, voltadas para as experiências do usuário, independente de times.

Literatura x Realidade

Algumas literaturas trazem modelos do que devemos seguir, eventos com sequências nas quais, independente de serem eficazes ou não, são importantes de se fazer. Não achamos que isto está errado, a questão é que poucas vezes vimos uma orientação realmente voltada ao Agilista nisso tudo…. 

Subentende-se que o Agilista deverá saber como se comportar e que a evolução do time irá acontecer perfeitamente como descrito a partir das situações propostas. O entendimento dos ciclos em muitas vezes é aplicado para produtos e para a maturidade do time, porém não é aplicado para a evolução do Agilista sobre a ótica de progresso do time como um todo. 

Nossa proposta é de conscientizar a todos que existe um ciclo de vida para a atuação do Agilista dentro de um time e que, esse ciclo, a partir de sua completude, não indica que uma deverá ter uma promoção e sim um critério de sucesso, visando o direcionamento de carreira. Assim, podemos buscar um outro time no qual nossa atuação terá resultados mais expressivos – visando a maturidade como um todo em uma empresa.

Essas foram algumas ações que adotamos e nos fizeram alcançar sucesso nos projetos que atuamos. Claro que nem sempre acertamos e aqui contamos apenas o que funcionou…

Deixe nos comentários se já passou por algo parecido e o quanto essa jornada se aplica a sua realidade. Valeu, até a próxima!

 
 
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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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