Kanban

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Como as metodologias ágeis podem organizar processos de trabalho

Entenda agora como funciona a aplicação de metodologias ágeis na prática para ter um time mais eficiente e ágil

Muito se fala sobre os benefícios do uso de metodologias ágeis, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras como Marketing, RH, Vendas, Financeira, etc… Entretanto, uma das dúvidas mais frequentes relacionada à esse assunto é “como um processo ágil organizado funciona de verdade na prática?”. Também surgem perguntas como: “Ok, eu quero ser mais ágil, mas como isso pode funcionar pra mim?”

Antes de responder essa pergunta, vale ressaltar que, se você não possui um processo de trabalho bem estruturado e bem implantado, provavelmente seu time deve estar com desperdícios ou sendo muito improdutivo no dia a dia. E isso acontece por diversos motivos:

  • Falta de objetivo claro e propósito
  • Falta de clareza sobre papéis e responsabilidades 
  • Incertezas perante à organização
  • Muito retrabalho e desperdícios

Ou seja, não adianta ter um processo de trabalho organizado, armazenado num documento dentro de uma rede, e não implantado, que as pessoas não vivam em uma base diária.

Benefícios de um time ágil

Além disso, se você tem um processo bem definido e ele não for tradicional, se ele tiver conceitos ágeis incorporados, e for praticado por cada pessoa, no dia a dia do time, os benefícios são imensos. 

Ao implementar os conceitos e metodologias ágeis em um time, ele passa a:

  • Ter chances de produzir muito mais
  • Ser mais assertivo nas tarefas 
  • Entrar em ciclos de melhoria contínua
  • Evitar o desperdício e o retrabalho
  • Ter mais coordenação e dar mais visibilidade para a liderança
  • Melhorar a comunicação entre todos os envolvidos
  • Ser mais eficaz e eficiente como um todo

Como implementar essas mudanças na prática

Tudo parece lindo na teoria, mas e na prática? Para deixar seu time mais ágil e com um processo melhor estruturado, primeiramente, é necessário entender que cada time e empresa vai ter uma solução diferente. Ou seja, não existe certo ou errado, mas sim um método organizado para atender às SUAS necessidades e te ajudar a atingir os SEUS objetivos.

Esse é o nosso modelo de implementação de um processo ágil para uma área de marketing, neste caso. Não necessariamente é o que vai funcionar para você, mas já pode servir como base e te auxiliar a descobrir o seu formato ideal. 

Foto de um modelo de Processo Ágil Organizado usado em uma área de Marketing
Foto de um modelo usado em uma área de Marketing

Para te ajudar nesse processo, selecionamos os principais pontos de uma implementação de um processo ágil:

Definir os objetivos de forma clara 

Não adianta querer usar novos conceitos de trabalho dentro de um time, se ele não tem uma visão bem clara de qual o propósito das iniciativas. As técnicas de OKR são ideais para definir os objetivos e resultados-chaves para atingir as metas  e ter clareza do que está acontecendo no dia a dia de trabalho.

“Se você não sabe para onde ir, provavelmente seu time estará sempre perdendo.”

Estruturando a lista de tarefas 

Quando definimos a visão do projeto ou produto, começamos uma estruturação do backlog, ou seja, criamos uma lista ordenada de tarefas a serem executadas para atingir determinado objetivo. Usamos diversas dinâmicas e técnicas para selecionar esses itens (Design Sprint, Lean Inception, etc) e assim criamos o Product Backlog.

Em seguida, é muito importante fazer a correta priorização e ordenação desse backlog, começando os trabalhos pelas tarefas mais importantes, ou pelas que possuem mais dependência, identificando e removendo os impedimentos, etc.

Começando as Sprints

Depois de refinar os itens e definir o Sprint Backlog e começamos a trabalhar nas Sprints – que são ciclos constantes com períodos pré-definidos para desenvolver as entregas. Neste exemplo da campanha de marketing, como o time era muito volátil, fizemos Sprints de uma semana, pois além do cenário ainda incerto, tudo era adaptação e as pessoas estavam sendo treinadas e trabalhando neste novo formato, ao mesmo tempo.

Quadro Kanban para gestão visual em um time ágil em uma área de Marketing

Nesse primeiro ciclo, o time deve trabalhar focado no Sprint Goal (objetivo daquele período) e, ao final de cada Sprint, chamamos uma série de stakeholders para falar das entregas, dos resultados, ter o momento dos feedbacks e ajustar qualquer item para o próximo ciclo de trabalho.

Vale ressaltar aqui que a transparência e a gestão visual são essenciais nesse novo formato de trabalho. Usamos diversas técnicas e conceitos de Scrum, Kanban, Gestão 3.0, entre outras.

Entre num processo de melhoria contínua

Ao final desse novo ciclo de trabalho, pare e pense: se você pudéssemos voltar no passado e fazer tudo de novo, faríamos tudo igual? Ou teríamos feito algo diferente? Nessa retrospectiva, é possível identificar e selecionar um ponto de melhoria, e ter um plano de ação para trabalhar nele, junto com os outros itens do backlog, na Sprint seguinte… Iniciando assim um processo de melhoria contínua.

Treine as pessoas

Uma das fases mais importantes de uma implementação de metodologias ágeis é a de aculturamento. Esse é o momento no qual as pessoas passam por uma série de treinamentos, com objetivo de não apenas aprender novos conceitos, mas de realmente mudar o paradigma e atingir os objetivos. Aplicamos diversos treinamentos oficiais (com certificação) para elevar o nível de conhecimento e de experiência prática das pessoas. 

Tenha métricas e dados 

De nada adianta esse novo formato de trabalho, se não é possível mensurar! Tenha dados e métricas, tanto métricas de resultado (outcome), como de tarefas (output). Elas servem para entender o quanto essa iniciativa está sendo positiva ou precisa de ajustes. São esses indicadores que ajudam a guiar o time para ser melhor a cada Sprint!

Lembrando que, se você não tiver as pessoas corretas para te ajudar, toda essa iniciativa para ter um processo ágil, mais organizado e estruturado, pode fracassar. Se você ainda tem alguma dúvida sobre essa transformação, fale com um de nossos consultores e solicite um diagnóstico para saber se as metodologias ágeis vão funcionar para o seu time.

Quer que seu time trabalhe de forma mais ágil e estruturada?

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Você parece Ágil, mas não tem foco no Cliente? Provavelmente está perdendo o jogo!

Entenda como o foco no usuário e em sua jornada deve ser o ponto central do desenvolvimento para um produto digital de sucesso

Por Antonio Costa
Placar do jogo

Muitas empresas que estão no processo de Transformação, seja Digital ou Ágil, estão cometendo um erro muito grave em sua esteira de Desenvolvimento de Produto. Existe um grande foco no Produto e um baixo foco no Cliente. Isso faz com que a organização até tenha entregas mais organizadas e mais rápidas, mas ainda pouco eficazes. 

E sabe por que isso acontece? Às vezes a empresa tem um grande foco em ganhar dinheiro e não percebe que se dar mais atenção para a dor do cliente e atacar essas dores de forma mais organizada, o lucro vem por consequência.

Para isso, é necessário haver uma mudança de pensamento, na qual chamamos por aqui de “Foco em Produtos para Foco em Jornada e Cliente”. Vou explicar melhor no que consiste esse conceito.

Foco em Produto

É quando uma organização olha apenas seu produto, esquecendo seu cliente – o produto vem em primeiro lugar. Pode ser que ela até tenha um time ágil ou práticas ágeis, mas provavelmente o pensamento predominante venha a ser o pensamento tradicional, que faz o time buscar a eficiência operacional. Empresas com foco em eficiência demasiada, ou com grande foco no produto possui algumas características, como:

  • Começar a análise para a criação de produto ou funcionalidade, pelos sistemas internos – o sistema interno vai moldar a solução;
  • Focar em fechar requisitos, ter tudo detalhado;
  • As áreas de Negócio e TI trabalhando ainda separadas, onde não existe grande confiança entre elas;
  • Times de desenvolvimento olhando apenas sua entrega, buscando entregar mais tarefas;
  • Desalinhamento dos canais, pois como o foco é em eficiência, não precisa um canal esperar o outro;
  • Grande foco na produtividade dos times;
  • Mudanças de requisitos não são bem-vindas;
  • Foco em lançar novas funcionalidades, sem medir o que já existe;
  • Entregar o produto é mais importante que a qualidade do que já está feito.

Essa lista pode ser extensa e caberia aqui um novo texto para enumerar mais características e até detalhá-las…. Entretanto, vamos falar do que realmente importa: o modelo correto – Foco na Jornada e no Cliente.

Foco em Jornada e Cliente

Quando um time foca na jornada e no cliente, significa que o usuário final REALMENTE está no centro de todo desenvolvimento de um produto. Entenda um pouco melhor sobre as características desse time:

  • Começa pela necessidade do cliente para definir a solução viável;
  • Têm clara a jornada dos usuários e personas;
  • Áreas de Negócio e TI trabalhando diariamente em conjunto, de forma colaborativa;
  • Times orquestrando as entregas, com foco em valor;
  • Experiências iguais em todos canais (omnichannel);
  • Ciclos curtos para coletas de feedbacks com clientes;
  • Análises baseadas em dados dos clientes;
  • Abertura para mudança de escopo;
  • Foco no cliente e também em suas emoções;
  • Objetivos da empresa com foco em negócios ou cliente, e não metas para entrega de projetos;
  • Grande preocupação com a qualidade do produto (pois se você lançar algo que não funciona direito, nada agregará para o cliente;
  • preocupação em medir as features utilizadas ou não utilizadas e simplificar as funcionalidades – ao invés de lançar mais coisas novas;

Essa lista também não acaba por aqui, mas nela constam os principais pontos que vemos no mercado. A grande mudança, em termos gerais, consiste em se preocupar com a experiência do cliente, na sua jornada ao usar aquele produto digital.

Exercício

Visto os pontos acima, sugiro que você volte nessas listas e faça uma reflexão: “quantos itens acima você consegue identificar em seu time? Eles estão trabalhando com foco no cliente ou mais foco no Produto?

Sugiro também você se colocar no lugar do cliente, mas da seguinte forma, por alguns instantes: 

  1. Lembre-se de algum serviço ou produto que você consumiu recentemente, que proporcionou uma experiência muito desagradável para você… Lembre-se antes de seguir.
  2. O que você sentiu? Raiva, impotência? Pensou ou falou mal desta marca? Qual foi sua atitude?
  3. Agora se pergunte: será que o produto que você está criando, pode estar gerando esses mesmos sentimos em seu usuário? Ele pode estar reclamando da sua marca ou está desapontado com a experiência que teve ao usar esse produto?

Por fim, tenha em mente que o cliente vai consumir seu produto não por que você usa Scrum ou Kanban ou qualquer outro método ágil; não por que você possui tecnologias legadas ou disruptivas; o cliente vai comprar seu produto ou serviço, por que ele gera algum benefício para ele ou resolve uma dor do seu dia a dia.

E se você quiser tirar alguma dúvida ou falar mais sobre esse assunto, deixe seu comentário aqui ou fale conosco!

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